Ring
Eu me lembro das lágrimas escorrendo pelo seu rosto
Quando eu disse: Nunca te deixarei ir embora
Quando todas as sombras quase acabaram com a sua luz
Eu lembro quando você disse: Não me deixe aqui sozinho
Mas tudo está morto e acabado e já passou nessa noite
Apenas feche seus olhos
O sol está se pondo
Você ficará bem
Ninguém pode machucá-lo agora
Ao chegar à luz da manhã
Nós ficaremos sãos e salvos
Safe & Sound - Taylor Swift (feat. The Civil Wars)
Quando saio para procurar Dormouse encontro a cozinha vazia, vou até a mesa e pego alguns bolinhos que estão dispostos e uma xícara vazia a enchendo de chá e volto para o quarto onde Barbie está sentada na cama com Bell.
- Dormouse não estava na cozinha nem os meninos, será que foram ao sótão? - Me sento do outro lado e coloco os bolinhos no colo do Bell.
- Talvez... Eu ouvi alguns passos agora a pouco lá fora, devem ter sido eles subindo... - Barbie se levanta. - Bem eu vou fazer o almoço lembro que Dormouse disse que faria, mas aparentemente desistiu.
- Vou logo atrás de você apesar de eu só saber fazer bolo. - Abel me encara. - Vou fazer um bolo pra você quando voltarmos.
- Eu mal vejo a hora! - Ele beberica o chá. - Obrigado...
Barbie saí batendo a porta, subo na cama e o abraço enquanto ele come os bolinhos.
- Sabe... - Abel me encara. - Eu mal imaginaria a uma semana que eu estaria aqui com você do meu lado e te abraçando. - Ele sorri. - Eu nunca quis te machucar ou me afastar de você sempre quis que você ficasse conosco.
- Acho que só o Cain queria me matar... - Ele ri.
- Não... - Suspiro. - Bem talvez sim. - Sorrio. - Mas depois que ele se livrou do Jaguadarte ele voltou mudado, ele não me disse tudo do que viu e disso eu sei, mas algo fez com que ele mudasse de ideia quanto a você e ele me disse que não queria te matar mais.
- Mesmo eu tirando o Áster dele...? - Abel murmura e sua expressão muda quando ele suspira. - Ele era tão divertido...
- Quem? - Franzo as sobrancelhas.
- O Áster! - Abel me olha surpreso. - Ele sempre estava cantarolando e sorrindo, mesmo quando meus outros amigos o maltratavam por ser de copas ele continuava do meu lado, às vezes ele dançava quando estava sozinho eu vi uma vez... - Abel olha para o teto e sorri. - Era como se ele estivesse lutando contra algo, como se quisesse dizer alguma coisa, mas não conseguisse e era tão lindo.
- Ele cantava para nós também. - Sorrio. - Jared sempre me ajudava quando eu estava encrencada e conversava comigo, eu gostava muito dele... Antes de morrer ele me protegeu também, ele sempre me protegia. - Sinto meus olhos encherem de lágrimas e desvio o olhar.
- Ele gostava do Cain... - Abel suspira. - Acho que ele gostava do Jaguadarte também... Eu o pegava sempre olhando para a jóia dele, ou cantando para ela era o mestre dele afinal.
- Você até que sabe muito das coisas pra um maluquinho. - Sorrio.
- Você quem pensa que eu sou só um maluquinho. - Abel bufa. - Eu... Queria que o Cain fosse como você.
- Ele não é nada parecido comigo. - Dou risada. - Ele é muito pior.
- Eu imagino... - Abel franze os lábios.
- Não, você não imagina. - Ele me encara e ergue as sobrancelhas. - Cain é diferente, ele ergue um muro quando está com outras pessoas, mas quando você fica sozinho com ele o muro se desfaz e ele se abre. - Sorrio. - E ele é doce e sensível você consegue imaginar isso? - Abel nega, dou risada. - Ele é muito carinhoso também, mas só se você estiver a sós com ele aí então ele vai te abraçar e te proteger.
