Capítulo 34🦋
Aviso de hot neste Capítulo. Se não quiser ler pode me procurar que te passo o Capítulo, sem o hot.
Boa leitura 😃
Jhonatan Fernandez...
"São José dos Campos, SP - 15 de Outubro de 2016.
Oi Jhonan! Acho que não sei como escrever uma carta, por isso me perdoe se comecei mal. Ando pensando muito em como as coisas ficaram estranhas entre nós e o quão culpada eu sou por ter deixado as coisas chegarem a esse ponto.
Eu sinto sua falta. Sinto falta das suas ligações de madrugada querendo ouvir um único boa noite meu. Sinto falta de ouvir sua risada quando eu brigava com você por me ligar tão tarde. Sinto falta de ouvir você me chamar de Morena. Sinto falta dos seus lábios, de cada beijo e carinho que trocamos.
Sinto sua falta.
E o que me mata é saber que você estava aqui e eu neguei cada sentimento que você me faz sentir. Me arrependo de não ter dito o sim que você tanto queria e eu só soube recuar, muitas vezes por medo de acontecer exatamente o que está acontecendo. Não culpo a nossa distância física de nos afastar, culpa a mim por manter você afastado do meu coração, quando na verdade você já tinha a chave dele. Eu não sou perfeita e nunca vou ser, mas você nunca ligou para isso, nunca se importou com as merdas que eu carregava e me ajudou a carregar algumas para que eu não ficasse sobrecarregada.
Me arrependo daquela ligação! Me arrependo de ter te contado algo que era irrelevante. E eu sei que o que te magoou não foi ter acontecido o beijo, e sim eu ter feito questão de te falar e contar algo que não era importante e com isso eu só demonstrei que queria você longe.
Mas não é verdade!
Nunca quis você longe! Eu não quero você longe. Eu quero você perto, dentro do meu coração como sempre esteve. Quero que nossa conexão seja tão forte ao ponto de eu saber quando você está precisando de uma ligação minha, uma mensagem, qualquer coisa que eu possa te oferecer.
Escrevo essa carta pra você enxergar o meu coração que dói com sua ausência. Por isso está acompanhada com essa blusa que eu desenhei pra você. Coloquei suas cores favoritas e a barra e a gola tem pequenos bordados de borboletas que sei que é o símbolo da família de vocês. Nessa caixinha tem um colar prata com um pingente de borboleta, gravei o nome Fernandez na parte de trás para sua família te acompanhar onde você estiver.
Me perdoa por afastar a gente! Não era o que eu queria e se não for tarde demais para isso, eu gostaria que desse outra chance pra nós. Estarei esperando sua resposta!
Com amor, Alícia!"
Faz três dias que leio e releio essa carta. Eu ainda não sei o que responder. Sei que tenho sentimentos por ela sim, mas talvez não seja como antes. Só talvez!
É como disse da outra vez, meu coração não é de ferro e eu cansei de esperar que ela mudasse de opinião. Ignorei todas as mensagens que ela me mandou, mesmo querendo voltar me arrastando como um cachorrinho que caiu na mudança. Ela mexe comigo, eu não vou negar. Ela me fez sonhar com ela lembrando de cada beijo e toque? Sim, fez. Mas eu estava seguindo minha vida, finalmente vivendo em paz com meu coração.
Agora? Agora não consigo levantar dessa cama. Já perdi a primeira aula e pelo jeito vou perder o dia todo!
Meu celular começou a vibrar debaixo do travesseiro me fazendo voltar a vida e sair dos meus devaneios. Atendi sem nem olhar:
" — Jhonan? Está ocupado agora?
— Oi, não! Quem é?
— Sou eu Jhonan, Helena! O que deu em você? - falou em um tom brincalhão.
— Desculpa, Leninha. Eu atendi sem ver o telefone e to meio distraído. - respondi me sentindo envergonhado.
— Tudo bem. Chego aí em dez minutos!
— Ué, porque? Aconteceu alguma coisa?
— Sim, hoje é sexta feira e quero passar o fim de semana com meu gatinho!
— Mas você não tem aula hoje?
— Jhonan, se não quer que eu vá, é só falar!
— Não Leninha, não é isso, Só fiquei curioso. Você deu sorte pois eu não fui para faculdade se não ia ficar esperando até eu sair da aula.
— Eu sei, mas decidi arriscar assim mesmo! E se você não estivesse aí, eu ficaria na praia até você sair da aula.
— Então vem, deixa sua bolsa aqui e a gente pega uma praia. Vai ser bom pra esclarecer a mente, ver o mar um pouco.
