PARTE V: DANÇANDO AO LUAR
NÃO BETADO
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— Quando eu e meus homens podemos vir? Acho que deveríamos fazer uma festa no acampamento? — Jungkook perguntou, os dois estavam parados em frente da taberna fechada de Jimin. Como ele morava no piso superior...
— São muitos, nem se fizesse um feitiço caberia os seus homens em meu pequeno estabelecimento. — Jimin deu uma risadinha e Jeon acompanhou, todo bobo. — Ah! Talvez, podemos fazer a comida e levar para lá. Sopa de carne, pão e hidromel? Eu posso arranjar isso porém, temo que precisaremos de ajuda, pode se aventurar a me ajudar?
Jungkook concordou com a cabeça, não sabia cozinhar mas tentaria... para manter o sorriso no rosto de Jimin. Este que o abraçou porém, Jeon o afastou delicadamente e o ômega ficou confuso.
— Eu estou podre, e você ainda cheira a flor e mel, ou algo parecido a baunilha. — disse constrangido, ele estava acostumado a passar dias com seus homens sem tomar um devido banho, porém, agora tinha um belo macho que cheirava como o paraíso e isso é constrangedor para o general. Jimin suspirou de alívio e pegou as mãos ásperas do alfa e o guiou para a escada que levava para sua casa. Parece que virou hábito, Park levar o homem para lá e para cá, como uma bolinha.
— Para onde está me levando, doçura? — perguntou com um toque de diversão na voz.
— Pode usar minha tina para se banhar, irei preparar com muito carinho! Nada demais para nosso general. — brincou, mas não sabia que brincava também com o pobre coração do alfa.
Logo, chegaram à bela casa de Jimin, tinha um cheirinho de citronela no ar, tinha grandes janelas que dava numa sacada sem parapeito, tinha quadros e estava bem organizado.
— Simples mas limpa, como minha mãe diria. — Soltou a mão de Jungkook para pegar um cacho de uva na cristaleira de madeira firme. Ele ofereceu na boca do outro que de bom grado aceitou. — Irei esquentar água, fique a vontade, Jungoo.
Jungkook sorriu antes de ver Jimin sumir em um quarto, ficou observando a decoração acolhedora quando ouviu uma voz e um cheiro de cereja no ar.
— Ora, ora que temos aqui? Um maravilhoso espécime em minha casa? O que te traz aqui, meu bem? — O alfa quis tapar seus ouvidos pelo encantamento que estava escutando da jovem. Ela deveria ser parente de Jimin, estava usando vestido muito aberto, que tipicamente são usados por mulheres da noite.
— Senhorita eu-
Jungkook se auto interrompeu quando ouviu a melodia que era a voz de seu futuro companheiro, que apareceu com uma lira, um instrumento muito raro na porta.
— Meu alfa, que acha de eu cantar lira na fes- — Jimin parou de falar quando olhou para irmã. — Que Diabos, Ga-Young!
— O que eu foi que eu ouvi? Ele é seu alfa? Não acredito, ninguém é capaz de aguentar suas chatices e ninguém gosta dessa velharia que está segurando! — zombou, com um ar de presunção, Jimin suspirou de frustração. Porém, Jungkook não iria deixar barato esse desrespeito.
— Senhorita Park, por favor, tenha respeito com seu irmão. Ele que te sustenta e cuida de você.
— Não é porque você come a bunda dele, precisa proteger ele, grandão. — Moon falou com sarcasmo, e Jimin arregalou os olhos pegando uma maçã no cristaleiro para jogar na cabeça dela. Que gritou no processo. — Ai, Jimin!
— Menina, você deveria ter respeito não só com Jimin, como com seu general. Cuidado com sua língua. — Sua voz firme chegou nos ouvidos de Ga-Young, gelou imediatamente. Não acreditava que... ESTAVA FALANDO COM O GENERAL DO EXÉRCITO LUNAR! Sua pressão baixou, mas não foi pela maçã que lhe acertou. Fazia sentido, ele estava bem trajado com roupas limpas e um colete de couro, uma espada com um cabo com detalhes de ouro. Ela se curvou rapidamente, para se desculpar.
