Prison
Os portões do paraíso mais parecem uma cerca de madeira
Uma vez que você entra neles
Tem amigos, mas não pode convidá-los
Minha vez de te ignorar
Não diga que não te avisei
All the good girls go to hell - Billie Eilish
Cain se joga na cama com um barulho abafado, reviro os olhos, mesmo depois do meu plano não consegui fazer com que ele fosse verídico porque eu ri enquanto Barbie me ameaçava com a seringa, Marcel não seria tão idiota de não ver que estávamos fingindo, não sei como Cain e Toby enganaram Matthew... Suspiro e me jogo na cama também, agora é só esperar Babel e Caleb e ter nossa reunião exposta.
XXX
- Então com "alguém de confiança" Marcel estava se referindo a você? - Aponto para Bankotsu que cruza os braços.
- Vocês não vão mais conseguir me convencer a fazer o que querem. - Ele balança a cabeça. - Eu estou aqui para ouvir e informar tudo o que vocês vão fazer.
- Por que você não é do clubinho? - Toby indaga sentado em uma poltrona e abraçando seus joelhos. - Ou o que você fez para o Marcel confiar em você?
- Bankotsu é adulto. - Cain o responde. - Ele só é pequeno.
- Quem fala. - Bankotsu franze o nariz. - Vamos, cadê seus amigos?
- Não sei... - Sussurro me sentando também.
Bankotsu espera mais um tempo em pé depois desiste e se senta em uma poltrona também, Cain está lendo enquanto Toby tagarela alguma coisa com ele quando a porta é aberta, Bankotsu que estava cochilando se levanta e limpa seu terno, Babel vem primeiro seguida de Caleb que está carrancudo.
- O que ele está fazendo aqui? - Caleb indaga apontando para Bankotsu.
- Nosso plano falhou e o Marcel está bravo com a gente. - Toby responde. - O infiltrado dele agora vai espionar todas as nossas conversas.
- Eu não sou infiltrado! - Bankotsu se joga de volta na sua poltrona.
- O que vocês descobriram? - Cain fecha seu livro e encara os dois.
- Estamos com sorte! - Babel faz um sinal positivo com a mão. - Ouvimos do pessoal do circo sobre três pontos suspeitos, o primeiro era um convento, depois uma casa de nobre e por fim uma loja onde as freiras vão e fomos investigar todos!
- O convento era novo e por isso nenhuma freira ia para lá. - Caleb dá uma olhada em Bankotsu que ergue as sobrancelhas. - Como o orfanato é regido por freiras elas enviaram as garotas mais devotas para se tornarem freiras, nada de errado. Na casa do nobre era diferente ele comprava garotos robustos para trabalhar no seu jardim.
- Aparentemente ele é fissurado por um jardim perfeito. - Babel consente para Caleb. - Mas os garotos são bem cuidados desde que trabalhem, alguns voltaram para o orfanato.
- Depois fomos a loja e não achamos nada suspeito no lugar era só uma loja de tecidos. - Ele continua. - Mas enquanto estávamos lá uma freira entrou e o atendente a levou a uma sala separada, saímos da loja e entramos pelo telhado. - Babel ri. - Andamos de fininho até parar em cima da sala reservada, ela e o dono conversaram sobre tecidos e sobre crianças travessas. - Ela fica séria. - Depois disso ela lhe deu um endereço em um pedaço de papel e o convidou para uma missa.
- E o que tem demais em uma missa? - Bankotsu a interrompe.
- Ela o chamou para uma missa dos mortos... - Caleb sussurra. - Ela disse para ele que era uma missa em celebração da vida, para não temer a morte e depois a chamou de missa dos mortos, deve ser um código.
- Tem outra coisa suspeita. - Olho para Cain que está com um dedo sobre os lábios. - Você disse loja de tecidos...
- Nosso pai vendia tecidos! - O interrompo, Cain consente. - Pode ser só coincidência.
- Não sei... - Ele balança a cabeça e fica em silêncio. - Onde vai ser a missa?
- Em Whitechapel... - Babel morde o lábio inferior. - A área dele...
- Jack não age a muito tempo... - Sussurro. - Será que mudou a tática?
- Então... - Bankotsu olha para mim. - O que vocês vão fazer? Vamos lá armem seu planinho perigoso para que eu fale pro Marcel reforçar as saídas da casa e manter vocês seguros.
