Capítulo 12 - What is love? Baby don't hurt me no more
Logo que entraram no parque com o nome de Aqualândia, Stella e Percy já tiveram que passar pelo desafio da mecânica do portão de entrada. Poderia ter sido simples, mas o local era do deus das forjas, o ferreiro do Olimpo e obviamente não seria tão simples assim. Mas o que impressionou os dois, era que o local parecia muito abandonado.
— Isso não é nem um pouco romântico para um encontro — Stella via os brinquedos quebrados e enferrujados, como se o local não fosse visitado por anos — Como vamos achar um escudo aqui?
— Devem ter ido no carrinho de bate-bate — palpitou Percy — Ou na montanha russa.
— Não vejo a deusa do amor ficando despenteada em um passeio romântico na montanha russa — supôs a Archer, até que ela observou um lugar que com certeza teria a cara de um encontro romântico — Percy, ali! Vamos ter que ir ali!
Quando o garoto se virou na direção que Stella apontava, ele sentiu o rosto começar a esquentar. Aquele era um túnel do amor, um lugar propício para um encontro proibido de dois amantes que todos sabiam que existia, mas eles fingiam que não… ou somente não ligavam, deuses sendo deuses.
— V-você tem certeza? Não vi muitos filmes de terror, mas esse parece ser o tipo de cenário que deveríamos evitar — opinou o garoto.
A realidade era que Percy estava constrangido em entrar no brinquedo com Stella, sozinho em um barquinho minúsculo com decorações de coração para todos os lados.
— Bom, é o único lugar que parece que um escudo ficaria perdido. Vamos logo, quanto antes terminarmos isso, mais rápido Ares nos ajudará — a loira puxou o amigo pela blusa e Percy a seguiu sem dizer uma palavra — Sempre quis ir em um desses, não nestas circunstâncias.
— Também não queria ir em um barco fantasma nestas circunstâncias — respondeu Percy entrando no barco e dando a mão para que Stella tivesse maior estabilidade — Mas, vamos lá!
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O local estava todo escuro e isso deixava tudo ainda mais estranho para Stella, afinal, cadê o amor em um túnel do amor? Cadê a decoração? Figuras de cupidos, estátuas ou qualquer manifestação de arte que demonstrasse o sentimento que nomeava a atração?
— Achei que um túnel do amor fosse mais romântico — murmurou a garota descontente, recebendo um olhar de soslaio de Percy — Que triste.
As luzes tremeram por instantes até que um som pode ser ouvido.
“What is love?
Baby, don’t hurt me
Don’t hurt me
No more”
— Uh! Agora animou com uma musiquinha — a garota comemorou, não deixando os genes de Apolo passarem despercebidos.
— Acho que já escutei isso antes — Percy tentou reconhecer a música e a batida de algum lugar — Talvez no consultório do dentista.
— Quando tudo acabar, faço uma playlist para você. Adoro montar playlists — Stella divagou e olhou as figuras que começaram a surgir nas paredes — Olha, que tecnológico com led. Parece que conta uma história.
Os dois começaram a observar os desenhos, até que Percy disse: — É a história de Hefesto. Rejeitado por Hera. Rejeitado por Afrodite. Minha mãe me contou essas histórias, eu me lembro desta. Ela disse…que os deuses sempre se tratavam assim.
— Os Olimpianos são complicados, este é o tipo de família que eles são e fazemos parte disso, de alguma forma ou outra. Mas você é diferente, Percy.
— Sou?
— Sally te preparou de uma forma maravilhosa, e acho que isso pode tornar muita coisa diferente do que estamos acostumados.
A música parou mas antes que pensassem, o barco começou a cair como em uma montanha russa por um túnel diferente, e com uma velocidade nada legal na opinião de Stella até entrarem em outra câmara que parecia ter um aspecto grego.
— O escudo! — a loira viu uma estátua de Afrodite com o escudo de Ares na mão — Como chegamos nela? Só tem água.
— Hã… Stella — Percy apontou para frente, mostrando que o barquinho na frente deles foi destruído no fim do percurso, e eles seriam os próximos — Pula!
Os dois se jogaram na água, e a visão de Stella ficou nublada com a correnteza, além das bolhas que dificultavam os movimentos ou sua orientação. Ela conseguia ver Percy parecendo próximo de si, até sentir que um jato forte de água a arremessou para o lado de fora, fazendo-a tossir e recuperar o fôlego.