— Lorde, eu sinto muito! Eu não sabia! E- — Jungkook estendeu a mão sinalizando para ela parar de falar.
— Eu não quero ouvir suas desculpas, mas acho que Jimin precisa ouvi-las de você. — Park tinha colocado sua lira numa bolsa e se aproximou de Jungkook, enrolando seu braço no outro.
— Não precisa, Ga-Young. Vejo em seus olhos que não será de coração... — Jimin não pode segurar um suspiro tristonho. — Vamos Jungkook, a água está quentinha.
Ga-Young estava confusa, o que diabos o general estava fazendo ali, com seu irmão mais velho muito perto e íntimo de si. Eles se viraram para entrar no quarto, e Ga-Young seguiu-os.
— Espera, Jimin! Vocês estão namorando, por que o general está aqui?
Park revirou os olhos e abriu a boca para responder, virou seu rosto para a pentelha, porém recebeu um selinho suave da parte de Jeon, sorriu terno para si.
— Não estamos namorando, menina. Somos companheiros e isso basta para mim.
E Jungkook fechou a porta na cara da Ômega descarada, seu lobo desaprovou o jeito desagradavel que tratou seu pequeno Jimin, tão gentil.
— Você está bem, doçura? — O nobre alfa, virou sua atenção a Jimin que sorriu forçado, sua irmã geralmente o tratava mal, porém, ela passou dos limites hoje. A mão pesada dele pousou no rosto delicado, beijando as bochechas rubras. — Você não merece isso, essa ingratidão de sua irmã. Não deixe isso te abater, porém um pequeno conselho... dê uma lição a ela, faça ela acordar para a realidade.
Jimin assentiu, tinha que fazer algo, a cada dia mais sua irmã se perdia, nessa inveja sem sentido e mágoas do passado. Mas, estava tão feliz antes, com a festa de Jungkook, ainda tinha um grande homem lúpus em seu quarto. Suas bochechas queimavam, em uma rara vez.
— Hum... Jungkook, eu vou ficar no quarto ao lado para você ter privacidade, e depois eu venho para cá. — dengou na mão grande que ainda segurava seu rosto num carinho gostoso.
— Fique... converse comigo enquanto eu me banho, quero que sua presença aqui.
— M-mas? — embasbacado com a proposta dele, não estava muito cedo para ver seu companheiro nu? Havia muita ironia nessa pergunta.
— Tudo bem se não quiser, eu desejo que um dia iremos nos unir em um só, e quero ir devagar não apenas seguindo nossos instintos, porém podemos lentamente, conhecer o corpo um do outro, não quer ver o corpo do seu alfa? Não irei romper suas barreiras pessoais, não hoje. — Não sabia de onde tirou aquela coragem, Jungkook tinha as bochechas vermelhas e Jimin não está diferente. Deveria ser o cheirinho do ninho de Park, impregnando seus sentidos.
— T-udo bem, então... você quer que eu entre com você?
Não era isso que ele estava pensando, porém a ideia foi muito melhor, os dois tinham expressões constrangedoras até mesmo o ousado Park Jimin, seu lobo se derretia perto de Jungkook e não gostava muito disso. Porém, queria tomar banho e aproveitar enquanto seu companheiro não vai para o campo de batalha.
— Você quer isso? De verdade? Eu adoraria ter você comigo, irei fazer o meu ômega relaxar. — Seu lobo está louco em seu interior.
— Sim, eu quero isso. — Jimin timidamente, colocou as mãozinhas no peitoral por enquanto coberto dele. E Jungkook deslizou entre as curvas suaves do pequenino para segurar seu quadril volumoso, para caminhar atrás de seu corset branco, para desamarrar as cordas que apertavam seu tronco. Já o ômega tirava suas calças facilmente, e deixava apenas um pequeno short que cobria sua intimidade, passou seus olhos pelas pernas torneadas do nobre, mudou seu foco para a couraça movendo seus dedos para abrir. Jungkook admirava a corpulência e maciez do taberneiro, após tirar o espartilho focou na blusa de seda, querendo tocar naqueles belos pares de mamilos, apertá-los e saboreá-los como um doce. Porém, tirou com cuidado tentando ignorar a cor rosada em suas pontas suculentas. Engoliu em seco a saliva, e tirou a única peça que impedia ver as pernas grossas dele, a calça de couro, então foi o que fez. Os dois semi-nus se miraram, e deram sorrisos bobos.