- Será que um dia ele vai me abraçar e me proteger...? - Abel dá uma risadinha baixa.
- Com certeza. - Acaricio os cabelos dele. - Acredito que você vai até conseguir arrancar a coisa mais rara dos lábios dele.
- O que? - Ele me olha curioso.
- A coisa mais rara de se ouvir do Cain é "eu te amo". - Apoio um dedo sobre os lábios. - Mas isso é segredo. Vamos fazer uma aposta?
- Uma aposta? - Abel ri. - O que vamos apostar?
- Uhn... - Penso. - Ah já sei uma ida ao circo, quem perder paga, certo? - Abel dá de ombros. - De qualquer forma o dinheiro vai vir da nossa herança... Enfim você tem que ficar a sós com o Cain até voltarmos.
- E arrancar um "eu te amo" dele? - Abel revira os olhos. - Já posso admitir derrota?
- Tente pelo menos um abraço. - Dou batidinhas no seu ombro. - Bem eu vou ajudar a Barbie, tente dormir um pouco. - Dou um beijinho na sua testa. - Qualquer coisa é só me chamar. - Me levanto e paro. - Ah eu não te disse uma coisa.
- O que? - Ele me olha curioso.
- Eu te amo. - Sorrio e ele arregala os olhos ficando vermelho. - Vamos não seja como o Cain.
- Também te amo Lily. - Ele sorri. - Você é a melhor irmã.
- Diga isso até virar amigo do Cain e me trocar, gêmeos devem se dar bem. - Ele ri e nega. - Tudo bem, estou indo.
Abel consente e quando saio ele está se deitando e se cobrindo, sorrio e fecho a porta o deixando sozinho, suspiro e apoio as mãos na cintura só espero que ele e o Cain não briguem quando estiverem sozinhos. Escuto passos e vejo Dormouse e Toby descendo as escadas, eles param e Dormouse sorri me encarando fixamente, desvio o olhar e abraço meus ombros o jeito que ele me encara me assusta.
- Você pode cuidar do almoço? - Consinto. - Obrigado Lilith! - Dormouse ri e acaricia meus cabelos. - Eu e meu caro ratinho temos muito a fazer.
- Boa sorte. - Sorrio para Toby que consente, ele está vermelho e estranho... - Você viu o Cain? - Indago para ele que se assusta e nega.
- Ele está no escritório. - Dormouse responde e dá risada. - Chame-o quando a comida estiver pronta. - Consinto novamente. - Se nos dá licença.
Toby e Dormouse seguem para a porta dos fundos e saem, suspiro e vou até a cozinha ajudar Barbie.
XXX
Depois de descascar os legumes Barbie joga mais temperos no caldeirão de sopa, encaro tudo sentada quando Babel e Caleb entram na cozinha e estão deploráveis.
- O que aconteceu com vocês? - Barbie indaga se virando. - Estão sujos.
- O sótão é um lugar sujo. - Babel bate na sua saia e bufa. - Dormouse nos usou para tapar um buraco no telhado.
- Um buraco? - Caleb solta um "pft" de desprezo. - Aquilo tava mais pra metade do telhado é como se alguém tivesse arrancado todas as telhas.
- Talvez tenha sido a Alice. - Sorrio quando ele me encara com raiva. - Quando ficou gigante ela deve ter se zangado e arrancado o telhado.
- Na verdade foi o pássaro JubJub. - A Lebre entra na cozinha e Cain vem com ele. - Ele nos atacou há... Bem eu não sei quanto tempo. - Ele me encara e depois revira os olhos. - Meu nome é Ume. Você está fazendo a mesma cara do seu irmão quando queria me perguntar isso.
- Não tenho a mesma cara que ela. - Cain se senta na outra ponta da mesa. - Onde está Dormouse?
- Lá fora. - Indico a porta com a mão. - E não, não temos a mesma cara, graças a Deus eu fui abençoada com um rosto bonito.
- Engraçadinha. - Cain ergue uma sobrancelha. - E o Abel?
- Dormindo. - Barbie responde mexendo a sopa e depois provando ela. - Não está ruim.
