. A realidade é o fim para mim.
Meu corpo estava em completo êxtase, não conseguia comer, beber, dormir é muito menos chorar novamente.
"Mr. Johan, tome um pouco do chá. Vai te fazer melhor..."
Não conseguia falar.
Nego com a cabeça, a Sra. Ryan cochichou algo do lado de Thiago. Eles estavam juntos demais, mau pude perceber a aproximação deles dois durante essa semana. Algo estava rolando... Minha cabeça remete ao momento que Sávio falou que realmente me amava, na noite em que fui pedido em casamento.
"Eu tenho pensado no que me faz feliz..."
"E o que te faz feliz, Sr. Johan?"
"Estar com você me faz feliz."– falou me beijando e me aproximando de seu corpo.
O telefone toca, minha mente se perde nos pensamentos, seria Sávio? Já se passavam das 1:30 da madrugada e ele não havia voltada.
Quando me dou conta, pensava em nosso casamento, nos votos que visemos um ao outro.
Eu só conseguia ver os olhos de Sávio de longe. O rosto perfeito severo com a profundidade de sua emoção. Depois quando encontrou o meu ele abriu um exuberante sorriso de tirar o fôlego. Sinto a pressão da mão de Maxon tocar a minha. A marcha agora estava lenta, era a nossa deixa. Todos os convidados nos olharam surpresos.
O ministro mandou todos se sentarem.
"Sr. Alec, seus votos."
Olhei profundamente nos olhos de Sávio, ele me olhava encantado, um lindo traço de um sorriso se forma em seu rosto.
"Nunca pensei que possível amar alguém tanto assim, mas talvez seja. Vou doar minha vida para amar a sua, garanto que quando envelhecemos juntos, cuidarei de você. Eu sempre te amarei, Sávio Johan."– digo de mãos dadas com ele. Sua mão tremia e suava.
"Sr. Johan, sua vez."
"É uma coisa incrível, quando conhecemos alguém com quem podemos dividir nossa vida, que nos aceita como somos. Eu tenho tentado, o que parece um tempo muito longo, superar o que eu fui, e com Alec sinto que finalmente posso começar. E nenhum espaço de tempo com você será suficiente, então... Começaremos com para sempre."– falou beijando a aliança em meu dedo.
Após Sávio terminar suas singelas palavras, o ministro ergue sua voz...
"Repita comigo Sávio: Eu prometo fielmente amá-lo..."
Naquele momento, enquanto o ministro pronunciava as palavras, meu mundo, que fazia tanto tempo estava de pernas pro ar, pareceu se acorda numa posição correta. Vi como tinha sido tolo por temer aquele momento. Olhei nos olhos brilhantes e triunfantes de Sávio e entendi que também ganhava. Porque nada mais importava sem ele. Sem Sávio...
"Mr. Johan, vamos para cama. Já faz um tempo que está dormindo aí no sofá... Venha, eu o acompanho."— falou a Sra. Ryan, erguendo sua mão para mim.
Subi me escorando nela, eu estava muitíssimo fraco. Como se alguma força sobrenatural houvesse saído de mim.
Ela me deita na cama, Thiago jogou a coberta sobre mim. Me aconchego na cama e pego no sono, e sonhei... Não era um sonho comum, e sim uma lembrança.
Sávio saio da água e veio caminhando pela areia, tiro os óculos escuros para vê-lo, seu corpo trincado estava bronzeado pelo sol.
"Deixe eu passar protetor em você, não quero que se queime. Como vou poder tocar em você depois?"– falou rindo.
Sávio esfregava minhas costas, passou a mão em minha bunda por dentro da cueca.
"Está se aproveitando... Temos visitas."– falou olhando para Flitz que brincava com Teddy na parte rasa da água.
"O que você acha de morarmos aqui?"– perguntou.
"Aqui, em Malibu?"– questiono.
"Sim, é um belo lugar. Não acha?"– pergunta, ele massageia minhas costas.
Concordo com ele.
"Adoraria parar de fugir dos paparazzis e dos trones."– digo,
"Então, aqui poderias sermos quem quiséssemos. Eu venderia a empresa e abriria um escritório de advocacia aqui. E você poderia fazer o que quiser aqui, ser o que quiser!"