— Você é lindo! — Falaram em uníssono, e riram, abraçando-se sem interferências da roupa. Jimin se soltou e num fio de audácia, virou-se para tina que tinha um vapor ao redor, e tirou sua roupa íntima mostrando seu traseiro redondo e bem avantajado, Jungkook sentiu algo queimar em seu baixo ventre, um impulso dizendo para ir até seu ômega e fazê-lo meu. MEU!
— Venha, Alfa. Água vai esfriar... — Se Jungkook não soubesse que ele era um lobo, pensaria que era um felino, pela intensidade daquele olhar que recebia do seu companheiro. E não seria bobo de recusar um pedido tão... irrecusável.
— Já estou entrando. — Jungkook se aconchegou atrás de seu ômega, que pousou sua cabeça em seu peitoral. — Irei banhar você primeiro...
Jungkook começou a massagear o pequeno corpo macio de Jimin, que relaxou entre os braços do general. Ele estava sendo gentil em seu toque, deixando seu cheiro no companheiro e o aroma de baunilha do sabão artesanal.
— Hum, Jeon não podemos nos demorar, você quer matar de fome seus homens? — ronronou quando Jungkook passou a espuma em seus mamilos sensíveis.
— O único homem que estou preocupado nesse momento é você, doçura. Mas tem razão, eu vou me banhar...
Jimin apenas se virou para o espécime, pegando a bucha de sua mão e começou a esfregar todo o corpo dele. E no silêncio entre os dois, apenas a água se movimentando, Park soltou uma gargalhada.
— O que foi? Algo de errado? — Jeon franziu o cenho procurando o motivo da risada do ômega, que jogava a água para tirar o sabão dele.
— Nada, é que nunca em minha vida fiz algo parecido, e nunca vi um alfa com cheiro de baunilha. Você é único, Jungkook.
O alfa rosnou, mas no fundo queria sorrir pois, apesar de tudo, ele apenas queria beijar aqueles lábios carnudos e tomá-lo como seu de uma vez por todas. Teria que pedir muita paciência para a Senhora das Luas, pois seu lobo não teria.
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— Vamos! Movam seus traseiros! Ajudem se quiserem comer! — gritou o general quando chegou até o acampamento do exército. Os que perceberam correram para ajudar.
Os alfas traziam as panelas enormes de sopa, já os ômegas os barris de hidromel, numa carriola com copos e talheres.
— General! Onde devemos colocar essas coisas divinas. Pela lua, cheira tão bem! — Hoseok perguntou com uma grande panela em suas mãos. As pequenas mesas retráteis estavam ocupadas, então como Namjoon previsse isso, estava lá ele trazendo algumas cadeiras e mesas pequenas que caberia a comida pelo menos.
— Oh, Graças aos Deuses, alguém pensou nisso, estava doido na cozinha. Jungkook pode ser ótimo em combate, mas na cozinha é um desastre. — falou em alta, caminhando entre os homens que riram, e se calaram quando recebeu olhares mortais do general que seguia o pequeno ômega linguarudo.
Quando arrumaram as panelas, os barris de hidromel no chão junto a milhares de pratos e talheres, os músicos pegaram seus instrumentos e colocaram uma melodia animada, e todos começaram a fazer fila a pedido de Jimin, muito autoritário, para comerem. Jungkook aproveitou e pegou seu prato e do seu ômega, se sentando para esperá-lo. Enquanto isso, observava seu povo alegre, comendo e dançando, pensava que daqui a algumas horas eles poderiam estar entrando numa guerra, entre a cruz e a espada.
Seu pesar se dissipou quando Yoongi apareceu com dois copos de hidromel e se sentou ao lado de Jeon. O loiro ofereceu o outro copo e Jungkook aceitou de bom grado.
— O que passa nessa cabeça dura, general? — zombou, tomando um gole da bebida fazendo um barulho de satisfação. Jungkook sorriu, olhando a fila gigante e seu ômega meigo fazendo um grande trabalho alimentando seu exército.