- Seguros? - Caleb ri. - Abra as portas e nos mande sair com o seu pessoal, isso vai nos deixar seguro. Se você trancar as portas eles vão fugir.
- Eles sempre fogem. - Bankotsu fecha a cara. - Terminem a conversa e vocês vão embora, assim eu sairei.
- Não vamos decidir nada. - Sorrio e cruzo os braços. - Vá você contar ao Marcel e ver o que ele acha, garanto que Babel e Caleb vão voltar outra hora quando vocês decidirem.
Caleb franze as sobrancelhas, sorrio e prendo o cabelo com uma fita ele continua carrancudo.
- Eu vou trancar a porta do seu quarto. - Bankotsu se levanta. - Não pense que eu sou burro, se eles conseguem invadir uma casa pelo telhado é claro que conseguem chegar até aqui sem que ninguém os veja. - Ele bufa. - Vou informar Meredianna também agora sumam daqui!
Ele enxota os dois e nos manda para o quarto, Toby no seu e Barbie continua no dela.
- Por que você fez isso? - Cain resmunga se sentando na minha cama. - Podíamos ter combinado algo, não falei nada porque achei que você tinha um plano.
- Eu tenho. - Sorrio e me sento ao seu lado. - Só espero que o Caleb tenha entendido.
- Você se dá bem demais com ele e ele é ligado a mim. - Cain ri. - Eu gosto da Babel também ela é animada enquanto o Caleb está sempre de cara fechada.
- Quem fala. - Puxo suas bochechas. - Quando você chegou mal abria sua boca para falar quem dirá sorrir. - Ele ri e afasta minhas mãos.
- Eu não tinha ninguém para conversar... - Cain se afasta um pouco. - Eu mal conhecia nosso próprio pai e você... Eu só tinha medo de ter amigos...
- Você tinha o Chris.
- E ele morreu. - Cain suspira. - Entende por que eu tinha medo?
- Entendo. - Deito minha cabeça em seu ombro. - Mas ninguém vai nos separar agora.
- Eu espero... - Cain acaricia meus cabelos. - Por que você prendeu o cabelo? - Ele indaga puxando a fita.
- É um código. - Sorrio e me afasto dele, ele ergue as sobrancelhas. - Use sua ligação para dizer ao Caleb para vir.
- Meredianna está espionando as portas.
- Ela abre a porta para quem quer entrar, mas Caleb só entra.
- Não entendo você. - Cain se levanta. - Até parece que alguém vai conseguir entrar aqui com...
Cain grita quando alguém chuta a janela, Caleb passa por ela e Babel salta em seguida rindo.
- O que você estava dizendo? - Sorrio.
- COMO VOCÊS?! - Cain aponta para os dois.
- O Dois aqui tem uma fita que faz nos faz entrar quando abrimos qualquer porta! - Babel acerta um tapa nas costas dele. - Ele só usou a fita para abrir uma janela e não é que deu certo? - Ela ri.
- Vocês são estranhos... - Cain se senta. - Só fale mais baixo! Todo mundo nessa casa vai te ouvir se você continuar rindo assim.
- Me desculpe Tagarelão! - Babel sorri e passa um braço pelos ombros dele. - Você não deveria ser mais falante? - Ela ri se afastando.
- Então... - Me viro para Caleb. - Onde exatamente é essa missa dos mortos?
- Vai sair pela janela também donzela? - Babel se levanta e segura meus ombros. - Eu posso te segurar para você não se machucar milady!
- Não vou sair pela janela. - Sorrio e afasto uma de suas mãos de mim. - Eu vou esperar o Marcel vir falar conosco assim aposto que vamos estar seguros.
- Acho que na pior parte da pior parte de Londres. - Ele ri. - Se eu fosse você levaria Tobias conosco ele conhece os esgotos sendo o rato que ele é.
- Ele não é um rato! - Rebato. - Você podia ter dito que ele conhecia as ruas porque era Tobias Ragg, faria mais sentido. - Bufo.
- Ela tem um ponto. - Cain sussurra.
- Você viu isso? - Babel acerta o ombro de Caleb com um soco. - Você não sabe fazer uma piada direito Dois! - Ela ri e se afasta inclinando a cabeça para trás. - Não se preocupe com onde é a missa Lily, acho que dificilmente será na nossa dimensão.
