.Uma nova vida.

Alguns dias depois...

"Como estar?"– perguntou Sávio apertando minha cintura.

"Me responde uma pergunta. Por que se apaixonou por mim, foi só pelo fato de que podia ser seu submisso?"

Ele me olha apaixonado e sorri.

"Não! Me apaixonei por você no dia que me enfrentou na frente dos juízes, quando você descobriu que eu o queria... Quando passou um ano algo havia aflorado dentro de mim. E descobrir verdadeiramente que eu o amava, e o queria do meu lado."

Olho para ele com um sorriso e surpreso.

"Você foi a única coisa e é a única coisa, que quero tocar. Nunca soube o que isso poderia significar tanto, tanto."

"Eu te amo, Sr. Johan."

"Eu te amo, Mr. Johan!"

Ele vai até seu escritório e trás uma caixinha preta.

"Não pude te entregar no natal, tomei essa escolha sozinho, mas será o melhor para nós dois."

Abro a caixinha, dentro tinha uma chave dourada com uma fita azul de cetim.

"O que significa isso?"– perguntou surpreso.

"Vou vender nossa casa. Vamos nos mudar para New Westminster..."

"Mais como vamos fazer para trabalhar? É bastante longe daqui..."

Ele passa a mão na testa e rir da minha reação.

"Por que está rindo de mim?"

"Você nunca foi a N.W. ?"

"Não!"– digo sem graça.

"Só fica a 25 minutos daqui."– falou sorrindo.

Ele tira o paletó preto e sua gravata, desabotoando dois botões de sua blusa social.

"Você vai adorar, lá é lindo."

Eu o beijo e sou retribuído.

***

Sinto uma mão leve sobre meu rosto, acordo com um leve sorriso.

"Bom dia, querido"

"Bom dia, marido."

Ele sorri, estava com uma blusa jeans azul que estava dobrada até os cotovelos.

"Levante, vou lhe mostrar nossa nova casa, quero que conheça a localização."

Tomo meu banho e desço sentindo o cheiro da comida da Sra. Ryan, que mexia na panela, nos ovos mexidos com bacon.

"Obrigado pela boa intenção, mas não estou com fome."– digo sorrindo para Sra. Ryan.

"Coma!"– falou Sávio saindo do seu escritório pondo seu relógio no pulso esquerdo.

"Não estou com fome."

"Prefere comer ou ficar de castigo?"– perguntou atendendo seu celular que tocava impertinente.

Sávio não tira os olhos de mim, me observa como se eu fosse alguma criatura exótica pronta para saltar sobre ele. Tomo um gole do suco de laranja.

"Andrea... Não... não vou poder estar presente a reunião, veja com Yasmin se tenho alguma audiência marcada para essa tarde, pede ela para desmarcar, irei sair com Alec hoje..."– ele entra para seu escritório.

Ele volta minutos depois...

"Não quer mais comer?"

"Não."

Olho para o prato com alguns ovos mexidos e dois bacon pela metade. Antes dele me dizer alguma coisa, levanto-me e tiro meu prato da mesa de jantar.
Após a refeição eu e Sávio saímos a nosso novo destino de moradia. Assim como havia dito, chegamos na cidade em vinte e cinco minutos. Avançando mais fundo na cidade, entramos em uma rua feita de árvores.

Sávio continua a dirigir, passando por casas bem-conservadas e de um andar só, com crianças jogando basquete nos quintais ou correndo pelas ruas. Parece um bairro rico e elegante, com casas abrigadas em meio às árvores. Poucos minutos depois, Sávio faz uma curva fechada à esquerda, e estamos diante de dois portões brancos de metal ornamentado no meio de um muro de pedra de quase dois metros de altura. Sávio aperta um botão junto à sua porta e o vidro elétrico da janela desce. Digita um número no teclado e os portões se abrem.
Seguimos ao longo de uma pista arborizada, larga o suficiente para dois carros. De uma lado, a linha de árvores delimita um bosque muito denso, e, do outro, dava para ver a vista da cidade.

A estrada faz uma curva e termina numa enorme entrada de garagem diante de uma impressionate casa em estilo Mediterrâneo feita de arenito cor-de-rosa claro.

"Comprei para nós, devia ter pedido sua opinião antes."– falou saindo do carro.

Me aproximo dele e o beijo na boca.

"Eu adorei."

Ele me abraça e segura minha cintura.

"Aí meu Deus, é enorme."– digo pondo as mãos na boca.

"Vem, quero te mostrar por dentro."

Ele pega a chave dourada do bolso, o cheiro de madeira era grande, a casa era bem ampla, na entrada tinha uma sala com uma lareira, no chão um tapete de pele de animar. No centro uma mesa bastante grande na sala de jantar.

Curioso, subo as escadas para o segundo andar, vendo a delicadeza de cada parede de como as madeiras se encaixam bem umas nas outras. Entro em um quarto, com cheiro de couro e madeira. O quarto da dor. Dou um sorriso, como Sávio era pervertido, quando me casei eu sabia desse seu lado. Agora não posso reclamar. Continuo a andar pela casa. Existem ainda cinco quartos no mesmo piso. Filhos!

Tento procurar Sávio, mais me dou de cara uma parede inteira de vidro. Uma vista exuberante da cidade, fico sem fôlego, mais que isso, é assombrosa: o amanhecer sobre o mar no horizonte. O vermelho empresta reflexos e tons de azul-marinho do céu, e se funde com o roxo mais escuro das finas nuvens e da terra para além do mar. Eu me perco diste da visão: admirando, tentando absorver tanta beleza.
Percebo que estou prendendo a respiração, espantado.

Sávio está com as plantas da casa espalhadas sobre a mesa de jantar. À medida que desvio, relutante, os olhos da paisagem, vejo que ele está me fitando, ansioso.

"Você me trouxe aqui para admirar a vista?"– sussurro.

Ele faz que sim com a cabeça, a expressão muito séria.

"É impressionante, Sávio. Obrigado."– murmuro, deixando os olhos saborearem mais uma vez a paisagem.

Uma música toca no aparelho de som antigo. Para de súbito.

"Mr. Johan"– diz ele, caloroso, e me olha zombeteiramente.

"O que é isso?"– pergunto. A música é maravilhosa.

"Always de Jon Bon Jovi. Você está diferente."– responde ele, distraído.

"Ah. Eu nunca tinha ouvido antes."

Ele levanta uma sobrancelha.

Sou transportado pela voz pulsante. Abandonando as plantas sobre a mesa, ele vem até onde estou, um caminhar vagaroso, no ritmo da música.

"Dança comigo?"– murmura ele.

"Isso? Mas é Always."– retruco, chocado.

"É."

Ele me puxa para seus braços e me abraça, enterrando o nariz no meu cabelo e me balançando suavemente de um lado para o outro. Seu cheiro é divinamente inconfundível.

"Me desculpe pela briga, odeio ficar bravo com você."– sussurra ele.

"Então pare de ser babaca."

Ele ri, e o som cativante reverbera pelo seu peito. Sávio me aperta com si.

"Babaca?"

"Escroto."

"Prefiro babaca."

"Combina com você."

Ele ri uma vez e beija o alto da minha cabeça.

"Always?"– murmuro, um pouco chocado de estarmos dançando essa música.

Ele dá de ombros.

"É só uma linda música, Alec."

Thiago tosse discretamente a entrada, e Sávio me solta.

"A Srta. Gilbert está aqui."– diz ele.

Ah, que alegria!

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