Percy também se impulsionou na direção que enviou a loira, caindo ao lado dela um pouco menos prejudicado que a Archer.
— Você fez um jato me tirar da água — ela comentou ofegante ainda e tossindo levemente — O-obrigado.
— Eu não…
— Você fez — ela se levantou e estendeu a mão para ele, que aceitou de bom grado.
— Ok, eu fiz. Não sei direito, estou entendendo as coisas ainda.
Logo que os dois se levantaram, viram que estavam no pé da estátua e do escudo, este estando em uma altura do qual os dois não conseguiriam pegar facilmente. Na frente deles tinha um trono, todo de ouro, que parecia ser a terceira peça de todo o conjunto diante dos semideuses.
— Ok, isso é uma máquina e está conectando a estátua, o trono e o escudo. Agora, só falta ligar — observou a garota até notar que aquilo era uma armadilha em forma de mecanismo — Um presente com segundas intenções. Percy…
— Não, você não vai se arriscar de novo.
— Mas você nem sabe o que eu ia dizer — replicou a menina.
— Sei, e sei que a cadeira é uma barganha.
— E eu vou sentar nela — Percy segurou a loira — Percy! Me solta! Você pega o escudo e leva pro Ares, consegue as informações e salva o Olimpo.
— Você não pode esperar um pouco? Você se arriscou no Arco, e não pude impedir, mas agora você não vai se arriscar de novo. Você não vai. Não vou deixar desta vez.
Stella balançou a cabeça em negação e disse:
— Você me escolheu porque sabia que eu ia te apoiar em qualquer coisa, certo? Então vou te apoiar nisso. Você deve pegar esse escudo. Você deve salvar o mundo. E você deve salvar a sua mãe! Todas as escolhas levam você a ser o herói.
— Mas eu não quero ser o herói se isso significa te sacrificar, ok? — Percy esbravejou — E você é a melhor pessoa para levar essa missão adiante, você é melhor que eu nisso, Solzinho. Acredite em mim, queria que tivesse outro jeito dessa missão ser bem-sucedida, mas não há.
Stella viu ele lhe entregando a caneta e balançou a cabeça em negação.
— Leve isso como incentivo para terminar a missão, ok? Salva a minha mãe e…
— E o Olimpo, eu sei.
— Não, eu ia falar para você voltar aqui depois e tentar me salvar — o garoto brincou, arrancando uma fraca risada dela. Ah, ele sentiria saudades da risada dela.
Quando ele se sentou no trono, logo o ouro começou a envolver todos o seu corpo como se estivesse tornando-o parte da peça.
— Percy… levanta daí, vai — Stella não continha as lágrimas, ela chorava enquanto sentia seu coração doendo pelo Jackson ser tão teimoso.
— Tá tudo bem. Eu tô bem — ele falou tentando passar tranquilidade para ela — Eu tô bem.
O escudo caiu quando Percy se tornou uma estátua de ouro por completo. Cada mísero detalhe do garoto estava marcado de ouro, desde o cabelo até as roupas. E quando Stella pegou o escudo de Ares, secou as lágrimas diante do sacrifício do Jackson.
As Parcas estavam certas. Elas nunca falhavam em relação ao destino, e como filha de Apolo, ela deveria saber que isso aconteceria.
Mais um semideus dando a vida pelo Olimpo, e nem ao menos tinha um reconhecimento adequado. Eles nunca tinham.
— Então, aí está você, Stella Archer — uma voz masculina soou por todo o ambiente fazendo com que Stella a procurasse — A semideusa mais talentosa, segundo o seu pai.
Uma porta na parte superior se abriu e Stella notou um homem com roupas de quem trabalha com invenções o tempo todo, óculos, e uma bengala presa na cintura lhe encarando com seriedade.
— Lorde Hefesto.
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Notas da autora: Hey pessoal, como estão?
Tivemos nosso túnel do amor, Stella toda animada e Percy constrangido, amo que amo esses dois. E essa briga por quem se sacrifica por quem...
Me digam o que estão achando, quero saber de tudo! Teorias, palpites, tudo tudinho.
Até o próximo! ☀️
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