Capítulo 05 - A missão começa bem...bem mal

— O Oráculo confirmou o que já sabíamos. A missão tem como destino o Mundo Inferior, onde vocês enfrentarão o deus que se rebelou contra seus irmãos... Hades — disse Quíron ao grupo de campistas — A entrada do império de Hades está na cidade de Los Angeles, e é para lá que vocês vão. Não temos muito tempo.

O centauro olhou os campistas e disse: — Eu selecionei os melhores para que escolhesse dois que o acompanharão na missão e seja bem sucedido.

Stella tinha sido escolhida em nome do chalé de Apolo, mesmo não sendo a conselheira-chefe, um cargo que ela não desejava embora muitos dos seus irmãos soubessem que secretamente, a Archer era a líder perfeita.

— Stella — chamou Percy quando Quíron terminou de falar, atraindo a atenção da menina. Ela assentiu confiante, e o filho de Poseidon sorriu levemente pelo apoio — E Annabeth.

— É recomendado escutar um ou dois nomes antes de escolher — Quíron disse — Você tem certeza?

— Precisamos recuperar o raio de Zeus, certo? E isso será difícil, certo? — Quíron confirmou e o menino olhou para Annabeth — Se for preciso que me joguem de um penhasco para sermos bem-sucedidos, é bom ter alguém que não hesite em fazer isso.

Olhando para Stella, ele completou: — E se necessário alguém com múltiplas habilidades, mas que além disso, esteve comigo desde que descobri ser um semideus, eu a quero do meu lado.

— As escolhidas são Annabeth Chase e Stella Archer — anunciou Quíron.

— Grover também vai conosco — disse Percy e antes que Quíron respondesse, completou: — Não vou a lugar nenhum sem ele. Confio nele.

— Por mim ok — respondeu Stella o apoiando — E então, quando partimos?

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A notícia da missão tinha chegado em todo acampamento, e Emma como a boa irmã mais velha que era, além de falar com Stella desejando boa sorte e entregando um objeto de proteção de Afrodite para que pudesse se defender quando necessário, caminhou na direção do chalé 3.

A jovem notou que Luke tinha deixado a nova moradia de Percy, mas o ignorou quando passou pelo filho de Hermes. Os dois tinham brigado severamente na noite anterior com um assunto estranho, do qual a garota preferiu negar e se afastar do assunto sobre irresponsabilidade dos deuses. Ela tinha alguns problemas com a mãe? Tinha, mas até então, quem naquele acampamento não tinha?

Mas ela tinha uma família incrível para compensar. Travis era um pai maravilhoso, e quando se uniu com Taylor e Stella, tudo parecia absolutamente completo. Ela não tinha do que reclamar.

— Toc, toc — ela chamou o garoto, do qual notou ter um desapontamento nas feições ao ver que não era quem ele esperava — Só vim desejar boa sorte.

— Ah, valeu.

Emma estudou o local, que era diferente do seu chalé e olhou para Percy, sorrindo levemente.

— Nossos pais têm uma relação bem antiga, sabia? Afinal, minha mãe surgiu do mar e, bom, não vou envolver os casos amorosos que ambos tiveram há muitos milênios — respondeu a loira — Não foi por isso que vim aqui.

— Certo, e foi por que então?

Emma estudou Percy e por instantes, usando seus dons, fez com que o perfume de Stella pudesse estar presente somente para observar a reação do garoto. Como boa filha do amor, ela tinha um dom um pouco mais aguçado que seus irmãos e irmãs em observar como o corpo reagia aos amores, e foi somente notar a diferença mínima da pupila de Percy dilatando levemente que ela pode comprovar o que já esperava.

Mamãe deve estar se divertindo muito com os dois e o futuro deles, pensou.

— Apenas para pedir que cuide de minha irmã. É a primeira missão dela e ela não mede esforços quando se trata de proteger aqueles que gosta.

— Vou cuidar dela — garantiu Percy — Mesmo não sabendo muito esse lance de missão, a Stella ficará segura.

— Ótimo. Sabia que podia contar com você Percy — o sorriso dela morreu levemente ao ver uma caixa familiar — Luke te deu os tênis?

— Deu. Disse que podia ajudar.

Emma concordou mas algo lhe alertou, porque Luke não emprestava aqueles tênis sob nenhuma hipótese, mal tocava neles.

— Deixei minha contribuição para a missão com minha irmã, mas acho que posso deixar algo com você também — Emma pegou alguns dólares do bolso e estendeu para o loiro — Dracmas ajudam, mas ainda precisam andar entre os mortais e viajando ainda, vão precisar de mais dinheiro do que o acampamento pode dar.

— Não vou recusar, obrigado Emma.

— De nada, Percy.

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Se aquilo significava missão, Stella desejava dar meia volta e voltar para o acampamento. Desde o momento que haviam saído, a Acher observava Percy e Annabeth discutirem por qualquer coisinha, trocando comentários sarcásticos e farpas que já estavam enchendo a paciência da garota.

Primeiro era referente a Thalia, um assunto delicado para a filha de Atena do qual Percy debochou da forma de salvamento que Zeus fez com a filha, depois sobre quem estava no comando e agora, olhava entediada os dois falando sobre a forma de transporte que haviam escolhido: um ônibus.

