.O Último Suspiro.

Olá galera!!!!

Capítulo novo para vocês, passando para dizer que estou muitíssimo feliz, pela companhia de vocês desde o primeiro livro. Sei que a história pode ter sido pouco confusa, mais depois desde último capítulo vou me dedicar a arrumar corretamente os livros. Desde já, peço desculpas pelo capítulo imenso, mais saibam que foi necessário...

Aproveite a fatalidade e o último suspiro para ler o último capítulo da Série: O Advogado - Eu te amo!

Bjs...

•••

Eu te amo, querido Sr. Johan

Seus dedos se entrelaçaram nos meus, o calor do seu corpo aquecia o meu. Seus olhos focados em mim.
Sinto seus lábios tocarem-me com delicadeza.
Sávio Johan, o desejo de todas as mulheres do Canadá, mas fui o o escolhido para amá-lo completamente. Uma paixão diferente, algo que me consumia tão profundo, uma coisa que nunca havia sentido por alguém, algo que nunca pensei que poderia sentir: Amor verdadeiro!

•••

Minhas vistas se clareavam vagamente, sinto a aguda dor na ponta da barriga, onde a faca havia penetrado minha pele.

"Querido..."– Sávio alisa meus cabelos, parecia inconsolável.

"Me desculpe. Devia ter pensado antes."– digo o vendo chorar.

Ele sorri, enxuga as únicas lágrimas que escorreram do seu rosto.

"Devíamos ter imaginado. Você não tem o por que pedir desculpas, eu devia ter posto mais seguranças para vocês!"

Ele me olha.

"E ele? Onde está Elrond?"– pergunto.

"Foi preso, o delegado quer que demos nosso depoimento. Dessa vez ele não vai fugir, mas descanse mais um pouco... A cirurgia foi delicada, você perdeu muito sangue. Eu Lamento!"

Mau ouço o que Sávio falava, durmo antes que ele termine sua fala.

Horas depois acordo, o médico me disse que já poderia voltar para casa. Ana e Sávio estavam me tratando muito bem. Fui mimado por duas semanas consecutivas.

Depois dos depoimentos e do julgamento de Elrond a 30 anos de prisão, estávamos felizes, nada mais poderia tirar nossa felicidade.

***

Sua voz está tingida de satisfação lasciva. De repente ele se senta, o braço em torno da minha cintura, e ficamos com os narizes colados.

"Vamos fazer isso devagar, Mr. Johan. Quero sentir você todo."

Ele me levanta e, em um ritmo lento, delicado e até frustrante, me abaixa sobre si. Sinto cada centímetro dele entrar em mim.

"Ah..."

Gemo palavras incoerentes e agarro seus braços. Tento me levantar para provocar uma fricção agradável, mas ele me mantém no lugar.

"Todo dentro de você."– murmura ele, e inclina a pélvis, metendo em mim até o fundo. Jogo a cabeça para trás e solto um grito abafado de puro prazer_ Quero ouvir você – pede – Não... não se mexa, apenas sinta.

Abro os olhos, minha boca congelada em um silencioso prazer. Ele está me encarando, os olhos azuis fitando diretamente os meus, de um azul deslumbrado. Ele se mexe, girando o quadril, mas me mantém no lugar.

Solto um gemido. Seus lábios estão grudados no meu pescoço, me beijando.

"Esse é meu lugar. Enterrado em você."– sussurra ele.

"Por favor, eu quero movimento."– imploro.

"Devagar, Mr. Johan."

Prendo seu rosto entre as mãos e o beijo, consumindo-o.

"Faça amor comigo. Por favor, Sávio."

Seus dentes deslizando do meu queixo até a orelha.

"Comece."– sussurra ele, e me levanta, para cima e para baixo.

Ele segurava minha cintura fazendo quicar mais rápido no seu colo. Seus lábios beijavam meus pescoço e a clavícula. Com as mãos ao redor da minha cintura, ele entra no meu ritmo.

"Ah, Alec"– geme ele, os olhos fechados, a cabeça para trás, a boca aberta.

"Isso. Que. Estamos. Fazendo. Não. É. Correto."– digo entre os beijos.

Sávio geme de prazer, estava quase chegando ao clímax.

"Também acho... Ahm... Espero que esteja tudo bem..."

Seu corpo fica rígido por baixo de mim, Sávio solto os espasmos da paixão ejaculando dentro de mim.

