. Feliz Natal .

3 meses à frente...

A música Please Come Home For Christmas de Jon Bon Jovi tocavam nas caixas de alto falante da nossa casa. A vista da cobertura do quarto de Sávio era para o arco do início da cidade, as luzes natalinas iluminavam a madrugada de Vancouver.
Sávio não estava na cama, onde ele estava? Ponho o roupão de cetim e desço para procurar pela casa. Uma voz angelical junto com as notas do piano vinha do andar de baixo, do mezanino vejo Sávio tocando e cantando alguma música que eu não conhecia. Desço as escadas que estavam enfeitadas de flores vermelhas do mesmo tipo. Abraço ele por trás e beijo sua bochecha. Ele fecha os olhos e para de tocar, Sávio se vira para mim e beija minha boca.

"Odiei ter brigado com você. Não quero que isso aconteça mais! Me desculpe."

"Não foi uma discussão, só estávamos tendo opiniões diferentes."– digo.

Ele sorri.

"Venha, quero lhe mostrar uma coisa."

Ele segura minha mão e me leva até a sala, onde havia uma árvore de natal toda enfeitada.

"Feliz natal."– sussurrou em meu ouvido.

A árvore enorme que ia até o teto. Iluminada pelas luzes que piscavam sem parar. Algumas caixas bem embrulhadas e decoradas no pé da árvore natalina.

"Vamos comemorar nosso primeiro natal juntos."– falou me abraçando.

Fico cabisbaixo ao rever as memórias que vieram à minha mente.

"O que foi, querido. Não gostou?"– perguntou me olhando e enxugando minha única lágrima.

Dou um breve sorriso.

"Eu adorei. Só que o natal me remete ao dia que fui expulso de casa... É uma coisa que quase não falo, mas fui expulso de casa num natal."

Ele beija minha testa e me abraça, continuamos a olhar a linda e enorme árvore.

"Vamos fazer desse natal, o melhor que já teve!"

***

"Cadê Sávio?"– perguntou a Sra. Johan.

"Está com vergonha de descer com a sua roupa natalina."– digo sorrindo beijando a barriguinha de Katherine.

"Sávio, querido, não vamos rir de sua roupa. Pare de se comportar como uma criança de 12 ano."– gritou, Nina, ela também vestia um conjuntinho de moletom com decoração natalina.

Elena vem da cozinha com uma bandeja de pipoca, com um conjuntinho azul com estrelas e guirlandas.

"Ele ainda não desceu?"– perguntou ela.

"Está evitando o constrangimento!"– falou Flitz abraçando Theodoro. Do seu lado estava Scarlet com Paul nos braços.

"Vem logo, Sávio!"– disse Ian.

Ele aparece no começo da escada, usando um roupão estilo papai Noel, que ia até os joelhos e pantufas natalinas.
Sávio veio até mim e me abraçou, beijando minha testa.

"Está lindo com esse conjuntinho, como queria tirá-lo com a boca!"– sussurrou no meu ouvido.

"Você que está lindo com essa roupa de papai Noel."– digo entre os dentes.

"Vai ver mais tarde, vou te por no colo do papai Noel e te fazer quicar, porque esse ano você foi um mau garoto."– falou baixinho.

Mordo o lábio inferior.

"Não faça isso, assim você acaba comigo. "

Sorrio.

"Tio Sávio, o senhor é o papai Noel?"

Ele agacha e fala com Theodoro olhando em seus olhos.

"Sou, mas sou um papai Noel diferente."

"Como assim, diferente?"

"Sou o papai Noel do Tio Alec. Ele adoro quando falo, hohohol."

Elena o repreende.

"Sávio, não fala isso para o Teddy, ele é só uma criança!"

Sávio se levanta e se aproxima de mim. Nos juntamos aos outros perto da árvore de natal.

"Hora de abrir os presentes!"– falou Nina pegando Paul no colo, para que Scarlet começasse a falar.

"Meu presente vai para meu melhor amigo, Alec Claire Johan!"

Me levanto e a dou um abraço. Agradeço pelo presente. Era um envelope branco com um cheiro muito bom.

"Uma passagem para o Brasil!"– digo sorrindo.

Agradeço novamente a Scarlet, ela pega Paul para que eu entregasse meu presente, ela o beija no rosto e se senta.

"Eu amei visitar o Brasil, então espero que também goste."

Pego meu presente, uma caixinha embrulhada com um papel dourado.

"Meu presente é para um grande homem, responsável, tomou-se para ele uma responsabilidade muito grande e não é o verdadeiro pai de Sávio mais o trata como fosse... Ian! Espero que goste."

Ele se levanta e me abraça. Lhe comprei uma gravata de uma marca caríssima.

Elena toda extravagante levanta com seu presente na mão, dizendo que era sua vez.

"Meu presente vai para um cara muito lindo, eu o amo muito..."

"Alec..."– falou Flitz.

"Não, não é o Alec..."– falou rindo.

"Não é isso, telefone para você!"

***

Chego no hospital, chego na recepção e de lá me levam até um quarto, Maxon estava na porta em pé.

"Me desculpe atrapalhar sua comemoração."– falou me abraçando.

"Tudo bem, o que aconteceu?"– pergunto.

"Ele saio do nada no meio da ceia, disse que queria falar com você, mais quando saio da garagem um carro em alta velocidade bateu nele e o jogou a alguns metros... Alec, ele só tem algumas horas ou minutos. Seu pai está morrendo!"

Entro no quarto e vejo meu pai deitado com a cabeça enfaixada, o braço quebrado e uma sonda no punho.

"Pai..."

"Alec!"

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