- Como você sabe disso? - Sussurro.
- Veja bem Lily se for mesmo algo do outro lado ou melhor se for mesmo o Bill você acha que ele vai se deixar ser pego tão fácil? Ele com certeza vai tentar se esconder.
- O que você diz faz sentido... - Murmuro. - E não vemos o Abel há muito tempo é realmente como se ele tivesse desaparecido deste lado.
Cain solta um suspiro alto e abaixa a cabeça. Caleb e Babel olham para ele e depois para mim.
- Nem sabemos se o Bill estará lá. - Dou minha melhor tentativa de sorriso. - Talvez seja outro padre e mesmo assim podemos encontrar só uma missa normal.
- Você não acredita nisso. - Caleb franze as sobrancelhas. - Não minta para si mesma.
Aperto meus lábios em uma linha fina e baixo o olhar, penso em respondê-lo, mas o som da fechadura sendo destrancada me faz congelar, Babel puxa Caleb pelo braço e o empurra para dentro do guarda-roupas se jogando atrás e fechando a porta. Chevonne abre a porta e olha em volta.
- Bien! - Ela sorri e fecha a porta. - Je pensais que j'ai écoute personnes... Mais je pense que j'ai mal entendu.
- Nós não entendemos... - Murmuro.
- Ah! Eu diss... Que je... Que eu pensei ter ouvido algo. - Ela sorri e caminha até o guarda roupa. - Cette ici? - Chevonne abre a porta e revela Caleb caído e Babel sobre ele, ela sorri. - Uh-la-la...
- Te garanto que não é isso que você está pensando. - Babel se levanta e aponta para Chevonne. - Por que a Duquesa fala enrolado aqui?
- Je ne parle pas... - Chevonne tenta entender a palavra e franze as sobrancelhas. - Eu não fiz lista*...?
- Chevonne é de outro país. - Respondo segurando seu braço e ela sorri acariciando meus cabelos. - Ela é francesa.
- O que é um país? - Babel olha para Caleb que se levanta.
- É como outro reino. - Ele responde limpando a poeira das roupas. - Mas alguns têm línguas diferentes, falam as mesmas coisas que nós só que de jeitos diferentes.
- Isso é incrível! - Babel segura o outro braço dela. - Como você diz meu nome nessa sua língua? Você pode me mostrar ela? O que tem de diferente da minha? - Babel mostra sua língua e faz Chevonne rir.
- Su nome é igual dans toutes les langues Babel...
- BABELLE!!! - Ela se afasta. - Você ouviu isso Dois? Para ela meu nome é Babelle!
- É só o sotaque dela. - Cain apoia o rosto nas mãos.
- Você vai nos dedurar? - Sussurro.
- Non. - Chevonne sorri. - Só fazam mais silêncio.
- Tudo bem... - Sorrio. - E obrigada.
- Como eu agradeço em sua língua? - Babel saltita no lugar.
- Diga "merci beaucoup". - Chevonne afaga os cabelos delas.
- Merci bocopo! - Babel sorri e se afasta. - Méerci.
- É melhor do que nada. - Cain ri.
- Você fala em línguas? - Babel se vira para ele. - Fala?
- Moi, je parle français aussi... - Cain murmura. - Mon ami il parle avec moi en français...
- O que ele disse? - Babel balança o braço de Caleb.
- Eu também não entendo sua doida.
- Eu disse que também falo francês... - Cain olha pela janela. - E que meu amigo falava comigo em francês.
- Você é sempre tão melancólico... - Babel faz bico.
Chevonne suspira e se afasta novamente trancando a porta quando sai. Babel se senta ao lado de Cain e Caleb se senta na minha cama, os dois em silêncio.
- Então o que vocês acham que vamos encontrar? - Murmuro para Caleb, ele balança a cabeça.
- Não crie expectativas. - Seus olhos encaram Cain. - Não tenha medo.
- Me deixa em paz. - Cain bufa.
- Diz aí qual é a do Charles? - Babel olha para Cain. - Eu o conheci e sei como ele era horrível, bem depois de ser escolhido como cavaleiro.
- Como ele era antes? - Indago para ela. - Cain pode ver coisas da sua história, mas eu não sei nada.
