Dungeons
Eu esperei todo esse tempo
Eu perdi muito tempo
Caindo nas profundezas, posso voltar?
Sonhando com o que costumava ser, você pode me ouvir?
Eu troquei tudo que eu amo por uma coisa
Encalhado na oferta
Não me deixe aqui assim
Não pode me ouvir gritar do abismo
E agora eu desejo para você, meu desejo
Não me deixe em paz
Falling inside the black - Skillet
Subo ao segundo andar e paro no meio do corredor respirando rápido, encaro o teto e minha visão está borrada Toby para na escada e suspira.
- Agora é você que foge e eu que te persigo... - Ele ri. - Cain eu ia te contar só não queria te magoar enquanto estamos aqui.
- Não queria me magoar?! - Esfrego os olhos molhando as faixas da minha mão machucada. - Jurou continuar vivo, mas de que adianta se você vai me deixar?!
- Não vou te deixar... - Toby se aproxima devagar. - Agora você chora porque é doloroso para você, mas você vai entender que isso vai ser bom no futuro.
- E sua irmã?! - Me viro de costas e bufo. - E eu...?
- Já te disse: eu não vou te deixar. - Ele sussurra e para. - Quanto a Manson eu vou ter que abrir mão dela.
- Se você desiste da própria irmã por que não desistiria de mim?
Me viro para ele e Toby suspira me passando novamente a sensação de cansado e quase consigo ver os traços do seu rosto mudando e se tornando o Dormouse no futuro... Assumindo seu lugar... Como eu deveria assumir ao do Mandrake, aperto meus ombros e meus lábios tremem.
- Deus... - Sussurro e o encaro, ele sorri. - Eu também vou ter que ficar não é? - Toby baixa o olhar. - Eu sou o Jaguadarte e ele me pediu para assumir sua terra de volta a Lilith não vai assumir o trono ela nunca quis isso... - Minhas mãos se abaixam e é como se meu chão sumisse. - Eu vou ter que me separar dela não é? - Minhas lágrimas voltam a escorrer e Toby se aproxima devagar me abraçando.
- Eu não vou te deixar... - Ele repete. - Eu não posso escolher sair daqui mas você vai poder e se quiser ficar lá eu não vou te culpar, sabe? Assim você vai sempre ter a Lilith para tomar chá a tarde, brigar com o Caleb e quem sabe sair com Babel e a Barbie... Vai poder até assumir a sua fábrica. - Sua voz treme e ele balança a cabeça. - Não me faça chorar agora Cain. - Toby olha para cima tentando evitar as lágrimas. - Eu também queria ter a opção de voltar.
Me sento devagar e Toby continua me abraçando, ele esconde o rosto no meu ombro e chora baixinho, ficar aqui... Meu peito se aperta e também choro soluçando, não quero ficar aqui eu quero ir para casa com meus irmãos, Toby aperta minha mão e se senta um pouco afastado ele ampara meu rosto com as duas mãos.
- Por que você está chorando? - Ele ri e novas lágrimas escorrem pelo seu rosto. - Quando a gente sair eu vou parar o tempo todos os dias pra nós dois fugirmos do Marcel e assim passear por Londres. - Ele para respirando e seu peito treme. - Vamos a uma estação de trem, ok? Eu sempre quis ir em uma... - O puxo para perto abraçando ele mais uma vez.
Toby se cala mais uma vez e apenas me abraça. Quando me sinto mais calmo me afasto e ele também parou de chorar, Toby se senta do meu lado e fico em silêncio de mãos dadas com ele.
- Tente melhorar essa cara quando for deitar... - Ele sorri quando me viro. - Não preocupe os outros.
- Digo o mesmo para você... - Desvio o olhar. - Você parou o tempo ou estamos chorando a um quarto de hora*?
- Estamos chorando a um quarto de hora. - Ele suspira. - Estou poupando minhas forças sabe? - Ele se levanta e me puxa com ele, me encosto na parede porque ainda estou mole e confuso. - Tente não chorar mais ou vai morrer desidratado... - Seguro seu braço e o puxo. - O que foi? - Toby ergue uma sobrancelha.
- Vai ficar comigo...? - Ele apoia uma mão na parede e suspira se aproximando me beijando devagar.
- Vamos dormir... - Ele abraça minha cintura com o outro braço, nego e o abraço enquanto ele ri. - Você não costuma ser carinhoso assim.
- É porque eu gosto de você. - Bufo e o empurro. - Mas você não merece às vezes. - Me afasto e suspiro, ele começa a andar em direção a escada.