"Não dispenso essa ideia!"– digo sentando na espreguiçadeira.
Me aproximo dele e dou um beijo, sua mão passa pela minha cintura, onde ele me senta em seu colo.
"Os banhistas..."
"Chegamos. Primeiro."– falou me beijando no pescoço.
"Vamos ser a atração principal!"– digo beijando sua boca, que tinha gosto Salgado.
"Que sejamos..."
Me assusto com um barulho, acordo assustado. Visto um roupão prateado de cetim.
Era exatamente 2:56 da madrugada.
Estava tudo quieto, de repente ouço outro barulho seguido de um palavrão. Desço para o primeiro andar, era Sávio jogado no chão. Ele estava fedendo a bebida alcoólica, suas roupas sujas.
"Meu Deus..."– corro até onde ele estava.
O viro de bruços, dou leves batidas no seu rosto.
"Sávio, querido?"
Ele só resmungava.
"Olha, preciso de sua ajuda, vamos para o quarto. Consegue levantar?"
Ele diz alguma coisa e tenta levantar. Ponho seu braço esquerdo por trás de meu pescoço e fomos tentando subir de vagar as escadas.
O empurro-o com delicadeza, e ele se jogo no colchão, todo esparramado e rindo para mim, já sem o semblante atormentado.
"Vem cá."– chama ele, enrolando a língua
"Primeiro, vamos tirar essa sua roupa."
Ele dá uma sorriso selvagem e embriagado.
"Sente-se. Para eu poder tirar o seu casaco."
"O quarto tá girando."
Merda... será que vai vomitar?
"Sávio, senta!"
"Mas como é mandam, Mr. Johan..."
"Sou mesmo."
Ponho as mãos na cintura. Ele rir novamente, ergue o corpo apoiando-se nos cotovelos e então se senta. Antes que caia novamente, agarro sua gravata e tiro o casaco preto, uma braço de cada vez.
"Você está cheiroso."– falou de mim.
"E você está cheirando a álcool."
"É... Bourbon."
Jogo seu casaco no chão e começo a tirar a gravata, enquanto repousava as mãos no meu quadril.
"Gostoso esse tecido em você, Alê-crim..."– falou rindo e pronunciando as palavras erradas.
Ele me puxa pelo quadril, sua mão subia e descia pelo tecido de seda. Ele beija minha barriga nua.
"Alec, eu te amo. Mais porque fez isso comigo?"
"Não fiz nada, Sávio. Eu ia te contar, mas nunca esteve preparado para ter filhos."
"Eu te prometo... Nunca mais te abandonar..."
"Tudo bem, Sávio."– digo cobrindo seu corpo.
"Você vai me deixar a noite inteira acordo, não vai?"– pergunta ele a minha barriga.
"Não tem ninguém aqui dentro. Não estou grávido."– digo sorrindo.
Sávio ergue o olhar para mim, seus olhos cinzentos embaçados e sombrios. Meu coração aperta.
"Vai gostar mais dele do que de mim."– diz ele.
O olho com compaixão.
"Alec..."
"Oi, Sávio."
"Nunca mais vou te deixar, porque ficar perto de você me deixa louco. E longe de você me deixa louco."
O olho com piedade.
"Vocês me deixam louco."– falou beijando minha barriga.
"Não tem ninguém aí, e saiba, ele pode ser ela."
"Ela... Ah, meu Deus."
Ele cai novamente na cama e cobre os olhos com o braço.
Ele desmaiou.
Beijo sua têmpora.
"Eu amo você, Sr. Johan. Mesmo quando está bêbado e desaparece de casa, indo sabe Deus aonde, eu amo você. Vou amá-lo para sempre."
Ele resmunga.
Eu poderia dormir com ele daquele jeito. Mas antes dobro seu casaco, sem querer piso no seu celular que acende mostrando a caixa de mensagens. Vejo as que eu enviei. Mas há uma mais recente.
Puta que Pariu.
Foi bom ver você. Agora eu entendo. Não fique assim. Você vai ser um pai maravilhoso.
A merda da mensagem era dela. Alícia Filha da Puta Álvares.
Merda. Então foi isso. Ele foi encontrar com ela.
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