Playing cards
Eu acredito nesse amor
Você corre em meu coração, em seus olhos infinitos
Essa centelha familiar
Se o nosso pecado está na luz, podemos viver no escuro
Com seus demônios e os meus
Eu tenho sido seu desde o início
Crywolf - Halloween, 1987
Vou para cozinha com Dormouse e Toby, primeiro ele pega uma tábua de corte e uma grande faca me dando depois coloca duas chaleiras e acende o fogo de lenha se virando para pegar sua louça de chá...
- Por que você tá fazendo isso? - Toby dispara, ele ainda está assustado.
- Estou preparando o chá. - Ele sorri. - Por que vocês não se sentam? - Ele indica as cadeiras com uma mão. - Você sabe cortar cebolas...? - Ele me encara. - Jaguadarte?
- Cain... - Sussurro. - Posso tentar.
- Sinto não poder dizer meu nome, ratinho. - Ele sorri. - Chá preto ou matte?
- Preto. - Sussurro encarando a mesa, depois me sento.
- Você é calado assim ou sou eu? - Dormouse comenta de costas.
- Você. - Toby puxa uma cadeira e se senta perto de mim. - Você não sente medo de mim?
- Deveria? - Dormouse traz a primeira chaleira e coloca o chá nas xícaras a nossa frente, escuto um barulho do outro cômodo e me viro na direção do som. - Eu vou ver o que foi.
Assim que ele saí Toby respira fundo e apoia as mãos na testa.
- Eu não sei mais o que tá acontecendo... - Ele se vira pra mim e balança as mãos. - Estávamos lá e do nada ele...? Então o chão se abriu e andamos por ele? Agora ele está nos servindo chá! E se tiver envenenado? E se a Lebre matou os outros dois? E se ele foi dar cabo da Li...
- Ei!!! - Seguro seu ombro. - Tudo bem estar inseguro, mas respira fundo o que conversamos ontem? Ele vem te ajudando esse tempo todo, não acho que esperou para nos matar ou entregar.
- Eu não faria isso. - Viro para a porta e vejo Dormouse segurando uma bola peluda. - Você que está com uma faca no colo. - Arregalo os olhos e coloco a faca na mesa, bufando. - Espero que vocês não tenham medo de aranha. - Ele solta a bola peluda na mesa e vejo que é uma aranha colorida.
- Esse lugar é cheio de animais estranhos. - Sussurro.
- Diga por você. - Dormouse se senta e acaricia a aranha. - É difícil ver um dragão por aí.
- Não sou um dragão. - Reviro os olhos. - Sou um garoto humano.
- E você? - Dormouse encara Toby, me viro para a entrada e vejo Barbie parada. - A Alice está na mesa e a sua chaleira no fogo, querida. - Ele sorri. - Chá?
- Não... Obrigada. - Barbie passa encarando a mesa com medo, pega a chaleira e saí.
- Alice? - Indago olhando a aranha.
- É um bom nome, sabe? - Ele sorri. - Onde tínhamos parado?
- Não começamos... - Respondo cruzando as mãos. - O que você quer nos contar?
- A você? Nada. - Ele apoia o rosto nas mãos. - Mas o que você tem a perguntar?
Penso e tiro a chave de dentro do bolso do meu casaco a estendendo em frente aos seus olhos.
- É uma bela chave... - Ele comenta.
- Mandrake me deu antes de morrer, ele disse que seria útil e antes disso ela é a alma de um ás. - Mordo o lábio. - Ele só não me disse pra que ela seria útil...
- Me desculpe. - Dormouse estende sua mão, coloco a chave nela. - Eu não me lembro de nada parecido com o verdadeiro Mandrake, mas eu era só uma criança como você quando eu o vi pela última vez... - Ele me devolve a chave.
- Você sabia da árvore... - Penso. - Não tem mais nada ligado a ele? Uma espada? Uma arma? O próprio cavalo...?
- Você sabe dos cavalos? - Dormouse ergue as sobrancelhas. - Ouvi dizer que todos ficam trancados no estábulo e são muito violentos, afinal todos perderam seus mestres... - Ele apoia um dedo sobre os lábios. - Você disse espada... ? Você conhece a Vorpal.
- E a espada negra. - Respondo. - A que era usada para cortar cabeças...
- Oh! Sim a espada de Copas. - Ele franze as sobrancelhas. - Sabe Cain eu me lembro sim de uma arma, Mandrake tinha um chicote que ele carregava na cintura, mas eu nunca o vi empunhar ele em uma luta e sempre achei que não era funcional, apenas um mero acessório.