Saímos do banheiro e voltamos para festa de aniversário de Ana, que estava completando 5 anos.

"Alec, onde você estava? Está na hora do parabéns!"– disse Elena entregando as velas.

Vejo Flitz rindo com Sávio, pareciam duas crianças. Scarlet se aproximou e me abraçou.

"Temos sorte, por termos bons maridos!"

***

Depois de alguns dias, levamos Ana para um piquenique na clareira. Deixamos ela brincando com o Teddy, enquanto eu e Sávio caminhávamos por perto.

"Preciso te contar uma coisa."– falou balançando nossas mãos em nosso meio.

Ele respirou fundo, parecia preocupado. O que estava acontecendo?

"Estar tudo bem, Sr. Johan?"– pergunto.

"Estou doente..."

Olho para ele, seus olhos se encheram de lágrimas.

"Vamos resolver isso!"– afirmo com convicção.

Eu não tinha certeza que acharíamos uma cura para o seu problema, sabia que Sávio não andava muito bem. Sávio estava com leucemia, não tinha certeza que acharia a cura, mas faria de tudo para ajudá-lo e fazê-lo se sentir bem. Evitando que Ana veja ele sofrer.

Ele me acaricia contra o peito, aconchegando minha cabeça. Fecho olhos e saboreio o prazer de ter ainda seus braços ao redor do meu corpo. Minha mão descansa sobre seu peito, sentindo a batida regular do seu coração, que vai reduzindo o ritmo e acalmando. Eu o beijo e me aninho nele, e fico maravilhado porque há um tempo nem tão longínquo assim, ele não me deixava fazer isso.

"Está melhor?"– pergunto a ele. Levanto a cabeça. Ele está sorrindo largamente.

"Muito melhor. Senti saudades suas, Mr. Johan."– ele fica sério por um instante.

"Eu também."

"Nada de heroísmo agora, viu?"

"Tudo bem."– prometo.

"Fale sempre comigo."– murmura.

"O mesmo para você, Sr. Johan."

Ele ri.

"Muito bem colocado. Vou tentar."– ele beija minha cabeça.

"Acho que vamos ser muito felizes ainda."– sussurrou, fechando os olhos novamente.

***

Após três anos... Afinal, o dinheiro não pode tudo. Tem coisas que só um ser superior pode fazer por nós, eu por um lado ainda tinha certeza que Sávio Johan não ficaria em nosso meio por muito tempo. Ana sabia que o pai não estava bem, mesmo pequena, ele entendia o estado grave e sabia o que Sávio estava passando.

Soltando Ana, que corria pelo horizonte da campina. Simplesmente deslumbrante: o pôr do sol dali de cima. Sávio me puxa para seus braços fracos e frágeis, que por muito tempo foram fortes e musculosos. Sua beleza impecável, havia sido substituída pela pele pálida.

"É uma bela vista."– falei deitando a cabeça em seu ombro.

"Verdade."– concorda Sávio, e, quando me viro para olhá-lo, está me encarando. Ele me dá um beijo suave na boca.

"Mesmo que se passe cinquenta anos, eu ainda vou me lembrar de você, e de todas às vezes que esteve triste e você me fez sorrir."– digo olhando para ele, seu olhar sereno e iluminado, ele sorri.

Mais nós dois sabíamos que não duraria muito. O que era bastante triste.

"Sabemos que não há mais tempo. Obrigado... Eu te amo, Mr. Johan. Com todo meu coração, saiba que eu verdadeiramente, completamente e unicamente, sempre amei você."– falou.

Meus olhos se encheram de lágrimas, não estava pronto para aquilo.

"Não estou pronto para isso! Não agora, nem nunca!"– afirmo minha condição.

Enxugando minhas lágrimas, a dele escorre pelos olhos que agora estão cinzentos.

"Nunca estamos. Mas você apenas tem que continuar. Tentar encontrar alguma felicidade nova. Não importa quanto você perdeu."

Desvio os olhos para olhar para nossa menininha tentando pegar a borboleta monarca, dando pulinhos. Ela nos olha e acena sorrindo.

"Vai ser assim, vai nos deixar?"– pergunto, sei que não tinha escolha.

"Sabe que se eu pudesse... Nunca vou deixá-los, sempre estarei aqui. Do seu lado, por que te amo."– falou tentando me acalmar.

Ele me puxa para mais perto do seu corpo.