- Eu te amo. - Toby murmura quando estamos na metade da escada, seguro sua mão e beijo o canto dos seus lábios.
- Eu não digo essas palavras facilmente. - Sussurro, ele ergue uma sobrancelha. - Faça por merecer.
- Ficar nessa pocilga de lugar já não é o suficiente? - Ele rebate irônico.
- Argh vocês... - Caleb revira os olhos quando paramos no final da escada. - Vocês estão péssimos... - Ele olha timidamente para nós. - E-Eeu posso fazer algo...?
- Não brutamontes não pode. - Toby responde e me solta. - Só tente não me matar quando sairmos daqui, sabe? Eu preciso voltar.
- Eu sinto muito... - Caleb sussurra e estranhamente abaixa a cabeça.
- Obrigado... - Toby suspira e desfaz sua pose. - Prometa cuidar bem da Lily.
Caleb ri e isso me faz erguer as sobrancelhas.
- Vamos dormir idiota... - Ele sorri e se vira para se deitar no sofá. - Lilith e Abel estão te esperando no quarto Cain, Toby você dorme no outro sofá.
- Ah dias de luta. - Toby revira os olhos depois beija minha testa. - Tente não chorar mais ok?
- Você também ou o Caleb vai te bater. - Me afasto sem ouvir uma reclamação que seja dele e suspiro indo para o quarto, agora eu sei o que Toby quis dizer com não querer me magoar contando... Não quero ter que falar sobre isso com a Lilith, não tão cedo, mas a cada passo sinto o peso disso nos meus ombros e quando apoio a mão na maçaneta estou chorando mais uma vez.
XXX
Depois de entrar pelas raízes da árvore TumTum o silêncio continua e isso me incomoda, Caleb carrega Abel nas suas costas e a espada negra agora está na sua cintura penso um pouco e quebro o silêncio:
- Caleb. - Ele vira a cabeça na minha direção. - O que você tinha dito que suspeitava quando saiu do sótão?
- Ah isso... - Ele volta a olhar para frente, Abel se vira para mim. - Primeiro eu tenho que perguntar diretamente a ele então Toby você ou o Dormouse tem o poder de prever o futuro?
- Que? - Encaro-o e Toby faz uma careta. - Bem... Então... - Ele suspira e solta minha mão. - Eu acho que ele tem mas não me disse nada... Só que o jeito como ele falava parecia que sempre sabia de tudo... - Tropeço e antes que eu caia Toby segura meu braço. - Não algo previsível como o Cain tropeçando e caindo de cara no chão.
- Muito engraçado.
- Certo... - Caleb suspira. - Se eu estiver certo e ele prever o futuro acredito que Dormouse armou alguma coisa...
- Algo ruim? - Lilith indaga.
- Não sei... - Caleb bufa. - Assim que chegamos ele mandou eu e a Babel para o sótão, mas não nos disse nada sobre o telhado ou o que tinha acontecido com ele, enquanto eu arrumava pude observar como as telhas não pareciam ter caído mas sim estavam destruídas e quebradas de uma forma estranha, com isso eu comecei a olhar em volta e procurar algo suspeito e foi quando eu vi o anel...
- O do seu pedido de casamento? - Abel o interrompe rindo.
- Idiota. O anel estava preso entre as tábuas do chão e eu o tirei de lá e assim que fiz isso o Dormouse entrou no sótão dizendo que eu tinha feito um belo achado e... - Caleb grunhe. - Que se eu quisesse impressionar alguém deveria dar esse anel a ela.
- Então foi isso que ele te sussurrou? - Babel ergue as sobrancelhas. - Eu só ouvi ele perguntando ao Ume se aquele anel era da Chapeleira.
- Foi como se ele quisesse que eu encontrasse aquele anel e ele mesmo me disse para dá-lo a Lilith.
- Na verdade ele disse que se você quisesse impressionar alguém... - Toby ri.
- Vai pro inferno! - Caleb se vira para trás e está vermelho. - O que eu quero dizer é que eu acredito que esse anel não era da Chapeleira e sim algo da Copas, porque se ele tinha até mesmo uma espada que era do meu avô poderia ter facilmente alguma coisa dela... E se o pássaro estivesse atrás disso quando destruiu o telhado? Ume nos disse depois que Dormouse saiu que tinha sido ele a destruir o telhado e não acho que ele tenha feito isso sem um objetivo.
- É uma boa teoria... - Sussurro. - Mas Lilith não teve lembranças quando colocou o anel, teve?
- Ahn... Não. - Ela olha para a própria mão. - Eu não senti nada de diferente.