- Um chicote...? - Encaro a chave. - Por que ele usaria um chicote se tinha garras e poderes?
- Como eu disse podia ser um mero acessório. - Ele sorri. - Você está tão calado...
- Quer que eu dê pulos de alegria? - Toby suspira. - Ei Dormouse por que você me deu seus poderes?
- Eu dei? - Dormouse inclina a cabeça. - Achei que você tivesse nascido com eles.
- Mas eu sou humano... - Toby sussurra.
- Você está mais aqui do que lá... - Arregalo os olhos. - Nasceu com eles mesmo do seu lado e bem eu nunca dei nada a você além de bons conselhos. - Os olhos dele ficam laranjas e dois cubos de açúcar caem na sua xícara enquanto sua colher mexe o chá sozinha. - Você não tem um controle tão preciso, certo?
- Nem de longe... - Toby torce as mãos. - O que são os nossos poderes? Por que fazem coisas simples e complexas? Por que eu vi o rastro do Abel quando chegamos?
- Sabe ratinho nós não somos apenas ratos, somos bem superiores eu diria que somos o Tempo.
- Tempo...? - Repito.
- Isso. - Dormouse sorri. - O Tempo que a Chapeleira tentou matar...
- Onde ela está...? - Indago olhando para trás.
- Ela não vive mais conosco. - Dormouse suspira. - Ela vive no palácio desde então somos eu e a Lebre. Ratinho você consegue fazer isso? - Dormouse fecha os olhos e quando os reabre suas pupilas se transformam em ponteiros e seus olhos brilham, ele estende os dedos e vejo uma imagem laranja parada na porta... Barbie! Abro a boca e a imagem laranja anda até a chaleira e a pega sumindo. - Além disso. - Dormouse estala os dedos. - O tempo estava parado, é por isso que somos ele.
- O que foi isso? - Toby se apoia nos braços. - O que você fez? Como...?
- Calma. - Dormouse ri e seus olhos voltam ao normal. - Eu quero te ensinar a controlar seus poderes porque quando vocês estiverem no palácio seja tentando voltar para casa ou outra coisa eu não estarei lá com você.
- Não...? - Toby franze as sobrancelhas e sua expressão beira o choro.
- Não. Acredito que quando voltar você esteja maduro e livre de mim. - Dormouse ri. - Digo eu quero que você viva sua vida livre de mim.
- Você vai se fundir a ele? - Indago.
- Não ainda. - Dormouse afasta um cacho do rosto. - Vocês querem só voltar para casa, mas quando vocês voltarem, e eu sei que vão, meu querido ratinho vai precisar de mim se quiser assumir seu lugar.
- O que vai acontecer com você? - Toby aperta as mãos em punho. - Por que você vai morrer por minha causa?
- Eu não vou morrer. - Dormouse sorri. - Eu vou me tornar você.
- E se eu não quiser?! - Lágrimas escorrem pelas bochechas dele. - Já se perguntou se eu queria ser você?!
- É inevitável... - Dormouse se levanta. - Dê tempo ao tempo.
Ele se afasta e sai pela porta, encaro suas costas até ele virar na escada e subir saindo do meu campo de visão, Toby se joga de volta na cadeira e aperta os olhos enquanto chora, sua respiração está acelerada e ruidosa e sei como é essa sensação de ter o peito apertado e uma escolha que não é nossa... Passo os braços pelos seus ombros e o abraço, Toby continua chorando, suspiro e acaricio seus cabelos apoiando meu rosto em sua cabeça... Toby abaixa as mãos e soluça me apertando. Bufo e dou batidinhas em seu ombro.
- Você vai aprender com ele...? - Murmuro.
- Me dá um tempo...! - Ele responde bravo.
- Ok... - Encaro o teto e penso. - Isso foi um trocadilho?
- Não Cain! Eu... Eu estou bravo! - Toby se afasta e bate as mãos em punho nas coxas. - Eu tô frustrado e... E triste!
Toco seu rosto e dou risada, Toby me encara bravo e me afasto rindo mais alto.
- O que foi?! - Ele ergue as sobrancelhas.
- É só que... Eu nunca te vi bravo é engraçado. - Toby cruza os braços e funga. - Você é um ratinho assustado. - Belisco sua bochecha.
- Cain eu não estou brincando agora. - Ele segura minha mão afastando do seu rosto. - Me deixa em paz.
