A proposta.
LILI ON..
Fico um bom tempo parada encarando a tela do meu aparelho. Realmente todas aquelas mensagens assim do nada eram no mínimo estranho. Tento achar brechas no material que ela havia me enviado, porém tudo parecia tão real.
- Lili! - Ana volta aos berros à sala me causando um baita susto.
- Que foi? - Digo me virando em sua direção. - Você está branca feito papel. Está passando mal? - Questiono vendo a cor de seu rosto sumir ainda mais.
- Ela enviou mensagens similares às outras também, mais parece ter escolhido a dedo seus alvos. Só as mais novas receberam. Precisamos avisar a polícia e...
- Não podemos!
- Como não podemos? Ela ou ele ou seja lá quem for está realmente com segundas e terceiras intenções.
- Maia pediu que enviasse tudo a ela. Vamos confiar.
- Não podemos ficar de braços cruzados.
- E não vamos. Façamos assim. - Me ajeito a sua frente e seguro em suas mãos. - Vamos juntar todo o material incluindo em outros grupos de forma silenciosa e enviar tudo a Maia. Se aleetarmos os grupos agora com certeza o esquema vai continuar. Agora se pegarmos seja lá quem esteja fazendo isso de forma silenciosa, acabamos com tudo.
- Tem razão. - Ana me responde ainda preocupada.
- Você está estranha. - Digo lhe observando.
- É só um pressentimento ruim. - As palavras dela me causam medo.
- Vamos nos dividir assim, Você procura informações em outros grupos e eu repasso tudo a Maia.
Rapidamente Ana me mostra todo o material que recolheu e as imagens apesar de similares as que armygril me enviou, não eram as mesma.
- Veja isso. Eles mudam a propaganda de acordo com o interesse da pessoa. Nessa aqui a gente vê que é focado em promessas de se tornar idol. - Digo analisando tudo com cuidado.
- Esse aqui é sobre a Hybe e não sobre o BTS. - Ana me mostra as imagens enviadas num terceiro grupo.
- Vou mandar isso agora mesmo para o Tae. - Faço isso rapidamente.
- Vamos esperar que isso ajude Maia e os meninos a chegarem ao fundo disso. - Ana fala com um semblante preocupado.
Acabo não conseguindo dormir pensando em tudo que está acontecendo.
Os dias foram passando e Tae estava mais cuidadoso e presente que nunca. Sempre que tinha um tempo ele me ligava e em parte eu sabia que era medo de algo pudesser ter nos acontecido. As mensagens da tal armygril continuavam a chegar e eu tentava ao máximo enrola-la e não tive coragem de contar esse fato ao Tae, não queria deixa-lo ainda mais nervoso.
KIM TAEHYUNG ON..
Quando as imagens recebidas pelas meninas dos grupos brasileiros chegam às minhas mãos, fico estarrecido com tudo que vejo. Assim passo todo aquele material a Maia vejo em seu rosto que algo muito errado está acontecendo.
- Diga sinceramente o que acha. - Peço já sabendo a resposta.
- Nossos advogados irão entregar tudo a polícia federal brasileira. Não vou mentir Tae, pelo que consegui apurar .... acho que as meninas correm um grande risco. - Maia senta-se ao meu lado. - Podemos estar diante de uma quadrilha de tráfico de humanos.
- Preciso ir até lá. - Digo já exaltado.
- Ir só vai piorar as coisas. - Jin nos interrompe. - Sei que está preocupado, eu tambem estou, mas agora precisamos manter a calma e não deixar que os integrantes dessa quadrilha saibam o que está por acontecer.
- Espera realmente que eu fique aqui enquanto nossas meninas correm riscos? - Já estou de pé quando sinto as mãos de Maia em meu braço.
- Tae entenda.... o melhor pra elas agora é manter tudo em sigilo como se nada estivesse acontecendo.
- Mais e se o pior acontecer?
- E quanto as outras armys que já podem ter sido enganadas e levadas? - Namjoon me chama a realidade.- Precisamos agir com cautela, assim podemos contribuir com alguma forma para ajuda-las também a serem resgatadas - Aos poucos me acalmo.
No dia seguinte Maia e nossos advogados entregaram todas as provas que tínhamos. Eu estava apreensivo.
LILI ON..
Aproximadamente uma semana após a entrada da polícia federal na investigação, um agente veio à nossa casa.
- Senhorita Lili, eu sou o investigador Ramos, podemos conversar? - Pergunta o homem que parecia mais uma armário de tão grande.
