Estratégia
A cada dia que se passava, Isabel sentia cada vez mais atraída, tinha a necessidade de conversar com alguém sobre essa situação. Já que Ingrid não aguentava mais ouvir seus questionamentos, o jeito era sentar num canto e pensar.
Nunca tivera um namorado e porque se apaixonar, justamente por um manequim sem vida? Não seria o melhor encontrar um jovem de sua idade? Já o beijara e se encontrava várias vezes conversando sobre seus problemas com o manequim.
Adriano o supervisor da loja várias vezes já tinha chamado atenção de Isabel e até ameaçado despidi-lá.
Uma nova coleção tinha chegado e Isabel estava ajeitando a gravata do seu "namorado" quando viu um carrinho cheios do mesmo manequim, e é claro, havia vários deles homens, mulheres, e crianças.
Na loja extra G tinha um até bem gordo, parecendo Papai Noel e a Mamãe Noel só que com roupas bem mais elegantes que faziam os gordinhos comprarem sem culpa e sem constrangimentos; tinha até um sem cabeça... com certeza teriam uma overdose daquele mesmo manequim que pertubava Isabel.
Ela continuou seu trabalho.
Quando foi para o almoço, percebeu que em cada ponto estratégico do shopping tinha o manequim que conseguira mexer com seu coração.
- Vê se não demora mocinha, sua batata está assando! Aqui não tem moleza!
Vernek, chefe da sessão falava assim, mas era um doce de pessoa. Não dava bronca na frente dos outros, era um mulherengo inveterado que desejava todas as garotas do setor, ao contrário do supervisor Adriano, um louro alto de olhos azuis, todas suspiravam por ele, mas era muito sério e profissional.
*
Na mansão dos Bradfour, a campainha tocou várias vezes. Jean foi atender, era Rosita procurando por Simon, Jean informou que ele estava na cervejaria.
Com passos ligeiros, Rosita foi em direção a cervejaria acompanhada por Jean que se esforçava para alcança-la . Lá o encontrou conversando com um funcionário.
- Onde está minha filha? Porque você nos odeia? Que mal te fizemos? - Chegou cobrindo Simon de perguntas com os olhos marejados.
- Como vou saber? O problema é de vocês que não param em canto algum! - Respondeu rispidamente.
- Você armou o ataque. Você pôs fogo na cabana, por acaso queria me matar? - Ela sentou num tonel com as mãos entre as pernas, sentia-se desfalecer.
- Quem te disse que fui eu? Fui a Londres conversar com Makalinster sobre o noivado de meu filho, só que ele não estava e aproveitei para fazer uns pagamentos, quando aqui cheguei, já estava tudo em cinza. Não havia mais ninguém. Depois fiquei sabendo que Sir Makalinster é quem fez essa insanidade, procurei vocês, quero indenizar pelos danos causados, não sou homem de fazer tanta barbaridade!
Alan chegou correndo.
- Rosita, onde ela está? Como ela está? - Caiu de joelhos aos pés dela.
- Não sei. Houve no tumulto, uma deserção. Cada um foi para um lado, eu não estava lá. Tinha ido ao centro de Lookshere buscar alimentos. - ela disse desolada.
- O minimo que posso fazer agora é convidar-te a pousar conosco, depois continuaremos a procula-los. - Simon estendeu as mãos para levanta-la.
Mas ela segurou a farta saia e levantou-se, enxugando suas lágrimas.
- Você acha que vou sujar os tapetes? Até parece! - ela bateu a porta da mansão fortemente
Agora realmente Alan estava preocupado, ou melhor, todos estavam. Ele com o coração partido, Simon por se preocupar com sua reputação que começara a ser abalada, Jean preocupado com os feridos e a provável morte de um cigano.
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