Ele se levanta e se afasta, demoro a perceber o que eu fiz e me levanto indo atrás dele, puxo seu braço e Toby o puxa de volta, dou mais um passo e ele se vira esticando as mãos em frente ao corpo, sinto meu corpo todo ficar paralisado e ele se vira para frente e saí correndo para a sala depois sobe as escadas atrás de Dormouse, sinto meu corpo voltar ao normal e apoio as mãos nos joelhos arfando. Não... Ele não iria atrás do Dormouse.
Corro também atrás dele e chego ao segundo andar arfando mais e com os pés doloridos de correr descalço, onde... ? Olho para as portas e escuto, no final do corredor o alçapão do sótão está aberto provavelmente Babel e Caleb estão lá, talvez Dormouse e a Lebre logo ele não iria para lá... Caminho devagar e tento empurrar uma porta, mas ela está trancada. Tento com as outras até que uma se abre e consigo entrar devagar.
- Saia ou eu vou te jogar da escada. - Escuto Toby sussurrar de algum lugar.
Olho em volta e estou em um escritório... Olho os mapas e papéis presos em um quadro de madeira, existem arquivos e outras coisas que um cara doido não deveria ter. Controlo minha respiração e caminho até a mesa grande, dou a volta nela e puxo a cadeira encontrando Toby encolhido debaixo dela, suspiro e me abaixo.
- Desculpa. - Suspiro e bato os dedos nos joelhos. - Eu fui idiota... Você não estava brincando naquele momento.
- Não é porque eu faço piadas o tempo todo que você pode me zoar quando eu estou chorando e vulnerável.
Engatinho e me sento do seu lado, Toby bufa e me encara ainda bravo.
- Você me desculpou...? - Ele revira os olhos. - Isso é um sim?
- É o que parece. - Toby apoia o rosto nos braços.
- Toby... - Me inclino tocando seu braço, ele se vira para mim. - Você não precisa estar pronto agora, como o Dormouse disse dê tempo ao tempo. Você pode treinar com ele assim você pode entender ele...
- Eu sei... - Ele baixa o olhar. - Mas é tão assustador.
- Eu te entendo... Mas veja só Dormouse não tenta te matar nem te induz para um sono profundo e perigoso... Ele quer te ajudar.
Sorrio o encorajando e Toby suspira se encostando na madeira atrás de nós me encosto também e me sinto estranho. Toby continua a me encarar e não parece bravo nem triste, dou risada e me afasto dele.
- Ah qual é Cain, eu vou ter que desenhar pra você? - Toby se inclina para puxar meu braço.
- Não. - Toby congela no mesmo lugar. - Não precisa desenhar. - Ele me encara e dessa vez está triste. - Eu te disse ontem...
- Estraga prazeres... - Ele sorri e se encosta na madeira novamente.
O silêncio me faz ficar desconfortável.
- Eu te disse que ainda não estou preparado e esse lugar me traz lembranças. - Suspiro e me viro para ele. - Você não me deixou acabar. - Ele se vira. - Mas eu posso te dar uma chance.
Toby ergue as sobrancelhas surpreso, sorrio e diminuo a distância entre nós e quando estou bem perto dele encaro seus olhos estranhos de perto, sorrio e fecho os meus encostando nossos lábios, me afasto e abro os olhos vendo um Toby vermelho ainda de olhos fechados, sorrio e toco seu rosto dando mais um beijo nele que retribui segurando minha mão, sinto meu rosto ficar quente e quando me afasto dele estou arfando e tremendo, me sinto culpado e desvio o olhar, o único que eu beijei assim foi o Jared...
- Você gosta de mim...? - Toby sussurra deixando suas pálpebras caírem.
- Jared deve estar se revirando no submundo... - Sussurro e me afasto dele. - Falar o nome dele me deixa triste, sabia?
- Sim. - Me viro para ele chocado. - Desde o primeiro dia em que você disse o nome dele na minha frente eu vi sua dor... Eu invejei um pouco ele porque dava pra perceber que você amava ele, amava mesmo e eu queria que alguém me amasse assim...
- É... Amava... - Sinto meus olhos ficarem molhados e as lágrimas escorrem sem o meu controle. - Amava... - Aperto meus olhos e soluço.
- Desculpa... - Toby me abraça. - Eu sei que você amava ele, lembra que eu te disse que ia ajudar a curar sua dor? Uma parte disso é entender que o Jared tem um lugar no seu coração e que se ele tivesse vivo eu não teria chances nenhuma, mas não vem ao caso. - Não consigo encarar mais ele e apenas soluço no seu colo. - Eu não quero que você se sinta culpado, sabe? Podemos conversar sobre isso pra você não guardar tudo pra você e desabar como agora.
