4 | A discussion that can be expensive
Words: 1735
Capítulo NÃO revisado.
Tenha uma boa leitura ♥
Capítulo 4 - Uma discussão que pode custar caro
P.O.V Millie Bobby Brown
Suspiro olhando mais uma vez o estrago que eu tinha causado. Sadie também não estava com uma cara nada boa ao meu lado vendo tudo aquilo acontecendo de longe e provavelmente me xingando em sua cabeça por já não estarmos na inauguração da tal balada.
—Puta merda Sadie!— sussurro levando minha mao até a maçaneta do carro e abro a porta lentamente esperando a bomba que está por vir.
—Puta que me pariu, era só o que me faltava— a mesma voz grossa que nos gritou logo após termos batido no carro resmunga olhando o estrago.
O dono da voz era alto, seus cabelos estavam lindamente desarrumados, sua expressão tinha uma mistura e fúria e cansaço e logo vi que estava acompanhado de um rapaz.
Não era possível ver os detalhes deles já que os mesmos não estavam de frente para nós, e também porque a escuridão predominava naquela rodovia apenas iluminada por alguns postes.
—Aonde você aprendeu a dirigir?— Finalmente o cara mais alto se dirigiu a mim, mesmo que seja para profanar um insulto desfarçado com ironia.
Tentei respirar fundo e não agredi-lo naquele momento, está óbvio que ele é apenas mais um babaca que é contra mulheres no trânsito.
—Calma ae cara, foi só um acidente— antes mesmo que eu pudesse formular algo para falar, o rapaz mais baixo e de pele negra tocou no ombro do provável amigo.
—Voce deve estar de brincadeira né Caleb? Sabe quanto custa esse carro?
Assim que o ignorante disse aquilo eu forcei a minha visão para ver qual era o logo da marca que estava na traseira do carro que eu havia batido bruscamente.
Meus olhos se arregalaram assim que constatei de qual carro se tratava, um Audi r8
Meu pai era um grande fanático e colecionador de carros, então lembro das horas em que passávamos em sua garagem falando sobre os carros e suas diferenças. Em meio a essas horas, lembro de ele ter mencionado esse carro. Sem dúvidas o Audi r8 é o sonho de consumo de todo colecionador.
—E-Eu sinto muito— é a única frase que consigo formular naquele momento.
Finalmente o homem alto e com uma postura seria se desliga de seus pensamentos e coloca sua atenção em meu rosto pálido, seu olhar profundo em meus olhos me faz me sentir desconfortável pois, de alguma forma, parece que ele lê minha alma.
Logo desvio a minha visão dele cortando nosso contato visual.
—Sente muito? Sério que é apenas isso que você tem a me dizer?
O que ele queria? Que eu implorasse por perdão porque amassei a traseira de un carro que vale mais que meu apartamento?
E mais uma vez eu estava contando de um até dez para aliviar meu estresse e tentando não surtar com aquela situação. Apertei meus dedos conta a palma de minha mão os deixando firmes e levantei a cabeça para encarar o senhor mauricinho que estava a esperar minha resposta.
—Escuta aqui seu... Seu mauricinho de merda. Já pedi desculpas, o que quer que eu faça? Beije os seus lindos pés?
Se ele queria ironia eu poderia usar e abusar dela.
—Calma mills— Sadie sussurrou em meu ouvido me lembrando de sua presença ali.
Na verdade aquilo não me acalmou nem um pouco, só me fez ter mais raiva pois se ela não tivesse me contato da notícia que Romeo retornaria a cidade eu não teria batido em merda de carro nenhum.
— Isso mesmo, é melhor você pedir pra sua amiguinha maluca se acalmar— O cacheado se referiu a Sadie e quase quis mata-la por ter soltado um suspiro ao ouvir aquela voz grossa direcionada a ela.
—Fica tranquilo cara, só foi uma batidinha. O Jack tá esperando a gente lá, esquece isso depois vocês resolvem— o amigo tentou melhorar a situação, mas falhou miseravelmente.
—Ah claro, uma louca bateu no meu carro e está tudo tranquilo— ironizou mais uma vez e aquilo foi a gota d'água para mim.
O olho fixamente tentando enchergar algo através de sua iria negra, mas tudo que vejo é escuridão e fúria. Dou passos lentos até que chego a menos de um metro de distância do mesmo, como temos alturas bastante diferentes eu acabo de frente para seu peitoral definido coberto por uma camisa branca simples.
Seu cheiro é Amadeirado e sinto seu perfume adentrar minhas narinas me deixando um pouco embriagada, junto a seu perfume também é exalado o suor e puro êxtase. Nosso corpos ficam colados e o mesmo fica sem entender porque fui tão perto.
— Olha, eu não faço a menor ideia de quem você seja, e eu realmente não me importo. Mas é melhor você me respeitas se quer continuar fértil— Sussurro em seu ouvido depois de ter que fica na ponta do pé. —E você não sabe o que é me ver maluca
Depois de finalizar nos ficamos nos encarando, como se tivéssemos tentando entender um pouco sobre o outro, bem, pelo menos é que isso que eu estava fazendo.
— Nem sei qual é o seu nome, e nem estou interessado em saber— Me despertou do transe de seu olhar.
