Porajmo
Os casacos vermelhos lutavam contra os ciganos, Alan gritou desesperado no meio deles, Ramon avançou sobre ele e os dois começaram a lutar.
- A culpa é sua! Seu puritano mimado! Você provocou esse porajmo!
Alan entendeu a língua Romani, porajmo significava massacre, eles se referiam assim ao massacre dos ciganos no holocausto.
Ramon tentava enforca-lo quando Ruan agarrou Ramon, gritando tentava acalmar os dois.
- Calma Ramon, não faça besteira, não vale a pena. Temos que ir embora para acalmar o velho - Referia assim a Simon que ele pensava que era o autor do ataque
Alan estava abalado querendo se livrar de Ramon para ver se encontrava Violeta. Saiu gritando no meio do povo, viu Sarita limpando uma faca.
- Onde está Violeta? - Agarrou seu braço como se fosse tentar arrancar alguma coisa dela.
- Sai daqui seu babaca idiota! - ela estava furiosa.
Alan sentiu ser puxado com força, olhou e viu Jean que o arrastava do meio da confusão.
- Eu a coloquei na Capela, estava ferida.
Alan correu em meio as árvores e empurrou a porta.
- Onde Jean? Onde? - Dava voltas na nave da igreja. Estava com as mãos na cabeça.
Jean apontou para escada que levava ao altar.
- Eu a deixei ali e fui buscar ataduras, achei melhor te buscar para não acontecer coisa pior. - Ele disse olhando em volta sem entender
- O que aconteceu? Onde ela está Jean?
- Não sei! Já disse que deixei ela ali!
Alan se sentou no piso, atônito.
- Não posso acreditar que meu pai está metido nisso, estou desconhecendo meu pai! Que ódio é esse? Você tem que ir ajudar os feridos. Procure Rosita, a mãe de Violeta.
Os tiros, gritos e as facas tilintando fazia subir uma agonia em seu interior.
Jean saiu em direção a casa grande.
A noite seria bem tumultuada, ele pediu pra colocar os feridos na Capela e dormiu ali mesmo, relembrando o terror da guerra. Não pensava que aquele recanto tão tranquilo, pudesse se tornar um campo de batalha.
Sir Makalinster chegou a porta e foi verificar os feridos e Jean pediu para ajeitar alimentos para todos.
*
Alan procurou o pai em seu recanto predileto, a biblioteca. Só que ele o encontrou no jardim de inverno, onde praticava seu hobby preferido:
Cuidar de orquídeas e outras variedades de flores.
- O que o senhor tem na cabeça? Ali estava pessoa inocentes!
Começou uma acirrada discussão.
- Quem disse que fui eu? Você não sabe de nada! Eu jamais faria uma barbaridade dessas!
Makalinster entrou jogando a arma na mesa passou a mão no cabelo e pediu um pouco d'água.
- Que insanidade foi essa Makalinster? Como você pôde se unir a meu pai, para provocar essa tragédia?! - Alan estava estarrecido.
- Quem disse que eu mandei fazer isso Makalinster? Você enlouqueceu? - Simon sentou colocando os cotovelos no joelho e se inclinando para respirar.
- Perdi a cabeça! Na festa vi Alan se esfregando com a cigana, aí descaradamente dispensa minha filha e depois ainda descubro que ele é um safado, que minha filha está grávida! Então resolvi acabar com essa festinha, dar um fim nesse bando de desocupados.
- E desta maneira, eu iria casar com sua filha? - Alan disse com gestos largos.
- Agora você vai ter que reparar este erro Alan! - Simon falava com uma das mãos na testa.
- Eu fui a sua casa Makalinster, me desculpar... mas você não estava. Agora a coisa se agravou, tenho que pedir desculpas aos ciganos e além do mais eu sempre fui um bom vizinho vou ter fama de inconsequente. - Simon parecia também transtornado.
- Vocês me dão nojo!
Alan saiu correndo em direção ao acampamento, queria ver os estragos, falar com alguém.
Ao chegar lá, viu apenas um troncos fumegantes e um cigano que estava colocando fogo em um trailer.
- Porque você está queimando o trailer? - Alan perguntou gritando feito um louco
- É a kampina do cozinheiro, ele morreu na hora que a bagunça começou.
- Mas é novo!
- Nós temos o costume de queimar o que pertence ao morto.
Não havia mais ninguém no acampamento, não fora um sonho, a marca ainda estava em seu braço.
Então Alan chorou descontroladamente e ali permaneceu imóvel, os olhos perdidos em meios aos ciprestes.
Jean colocou a mão suavemente em seu ombro e o arrastou.
*
Os funcionários da casa estavam entristecidos e este era o único assunto da lavandaria, na cocheira e na cervejaria.
Não podiam entender como um jovem tão viçoso tornara-se um farrapo humano, os olhos vermelhos, barba desalinhada... Cada funcionário dava sua contribuição com o silêncio. Realmente todos queriam entender.
Foram dias de angústia e de procura por Violeta. Simon ao ver o estado do filho, resolveu ajudá-lo a procura-la também.
*
Olááá! Leitores do coração! O
que vocês estão achando?
Desculpem a demora em postar! Estou muito ocupada ultimamente, fazendo trabalhos escolares, estudando para provas...
Mas continuem lendo! Postarei todo final de semana, por enquanto! Rsrs
Se quiserem depois, deem uma olhadinha no meu livro!
Mundo de Cores
Esse aii! Vocês vão amar também! Ficarei muito feliz!
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