- Mas... - Me afasto dele. - Você vai me ouvir falando de outra pessoa...
- Vou. - Toby continua sem se abalar. - É uma parte de superar e te ajudar. - Passo os braços ao redor dos seus ombros e o abraço. - Dormouse disse que eu ia sair dessa mais maduro, talvez isso seja um começo.
- Obrigado... - Murmuro e fecho os olhos. - Eu sinto que não posso contar nada a ninguém e que ninguém me entenderia... - Suspiro e me afasto dele. - Eu carreguei a dor da morte do Jared como se ela fosse só minha e... E eu ainda não sei como superar nem ela nem o sentimento que ficou entre nós...
- Eu sei... - Toby apoia sua testa na minha. - Eu perdi meu irmão, como você acha que eu me sinto e como escondo isso? - Consinto e suspiro. - Não era o mesmo sentimento amoroso seu e do Jared, mas você entendeu.
- Eu vou te ouvir. - Volto a encará-lo. - Vou estar do seu lado quando você estiver triste e curar sua dor.
- Isso parece um pedido de casamento vindo de você. - Ele ri, reviro os olhos. - Antes de sair... - Toby volta a me beijar e se afasta. - Eu posso ficar um pouco com você?
- Você vai ter que me ouvir depois... - Sorrio. - E tem que me prometer de novo que não vai morrer, não depois de se declarar assim para mim.
- Já disse que não vou morrer! - Ele sorri. - E melhor te beijar escondido do que com o Caleb por perto. - Toby sussurra rindo e me beija devagar.
Eu posso esquecer de tudo que está acontecendo por alguns minutos para me sentir seguro, não é egoísmo, passo os braços pelos ombros dele e esqueço do mundo um pouco.
XXX
Quando saio do escritório sinto meu maxilar dolorido e acho que estou deplorável, Toby continua vermelho e seus lábios estão machucados.
- Vocês estão aí?! - Me sobressalto e encaro Dormouse. - Vejo que se entenderam...
- Eu vou te ouvir. - Toby sussurra e o encara. - Quero que me ensine a usar meus poderes também.
- Eu vou adorar. - Dormouse acaricia os cabelos dele. - Aliás eu abri o escritório para você Cain, pode ficar a vontade e revirar o que quiser. - Ele sorri. - Te chamo quando o almoço estiver pronto.
- Certo... - Penso um pouco, meu cérebro ainda está afetado. - Obrigado.
Ele consente e passa um braço pelos ombros de Toby o levando para baixo. Volto para o escritório e me apoio na porta, respiro fundo e dou tapinhas nas minhas bochechas para voltar ao normal, caminho até o grande arquivo de metal e puxo a gaveta. Eu preciso de um norte... Encontro duas caixas com cartas, pego uma delas na mão e reparo no papel cor de rosa e a letra floreada, ao final da carta uma assinatura chama a minha atenção "Rosa Vermelha", pego uma carta da segunda caixa e seu papel é branco e a assinatura diz "Branca de Neve"... Elas podiam ser menos óbvias... Mira escreve as cartas brancas e Rosalinda as vermelhas, empilho as duas caixas e as levo para a mesa empurrando a cadeira com o pé me sento e começo a ler as cartas que estão ordenadas, nenhuma delas é direcionada a Alice e sim uma a outra.
Me debruço sobre as cartas e vou descobrindo uma história que eu não conhecia, Mira relata que o seu reino começou a morrer, que seu anjo não a obedecia mais e parecia sempre temeroso pelo pior enquanto o próprio rei enlouqueceu de medo, Rosalinda diz que seu reino também adoeceu e com ele uma terrível peste se alastrou matando seus súditos, seu conselheiro ficou aterrorizado e mandou fechar os portões da cidade para que mais nada saia ou entre enquanto as cartas são enviadas por suas aves de estimação, ela tem medo que outra coisa se infiltre na sua cidade e não só a doença.
