27 De Maio De 2017 - Parte 2
Não conversamos por muito tempo, mas a risada de Rebecca serviu de combustível para minha felicidade durante o domingo... Até esse momento.
Ana resolveu aparecer aqui com uma amiga. Ela sabe que eu NUNCA trago mulheres aqui.
Caiã e eu estipulamos essa regra no primeiro dia nessa casa. A única mulher permitida – além da nossa empregada e nossa mãe – é aquela que roubar nosso coração.
O que eu acreditava ser impossível... Até Rebecca aparecer.
Ana é realmente muito sem noção. Depois ela chora dizendo que sou insensível. Como agora...
— Ana para de show! Ninguém mandou você aparecer aqui.
— Caio você é um babaca. Eu passei porque estava preocupada com você.
— Não preciso que se preocupe comigo.
Não é preciso falar mais nada. Ela agarra o braço da amiga, pega a bolsa e sai batendo a porta.
Caiã assistiu toda a cena em silêncio. O único movimento que fez no sofá foi para cumprimentar as garotas.
Fico pasmo com a calmaria de Caiã.
— Cara...
— Eu nunca disse para ela vir até aqui. - Me jogo no outro sofá.
— Ela gosta de você. Por que não dá uma chance para a garota? Ela é bonita e de boa família. Tirando que é muito inteligente e talentosa.
Não sei como responder.
Eu não fui sempre assim com ela. Mas agora eu não tenho mais paciência com as falsidades dela.
Talvez o culpado seja eu por não aceitar o passado. Talvez...
🙈🙊🙉
Acordo cedo e muito mais animado na segunda-feira. Meu coração está estranhamente descompassado só por pensar em ver a Rebecca.
Como será que ela vai reagir?
Pego minhas chaves após engolir um café e saio em disparada. Certeza que bati os 180km/h.
Entro no novo escritório improvisado de Rebecca e me preocupo que ela insista em dormir aqui. O local está abarrotado de caixas e, aparentemente, não é utilizado há algum tempo.
Rebecca está apoiada sob seus braços, adormecida e Celly está em um colchonete que está estendido no chão, em um sono profundo.
Olho para o relógio na parede e percebo que cheguei bem mais cedo do que costumo. Agora que são seis horas.
Me aproximo de Rebecca para observá-la dormindo. Sua expressão é despreocupada.
Totalmente linda.
Como se minha mão tivesse vontade própria, desliza-se para o rosto dela retirando um cacho rebelde de seu rosto.
Vejo-a sorrir e abrir os olhos simultaneamente. Levo um susto e rapidamente tiro minha mão e me inclino para trás – o que me faz desequilibrar e quase cair.
— Eu sei que não sou bonita, mas não pensei que chegasse ao ponto de assustar.
Damos uma gargalhada mútua.
Eu sempre imaginei que mulheres – ainda mais com cabelos de jubas – acordassem absolutamente desalinhadas e feias, mas Rebecca é provavelmente a exceção se isso for uma regra.
— Pensei que mulheres fossem feias ao acordar.
— Normalmente sim. Inclusive com baba seca na bochecha e hálito matinal. – Ela sorri iluminando seu olho verde.
— Por que dormiu aqui? Esse lugar fede a mofo. – Faço uma careta.
— Eu fiquei até tarde arrumando algumas coisas aqui e terminando uns relatórios para levar à Câmara Municipal. Antes de pensar em ir para casa a Celly adormeceu e eu também.
Olho para a garota que está dormindo.
— Ela parece tão serena. Deve estar tendo bons sonhos.
— Espero que sim. Seria terrível se ela não fosse feliz nem em seus sonhos. Ela já so...
Antes de terminar de dizer a frase ela se levanta e sai correndo. Nem me deu tempo de perguntar o que está havendo.
Me levanto e vou atrás dela, percebo então que ela entrou no banheiro.
Quando ela abre a porta ela para ao me ver e por fração de segundos começa a rir
Fico olhando para ela e enquanto vejo o brilho de seus olhos meu coração acelera e minha preocupação se esvai.
— Acho melhor você não entrar aqui agora.
— Credo! Acabei de perder todo o meu interesse por você. – Finjo desapontamento.