- Quando eu fiquei perto da jóia do Mandrake eu ouvia vozes e... Lembranças que não eram minhas ficavam invadindo minha cabeça.
- Mas essa pedra é tão pequena... - Lilith ergue o anel a altura dos olhos. - Não acredito que seja algo dela ou eu saberia...
- Foi só uma teoria. - Caleb dá de ombros.
O túnel continua por mais algum tempo, Babel tenta iniciar uma conversa mas sem sucesso e ninguém fala mais nada até que as raízes se abrem e vejo a luz do dia me cegando e deixando nervoso.
XXX
Quando todos saem me deparo com o imponente castelo e engulo em seco, quando eu visitei as memórias do Mandrake esse castelo era em grande parte vermelho agora é um azul tão frio que quase parece cinza... Lilith também olha para cima e arregala os olhos.
- Eu nunca vi um castelo de perto... - Ela sussurra ainda de olhos bem abertos.
- Eu vi em sonhos. - Sorrio. - Mas é a primeira vez que eu vejo ele de verdade.
- Vamos pelo esgoto então apreciem a vista agora. - Caleb ri e se afasta.
Ao nosso lado existe um declive e abaixo dessa pequena planície um riacho sujo e fino, seguindo ele por pouco tempo encontramos um enorme cano com água lamacenta e escura, Abel não desce das costas do Caleb e entramos por ele, a água suja cobre meu tornozelo e o cheiro é insuportável aqui dentro, mas ao menos não fico em alerta ou nervoso por estar aqui.
- Quando vamos sair daqui? - Barbie guincha e ergue sua saia. - Eu não aguento mais isso!
- Logo estaremos no palácio. - Babel a conforta. - Eu espero que tenham poucos prisioneiros nas masmorras e menos guardas ainda.
- Se Dormouse estava certo e Alice mobilizar pessoas para nos procurar eu acredito que no máximo vai ter uma dupla de guardas nas masmorras. - Caleb sussurra. - Também espero que tenham poucos presos.
Quando penso que vamos sair do esgoto chegamos a outra galeria dessa vez mais ampla e menos fedida, aqui dentro tudo é mais escuro e gotejante, Caleb segue direto para uma esquina e vira sem titubear.
- Você parece conhecer bem os esgotos. - Começo o seguindo.
- É por aqui que os servos saem quando querem fugir do castelo por um tempo. - Babel explica. - Nem todos tem uma árvore TumTum a sua disposição.
- E ninguém monitora aqui dentro?
- É um esgoto... - Caleb resmunga. - Fora que os guardas também usam essa rota para sair, por sorte o Noah que atacou a Babel é do naipe de ouros, duvido muito que ele ao menos já tenha pisado aqui.
- Existe um tipo de hierarquia, não existe? - Barbie indaga. - Ouros é a mais alta pelo que eu percebo, espadas é a classe guerreira então paus é a plebe?
- Espadas e paus sempre foram os mesmos, mas ouros subiu quando copas caiu. - Caleb sussurra. - Acredito que eles conspiraram contra a rainha também para serem a elite.
- Isso é podre... - Lilith sussurra. - Até mesmo nesse reino dinheiro e poder importam mais que vidas.
- Sempre foi assim. - Rebato. - Desde que o mundo é mundo, sabe?
- Mas não deixa de ser podre... - Caleb responde. - Copas ainda era uma pessoa e todos os outros que morreram por esse desejo também eram... - Ele suspira. - Deixa pra lá, não vamos falar disso agora, acredito que logo estaremos perto da saída.
- Das masmorras? - Toby sussurra. - E depois vamos para onde? Sabe estamos sendo caçados e o castelo é em grande parte de vidro assim fica meio difícil se esconder.
- Os servos utilizam túneis e corredores para não ficarem nas passagens dos nobres. Por onde você saiu? Antes de ir parar no lado de lá com o Bill?
- Eu sempre saí pelos túneis... - Abel o responde. - Nunca usei os esgotos, uma ou outra vez eu fui pelos elevadores de serviço*...
- Isso não é perigoso? - Lilith o interrompe. - E se você caísse?
- Ele é um acrobata. - Toby ri. - Aquilo deve ser tranquilo para ele, mas não podemos falar o mesmo do irmão que tem uma atração pelo chão. - Bufo e sinto meu rosto esquentar.
- Só nos resta os túneis já que os corredores devem estar sendo utilizados agora. - Caleb suspira. - Depois disso temos que ir até a ala norte e com sorte entrar na sala do espelho.
- Com sorte... - Repito olhando para cima e só vendo a escuridão.