- Quanto tempo vamos ficar...? - Cain sussurra.
- Até amanhã. - Ume o responde. - Como você disse e vimos os Tweedles estão procurando por vocês. Quando o pássaro JubJub não encontrar nada eu deduzo que os dois irão ao parque a noite para procurar mais a fundo.
- E lá vão encontrar o Noah... - Babel se joga em uma cadeira. - Ele vai dizer para Alice que estamos aqui.
- Sim, mas não enquanto ela dorme porque Alice odeia ser acordada. - Ume abre os armários e pega pratos de porcelana depois coloca eles na mesa. - Logo teremos que acordar cedo e usar a árvore TumTum, com essa vantagem vocês vão chegar ao castelo sem serem vistos.
- Vocês pensaram em tudo... - Sussurro. - E eu achei que vocês iam nos entregar.
- Não faríamos isso. - Ele bufa. - Acredito que tudo vai depender do garotinho que está com Dormouse... - Ele morde o lábio. - Eu espero que ele esteja preparado.
- Eles não vão vir almoçar? - Babel indaga.
- Dificilmente. - Ume agora pega talheres e os espalha pela mesa. - Você assou os scoones?
- Eu não achei... - Barbie sussurra e encolhe os ombros. - Por isso eu fiz sopa.
- Você pode descansar um pouco eu termino o almoço para você. - Ele sorri e Barbie dá espaço para ele.
- Eu não quero ajudar mais em nada. - Babel bufa. - Eu posso usar o toalete para me limpar?
- Eu esquento a água para você. - Barbie responde imediatamente.
- Claro. - Ume responde. - Ele fica no segundo andar, acredito que o Caleb também vai precisar de um banho.
- Certo. - Babel se levanta. - Eu vou subir, obrigada Barbie.
Começo a pensar no que Abel disse, mas bufo e apoio o rosto nas mãos, depois que a água esquenta Barbie sobe, Ume está de costas e Cain emburrado deitado na mesa.
- Eu vou voltar para o escritório. - Ele responde e se levanta. - Me chame novamente quando estiver pronto. - Ele se vira e sobe também.
Começo a encarar a mesa e o silêncio me faz ficar desconfortável...
- Você quer ir lá fora? - Caleb indaga subitamente.
- Não saiam de perto da casa. - Ume se vira e nos encara. - Ela está escondendo vocês do pássaro, mas podem ficar no jardim.
- Bem, por que não? - Me levanto e saio pela porta de trás.
O jardim tem algumas flores e uma cerca baixa que dá a volta na casa, ela deve estar nos protegendo... Suspiro e me sento na grama colhendo algumas flores.
- Eu cresci aqui. - Encaro Caleb e ele está sorrindo, ergo uma sobrancelha. - Eu queria te mostrar os lugares bonitos, mas eu não conheço muitos.
- O parque era muito bonito. - Pego as flores e começo a trançar uma coroa. - Apesar de destruído e abandonado.
- Eu brincava nas planícies que cercam o castelo.
- Pensei que crianças de espada não brincassem. - Dou risada e ele bufa.
- Não o tempo todo. - Caleb se vira em direção ao palácio e assim como Toby fez no gabinete seus olhos ficam distantes, talvez com saudades de casa.
- Seus pais estão vivos? - Ele se vira para mim. - Eu nunca te perguntei isso.
- Sim, eles estão... - Caleb desvia o olhar. - Meu pai é o 10 de espadas ainda guarda o castelo e minha mãe que é a nove de espadas está em Queensland com a Rainha Vermelha.
- Ela protege a rainha? - Indago.
- Não... - Caleb morde o lábio. - Ela trabalha no posto de supervisão e ajuda Alice a controlar a Rosalinda. - Arregalo os olhos. - Meus pais não se dão bem, talvez eles tivessem sido um casal algum dia, mas depois que Alice destruiu tudo eles passaram a se odiar. - Ele suspira. - Minha mãe queria que eu ficasse com ela em Queensland e que fosse uma autoridade importante e cruel... - Caleb franze as sobrancelhas. - Se eu tivesse ficado lá com certeza seria um lixo controlado por Alice.
