Cap 31
Por Derek
Ela está linda acho que essa palavra não chega aos pés de Valentina, seus olhos evitam contato comigo, mas ela não consegue isso por muito tempo, seus lindos olhos se encontram com os meus.
- Achei que já tínhamos conversado sobre isso – Respiro fundo não aguento mais essa tortura, estou a dias sem falar com ela, sem abraça-la, não aguento mais almoçar longe da minha pequena, não ouvir sua risada ou até mesmo suas reclamações de fome, e isso está me matando, mas eu não posso forçar algo ela é minha melhor amiga e eu não sou homem para ela, nunca vou ser e se a situação já está ruim agora imagina se tivermos algo e ela perceber que não presto para ela, a perderei para sempre e isso não pode acontecer, tenho que convence-la a me perdoar e ficar ao meu lado novamente sei que isso é egoísta mas quando se trata de Valentina vou ser sempre egoísta.
- Eu sei, mas Val não dá para continuarmos nos tratando como desconhecidos, isso é ridículo
- Eu sei, mas o que você quer que eu faça? Não posso ficar ao seu lado e fingir que quero ser apenas sua amiga, enquanto você aparece com várias garotas e as esfregam na minha cara.
- Prometo que me controlo quanto a isso, nada de garotas perto de você e prometo não exagerar em nossa aproximação, mas por favor chega dessa tortura
- Vocês dois conversem isso em outro lugar e outra hora, sua mãe quer falar algo vamos prestar atenção – Pedro diz para Valentina e para mim.
Sua mãe fez um belo discurso agradecendo a todos presentes e principalmente sua família, ela está muito feliz essa noite e não é para menos sua empresa cresce a cada dia mais, ela termina o discurso e pede para que todos aproveitem a festa, procuro por Valentina mas não a acho e sim minha mãe que está linda em um vestido vinho, ela vem ao meu encontro e do outro lado do salão posso ver meu pai que não desgruda os olhos dela nem por um momento, não consigo decifrar o que se passa por sua cabeça, seu olhar é vazio que chega a me dar medo.
- Meu menino como está lindo – Ela me abraça e se afasta
- A senhora também mãe – Sorrio de volta, começa a tocar uma valsa
- Dançaria com sua mãe? – Sorrio
- Seria uma honra
Pego sua mão e a levo para o meio do salão onde tem algumas pessoas dançando, a rodopio fazendo-a sorrir então voltamos a nossa posição
- Não parece muito feliz querido, ainda é sobre Valentina? – Contei tudo que aconteceu para minha mãe, depois da Val a minha mãe é a pessoa que eu mais confio nesse mundo, eu precisava muito desabafar com alguém e ela era perfeita para o momento
- Está tão na cara assim? – Ela me olha com um sorriso lindo
- Não querido, sou sua mãe esqueceu sempre vou saber quando está bem ou mal, digamos que isso é um dom dado para as mães
- Estou vendo, tentei conversar com ela agora pouco pedi para parar de me torturar assim, sério mãe não aguento mais isso tudo.
- Querido tenta entender o lado dela, não é fácil descobrir que está apaixonada pelo melhor amigo e ainda por cima não ter os sentimentos correspondidos, o que eu duvido muito, mas tudo bem
- Como assim? Não entendi
- Querido, quero que saiba de uma coisa a pior coisa que ser renegado por alguém que ama, é amar alguém e fazer de tudo para que esse amor não aconteça, tome cuidado meu anjo Valentina não irá te esperar para sempre.
Ela diz apontando para o outro lado e Valentina está dançando com o pai dela, começa a tocar ao fundo Family Tree olho para minha mãe e ela retribui com um olhar carinhoso
- Mãe...
- Vai lá dance com quem realmente quer – Sorrio e beijo o seu rosto então saio me aproximando deles
- Posso dançar com a Val tio – Ele me olha e sorri
- Claro vai lá garoto
Ele sai nos deixando pego sua mão quente e delicada puxo seu corpo para perto do meu, nossas respirações ficam pesadas
- Dança comigo Val? – Ela me olha então sorri
- Claro
Começamos a nos movimentar no salão nossos corpos estão bem próximos, aproximo meu nariz dos seus cabelos que estão com cheiro de morango, absorvo tudo para mim enquanto balançamos lentamente
- O seu cheiro é maravilhoso – Digo sem folego, ela me olha intensamente
- O seu também – Sorrio, It Will Rain começa a tocar
- Parece que você ajudou a sua mãe com a playlist – Ela sorri fazendo meu coração disparar de novo isso está acontecendo de novo
- Juro que não – Rimos, a giro trazendo de volta para mim
- Não lembrava que dançava tão bem – Ela diz mais animada, isso me deixa bem muito bem, estava com saudade de conversar com ela assim
- Esqueceu que meu pai me fez aprender por conta dos bailes ridículos da empresa, ele não queria passar vergonha
- Nunca vou me esquecer, você me usava como sua marionete para ensaiar – Rimos, tiro uma mecha que caiu em seu rosto, aproveito o momento para fazer carinho e sua pele de porcelana, Val fecha os olhos aproveitando o carinho, sabe aquele momento em que você percebe que não pode ficar sem uma pessoa, mas sabe também que se ficar com ela pode haver consequências muito ruins, eu não sei o que fazer realmente não sei, tem uma coisa apenas que sei nesse exato momento é que preciso dela em minha vida.