— Ora, não sabia que mulheres também fazem cocô?
Eu rio.
Olho para ela enquanto sorri. Suas sardas quase invisíveis dão um charme para seu rosto delicado. Ela é incrivelmente linda. Meu coração está batendo com tanta força que tenho medo que solte do meu peito.
Não tenho escolha. Meu desejo é mais forte do que meu alto controle.
Antes que eu ou ela impedíssemos já estamos nos beijando. Como se fosse algo essencial para a nossa sobrevivência.
Com os braços em torno dela eu encosto-me à parede e sacio essa vontade que estava me corroendo. Minha nossa, como beijá-la é bom!
E para a minha surpresa ela está retribuindo.
Quando minha língua adentra a boca dela, ela é totalmente receptiva.
No momento em que a trago para mais perto de mim, meu membro responde imediatamente fazendo pressão em minha calça.
Ela geme.
Nunca imaginei que estar assim com ela seria mil vezes melhor do que fazer sexo selvagem com a Ana.
Puta que pariu!
Nem quero pensar em como ficaria se estivéssemos trepando.
Quando levo minha mão a sua bunda a aperto, fazendo com que ela se encoste ainda mais em mim – como se pudéssemos fazer uma fusão e se tornar um só – me sinto sem ar. Então mudo de posição, colocando-a encostada na parede e me mantendo na frente dela.
E então, me tirando desse universo maravilhoso de pura tentação. Ouço uma voz.
— Tia Rebecca...
Rebecca me empurra imediatamente e eu fico a sua frente enquanto ela inspira rapidamente, arruma seu cabelo e passa a mãos por sua roupa.
— Ei Celly. Bom dia minha linda. Vem cá me dá um abraço.
Celly abraça Rebecca de modo acanhado e como se a curiosidade não coubesse em sua cabecinha ela segura o rosto de Rebecca com suas mãozinhas e faz sua pergunta.
— Tia, a senhora tá namorando com o tio?
Rebecca me encara com seus olhos verdes arregalados e cora.
Uau! Como ela é linda.
Seu olhar representa sua súplica por ajuda para sair dessa saia justa. Eu rio.
— Celly, vamos dar uma volta em minha moto?
— Sério? – Seus olhos brilharam.
— Sim.
Celly corre em minha direção e me abraça. Realmente, criança se contenta com pouca coisa.
Rebecca me olha, agradecendo com um piscar de olho.
— Vamos tomar café?
— Vocês tem café aqui?
— Puts! – Ela leva a mão direita a testa — Me esqueci que não estou em casa.
— Vou buscar algo para vocês.
Deixo as duas ali e vou até minha Susy, mas antes de chegar onde ela está estacionada vejo Maurício chegando com sacolas com designer de uma padaria.
— Bom dia. – Ele se aproxima de mim.
— Bom dia.
— A Rebecca dormiu aqui né? Aposto que esqueceu de trazer comida. Passei na padaria antes de vir para cá. – Ele levanta as sacolas — Aposto que estão famintas.
— Você se preocupa muito com ela né?
— Sim. Somos amigos desde muito novos. – Ele me encara e estreita os olhos.
— Entendi. E são só amigos mesmo? – Cruzo os braços esperando ansioso pela resposta.
— Somos melhores amigos.
— Nada de Friedzone?
Antes que ele possa me responder, Celly aparece já pulando no pescoço de Maurício, que a envolve com seus braços.
Voltando para dentro Rebecca nos recebe com um sorriso e, magicamente, com uma mesa arrumada pronta para receber os alimentos.
— Nossa. – Digo surpreso.
— Eu tenho lá os meus talentos domésticos.
Ela sorri e ridiculamente meu coração dispara. Já nem sei se devo me distanciar ou me envolver mais. Só sei que a vendo agora tudo o que eu mais quero é abraçá-la e beijar seus lábios vermelhos e carnudos.
Eu sei que isso é errado, mas estou pensando com as duas cabeças – o que em alguns segundos me deixará em maus lençóis.
— Tenho que ir ao banheiro.
Antes de falarem qualquer coisa eu saio dali. Entro no banheiro e jogo muita água no rosto e respiro fundo.
Tenho que tomar uma decisão o mais rápido possível.
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