Mira relata que ela foi chamada ao castelo de Copas uma semana após a guerra e ao chegar ela encontrou diversos corpos espalhados em volta do castelo, Alice a obrigou a passar dias com ela e Mira encontrou os corpos de Mandrake e Charles na sala de vidro, aparentemente Alice não tinha enterrado ou queimado os seus corpos mesmo após dias depois da morte e os dois permaneceram lado a lado no chão da sala que tanto gostavam, sinto minha visão ficar borrada pelas lágrimas e me afasto secando os olhos, volto a ler e Mira relata a Rosalinda uma suspeita de que Copas ainda estava viva, arregalo os olhos e viro a carta que termina nesse ponto. Pego a última e a leio, Mira diz que seu reino foi invadido durante sua ausência e sua família chacinada seu anjo também morreu na luta e ela encontrou sua cabeça no quarto da filha enquanto da própria Lírio só restou o corpo... Então Ângelus foi morto? Caleb disse que ele tinha fugido após a chacina e não sido morto, mordo o lábio, apesar dele ter me dito que era imortal então talvez ele tenha fugido porque percebeu o perigo. Continuo a carta e Mira diz que vai aceitar que Alice deixe suas pessoas de confiança ficarem em seu reino para vigiarem a ela e suas ações afinal ela não tem mais nada a perder.
Rosalinda relata que seu medo se concretizou e seu reino também foi invadido a peste se alastrou até mesmo para Heartsplains então Alice mandou os portões de Queensland serem fechados novamente e instaurou lá um posto de supervisão, ela diz que não tem previsão para que seu reino volte ao normal e que as cartas se encerram naquela...
Então Mira se rendeu a Alice, afinal elas já estavam juntas antes de tudo cair e provavelmente Alice a usou assim como fez com Charles, as cartas não diziam se eles foram ou não enterrados, mas acredito que eles não estão no palácio mais ou Caleb e Babel saberiam assim como se a própria Copas estivesse viva, outra prova é a existência da Lilith. Escuto alguém bater na porta e espero.
- Estamos preparando o almoço, se você quiser descer... - A Lebre de Março sussurra, sorrio. - O que foi?
- Dormouse me deixou ter acesso aos seus arquivos, você poderia me responder algumas perguntas? - Ele encara o chão, a parede e por fim o teto depois consente. - O que aconteceu a Queensland depois da peste?
- Voltou ao normal, mas seus portões permanecem fechados por medo de uma nova onda da praga.
- E o posto de supervisão? E quanto a Blanchess? Tem posto de supervisão?
- O posto de supervisão existe apenas em Queensland, Blanchess é regida por Mira e a nossa Chapeleira...
- A Chapeleira?! - Arregalo os olhos. - Então foi por isso que ela não mora mais aqui. - Ele consente. - E o que aconteceu aos corpos do Mandrake e Charles?
- Foram queimados junto com uma ala do palácio... Assim como Mikayla.
- O corpo dela foi queimado com eles? - Ergo as sobrancelhas.
- N-não... - Ele me encara e seus olhos demonstram medo. - Ela foi queimada viva...
Arquejo então Mira estava certa e Copas estava sim viva, mas sabe-se lá o que Alice fez com ela e onde a deixou até resolver queimar o castelo... Me lembro da mulher doce que ela era e sinto novamente lágrimas nos meus olhos.
- E depois...? - Sussurro.
- Alice construiu seu próprio palácio no lugar onde os corpos foram queimados... Agora é ele que fica em Heartsplains que ainda tem esse nome.
- Alice não sai muito de lá... Certo?
- Raramente. - Ele consente. - Quando saí é para ir até Blanchess.
- Uma última coisa, qual seu nome? - O encaro. - Eu só sei o nome do seu reflexo que é Bankotsu.
- Meu nome é Ume... - Ele sussurra. - Não diga meu outro nome por favor ele é agressivo...
- É? - Me levanto e vou até ele. - Por quê?
- Bankotsu significa resistência...Meu nome significa ameixeira.
- É um nome bonito. - Ele sorri. - Posso voltar ao escritório depois?
Ume consente e saio com ele descendo as escadas para me encontrar com os outros.
XXX
FINALMENTE UM CASAL OFICIAL QQQ agora sim eu consegui desbloquear esse casal aksjasask e acho que o Cain e o Toby todo apaixonadinhos é a minha nova coisa favorita de TR qqq depois que eu terminei a cena deles eu nem sabia o que escrever :v mas dei meu jeito e gente o tanto de vezes que eu tive que parar pra pesquisar se eu já tinha ou não escrito as coisas que tão aqui/ficava esquecendo os nomes dos reinos e das rainhas aksjkjskajskajs
Caso eu tenha dado outra morte a Mikayla desconsidere qqq eu não consigo lembrar se já disse como ela morreu ou se escrevi isso, mas enfim se escrevi e você lembra, apaga da memória essa foi a morte oficial dela agora :v outra coisa que eu tinha esquecido é que eu usei a música que eu queria pro Toby e o Cain no capítulo em que a Babel apareceu aí usei essa que eu também acho fofinha pro capítulo asjakjskajsk ser esquecida é triste qqq mas enfim é isso, fui <3
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