- O que você fez? - Ele me encara. - Por que fugiu...?
- Eu pedi para voltar para Heartsplains e convenci minha mãe de que precisava de um treinamento mais rígido e assim eu pude vir ficar com meu pai e ele me mostrou a quem eu deveria servir e me contou as histórias do Jaguadarte e bem de Copas. - Ele fica vermelho, sorrio. - Então eu cresci com meu pai sempre me preparando para fugir daqui.
- Quer dizer que ele te ajudou a sair? Que ele te preparou para isso?
- Sim. - Ele abraça os joelhos e apoia o rosto neles. - Eu aposto que ele foi punido quando descobriram que logo eu tinha ido embora e eu espero que ele ainda esteja vivo...
Sinto minha pose de insensível vacilar e suspiro, bem ele está se abrindo pra mim eu deveria ser menos como o Cain e deixar meus sentimentos a mostra, me arrasto na grama e toco seu ombro.
- Ele te mandou embora porque acreditava em você e queria que você tivesse um futuro diferente do dele que é servir ao traste da Alice. - Caleb me encara e está segurando o choro, suspiro. - Você pode chorar se quiser.
- Não quero chorar. - Ele bufa e esfrega os olhos, dou risada e apoio as mãos no colo. - Eu achei algo lá em cima. - Caleb me encara agora sem lágrimas nos olhos. - E eu perguntei ao Ume e ao Dormouse se podia ficar com ele.
- Não me diga que é uma aranha colorida? - Indago.
- O que? - Caleb ri. - Claro que não. - Ele fica vermelho de novo. - Sabe eu acho que você tem um poder e eu percebi isso na casa Nonsense.
- Está falando de eu abrir as portas? Já disse que todo mundo faz isso, até mesmo você.
- Mas com você é diferente. - Caleb rebate. - E eu acho que sua habilidade também pode ser usada aqui então ter algo de uma casa segura e que a gente possa se abrigar pode ser bom.
- Chegue logo no ponto. - Estendo minha mão para ele. - O que é?
Caleb pega algo do bolso e coloca na minha mão aberta, puxo a mão e reviro o pequeno objeto com a outra mão.
- É lindo... - Encaro o anel dourado fino e delicado com uma pedra vermelha no centro. - Tem certeza de que não é de nenhum deles?
- Dormouse disse que deveria pertencer a Chapeleira. - Ele encolhe os ombros. - Por isso disse que eu podia fazer o que quiser com ele e bem...
- Você me deu? - Dou risada e coloco o anel no anelar da mão direita. - Isso não é um pedido de casamento é? Ou eu vou atirar isso bem longe.
- Claro que não! - Caleb ri. - Nunca te pediria em casamento.
- E eu nunca te aceitaria. - Bufo e volto a trançar a coroa de flores. - Eu nunca vou me casar ou ter filhos.
- Por quê? - Arregalo os olhos e paro de trançar as flores.
- Bem... - Encaro o céu. - Sabe...? Então... - Bufo e volto as flores. - Eu não quero ser uma mãe ausente como meu pai foi, ou morrer como minha mãe morreu... Não quero deixar ninguém sozinho e com raiva de mim.
- Você tem raiva dos seus pais? - Ele sussurra.
- Não da minha mãe... - Suspiro. - Eu acho que ela foi morta, mas nunca vou saber a verdade quanto ao meu pai ele sim eu odeio. - Aperto as flores. - Ele abandonou ao Bell e o deixou aqui para ser machucado, ele trancou o Cain em uma ilha porque não queria ser questionado ele só queria um herdeiro e ele nunca me amou, eu só existia para continuar a linhagem. Enquanto isso ele tinha uma vida dupla e era chefe da Nonsense eu nem ao menos sei como ele morreu, aquele idiota nem pra deixar isso claro e... - Caleb apoia uma mão em meu ombro, o encaro e minha visão está borrada.
