vinte.
A ÚLTIMA VISITA do ano a Hogsmeade costumava ser boa; e James faria dela perfeita.
Os cabelos louros claríssimos de Friday vagavam por Hogsmeade, seus dedos atados ao de Potter, que por sua vez, exibia um sorriso bobo no rosto a cada vez que alguém olhava sugestivamente para as mãos dos dois.
A casa de chá da Madame Puddifoot estava apinhada por jovens casais; James se surpreendeu ao notar a decoração exageradamente cafona do local.
Seu estômago se partiu em três ao ver a dona do estabelecimento, a qual Friday nutria um apego estranho, correr até eles, estupefata ao perceber a companhia do de óculos.
— Querida, não era esse o garoto que você sempre falava mal? — a mulher com alguns anos de idade a mais que o comum perguntou, seus olhos fixos na cara de paisagem dele.
O rubor natural nas bochechas de Friday se intensificaram, de forma que o cachecol dos leões se misturasse com a pele dela; James olhou para a loura com curiosidade, esperando uma boa justificava dela.
— É de se esperar que quando se fala mal de alguém você não vai em um encontro com essa mesma pessoa!
Um sorriso infantil atravessou o rosto de Friday e ela fez menção de correr.
James a observou andar apressadamente e se sentar na mesa mais discreta do estabelecimento, e mesmo quando ele a seguiu, Dunequim fingiu não saber de nada que a mulher com roupas rosadas falava.
— Então você fala mal de mim para todo mundo? — questionou, com um sorriso cafajeste.
— Sim, muito mal. Você é a pessoa mais insuportável do mundo.
O silêncio predominou; estudantes trocavam carícias extremamente íntimas e o local inteiro era enfeitado por trepadeiras e rosas, perfeito para casais.
Meia dúzia de adolescentes se beijavam, James e Friday eram os únicos que permaneciam a um raio de distância.
James hesitou e pousou sua mão esquerda na coxa de Friday, ela gelou e se enrijeceu na cadeira bamba; os pés dela ficaram inquietos e o garoto a olhou desesperadamente.
Cada espasmo muscular de seu corpo a alertava para que empurrasse a mão dele dali, mas ela não queria de forma alguma. O toque de James era sútil e caloroso, perfeito.
— Você quer que eu tire? — ele afastou-se lentamente.
— Não! De jeito nenhum. — exclamou.
Seus rostos juntos o suficiente para que não se distinguissem dos outros casais ali presentes, a pele branca e pálida de Friday cheirava a baunilha e James sorriu ao notar o aroma vitalício.
— É agora que eu te beijo?
— Por favor, senhor Potter.
Um prato invadiu a mesa e separou eles, Madame Puddifoot observava os dois ansiosamente, como uma novela ao vivo.
— Sério?! — James bufou, empurrando talheres para o lado, irritado com a interrupção inoportuna.
— Se você quiser podemos ir embora. — ela ofereceu, praticamente levantando de sua cadeira para sair de lá.
— Senta aí, Friday! Nós vamos passar mal de tanto bolo.
Friday sorriu loucamente, ele é perfeito, pensou.
— Esse bolo é maravilhoso, Regulus me apresentou.
— V-você vem com ele aqui? Um lugar para casais?
James cuspiu todo o chá de sua boca, seus lábios se contraíram em uma carranca.
O vestido rose de Friday estava encharcado,
— James! Regulus me disse que aqui é um ótimo lugar para encontros, só isso.
O lado de fora estava frio, Potter se apressou em pegar a própria jaqueta e jogá-la nos ombros da garota.
— Me desculpa, eu sou um idiota.
— O maior deles. — ela sorriu e roubou um selinho do rapaz a sua frente.
O beijo foi suave e calmo, em tempo suficiente para que os dois perdessem o ar; o repetiram algumas vezes e trocaram carícias, até que finalmente olhassem nos olhos um do outro.
— E não é que repetimos aquele beijo, sabidinha? — ironizou, colocando uma mecha clara de cabelo na parte de trás da orelha dela.
O par andou pelo resto do dia pelo vilarejo, abraçados em grande parte do tempo; aquele dia se tratava de um dos melhores da vida do rapaz e da garota.
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