Jabberwocky

Senti um corte em um lugar sagrado onde suas mãos não curam

Estas são as razões pelas quais você é comandado pelas coisas que você sente

Fora das águas profundas e de todos as suas especificidades

Este é o verdadeiro rosto de todos os seus inimigos

Te senti escapando para o espaço vazio onde meu coração não pode sentir

Lá na escuridão você conheceu todas as coisas que você temia

E eu sabia

Não havia nada que eu pudesse fazer

E eu poderia te levar para casa

Fingir que o passado ainda está para acontecer

Talvez no sol você verá

Que você tem o quiser

Mas não o que você precisa

Se estou assustado

Então você é a escuridão que faz eu me sentir assim

Você teria estômago para enfrentar isso?

Stomach It - Crywolf

Caminho com Ângelus ao meu lado até sair no pátio de pedra do castelo vejo alguns homens usando armadura caídos e sangue por toda parte, contenho o impulso de me segurar em Ângelus para me sentir seguro e sigo em frente até que ele para quando estamos afastados do castelo.

- Não sei se você espera se encontrar com Alice, mas isso nunca aconteceu.

- Não? - Ergo as sobrancelhas. - Não vou saber porque o Jaguadarte foi morto?

- Você vai ouvir, mas não da boca dela e acho que se você quiser ouvir dela vai ter que sair daqui inteiro e ir pessoalmente perguntar.

- Bom saber. - Reviro os olhos.

- É sua prova final, suas respostas o esperam. - Ângelus me encara sério. - Seja forte.

Olho para ele com medo, mas Ângelus não se mexe mais, ele apenas olha para frente, engulo em seco e começo a caminhar sozinho já que acho que é isso que ele quer que eu faça... Caminho sempre em frente até que o terreno começa a mudar, vejo diferentes pessoas lutando contra peças brancas, vermelhas, ou algum negro de espadas, mas é enfim que a luz incide sobre uma espada dourada e Charles vem em minha direção. É quase como se todo o campo se silenciasse, respiro rápido e a cada passo vejo as botas brancas sujas de sangue se aproximarem e o calor toma conta do lugar como se tudo estivesse pegando fogo, lentamente vejo chamas dançando a minha volta, uma pessoa caída se vira para me encarar e congelo ao perceber que é Copas. Charles passa reto por ela e quando faz isso recuo mais por perceber que não vejo Copas e sim Lilith, existe outra pessoa caída à sua frente e meu coração dói quando percebo que é Jared morto.

Charles para a minha frente e quando o encaro não vejo mais o rapaz de cabelo branco e sim Abel, ele ergue sua espada e sorri.

- Podíamos ser só nós dois... - Ele para de sorrir e me encara com pena. - E agora que tudo está nas minhas mãos o que você vai fazer?

- Nada... - Murmuro tremendo. - Eu não posso fazer nada...

- Não, não pode. - Abel se joga pra frente e acerta meu coração com o cabo da espada, perco o ar e caio de joelhos. - Podemos voltar atrás... - Ele segura meu rosto. - Pode ser diferente agora, a guerra já começou e ainda podemos derrubar Alice e sem ela podemos ficar juntos, pouparei até Copas apenas fique comigo.

- Não... - Vejo Lilith chorar quando olha pra mim. - Você não vai mudar... - Arregalo os olhos quando sinto minhas próprias lágrimas. - Quando eu for para o seu lado você vai matá-la! Você só me quer e nada mais, você não tem sonhos, não tem nada!

Abel me chuta no estômago e agora desabo no chão vendo suas botas sujas de sangue em frente aos meus olhos, aperto as mãos sobre a barriga e me encolho.

- EU SONHO EM FICAR COM VOCÊ!

- NÃO! - Respiro com dificuldade. - Você não sonha! Você não tem sentimentos, nada! - Arregalo os olhos. - Você é como uma espada, um objeto sem sentimentos se você não tiver um mestre para lhe comandar não é nada! É fraco, é inútil é isso que você é! Primeiro foi Copas, mas quando viu que ela não te servia mais foi atrás do Jaguadarte, quando se cansou buscou Alice e ela não vai precisar de você mais! Não vai! - Abel abaixa sua espada. - Ela te abandonou não foi você que fugiu, te deixou pra trás e agora está atrás de mim, mas eu não vou cometer mais os mesmos erros porque você já me levou algo que eu amava e eu não vou deixar você tirar mais nada de mim!