O lugar fedia e Stella não tinha como ser otimista com esse fato. Principalmente com os assentos próximos ao banheiro que pareciam não terem sido limpo há anos. Percy resmungava o motivo de estarem indo daquela forma ao invés de avião, algo que seria ainda mais rápido.

— Você é uma criança proibida, seria como entregar de bandeja — explicou Grover — Acho que ninguém te explicou isso.

— Não, ninguém me explicou isso.

Assim que o veículo parou em uma parada, Annabeth se levantou olhando para os três e disse: — Vou pegar algo para comermos.

— Vamos com você — Percy ia se levantar mas a Chase o empurrou de volta para o assento — Você tem que parar de fazer isso!

— Não, vocês vão ficar aqui. Principalmente você.

— Por que? O cheiro está terrível — reclamou Percy.

— Monstros não podem sentir seu cheiro aqui, então quero que fique — ela explicou.

— Vamos votar — Percy disse novamente, uma segunda tentativa já que a primeira sobre quem estaria no comando da missão tinha falhado — Quem acha que devemos sair e tomar um ar e comprar nossa própria comida?

Somente ele levantou a mão, e Annabeth rebateu em seguida.

— Não vamos votar. Pode ser batata e refrigerante?

— Não acho que você deveria decidir tudo.

— Sinto muito por isso — Annabeth ironizou.

— Ok, quero votar em quem decidirá se vamos votar — Percy disse de modo sarcástico e levantou a mão, apoiando a própria ideia.

— Grover, por favor, poderia ajudar seu amigo.

— Não quero ter que desempatar — disse o sátiro — Tenho uma ideia melhor.

Grover começou a bater palmas e Stella quis gargalhar com as feições de Percy e Annabeth, não sendo o que esperava do sátiro.

Caramba, a estrada está esburacada porque tenho alguns amigos que não conseguem se entender — ele começou cantando — Caramba! Quando a equipe está nervosa, o segredo para se acalmar é cantar esta música...

— O que é isso, cara? — Percy questionou.

— É a música da harmonia — explicou — O segundo verso diz para elogiamos um ao outro. Depois de um tempo, é incrível como os desentendimentos...

A voz do sátiro foi morrendo ao ver que Annabeth e Percy não o olhavam com a melhor das feições, e isso fez com que o protetor ficasse calado, triste por tudo não estar sendo como planejado. Stella respirou fundo, se levantando e cruzando os braços olhando para os outros dois semideuses.

— Até quando vão ficar se batendo desse jeito? — perguntou e continuou, não deixando oportunidade para responderem — Primeiro, Percy. Não podemos ir pelos céus, porque se não com a fúria de você sabe muito bem, é capaz de te fritar com um raio. E segundo, a missão é importante então vamos aproveitar todos os momentos de descanso sem brigas, ok? Porque se forem continuar dessa forma, vou dar meia volta, falar pro Quíron que matei vocês no caminho porque estou a um passo de fazer isso!

Os dois continuaram em silêncio, e quando Percy ia abrir a boca, Stella o cortou: — Não acabei ainda, porque se eu começar a falar tudo o que estou ouvindo desde o acampamento vai cair a orelha de vocês, e acredite, posso fazer isso da pior forma recitando um poema do qual grudarão em suas mentes até enlouquecerem. E Grover — ela chamou o sátiro, que a olhou — Agradeço pela música, você me fez sentir melhor com ela.

Grover sorriu com o elogio de Stella, afinal o reconhecimento de uma música pela filha de Apolo era algo positivo. Ele murmurou um "de nada" e se sentiu menos mal.

— Batatas e refrigerantes, Annie. E por favor, traga um doce de morango para mim — pediu a filha do sol antes de se sentar na poltrona e colocar seu fone de ouvido mágico para relaxar.

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— Pessoal, abram as janelas. Agora!

— Acho que essas janelas não... — a voz de Grover foi parando conforme via a fúria entrar no veículo — Oh não! Vamos, vamos!

— Stella! — gritou Percy, puxando a loira que antes de resmungar, olhou para onde o garoto apontava e arregalou os olhos, xingando em alto e bom som enquanto pegava suas coisas. As janelas da parte de trás foram abertas, e o alarme começou a tocar fazendo com que o motorista pedisse aos passageiros que saíssem do ônibus.

A fúria desviava dos passageiros, e antes que Stella pulasse, outra entrou voando dentro do ônibus, mas a Archer desviou a tempo até notar que a adaga de Annabeth foi arremessada em direção ao monstro, desfazendo-o.

— Vamos sair daqui, venham! — chamou a Chase recebendo um rápido olhar agradecido da Archer.

Os quatro pularam o ônibus e saíram correndo, deixando a parada para trás buscando apenas ficarem salvos.

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Nota da autora: Hey pessoal, como estão?

Tivemos Percy super fofo chamando a Stella para missão, Emma já fazendo as análises dela digna de uma filha de Afrodite, e claro... briga com direito a música do Grover, fora as broncas da Stella. É galera, a missão está só começando. 

Me digam o que acharam, tô achando que vocês não estão curtindo Fearless tanto assim...

Até o próximo!

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