Não estava nem ligando para o que saia de sua boca, só estava prestando atenção no movimento que seus lábios faziam, que me causavam pensamentos impuros e libidinosos.
— Só pegue o número da minha secretária e ligue para ela quando puder. — Tirou um papel do bolso traseiro de sua calça justa e abriu minha mão para que o papel podesse ser colocado lá e logo depois fechou mao fazendo com que meus dedos segurassem o papel em minha palma.
—Nao ache que vai escapar dessa senhorita. — Seus sussuros em meu ouvido e sua respiração ofegante e quente se encontrando em minha pele me fizeram arrepiar e estremecer.
E foi assim que o mesmo deu de costas e entrou em seu carro mais rápido do que saiu, o rapaz que lhe acompanhava também entrou, mas não sem antes nos cumprimentar em um sinal com a cabeça e lançar um sorriso encantador para minha amiga que se derreteu quando o recebeu.
Eu e a ruiva ficamos ali, plantadas, observando o carro que agora tinha a traseira destruída se perder na estrada acelerando mais e mais. Eu, definitivamente, não estava acreditando no que tinha acabado de acontecer.
—Uou
—Uou? É isso que você diz? Nós batemos em um carro Sadie!— suspiro cansada dando meia volta e indo em direção ao meu carro que também estava com sequelas da batida.
—Ah para mills, isso foi demais!— Sadie andou apressada até o carro quando viu que eu já estava dando partida no mesmo. —Voce viu como aqueles caras eram gatos pra cacete?
—Menos Sadie, eles são no máximo bonitinhos.— dou de ombros voltando a dirigir e torcendo para não bater mais em nada
—Ah qual é Millie! Eles são uns gostosos, eu deveria ter pegado o número daquele moreno fortao. — Sads me direcionou um sorriso malicioso que me fez revirar os olhos — E eu aposto que aquele alto tava caidinho em você
—Se "caidinho" significa que ele quis me decapitar por ter batido no carro dele, sim, ele ficou caidinho por mim
—Nao exagera, foi só uma batidinha
Olhei para a ruiva incrédula e respirei profundamente tentando não ter um ataque cardíaco.
—Mas aquela "batidinha" vai me custar o olho da cara. Eu provavelmente terei que pagar por aquilo e você vai me ajudar viu— Digo massageando minhas temporas com uma de minhas mãos ao pensar no papelzinho que ele me deu para ligar.
Eu nunca serei capaz de arcar com os prejuízos de um carro como aquele, e também não estou afim de pedir dinheiro para meus pais já que sai do casa deles justamente para buscar independência financeira.
— Tá, tá. Depois a gente resolve esse detalhe.
♦
— Vem logo Mills!
E cá estou eu acompanhando Sadie no amontoado de gente que há nessa balada. Acabamos de chegar e o som alto e as luzes coloridas estão me dando nos nervos, sinceramente essa vida de bebidas e festas não é para mim.
Tento me localizar mas quando percebo a ruiva já está aos amassos com um cara que ela provavelmente não faz a menor ideia de quem seja, suspiro e vou até o bar.
Parece meio depressivo mas a maioria das pessoas que não quer estar na festa, ou seja lá o que seja, sempre irá procurar o balcão do bar. É um lugar perfeito para encher a cara de bebida e de observar a vida sexual das pessoas que não tem escrúpulos nenhum e ficam se pegando por aí.
— O que deseja gatinha?— é a primeira coisa que escuto assim que sento em um dos bancos vazios do balcão.
— Me trás um shot de Whisky por favor— Suspiro e peço enquanto verifico o horário em meu relógio.
Já são mais de onze horas devido a todos os imprevistos no caminho para cá e também ao tempo que Sadie demorou para se arrumar, ela ficou mais de uma hora tentando decidir que roupa iria usar .
— Quero o mesmo que a moça
Aquela voz grossa estava lá de novo e me repreendi mentalmente por suspirar ao ouvi-lá. Olhei para lado e lá estava o homem alto e gostoso que eu havia tido uma pequena discussão a uns 30 minutos atrás.
— Você?— O mesmo diz assim que eu me viro para lhe encarar.
— Não, magina, sou só uma alucinação da sua cabeça que está aqui para te assustar com um facão — debocho me virando novamente para encarar as garrafas sobre as prateleiras do pequeno bar.
— Olha só a Maluca virou pescopata.
O homem, que eu nem sequer sei o nome, debocha também. O jeito de como ele suspira me faz pensar que ele também está exausto e que não esta nem um pouco afim de estar aqui.
— Também está sendo obrigado a ficar aqui?— pergunto assim que o barmen trás nossas bebidas e um silêncio prevalece.
—Isso não é da sua conta
O cara acaba com toda a bebida em um único gole e sai do balcão sem dizer nada, apenas inalando êxtase e arrogância.
—Filho da puta.
HESLOUUUUU
Olha quem está de volta, euzinha!
Eu não iria atualizar nenhuma das minhas fics por causa desse site fdp (pra quem não sabe eu expliquei na minha caixa de msgns)
Massssss, eu decidii que vou alimentar os meus leitores então toma mais um capítulo pra vcs.
Kisses
-Mel
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