Abel grita e puxa minha cabeça para trás, ele me joga de costas no chão e sobe em meu peito apoiando a ponta da sua espada na minha garganta, suas lágrimas escorrem formando trilhas em seu rosto sujo de fuligem.

- Você... Errou... - Ele fala pausadamente como se estivesse ferido. - Errou Jaguadarte... - Arregalo os olhos, ainda é uma memória. - Eu sinto, eu amo e eu faço minhas escolhas... Eu não era nada e fui promovido a um dos maiores e fiz por merecer meu título, eu me mantive no meu lugar, sempre estive à sua direita e sempre servi a uma rainha, mas eu cansei de ser um objeto eu cansei da merda dessa vida... - Abel se inclina e a ponta da espada acerta o mármore ao meu lado. - Se ajoelhe. Seja digno ao menos na sua morte já que não quer me enfrentar.

- Vai mesmo me matar? - Murmuro sorrindo. - E depois vai correr para Alice? Vai se esconder no castelo e quando menos perceber vai estar morto! Vai ser descartado porque você não é nada! É SÓ UM OBJETO IDIOTA!

Abel puxa minha armadura e me dá um cabeçada, desabo no chão rindo enquanto minha visão escurece e volta a clarear, ele se levanta, faço esforço para me apoiar nos cotovelos e devagar me ajoelho à sua frente, isso vai fazer a memória acabar...

- Eu te amei, mas você me forçou a isso Jaguadarte, e eu lhe digo: em tua morte verei meu suicídio. - Abel me disse essa mesma frase no circo...

Fecho os olhos com força e espero, mas nada acontece, escuto algo pesado caindo ao meu lado e o tilintar de metal. Abro os olhos e me assusto com Abel caído ao meu lado, arregalo os olhos e viro seu corpo na minha direção. Seus olhos estão vidrados encarando o nada e um frasco rola de suas mãos manchadas de sangue... Sol da meia noite... Ele não serviu Alice, ele não se baldeou para outro lado após a minha morte ele se matou... Ele morreu com o Jaguadarte porque o amava foi isso que Charles quis provar com seu último ato de loucura...

Grito e abraço seu corpo frio sentindo dor, o que eu fiz? Eu duvidei dele e o perdi, se eu tivesse o escutado nada disso teria acontecido, nenhuma guerra, nenhuma perda, nada... Abro os olhos e não existe mais nada apenas o branco e vazio, uma mancha negra marca onde estamos e quando me afasto Abel se desfaz na mesma substância negra, mas não estou sozinho eu escuto alguém respirando com dificuldades e manchas negras pelo chão... Sigo as manchas até que uma pessoa ajoelhada está parada no meio do nada branco. Paro atrás de Jaguadarte.

- O que você quer...? - Ele sussurra, ainda estou tremendo e assustado. - Já não viu demais? Volte para sua memória... - Jaguadarte solta um grunhido e vejo sua mão abraçar abaixo de sua costela, caminho até parar na sua frente.

Me assusto com seu estado seus cabelos estão soltos e escorrem em todas as direções seus olhos estão totalmente negros e o mesmo piche negro que mancha tudo escorre do seu nariz, boca e orelhas... Me agacho na sua frente devagar e ele rosna.

- O que aconteceu...? - Sussurro.

- Vá embora! - Ele mostra os dentes, mas não se transforma em dragão, continua arfando.

Sustento seu olhar e vejo sua mão abraçando sua costela que também está sangrando, ele está ferido, mas o que fez isso...? Parece cansado. Ergo as sobrancelhas as memórias falhando... O fato de Ângelus estar na memória tudo isso era estranho e não estava no nosso combinado foi como se ele tivesse perdido o controle ou apenas... Enfraquecido. A compreensão me faz arquejar. A culpa é minha!

- Você está morrendo! - Arregalo os olhos e me afasto. - Mostrar as memórias te matou por que eu descobri a verdade? - Me assusto quando ele ri.