"Não precisa ser um adeus... Pode ser um até logo! Eu percebi que não importa aonde esteja, ou o que esteja fazendo, ou com quem esteja. Eu vou sempre, com todas minhas forças, completamente, amar você."– ele me olha.

Agora, segurando minha mão ele fala, me pedindo para cumprir. Era uma boa promessa e eu faria de tudo para cumpri-la.

"Saiba, quero que viva sua vida épica. Não se reprima por mim, não desista dela por mim. Seja o pai que ela precisa, seja o que não poderei ser para ela, demonstre amor, afeto, carinho. Nada vai faltar para vocês, viaje, se mude. Viva, Alec! Só nunca esqueça de escreve e me contar como foi sua vida sem... sem... mim. Eu te amo!"– falou, seu lábios ressecados tocam minha testa. Como eu amava esse homem.

Ele me abraça, Ana vem ao nosso encontro e nos abraçou. Pego ela no colo, Sávio a beija e abraça. Com certeza eu contaria para ele, não deixaria nada de fora, desde agora até quando tiver casada, com seus filhos, e seus filhos tiverem filhos. Porque tudo que eu e Sávio queremos para nossa menina é que ela seja feliz, assim como nós, seus pais, fomos felizes.

***

Os últimos meses com Sávio foram os melhores, ele me fez me sentir vivo e amado como nunca havia sentido antes. Estava me preparando para o pior.
Mas chegou a hora dele partir, e eu não consegui... Sofri!

Segurando forte minha mão ele repetiu as mesmas palavras que ele me falava toda manhã:

"Eu te amo!"

As máquinas cardíacas que estavam ligadas nele se desligaram, seu coração havia parado, suas forças haviam ido embora, e com ele, meu coração. Ele havia ido!

"Respire! Fique comigo, fique comigo... Não por favor! Não vou conseguir sem você."– digo em desespero sobre seu corpo.

***

As pessoas que estavam ao meu redor esperavam me acalmar, me trazer paz, conforto em um momento difícil.

Nina estava aos braços de Ian que a consolavam, Elena estava com Ana no colo.
Scarlet me abraça.
Maxon se estende ao púlpito e descreve suas belas palavras em compaixão a Sávio.

"Sávio foi um belo homem, um homem que eu me inspirei muitas vezes, um homem que nos dava orgulho só de ouvi-lo dizer um bom dia. Sávio Johan foi um bom filho, irmão, amigo, marido e pai. Estou grato por tê-lo conhecido e ter ouvido seus concelhos."– ele enxuga as lagrimas.

O padre falou suas breves palavras, que mal pude compreender.

Logo após, vejo eles levarem o caixão. Pareciam que estavam levando uma parte da minha vida.
De repente, eu não sentia mais nada. Não conseguia mais chorar, e mais uma vez não conseguiria dormir.

Maxon se aproximou de mim, me puxou para seus braços e me cobriu com ternura e compaixão.

"Será que algum dia vou esquecê-lo? Porque eu tenho medo de esquecê-lo."– digo.

"Vai ficar tudo bem, não vai esquecê-lo."

***

Após dez anos, eu e Anastasia nos mudamos para Malibu. Onde eu e Sávio adoraríamos morar juntos, mas a vida não deixou. A herança deixada por ele, para mim e para ela havia nos deixado mais ricos do que imaginávamos.  Mas o dinheiro não importava, queríamos ir para um lugar onde ninguém sabia do quão rico éramos, onde isso não importasse se fossemos pessoas desconhecidas. Esse era o Sonho de Sávio para nós dois.

Abro a porta de vidro, sinto o cheiro da maresia invadir minhas narinas, de imediato sinto que Sávio estava entre nós. Algo forte confortou minha alma.

"Pai, está tudo bem?"– perguntou Ana tocando meus ombros.

Sorrio para ela, de sua mão pego o cacto e o coloco no mini jardim perto da escada feita de madeira que descia para areia.

"Posso ir ver o mar?"

Afirmo com a cabeça. Ela era igual a ele, mesmo não sendo nossa filha biológica, os olhos, os sentimentos, seu puro coração, ela era uma junção perfeita do nosso amor.
Ela corre até à margem do mar, onde molha os pés, como Anastasia estava grande, mal havia percebido que estava tão crescida, uma adolescente. Aqui, juntos, poderemos seguir nossa vida tranquila. Thiago e Kendley, chegaria daqui a pouco com as nossas coisas, a casa não era tão grande mas daria para nós dois vivermos bem. Elena já havia feito a matrícula de Ana na nova escola, não seria a mesma coisa do que a de antes em Vancouver, mais seria uma boa escola.

