Capítulo 27

Depois de uma ótima madrugada de sexo ele estava em pé na porta da barraca, os outros soldados dormiam enquanto ele terminava o turno da ronda. Me aproximei o suficiente para tocar-lhe o ombro, ele sabia que eu viria pois era sempre assim quando terminavamos.

- Conseguiu dormir? - ele perguntou me oferecendo o cigarro de maconha, eramos proibidos de tomar até anticoncepcionais para que não nos prejudicasse em um confronto mas Jake sempre conseguia trazer um pouco da sua droga entre as malas.

- Consegui. Como está a previsão do tempo? - traguei um pouco da erva forte para permanecer atenta, ele riu olhando o sol nascer devagar entre areia, pedras e ruínas.

- Sol. - deu de ombros levando uma gargalhada minha.

- Do que os dois estão rindo? - Luciu me abraçou por trás apenas para irritar o irmão que omolhou com a sobrancelha arqueada.

- Larga minha mulher seu viado do caralho! - rimos com sua pequena explosão de ciumes.

- Eu ainda vou enganar a Ella e leva-la para cama no seu lugar. Somos idênticos ela nunca iria perceber. - Luciu deu de ombros beijando meu ombro exposto e Jake acertou uma tapa em sua cabeça para ele se afastar.

- Acontece que meu pau é maior, até bebada e chapada ela me reconheceria. - ficar perto dos irmãos Scott's era uma aventura hilariante. Eles sabiam fazer qualquer um rir com suas brincadeiras de ofensas.

- Vamos discutir de quem é o maior pau agora? - Gezy se aproximou batendo nas costas de Jake e ele xingou. - Qual sua opinião, Ella?

- O que importa não é o tamanho do brinquedo e sim o que sabe fazer com ele. - dei de ombros retirando alguns risos dos garotos.

- E quando eu vou poder te mostrar? - Jake sibilou um enorme palavrão e Gezy gargalhou. - Deus mandou dividir, Jake.

- Deus mandou dividir o pão e não minha vagina seus escrotos. - o cigarro acabou depois que cada um fumou um pouco para manter a atenção.

[···]

Eu não conseguia puxar o ar, tinha alguma coisa dentro da minha garganta e tudo que eu pensava era arrancar e gritar. Entrei em desespero quando varias pessoas entraram na sala tentando me segurar, tudo em mim dizia oara sair daqui, alho me espetou e a escuridão me tomou.

[···]

Traguei o ar com força por minha boca tendo a certeza que estava longe do tubo que antes me impedia, meus olhos correram pelo quarto meio azul do hospital e a janela grande dando a vista para o sol forte. Alguém entrou na sala e eu me esforcei para me mexer um pouco sobre a maca desconfortável.

- Buck, é bom ver que está bem. Quase te perdemos, foi um inferno na terra. - o General estava aqui, me lembrei do acidente e da voz daquele soldado.

Fique quieta e viva para lutar mais um dia.

- O acidente de ontem... - ele riu sentando na cadekra metálica.

- Ontem? Ella, faz um ano e quatro meses que você estava em coma. - o choque me tomou, um desespero, uma dor, uma angústia. Fire, meu filho, eu precisava voltar para Homeland. - Sabia que estava grávida? Os médicos disseram que o feto aparentava ter quase um mês de vida, mesmo suspeitando que tinha menos... Ella, o pai... quem era?

- Onde está meu filho? - eu não podia dizer que era do Fire, não podia revelar o segredo dos NEs.

- Ele não sobreviveu, o impacto foi muito forte e quase perdemos você também. O pai sabia? - a resposta mais sensata seria mentir e foi o que eu fiz.

- Gezy era o pai. - engoli as lágrimas e o sentimento de afogamento, ele soltou um suspiro longo e assentiu.

- Acho que deveria contar para ele, Gezy tem o direito de saber que ia ser pai. - nesse momento a porta se fecha de repente e o olhar de Gezy se choca com o meu, ele estava espantado. Em uma das mãos tinha um pequeno buque de rosas brancas e na outra um jornal.

- Eu... eu o que? - ele se aproximou em silêncio sem desviar os olhos dos meus.

- Vou deixar vocês dois a sós.  - o general se levantou e saiu nos deixando em um pequeno poço de perguntas e respostas.

- Eu estava grávida de você. - algumas lágrimas esvaparam, ele me abraçou com força para me confortar, a mentira doía tudo que eu queria era gritar para os quatro ventos que o filho em meu ventre era do Fire e que eu o amo com tosas as minhas forças.

- Porque... porque não me falou? Eu tinha ido te buscar imediatamente, eu nunca teria permitido que entrasse naquele helicóptero. Ella, eu teria cuidado de vocês. - fiquei em silêncio, eu não tinha resposta para as suas perguntas, apenas chorei derramando ali tudo que eu sentia, toda a dor. - Desculpe. Não falo mais nisso se não quiser, eu fico feliz que esteja bem, que tenha acordado e esteja de volta.

- Tentaram me matar, eu quero vingança. - sussurrei de um jeito sombrio, ele sorriu mostrando seu lado sádico.

- Cuidarei de tudo. -

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