- Você se acha muito moleque, você nem sabe o meu nome. - Ele apoia as duas mãos no chão e se curva mais. - Eu estou morrendo há muito tempo. Eu pensei que se... - Jaguadarte para e suspira. - Pensei que o jogo poderia me curar, mas percebi que ele me matou mais rápido...

- Então as memórias que falhavam...?

- Sim. - Ele balança a cabeça. - Eu não conseguia manter nada no lugar também não sabia uma forma de te guiar para o rumo da memória, desculpe por todas as vezes que te derrubei no chão, fico feliz que ao menos Ângelus conseguiu te manter inteiro.

- O que? - Arregalo os olhos.

- Meu plano não era te matar, mas eu perdi o controle. - Jaguadarte suspira e faz algo que eu nunca o vi fazer ele se deita de costas para mim, indefeso. - Se tivesse te perdido nós dois teríamos sido idiotas não só eu.

Paro e escuto sua respiração lenta e pesarosa quase sinto pena dele... Jaguadarte tosse e a visão de suas costas curvadas me faz desviar o olhar.

- Não faça isso... - Ele sussurra. - Eu morri de uma forma honrada e não é na minha segunda morte que alguém tem que sentir pena de mim.

Me aproximo dele e me sento no chão, Jaguadarte se vira na minha direção agora seus olhos estão normais.

- Quero te contar algo... - Me aproximo mais dele e o encaro nos olhos me sentindo incomodado, eles sempre foram assim tão profundos...? - Mas quero te pedir algo.

- Peça... - Continuo sustentando seu olhar.

- Quero me deitar em seu colo... - Jaguadarte fecha os olhos e ri, bufo e sinto meu rosto esquentar.

Ele se levanta em um braço e deslizo para perto dele deixando com que ele pouse sua cabeça em meu colo.

- Eu vou te dar as suas respostas... - Arregalo os olhos. - Você me perguntou: "quem era Charles e Vorpal?" e eu lhe respondo que Charles era um joker, um guerreiro e meu amante enquanto Vorpal era uma espada, uma presença e minha inimiga.

- Sua inimiga...? - Sussurro.

- Você sabe a resposta, Cain. - Jaguadarte me encara. - Você a gritou agora para seu irmão...

Franzo as sobrancelhas, eu lhe disse tantas coisas... Abaixo a cabeça e penso, uma presença? O que Vorpal era senão Charles...? Abro a boca e perco o fôlego.

- Exato... - Jaguadarte sussurra. - Vorpal nunca passou de uma espada, uma presença que possuía seu dono quando este abaixava a guarda. Isso não era só com o novo Charles o velho também era possuído pela mesma presença, Charles nunca foi arrogante, nunca me odiou, quem fazia isso era a Espada... Antes ela era um reflexo, mas foi aprisionada pelo velho Charles e a ira de se tornar um objeto a fazia ser amaldiçoada dessa forma e eu não percebi isso a tempo. Alice sim percebeu e foi com isso que ela manipulou Charles a fazer o que ela queria, eu falhei e eu o perdi.

Sinto minhas lágrimas presas na garganta quando Jaguadarte fecha os olhos e novas lágrimas negras escorrem por seu rosto pálido.

- Por isso... - Ele recomeça. - Eu não sei responder sua segunda pergunta que era onde a espada está agora, eu morri e tudo o que sei são as coisas que te mostrei e falei, mas você tem um aliado poderoso, ganhe a confiança do Ângelus porque ele é uma das criaturas mais fortes do universo e se estiver ao seu lado a vitória será sua. Eu não consegui sua confiança, mas se o tivesse feito estaria vivo porque se ele se interessasse por mim teria mantido minha cabeça no lugar, seja digno e ele lhe levará a vitória.

- Se ele era tão poderoso por que deixou tudo acabar dessa forma?

- Porque ele quis... - Jaguadarte bufa. - Ele é sádico também, anjos são criaturas difíceis de lidar e entender, são criaturas atemporais e estranhas, assim como eu. Você deve ter visto pelas minhas memórias que eu não sou daqui, mas também não sei de onde vim, minhas memórias começam aqui e talvez seja por isso que você pensou que meu nome era Leviatã, mas eu não sou uma criatura divina eu sou um dragão apenas. Agora vou lhe responder a última pergunta, se lembra qual é mesmo depois de tudo isso?