XXX
Depois de muito tempo Caleb chuta uma grade que liga os túneis as masmorras, Abel está do meu lado com sua perna enfaixada suspensa para não encostar na água suja, me sinto apreensivo e com medo de que algo nesse plano dê errado, eu tenho medo de perder mais alguém.
- Tem certeza de quem ninguém vai nos ouvir? - Babel resmunga. - Você devia ser menos bruto.
- Você acha que as suas facas conseguem cortar as barras de aço? - Caleb rebate.
- Não são facas! - Babel bufa e ergue sua perna chutando ao mesmo tempo que Caleb e a tampa voa alguns metros caindo estrondosamente no chão. - Viu o que você fez?!
- Não, viu o que você fez?! - Caleb desliza para dentro primeiro.
Ele dá alguns passos e Babel vai logo atrás o resto espera no túnel Caleb volta depois e sinaliza para irmos, Toby ajuda Abel a descer e passo logo em seguida olhando as grandes celas vazias... Aqui embaixo é úmido e frio assim como todas as masmorras e duvido muito que alguém preso aqui dure muito tempo e é estranho não ter nenhum guarda... Olho o longo corredor de celas e escuto atentamente, mas nada me chama a atenção.
- Não deveria ter pelo menos uma pessoa aqui? - Sussurro.
- Talvez tenha. - Caleb responde devagar. - Só não estamos vendo.
Babel começa a andar pelo corredor com suas karambits em punho e andando devagar quase sem fazer barulho, espero apreensivo enquanto ela faz isso depois sinaliza que está livre. Começo a andar quando Babel salta e se joga contra as barras de uma cela, prendo a respiração.
- TIO?! - Ela se vira para Caleb que corre na sua direção.
- Devemos voltar...? - Toby murmura, Abel está segurando sua camisa e nega com a cabeça, Caleb para em frente a cela e solta um grunhido.
- Eu acredito que o tio de espadas que fica aqui seja alguma coisa desses dois. - Abel responde devagar.
- Você sabia que tinha alguém aqui? - Lilith o repreende com o olhar.
- Às vezes eu fico de castigo aqui embaixo. - Ele dá de ombros. - Não achei que ele ainda estaria aqui.
Lilith é a primeira a sair em direção aos dois e o resto de nós vai com ela, quando paro em frente a cela noto um homem grande, barbudo e com cabelos longos do outro lado da cela, ele tem olhos brancos e usa roupas surradas que um dia foram pretas, assim que vê quantos somos ele arregala os olhos.
- Filho...? - Ele sussurra meio atordoado, oh agora as peças se encaixam. - Dormouse e Vorpal... - Seus olhos se demoram em Lilith. - Rainha de Copas?
- Longa história. - Babel solta uma risada forçada. - O que o senhor está fazendo aqui?
- Preso em diria... - Ele sorri e se mexe, noto as algemas nos seus pulsos e pescoço. - E vocês? Não deveriam estar do lado de lá?
- Digamos que viemos parar aqui sem querer... - Toby sussurra.
- Vou te tirar daí. - Caleb se levanta e seu pai franze as sobrancelhas.
- Eu conheço essa espada. - Ele apoia o rosto nas mãos.
- Como você pode ficar tão tranquilo estando preso?! - Lilith guincha.
- Eu estou aqui a muito tempo mocinha, tenho todo o tempo do mundo sabe?
- Dormouse estava com ela... - Caleb sussurra e saca a espada ele enfia a ponta dela no cadeado.
- Ei! - Seu pai se levanta. - Isso era do seu avô não é um pé de cabras qualquer.
- ENTÃO COMO EU VOU TE TIRAR DAÍ?! - Caleb se vira pra frente e está bem irritado e... Com medo. Sinto o medo dele passar por mim como se fosse o meu próprio, Lilith toca seu braço e ele desvia o olhar.
- Não foi sua culpa eu estar aqui. - Seu pai responde devagar, Caleb morde o lábio inferior. - Eu estaria aqui de qualquer forma, mas veja bem são grandes acomodações para um homem só. - Ele ri.
- Como seu pai pode ser tão legal e você um saco? - Toby ri e caminha parando em frente a Caleb, ele se abaixa e olha para dentro. - Você pode nos ajudar a sair?
- Eu não sei filho. - Ele sorri. - Mas eu posso guardar vocês, já que pelo que eu vejo vocês estão querendo voltar.
- E depois? - Caleb sussurra. - Você iria com a gente?
- Não... Eu iria para Queensland. - Ele sussurra e cruza os braços, Caleb grunhe de novo e chuta as grades.
