dezessete.
MINERVA RONDAVA o salão principal com uma lista extensa em mãos.
Mais alunos do que o esperado haviam decidido passar o natal no castelo, e Friday era uma deles.
A mais velha estendeu a pena esbranquiçada que carregava para Dunequim e ela passou os olhos azulados no pergaminho.
James Potter e Sirius Black.
Então, certamente o barulho que ela ouvira ao passar pelo quadro da Mulher Gorda, era o eco da bagunça deles.
Com o início do feriado natalino, todos sabiam que os alunos do sexto ano tinham conhecimento e pavor, ao saberem que estavam prestes a iniciar o sétimo e último ano em Hogwarts; e depois disso, estariam livres para fazer o que bem entendessem, mas não estariam na proteção de Hogwarts.
O medo era eminente.
— Ei, Friday. — Sirius chamou ao pôr os olhos na garota de cabelos claros — Eu não sabia que você ia passar o natal aqui, vem aqui.
Dunequim sorriu, se juntando aos dois rapazes no único sofá livre do salão comunal; James fingiu não notar a presença dela ali, colocando um feijãozinho de todos os sabores de tom verde.
O rosto dele se contorceu e ele cuspiu a bala no chão, como se acabasse de ter se auto-envenenado.
— Vômito! Eu nunca mais vou colocar esse pedaço de bosta na boca!
— Esse não é o único pedaço de bosta aqui...
Sirius ouviu o sussurro de Friday e empurrou o braço dela com um sorriso abestalhado no rosto.
O clima de Natal atingira ele em cheio.
A garota olhou no pequeno relógio em seu pulso e os ponteiros indicavam que o dia 25 se iniciara naquele instante.
— Feliz Natal, rapazes.
Friday se estendeu para o lado e agarrou dois presentes escondidos no pé da árvore enfeitada pelos alunos da Grifinória, os únicos que ainda não tinham sido abertos antes do tempo certo; seu nome e o de James estavam escritos em cada carta, nenhum para Sirius.
Ela entregou a embalagem ridiculamente grande endereçada a James e ele parou de passar a mão na língua ainda verde para desembrulhar o presente.
Potter exibiu uma vassoura, polida e com cheiro de madeira nova; era perfeita.
As íris azuladas da garota se arregalaram, a vassoura custava pelo menos dois mil galeões.
— James essa vassoura é uma edição limitada! — Friday gritou, seus olhos cintilavam com o deslumbre da vassoura.
— Te deixo montar nela se voltar a falar comigo. — Potter lançou a ela um olhar duvidoso e extremamente arrogante.
— Não começa, James.
Sirius estava encostado no canto do sofá, com os braços cruzados e os lábios murchos; e Friday ficou com pena dele, ela sabia da péssima relação dele com a família e como a mãe dele era louca.
Ela não conseguiria continuar em condições como as dele, nenhum presente endereçado a ele, sem amor algum.
— Ei. — Dunequim disse ao cutucar o braço dele, e estendeu metade do seu chocolate para ele.
— Friday Dunequim sendo gentil, uau. — Sirius ironizou, disfarçando qualquer pontada de tristeza.
— Se quiser o suéter, eu não me oponho. — ela exibiu um suéter caramelo, com um F enorme no meio; era o presente de todos os feriados natalinos da família Dunequim.
Sirius analisou o suéter e fez uma careta.
— Eu nunca usaria isso.
— E é agora que eu me arrependo por ter sido legal com você.
— Calem a boca! — James gritou — Calem a boca!
— Mas que diabos! — Sirius berrou de volta, recolhendo os feijãozinho que o amigo arremessou nele.
— James Potter qual é o seu problema?! — Friday foi quem berrou mais alto entre eles, com o rosto avermelhado, como se fosse explodir bem na frente dos dois meninos.
— Você fala com o Sirius e comigo não! Como se vocês fossem melhores amigos! — ele esbravejou, jogando os braços para cima — Porra, Friday!
Ela avançou para cima do James e deu um soco forte no braço dele.
— Porra digo eu James! Você é um babaca e eu que sou a errada nessa história?
— Você é confusa! Eu te beijo e no dia seguinte você fica estranha.
— Você beijou ela?! — Sirius se meteu, e Friday lançou lhe um olhar irritadiço.
Ele se encolheu em um canto, ficando quieto.
— Eu vou buscar chocolate quente, não me siga. — ela avisou pela última vez, largando seu moletom no sofá e saindo pelo quadro da Mulher Gorda.
— Cara, você 'tá ferrado. — Sirius disse pela primeira vez em alguns minutos.
James olhou para ele e assentiu; se ele ao menos soubesse o que fez.
Ou, se Friday ao menos parasse para escutar ele.
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