- O que Lewis representa, mas agora eu sei, ele é o velho cavaleiro que se cansou da vida em Wonderland e voltou para o Lado de Lá para viver como humano, ele escreveu uma versão infantil de tudo que aconteceu aqui para não se esquecer do que viveu, eu acho...

- Em partes sim. - Jaguadarte dá de ombros. - Mas mais do que isso ele também tinha o poder de controlar os portais que chegam até esse lado, como foi ele que abriu o caminho ele sabia muito bem como voltar. - Ele suspira. - Agora acredito que Alice deve estar atrás dele, logo ele deve estar bem escondido e você terá que procurá-lo muito bem se quiser vir para cá e ouvir dele o que ele acha dessa loucura toda.

O que ele acha...? Não sei mais nem o que eu acho. Jaguadarte abaixa o olhar e sua respiração volta a ficar ruidosa e cansada como se ele tivesse corrido muito. Suspiro e sinto minhas mãos tremerem com medo do que vai acontecer com ele logo, ele fecha os olhos e sorri.

- Agora outra coisa... - Jaguadarte ergue uma mão ainda com os olhos fechados e toca minha bochecha. - Ainda quer ter olhos roxos?

- Por que está perguntando isso?

- Quer ou não? - Ele ergue as sobrancelhas.

- Quero.

- Por que? - Ele abre os olhos e sorri, nunca reparei que ele podia sorrir sem ser ameaçador.

- Porque eles me fazem quem eu sou... - Desvio o olhar dele. - Me causaram muitos problemas, mas eu sou único em meu mundo e eles me fazem eu porque... - Sorrio e balanço a cabeça. - Isso soa idiota, mas é porque tem um pouco de você neles.

Jaguadarte ri e me sinto tão bem com ele tão próximo, me sinto bem com sua risada e com sua presença, afago seus cabelos e fecho os olhos.

- Cain... - Inclino minha cabeça para perto dele sem abrir os olhos. - Não abra os olhos ainda... - Escuto em silêncio. - Eu errei em vida e eu errei com você, mas você percebeu meus erros, viu o que eu fiz e eu percebi que, diferente do que eu imaginava, você não é uma cópia minha nem uma versão melhorada, você é você.

- Aonde você quer chegar...?

- Quero que você viva. - Perco o ar por um segundo. - Eu não posso me apossar do seu corpo e voltar para enfrentar Alice nem vingar Charles, agora eu entendi que o que eu deveria ter feito não vai servir de nada porque já passou, está no passado e eu não posso voltar no tempo e restaurar tudo agora, não faz sentido para mim, mas você pode enfrentar Alice, pode tirá-la de lá e pode assumir o que é seu por direito, Wonderland não é de Copas ou dela, Wonderland é nossa. Minha e da minha linhagem.

- Eu sou sua linhagem...? - Franzo as sobrancelhas.

- É. - Engulo em seco. - Não é meu reflexo, você é meu semelhante e quero que olhe pra mim.

Abro os olhos e Jaguadarte está sorrindo, ele não parece estar sofrendo como estava quando cheguei a esse lugar... Ele apoia uma mão sobre meu rosto e me puxa para perto apoiando nossas testas olho no fundo dos seus olhos e me assusto abrindo a boca, eu sei de tudo... Eu sei seu nome agora, ele sorri e apoia um dedo sobre meus lábios.

- Não ainda. - Ele ri. - Prometa-me que vai voltar a Wonderland e ter de volta o que nos pertence, trazer de volta a paz.

- Prometo... - Minha chave em formato de coração fica pendurada à sua frente ele a segura e gira entre os dedos.

- Você encontrou o que eu perdi, mas perdeu por minha causa espero que assim como tudo que eu fiz você possa me perdoar...

- Eu te perdoo. - Deixo minhas pálpebras caírem e estou chorando. - Você errou, mas eu também errei é humano... - Jaguadarte sorri. - Você também é humano... - Me abaixo e o abraço o sentindo de verdade.

Fico muito tempo com ele assim até que Jaguadarte se afasta e sorri consentindo.