- Bem ele era engraçado e doce, quando eu me tornei joker ele já estava no posto há muito mais tempo do que eu e era mais velho também, ele gostava de me ensinar coisas e dizia que uma mulher podia muito bem conseguir fazer tudo que um homem fazia e era por isso que eu estava ali sendo um joker. - Babel brinca com seu cabelo. - Ele sempre tinha um brilho no olhar, mas depois da escolha... - Ela suspira. - Parecia que seus olhos tinham perdido a bondade e sempre que ele sorria eu sentia medo.
- Não era ele. - Cain toca seu braço. - Era a Espada, o verdadeiro reflexo o controlava... - Cain baixa o olhar. - Como foi depois que ele morreu?
- Eu não me lembro direito... - Babel apoia uma mão contra a cabeça. - Eu me lembro de vê-lo morto, mas... Não houve comoção nem velório ele só foi enterrado.
- E o Abel... - Sussurro. - Bem ele veio do seu mundo já que morreu no meu, ele é tipo seu reflexo e ele mesmo, não é?
-Nós não o víamos. - Caleb responde, me viro para ele. - Os únicos que podiam ficar com ele eram os ases...
- Então... - Cain ergue a cabeça. - Áster sempre esteve com ele?
- Sim... - Babel o responde. - Aquele bonitinho estava sempre com ele, apesar de suas preferidas serem a Charlotte e a Rose claramente. - Ela sussurra.
- Por que ele o matou...? - Cain esfrega os olhos.
- Ele disse que não queria... - Murmuro. - Talvez não tenha sido ele...
- Eu preciso respirar. - Cain se levanta e bufa se afastando da porta.
- Abra. - Ele se vira assustado pra mim. - Vamos lá, abra!
Cain abre a porta, Babel solta um gritinho e ele sai apressado.
- Como você...? - Caleb aponta para porta.
- As portas sempre me obedeceram por aqui. - Apoio o rosto nas mãos.
- Por que ele ficou daquele jeito? - Babel se levanta e vem até a minha cama, se sentando. - O que o Áster tem que o deixa abalado?
- Áster morreu para proteger o Cain. - Babel arregala os olhos. - Ele se sente culpado... Ele também era apaixonado pelo Jared, quero dizer Áster.
- E o Charles? - Babel cruza as pernas. - Sabe? O Charles e o Mandrake eram como unha e carne, eu ouvia os outros falando deles que eram amantes. Até que chegou em um momento em que até a Rainha sabia disso, mas ela não parecia desaprovar sabe? Ela parecia gostar de ver os dois juntos. Como você Lily! - Arregalo os olhos. - Você claramente quer proteger os dois... Quer que eles fiquem juntos.
- Sim... - Babel segura minhas mãos. - Talvez nisso eu seja como Copas.
- Você é melhor. - Me viro para Caleb que fica vermelho.
Babel ri e me abraça, suspiro passando os braços a sua volta.
- O que tá acontecendo aqui?! - Barbie para no corredor.
- Lírio! - Babel se afasta e a puxa. - Aproveite que estamos aqui em segredo e entre!
- Estavam em segredo com a porta aberta? - Barbie ri. - Você é doidinha.
- Feche a porta. - Suspiro. - Use o cérebro já que o Cain esqueceu de usar o dele e deixou a porta aberta.
- Não seja tão dura com ele. - Caleb ri.
- Podemos ficar um pouco, Dois? - Babel bate os pés. - Eu quero ensinar a Lírio o que eu aprendi a falar em outra língua.
- Mais um quarto de hora. - Caleb bufa se deitando.
- Obrigada! - Babel ri e puxa Barbie para se sentar no chão.
Desço da cama e me junto as duas ensinando a Babel o pouco que sei de francês também.
XXX
UH-HU eu consegui escrever mais um capítulo UWU às vezes eu acho que a personalidade de alguns personagens muda de um capítulo para outro -q porém não vou reclamar não eles tão fofinhos, tão resolvendo as treta e eu consigo sair do bloqueio criativo assim amnskaksjkas A Chevonne aqui me deu a oportunidade de desenferrujar meu francês porque sim eu na teoria falo francês só faz muito tempo que eu não faço isso :v aliás *Chevonne diz que não fez uma lista porque ela interpreta a palavra "enrolada" como "enrôler" que significa "listar" bem é isso, com sorte eu volto com outro capítulo antes do ano acabar, amém UwU
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