— Nele... Como posso merecer ele? Quer dizer, olhe para ele? Uma alma livre, independente, claro que não precisa ser preso a mim, um homem que tem um dever grande a cumprir e a qualquer momento poderá morrer? Sei que somos companheiros mas é tão? Fudido isso. — desabafou com o seu braço direito, que apenas ouvia. Um silêncio entre os dois se instalou. É muito raro ele abrir seu coração para qualquer um, foi ensinado a reprimir suas emoções e não demonstrar fraqueza, passando um tempo com o ômega, seus instintos estavam aflorados e não conseguia controlar mais.
— Acho que está certo, ele sofrerá se você morrer no campo de batalha. Então, faça um favor para seu ômega e para seus homens que precisam de você, lute e fique vivo. — Deu de ombros, soltando uma risada leve. — Viva para se casar e ter seus belos filhotes um dia. Lute como se fosse sua última batalha, irmão.
Jungkook sorriu, levantando um brinde para o amigo, e concordou.
— E será minha última batalha. — sussurrou mais para si mesmo, do que para Min, mas ele ouviu.
Jeon percebeu um homem vindo na direção dos dois, e era Hoseok com um sorriso tímido no rosto.
— General. — cumprimentou e eu estendi o copo. — Yoon, vamos dançar?
— Claro. General. — O alfa Jeon achava adorável os dois alfas com seu amor proibido. Porém, toda sua atenção foi para o ser com aroma de dama da noite e madeixas loiras voando ao vento forte. Ele sentou ao seu lado, colocando as mãos no rosto e um sorriso de matar qualquer um.
— Oi, lindo. — falou suave, e Jungkook rosnou inibindo seu desejo de beijar aqueles lábios méleo. Jimin deu uma risadinha, pegando o prato que já tinha esfriado. — Alfa teimoso, falei que iria esfriar, irei pegar outro. Já volto.
E Jungkook tentou, deu seu máximo para não observar o rebolado viciante da bunda de Park. Tentou, mas falhou miseravelmente, claro que não é pessoas? Uma missão impossível.
Deu o último gole do hidromel para ver se o fogo que se instalou em seus países baixos passava. Logo, Jimin estava de volta com a comida e uma jarra de hidromel em suas pequenas mãos.
— Deixe-me ajudar, doçura. — O brutamontes pegou o seu prato e a jarra, colocando na mesa, que ficava na frente de sua tenda. Os dois sentaram, e começaram a comer a deliciosa sopa e tomar o hidromel.
— Está gostando daqui? — Jimin perguntou calmamente para o alfa.
— Claro, o povo aqui é gentil e unido. Um tanto diferente das pessoas da realeza.
— Eu me esqueço de você um nobre muito importante, você é tão humilde... Somos de mundos diferentes, não tenho sangue azul. — Deu um risada seca, terminando sua sopa. O lobo de Jungkook se incomodou pois sentiu a tristeza de Park. Então ele pegou seu banco chegando mais perto do outro, para acariciá-lo.
— Eu não me importo. Eu gostaria que você fosse conhecer o rei e o ancião que cuidaram de mim, quando meus pais me deixaram. Mas nada me prende lá. Eu só quero você, Jimin. — Plantou um beijo no canto de sua boca e em sua bochecha, fazendo o loirinho ronronar em deleite.
— Quando voltar para mim, faremos planos para nosso futuro, tudo bem? — Aqueles olhos acinzentados queriam o mundo, e Jeon daria a ele se pudesse. O general assentiu dando um cheiro nos cabelos lisinhos.
— Então devemos aproveitar porque amanhã de manhã eu partirei... quer dançar comigo? — perguntou, se afastando para pegar a mão um tanto calejada de Jimin, que sorriu dando um pulo em confirmação.
— Eu pensei que não iria perguntar. Vamos, alfa!
E os dois foram, pularam, dançaram e rosnaram quando outras pessoas vieram pedir a dança para o casal. Idiotas, sem vergonha na cara! Os cheiros misturados e os olhares cheios de carinho diziam tudo. Foi uma das melhores noites do general e de Jimin também. Esqueceram da terrível verdade que os sondavam, a Senhora das Luas estava ao seu lado? A vitória seria deles? Talvez...
CONTINUA
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