- Obrigado por tudo que me deu...

- Cain. - Ele aperta meu nariz, faço uma careta. - Não use meus poderes, não mais. Eles não te pertencem e eu não quero que se machuque.

- Mas...

- A chave. - Ele a pega de novo. - Desculpe-me por manchar seu presente, mas ela lhe dará tudo que precisa quando voltar para Wonderland, não terá meus poderes nem deixará de ser você mesmo, mas ela guarda o que você vai precisar. Agora só quero que você volte, existem pessoas que te esperam e você precisa delas para cumprir o que lhe pedi e peço mais: não me vingue nem vingue Charles ou Mikayla, lute pela terra que nos pertencia e a faça ser maravilhosa mais uma vez. Jure para mim.

- Eu prometo...

- Obrigado...

- Obrigado... - Me inclino e beijo sua testa, me sinto em paz... Tão em paz e mesmo ele sendo muito maior do que eu Jaguadarte parece pequeno em meus braços, abro os olhos e volto a encarar os seus. - Obrigado Mandrake.

Ele ri e volto a abraçá-lo, sentindo sua risada irradiar por tudo e seu calor se fundir ao do meu corpo enquanto meus braços afundam cada vez mais em algo leve como um fino tecido, minhas lágrimas escorrem silenciosamente por meu rosto e enfim meus braços não encontram nada e me envolvem em um abraço vazio.

Abro os olhos e estou de volta ao castelo, tudo está em seu lugar e estou sentado no corredor encarando o teto de corações. Me levanto e caminho devagar olhando tudo em volta como se fosse novo.

Paro em frente a uma sala e vejo Mikayla sentada enquanto Alice toca maravilhosamente bem, Mandrake está com as mãos apoiadas em seus ombros e os dois riem, alguém passa ao meu lado e vejo Charles entrar também, mas ele não está com a cara amarrada ele sorri e bate palmas, Alice se vira para ele e o chama com a mão para se sentar ao seu lado, mas ele nega e estende uma de suas mãos para Mandrake que a aceita e se senta ao lado de Alice, Charles abraça seus ombros e ri enquanto ele e Alice começam a tocar.

Assim como Jaguadarte viu meu desejo mais profundo de ter uma família ele me mostrou o seu que ironicamente é o mesmo, apoio minhas costas na porta de vidro e deslizo até tocar o chão chorando, estou sozinho...

Cubro o rosto com as mãos e choro sentindo meu peito doer, eu quero voltar pra casa...

Soluço alto e sinto alguém tocar minha mão a puxando, com a outra continuo cobrindo o rosto, alguém toca minha bochecha e me chama... Abro os olhos e vejo um teto baixo e escuro, não tem mais nenhum piano tocando ao meu lado e está escuro...

Minha visão se acostuma e vejo Lilith, ela sorri e se joga em mim, também está chorando. Passo os braços ao seu redor e enterro meu rosto em seu ombro. Não estou mais sozinho... Não mais. 

XXX

Gente eu acho que esse capítulo foi um dos melhores que eu já escrevi QuQ desde meus bloqueios criativos super chatos qqq ele tem exatamente o mesmo título do capítulo de The Ripper que o Jaguadarte aparece porque eu acho que faz o total sentido :v a música também foi uma que a primeira vez que eu vi a letra sabia que seria desse capítulo ;-; que aliás eu já queria escrever a muito tempo, sei lá vale muito a pena ouvir ela e pensar no Cain e no Jaguadarte, ou melhor Mandrake QuQ aqui eu coloquei a versão acústica dela (isso é se aparecer porque tá dando problema) mas ela normal é muito linda também QuQ enfim não sei se alguém acertou o nome desse dragão, mas eu não deixei vazar em nenhum lugar nem mesmo no meu insta, Leviathan foi a primeira opção, mas ficou meio óbvio e agora eu tenho outro personagem com esse nome, aí a segunda opção era "mandrágora" e acho que Mandrake combinou perfeitamente com ele ;w; Enfim eu queria que esse fosse o final desse livro, mas como eu enfiei muita coisa não resolvida fiquem felizes que From Hell vai continuar por mais um tempinho UwU bem agora sim é isso e eu vou ;3; 

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