- Você pode chorar se quiser.
- Não quero chorar por ele. - Me afasto e encaro meus pés. - Eu não vou mais chorar por causa do meu pai... - Destruo a coroa de flores e depois me arrependo, suspiro e pego as menores flores que ainda estão inteiras. - Quantos anos você tem?
- Qual foi agora? - Me viro pra ele e Caleb revira os olhos. - Você não sabe nada sobre mim!
- Você nunca me contou! - Respondo e bufo. - A Babel tem cara de criança, mas sei que ela conheceu até o Jaguadarte e você? Também é velho assim?
- Não! - Ele cruza os braços. - Eu tenho dezesseis anos! Como um humano normal.
- Então você é um crianção comparado a Babel.
- Sou mais velho que você, o Cain e a Barbie. - Ele rebate.
- Toby deve ter sua idade também. - Bufo. - Ao menos ele é legal.
- E eu não sou?
- Claro que não capacho. - Me levanto e paro.
- Capacho?! - Caleb me encara com raiva.
- É, capacho. - Estico minha mão e ergo o queixo. - Me dê a sua mão.
- Pra que?! - Ele me olha desconfiado, sorrio. - Eu sou um capacho mesmo. - Ele revira os olhos e me estende a mão.
- Pronto. - Passo a pequena pulseira das flores que sobraram da coroa pelo seu pulso. - Agora eu também te dei um presente.
Caleb arregala os olhos e puxa o braço de volta tocando a pulseira delicada, ele sorri e fica vermelho ergo as sobrancelhas.
- Obrigado. - Ele sussurra.
- Não fique tão indefeso! - Chuto as flores amassadas nele que ri e arranca tufos de grama jogando em mim.
- O que vocês estão fazendo?! - Barbie solta um gritinho da porta. - Olha o coitado do jardim! - Encaro Caleb e damos risada. - Seus monstros! - Ela cruza os braços. - Ume está te mandando para o banho e chame ao Cain quando subir!
- Sim senhora. - Caleb bufa e se levanta.
- Capacho idiota. - Sorrio e o sigo. - Mas obrigada pelo anel.
- Estamos quites. - Ele balança o pulso com a pulseira, sorrio.
Entro de volta na casa e agora Babel e Ume estão sentados conversando, Barbie pincela manteiga nos Scoones e Caleb sobe para o banho, suspiro e me sento na mesa. Espero um tempo, mas Cain não desce, começo a ficar preocupada e me levanto.
- Onde você vai? - Babel indaga.
- Buscar o Cain. - Sorrio. - Ele provavelmente está com a cara enfiada em alguma coisa e não quer sair de lá.
Babel ri e não me impede, subo as escadas e paro no corredor de cima, eu não sei onde é o escritório... Suspiro e vou de porta em porta até que uma está destrancada, abro ela e dou uma olhada no interior tendo certeza de que aqui é o escritório, mas Cain não está aqui, sinto um formigamento na nuca e a esfrego... Não... Ele não sairia daqui sozinho, eu não posso ficar pensando no pior ou no Cain fugindo até porque ele não seria louco fazer isso. Bufo e vou até a mesa olhando os papéis espalhados, mexo em alguns, mas não leio nenhum bem ele não está no banheiro porque o Caleb está lá... Me encosto na mesa e sorrio estalando os dedos.
Desço as escadas novamente e vou até o quarto do andar de baixo batendo na porta e entrando sem esperar resposta e confirmo minha hipótese, Cain e Abel estão conversando ou estavam antes da minha entrada agora Cain está me encarando assustado e Abel dá risada.
- Eu ganhei a aposta Lily! - Ele apoia as mãos no colo e sorri. - Conversei com ele.
- E eu a minha teoria. - Entro e fecho a porta. - Cain sempre se abre quando fica a sós com alguém.
- Vai pro inferno. - Ele resmunga e cora desviando o olhar. - Eu nunca me abro com você.
- Claro que não. - Engatinho na cama e me sento entre eles abraçando cada um com um braço. - Família Maurêveilles reunida.