- Você vai atrás da mamãe? - Ele sussurra e fica vermelho. - Pra que? Qual o seu objetivo?
- Mudar o pensamento dela. - Ele o responde bem sério. - Eu não posso voltar ao meu posto, não posso estar no meu lugar ao lado dos meus guerreiros agora porque eles temem Alice, mas se eu pudesse mudar o pensamento da sua mãe e se pudesse ter ela e seu exército do meu lado acredito que grande parte dos meus homens voltariam para seu lado de verdade até porque eu vejo que Copas está com vocês...
- Eu não sou Copas! - Lilith responde e cruza os braços.
- Mas eu sou o Jaguadarte. - Respondo e dou um passo em direção a grade, ele me encara demoradamente. - Se você falasse que eu voltei seus homens voltariam para o seu lado?
- Mandrake costumava ter mais do que um metro e meio... - Ele sussurra, fecho a cara. - Eu até diria que ele tinha mais do que dois metros mas acredito que sim, veja bem se Copas e Jaguadarte voltassem duvido muito que meus guardas ficariam sob as ordens de Alice e seus cãezinhos, você já foi nosso general Jaguadarte então volte para seu posto.
- Meu nome é Cain... - Sussurro. - E eu não sei se seria um bom general, mas se é o que vocês precisam para ter Wonderland de volta eu me tornarei um.
- Você fala bonito tagarelão... Gareth. - Ele faz uma mesura.
- Seu ex não te deu uma coisa? - Franzo as sobrancelhas, Toby revira os olhos. - A chave Cain.
- O que tem ela...? - Arregalo os olhos. - Não... Ela é só uma chave.
- Do que eles estão falando...? - Abel sussurra. - É algum código de casal?
- Agh claro que não. - Tiro a chave pelo pescoço. - É disso que ele está falando.
- Obrigado. - Toby pega a chave da minha mão e se abaixa, me aproximo com os outros e vejo os olhos dele ficarem laranjas quando a imagem de uma chave surge saindo do cadeado, Toby sorri e coloca a minha chave no seu lugar a girando e para minha surpresa o cadeado se abre. - Fácil fácil.
- Como você fez isso?! - Caleb e Babel abrem a cela enquanto Toby se vira me devolvendo a chave.
- Na verdade eu não fiz nada só confirmei uma suspeita, a sua chave tem o formato exato da que pertencia ao cadeado. - Toby olha para dentro. - Assim como as algemas.
- Você acha que ele me deixou isso com esse propósito...?
- Eu não sei. - Toby me encara e sorri entrando.
Agora eu começo a acreditar no que Caleb disse sobre Toby poder prever o futuro... Fico parado olhando para a chave, Áster como um pajem realmente poderia ter uma chave mestra ou algo do tipo ou seria Mandrake que fez isso? Olho para dentro e Caleb está abraçado com seu pai, sinto uma pontinha de inveja cruzar meu coração e desvio o olhar.
- Você já abraçou o papai? - Abel indaga, quando olho para trás vejo que só ele e Lilith não entraram.
- Não... Não que eu me lembre... - Sussurro.
- Não era algo bom pra falar a verdade. - Lilith dá de ombros. - Sua chave não era só um presente de despedida afinal.
- Na verdade eu não sei o que ela é ainda. - Aperto-a contra o peito.
- Precisamos de uma chave aqui dentro meu bem. - Ergo as sobrancelhas e me viro pra Toby. - Muito cafona? Que tal amor?
- Cain, por favor. - Reviro os olhos e estendo a chave para ele. - Faça as honras.
Toby a pega e se afasta sem falar mais nada, suspiro e me assusto com Lilith que me puxa para um abraço assim como Abel, a única coisa que eu quero agora é sair daqui com meus dois irmãos e se eu precisar voltar que faça isso sabendo que os dois estão bem e são e salvos do lado de lá.
XXX
*Um quarto de hora: jeito chique de falar quinze minutos :v
*Elevador de serviço: são mini elevadores que levavam comidas e outras coisas aos quartos dos donos da casa, geralmente ficavam nas cozinhas e eram movimentados com cordas (aparecem bastante em filmes de terror)
Fui salvar a imagem e bateu uma saudades das crônicas de Spiderwick QuQ enfim depois de um século eu volto por motivos do meu já conhecido bloqueio criativo e uma palhaçada do watt que não tava me deixando acessar minha conta porque muito provavelmente meu email tinha sido hackeado, enfim isso me desmotivou mais a postar semana passada ;w; mas cá estou eu e aqui o capítulo novo :v me desejem sorte pra continuar escrevendo waaaaah
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