De longe vejo Ana conversar com uma garoto loiro e bem bronzeado, ela aponta para minha direção. Ela deixou muita coisa para trás, mas está mais preparada do que eu. Esse mundo foi feito para ela. A Sra. Ryan se aproximou com uma xícara de chá, ela jurou que nunca me deixaria, assim como todos os outros: Thiago, Kendley, Henobaria e a família de Sávio. Mais nenhum deles iram tampar o buraco que estava no meu coração.

Ainda sofro com a morte de Sávio. Sinto como se tivesse acabado de acordar. Como se todo esse tempo eu estivesse dormindo, tendo somente um bom sonho com ele sendo o principal.

Mas a vida tem que continuar... Com a morte, vem a paz, pelo menos era o que eu desejava.

De seis em seis meses eu voltava para Vancouver para visitar a adega da família de Sávio, onde também havia sido sepultado. Agora um pouco mais conformado com o incidente...porque quando no final, quando perdemos alguém, cada vela, cada oração, não compensarão o fato de que a única coisa é que sobrou um buraco na sua vida onde aquela pessoa que você gostava costumava estar...

Conhecer Sávio foi maravilhoso e assustador, era como aprender a andar e de repente sair correndo e cair novamente. Era excitante, era fascinante, era o Paraíso...

Me encaro falando sozinho olhando para sua plaquinha de cobre que estava seu nome:

Sávio Hamitch Johan ,                 
Irmão, Marido, Pai e Amigo

"Essa vida será boa e bonita. Mas não sem um coração partido. Com a morte, vem a paz. Mas a dor é o custo de se viver. De modo que o amor é o modos de sabermos que estamos vivos."– digo o que escrevi na carta antes de queimá-la na bandeja de cremação.

Me levanto e coloco a carta em chamas na bandeja. Aliso a mão na placa de cobre.

E essa foi a minha vida. Estranha, bagunçada, complicada, triste, maravilhosa e incrível. Porque você estava nela. Eu te agradeço tanto...

"Pai, vamos. Thiago está esperando, a vovó e a Tia Elena estão nos esperando para comemoração de natal."– falou Ana tocando minhas costas. Kendley nos escolta até o carro.

"Obrigado, por existir em nossas vidas."– digo para ela.

"Eu que agradeço por terem me escolhido. Sou quem sou por vocês!"

A abraço.

Sei que se estivesse aqui estaria orgulhoso por quem nossa menininha está se tornado.

***

Eu em cada dia sinto sua presença, onde quer que esteja...

Sei que onde estiver, estaria querendo que eu recomeçasse, e recomecei. Não como estar pensando, me sinto livre para fazer o que eu quiser, me sinto livre para ser o que eu quiser ser.

Tirei os chinelos, toquei a areia. Admirei o mar, abri um sorriso, e me senti em casa.

Zack corre até mim, me abraçando, sua namorada nos observava. Vejo tio Ítalo de longe acenando para mim, ao lado de Ana estava seu namorado que não desgrudava dela. Ela está feliz, eu estou feliz.

Sávio, eu e você éramos como ondas, que vêm e vão. Às vezes, sinto que vou afogar, e tudo irá voltar! Que aquele buraco que agora está fechado pode se abrir. Mais você está aqui para me salvar, eu sinto. E eu quero te agradecer com todo meu coração. É um novo começo. Um sonho transformado em realidade. Em Malibu... Nossa Malibu!

Agora você sabe de tudo, sabe cada pensamento que tive, cada sentimento...

Eu escreverei mais, não deixarei de contar as novidades. Vou viajar com Scarlet esse final de semana, vamos para Paris. Tio Ítalo irá ficar com Ana aqui em casa. Te mandarei um cartão postal de lá... Eu te amo, querido Sr. Johan.

Beijos!

Para.Sempre Seu !

E queimo novamente a carta... Abraço Ana que estava do meu lado e voltamos para casa.

E eu o amei, o amei como nunca amei ninguém. Eu vivi, vivi como nunca havia vivido.
E essa foi minha vida, bagunça e feliz. Fui amado e amei, fui ameaçado e ameacei.

Mais vivi, vivi tudo que pude viver, fiz tudo que prometia fazer. Se me arrependo?
Não.
Se faria tudo de novo?
Sim, e muitas outras vezes.

Fim!!

Obrigado a todos.

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