- Vem – Digo puxando o seu braço e levando-a para o jardim, paramos perto de uma arvore enorme, a segunda casa dos pais da Val é linda, eles a usam para eventos, também nas férias, aproveitei muito aqui quando era mais novo.
Ela me olha sem entender então se encosta na arvore e fica me olhando, não sei bem por que a trouxe para cá mas eu precisava de um tempo com ela a sós, me aproximo do seu corpo sinto nossas respirações voltarem a ficar pesadas, me aproximo mais um pouco seus olhos não desgrudam dos meus, sua boca está entre aberta, coloco a mecha do seu cabelo para traz, então sem pensar muito bem no que estou fazendo a beijo com todo fervor suas mãos vão para o meu cabelo puxando, gememos juntos enquanto prendo seu corpo na arvore, desço uma mão do seu rosto e passo em sua cintura puxando-a para mais perto de mim, se isso é possível, ela puxa ainda mais meus cabelos, seu gosto é bom é doce mordo seus lábios a fazendo gemer ainda mais, nos afastamos um pouco por falta de ar, encosto minha testa na sua fechando meus olhos
- Estou ficando louco – Digo sem folego
- Eu também – Abro meus olhos e a encaro
- Quero você, mas tenho medo, eu me conheço sei que não sirvo para namoro e no fundo você também sabe disso
Ela acaricia meu rosto trazendo uma sensação maravilhosa
- E se apenas ficássemos, sem compromisso, mas fixamente e claro sem ficarmos com mais ninguém, apenas deixássemos os rótulos de lado fazendo o que sentimos, o que acha?
- Será que isso dará certo? – Pergunto com dúvida, mas no fundo eu quero isso quero minha melhor amiga para mim, e quero Valentina mulher de corpo e alma, mas tenho medo de que isso só piore a situação
- Não tem como saber se não tentarmos, eu sei que é loucura mas isso está nos matando Deck, e não vamos conseguir resolver essa situação toda de outro jeito, a não ser que nos afastemos como estávamos, e ai talvez eu consiga esquecer de vez esse sentimento que tenho por você
- É, mas eu não vou conseguir esquecer que eu te quero Val – Ela me olha com os olhos arregalados
- Me... co..como assim?
- É isso que ouviu, eu tenho medo de acabar com tudo que temos, mas isso não quer dizer que eu não te quero porra Val, eu quero e quero demais, não sei te dizer se isso é paixão ou até mesmo amor, de verdade estou confuso sobre tudo isso, mas eu te quero e te quero muito e..
Antes que eu possa dizer mais alguma coisa seus lábios tocam os meus, seus braços circulam o meu pescoço para que ela possa me alcançar, sorrio em seu lábios e puxo sua cintura trazendo seu corpo para perto do meu, seus pés se afastam do chão, fecho meus olhos saboreando seu gosto, cada detalhe da minha Val, não consigo me importar com nada agora, já que sou um filho da puta para conseguir namorar ela do jeito certo sem estragar as coisas, então podemos ficar juntos sem amarras ou rótulos como ela mesmo disse. Nos afastamos
- Eu topo, vamos fazer assim então sem rótulos e sem dor de cabeça, seremos um do outro e teremos um ao outro novamente. – Ela sorri
- Tem um nome para isso – Dou risada e a puxo para mais perto
- Seria amizade colorida? – Ela sorri e me da um selinho essa sensação é boa todo aquele peço e tristeza se foi
- Isso mesmo, mas temos que manter isso em sigilo da Sara e do Pedro, pelo menos por enquanto eles podem querer dar opinião sobre o assunto ou se empolgarem muito – Ela está certa
- Tem razão, pelo menos por agora – Ela sorri e concorda com a cabeça, ouvimos passos então nos afastamos rapidamente, ajudo ela com o batom que saiu um pouco do lugar, e ela me ajuda a limpar a minha boca
- Achei vocês, o que estão fazendo aqui? – Sara pergunta
- Estamos fazendo as pazes – Digo olhando para Val, que concorda com a cabeça
- Já não era sem tempo, não aguentava mais ver os dois assim, mas voltaram com a amizade?
- O que mais séria? – Digo sério, mas no fundo queria rir com sua cara
- E os dois estão bem com isso? – Ela pergunta olhando para Val, que sorri
- Sim amiga, já resolvemos isso ficar um longe do outro não irá adiantar de nada, então iremos tentar ficar de boa
- Que bom – Ela sorri e vem nos abraçar super animada, voltamos para a festa que estava bem divertida, comemos alguma coisa e conversamos, as meninas estavam em uma conversa bem animada, Pedro e eu conversávamos sobre carros o assunto que sempre falávamos somos loucos por carro, Val sai por um instante então volta rapidamente me puxando para a pista, sorrio com sua empolgação
- O que houve? – Pergunto admirando seu lindo rosto
- Pedi para que toca- se uma música
Então começa a tocar uma musica que com certeza não é desse século, Val sendo Val que saudade disso, seguro sua cintura então começamos a dançar lentamente, Pedro e Sara começam a dançar também, só consigo ter olhos para ela e seu sorriso lindo, gosto da minha Val assim feliz e principalmente comigo
- Que musica é essa?
- Unchained Melody, é do filme Ghost – Ela sorri, e encosta a cabeça em meu ombro enquanto somos embalados pela música, por mim essa noite poderia durar para sempre que não me cansaria dela.
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