- Claro, entre. - Digo dando passagem a ele.
Nos sentamos na sala.
- No que posso ser útil? - Pergunto meio confusa.
- Preciso que me conte exatamente tudo que sabe sobre essa pessoa. - Ele me mostra uma foto de um rapaz moreno, estatura mediana, olhos escuros e barba. Analiso a foto por um tempo.
- Eu nunca o vi em toda minha vida.
- E quanto a essa pessoa? - Agora eu via alguém que eu jurava conhecer a bastante tempo.
- É um das fotos que a armygril usa como perfil.
- E se eu disser que sua "amiga" na verdade é esse homem?
Fico chocada com o que ele revela.
- Não pode ser....
- O nome dele é Kabir Brahmin. Está sendo investigado por tráfico internacional de pessoas.
- Meu Deus! - Eu estava parada diante daquele investigador sem saber o que fazer. - O que sabem até agora? Por que não o prendem se ele está fazendo isso?
- Ele é apenas um dos integrantes da quadrilha. Sabemos que as mulheres retiradas do Brasil passam muitas vezes pelo México, outras vezes são levas para alguns países da Europa para fins sexuais e ainda há a possibilidade delas irem para partes da Ásia. Não o prendemos ainda por que precisamos de alguém infiltrada, alguém que aceite manter uma conversa monitorada com ele.
- Por que está me contando isso? - Eu já imaginava o que ele pretendia com aquilo mais precisava ouvir dele.
- Queremos que você faça isso. - Meu queixo cai literalmente.
- Por que eu? Vocês podem usa outra pessoa, uma agente, qualquer um... - Eu já estava andando de um lado para o outro.
- Precisamos ganhar tempo para coletar e cruzar informações do restante da quadrilha. Tem que ser alguém que já está no grupo e que nos dê permissão para usar os dados do mesmo. Alguém que já foi abordada por ele e que lidou bem com a situação. Você não estará sozinha. Vou por uma equipe coletando e monitorando tudo que você faz, mais a distância.
- Por que a distância?
- Aparentemente depois que a pessoa aceita a proposta deles, ela passa a ser vigiada.
Começo a hiperventilar. Isso é surreal.
- Precisamos parar ele. Prometo que será seguro. Só precisa manter uma conversa e aceitar a proposta dele.
- Ou seja eu serei a isca e devo enrolar ele até segunda ordem. - Ele concorda com a cabeça. - E o que te faz pensar que ele vai cair nessa?
- Algo me diz que você é de muito interesse para eles. - Ele me mostra um arquivo sobre várias informações minhas, incluindo fotos. - Foram tiradas de um dos computadores que ele costuma usar. - Pense em quantas pessoas você pode salvar.
- Me de um tempo por favor.
- Eu entendo. Você tem 24 horas.
O homem deixa minha casa e fico atordoada com tudo aquilo.
Nesse momento meu Celular toca.
- Oi minha pequena. - Tae parece cansado.
- Oi Amor. - Respondo tentando passar tranquilidade.
- Você está pálida. Se alimentou direito?
- Não tive tempo pra isso ainda.
No meio da nossa vídeo chamada, vejo Namjoon entrar no que parece ser a sala deles apressado.
- Precisa ligar a TV. - Ele para atrás de Tae e nem percebe minha presença.
- Hyung.... a Lili... estou com a Lili.
- Ah oi Lili perdão por interromper, mais acho que os dois precisam ver isso.
Assim que liga a TV escuto a reportagem e fico atordoada.
" Três corpos femininos foram encontrados hoje em um lago ao sul de Pattaya, Tailândia."
- Não estou entendo Hyung. O que isso tem haver conosco?
- Uma delas usava uma camisa do BTS. - Vejo o medo estampado na cara do meu namorado e a tristeza em Namjoon.
- Amor eu preciso desligar. Mais tarde nos falamos. Te amo. - Era evidente pelo tom de sua voz que ele estava muito incomodado e nervoso.
Me despeço dos dois e fico andando pela casa tentando por meus pensamentos em ordem. Horas mais tarde a notícia da descoberta dos corpos já chegara aos noticiários brasileiros, o motivo, acreditavam que uma delas era uma brasileira de 18 anos, desaparecida depois de uma suposta viagem a trabalho ao país.
Pego o telefone e faço aquilo que acho correto.
- Alô investigador Ramos?!
- Sim!
- É a Lili, pode contar comigo. Eu aceito.
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