Cain ri e se deita em mim enquanto Abel faz o mesmo, sorrio e aperto mais aos dois ouvindo reclamações de ambos os lados.
- O que vocês estavam conversando? - Olho para Abel, já que o Cain nunca responde.
- Nada demais. - Cain começa.
- Pedindo desculpas. - Abel sorri e encara o teto, Cain solta um grunhido. - Também falamos de coisas do passado.
- Do passado...? - Repito.
- Belo anel. - Cain comenta e segura minha mão.
- Uuuh Lilith foi pedida em casamento? - Abel segura meu outro ombro. - Eu mal te aproveitei e você já foi roubada?
- Não é um anel de casamento! - Coro e aperto a mão contra o peito. - Era da Chapeleira.
- Dormouse te deu? - Cain sorri.
- Bem, não... Foi o Caleb.
- Casada! Casada! - Abel ri, o empurro e ele cai de volta na cama. - Você combina com ele, os dois são tão brutos.
- Não posso discordar. - Cain suspira.
- O Cain também está casado agora. - Abel aponta para ele e ri.
- Ah é? - Ergo as sobrancelhas e me viro para ele que fica vermelho. - Então você e o Toby...?
- Apenas nos beijamos. - Cain fecha os olhos e bufa. - Não estou casado com ninguém.
- E eu ganhei apenas um anel. - Cruzo os braços atrás da cabeça e me deito ao lado do Abel. - Parece que você é o mais próximo de um casamento daqui. - Cain pega um travesseiro e me acerta no rosto.
Guincho e me sento o afastando, Abel ri enquanto consigo parar Cain, ele se deita e faço o mesmo entre eles.
- Estranho pensar que há alguns meses atrás estávamos lutando... - Cain sussurra. - E o Abel te deu esse corte horroroso de cabelo. - Empurro-o com os ombros.
- Me desculpe por isso Lily... - Abel se deita em mim. - Eu não queria mesmo. - Ele suspira e fecha os olhos. - Vocês não deviam ter me soltado eu posso fazer coisas horríveis fora de controle. - Acaricio seus cabelos e suspiro.
- Você pode falar com o Vorpal. - Cain se senta e o encara. - Você pode expulsar ele.
- Eu não sei... - Abel desvia o olhar. - Eu nunca fui um só.
- Você pode agora com a nossa ajuda. - Sorrio. - Você pode ser só o nosso Abel.
- E eu quero... - Ele ri. - Me deem tempo, por favor.
Fico em silêncio e Cain se deita novamente se apoiando em mim, suspiro e fecho os olhos, por favor não me tire mais ninguém... Não quero perder o que acabei de conseguir e quero sair daqui com meus dois irmãos, quero ajudar o Abel e quero apoiar o Cain sei que só eu posso fazer isso.
- Vocês não vem comer? - Caleb abre a porta e ergue as sobrancelhas. - Ume está chamando os três.
- Você não vai roubar nossa irmã. - Abel o responde mostrando a língua.
- E eu nem quero. - Caleb revira os olhos.
- Não parece, deu até um anel a ela. - Cain solta uma risadinha e se senta. - Precisa da minha benção para tocar em um fio de cabelo que seja dela.
- Você nunca precisou de benção nenhuma para beijar qualquer garoto que você goste. - Rebato e ele fica vermelho assim como Caleb. - Você precisa de ajuda? - Abel consente.
Me levanto e deixo ele passar um braço sobre meus ombros e assim o levo para a cozinha com Cain e Caleb brigando, eu só quero aproveitar a calmaria antes da tempestade.
XXX
Se o Cain teve um capítulo fofo a Lilith precisava também.
Mas aquela coisa né, toda a calmaria antes da tempestade aksjkajskjas se eu já tinha citado alguma história do Caleb desconsidere também, meio que a minha nova fase de FH sem bloqueio criativo pegou toda a história com bloqueio criativo e apagou da minha memória qqq mas lado positivo eu estou escrevendo aksjaksjkasjak enfim até o próximo capítulo ;3;
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