— Me espera do lado de fora. Detesto ficar esperando o porteiro avisar você. Ele me olha com olhar julgador.
— Você não tem jeito mesmo!
— Vai logo. Já to chegando! Beijo!
— Beijo, Leninha!"
Bom, agora você sabe por que estou tão confuso com essa carta da Alicia!
Helena é uma garota incrível! Eu já falei dela pra vocês. E nossa amizade colorida sempre funcionou muito bem. Gosto de passar o tempo com ela, sem contar que ela é gostosa demais. Eu não tenho que pisar em ovos com ela e sempre é fácil de conversar sobre qualquer assunto com ela.
Não sei o que fazer!
Meu celular vibrou com sinal de mensagem e me levantei correndo. Helena deve ter chegado na portaria. Coloquei a carta debaixo do travesseiro, a caixa com os presentes enfiei no guarda roupa e coloquei outras roupas por cima. O colar eu coloquei no pescoço na hora que abri a caixa, a blusa continuou dobrada dentro da caixa.
Saí só de bermuda e chinelo, pois aqui tá fazendo um puta calor. Assim que cheguei na portaria vi a Lena descendo do mototáxi e respirei aliviado pois chegamos juntos. Falei com o seu Francisco da portaria e ele abriu pra Lena entrar.
— Oi, gato! - Ela me abraçou e me deu um beijo assim que se aproximou de mim.
— Oi, Lena! - falei ainda no abraço, cruzamos os braços e fomos em direção do apê — Vai me contar agora o que te deu para vir até aqui a essa hora da manhã?
— Virei a noite numa balada ruim com minhas amigas da faculdade.
— Virou a noite? E era ruim? Imagina se fosse boa!
— Era ruim porque não tinha ninguém para flertar, e tudo que a gente fez foi encher a cara! Aí apareceu um grupinho de playboy lá pagando bebida pra todo mundo e viramos a noite bebendo muito. To cheia de dor de cabeça e preciso dormir pelo menos um pouco. - Enquanto ela falava, chegamos até meu apê e entramos.
— Quer algum analgésico para dor de cabeça? - perguntei já indo procurar na caixinha que tenho separada, feita pela minha mãe.
— Qualquer um que não seja dipirona, pois sou alérgica, por favor! - Ela respondeu se sentando na minha cama.
— Acho que tenho um paracetamol aqui. - Achei o remédio, peguei um copo d'água e fui até ela.
— Em que praia a gente vai?
— Uma que não seja tão longe, pois tô desanimado. - Entreguei o copo e o comprimido a ela.
— O que houve? - Ela tomou o remédio e me olhou esperando uma resposta.
— Sei lá, acordei desanimado. - Dei de ombros e peguei uma regata que estava em cima da cama e coloquei por cima dos ombros — Estou precisando de um banho de mar. Vamos? - Estiquei o braço para ela, que segurou minha mão e voltamos a sair do apê.
Assim que chegamos na praia, já fomos entrando no mar. Não tínhamos levado nada além dos documentos e um pouco de dinheiro na carteira. Escondi os mesmos em um buraco que tinha feito na areia, coloquei nossos chinelos por cima e depois a roupa por cima do chinelo.
A água do mar estava deliciosa e deixei que meus sentidos respondessem as ondas que iam e vinham. As palavras da carta dela me vinham à mente e mesmo sentindo o olhar da Lena sobre mim, minha mente só pensava na Ali.
Helena me abraçou por trás, colocando seu queixo em meu ombro, e suas mãos deslizaram do meu abdômen até meu ombro. Sorri com seu toque carinhoso e safado ao mesmo tempo.
— Você está muito pensativo, hoje Jhonan. O que está acontecendo? - ela perguntou e notei preocupação em suas palavras.
— Só estava curtindo a vista. O mar está lindo hoje. - Disfarcei e mudei o assunto. Me virei de frente para ela e puxei sua cintura para colar nossos corpos.
— Está tão lindo quanto seus olhos verdes! - Ela falou franzindo um pouco o nariz e os olhos se fechando graças ao sol que batia em suas maçãs do rosto
— Ou os seus olhos azuis, consigo ver o reflexo do mar neles. É a mesma cor.
— Você é um conquistador barato, isso sim!
— Não estou fazendo nada, Leninha - Pisquei um olho para ela que entendeu meu recado malicioso e cruzou as pernas na minha cintura.
— Pois então faça! Não vim de Niterói atoa!
Apenas sorri e tomei os lábios dela para mim com toda intensidade que seu corpo me transmitia. Não demorou para que meu corpo correspondesse ao seu toque e seus beijos fortes. Minhas mãos estavam em seu bumbum e eu pressionava mais eles para que ela sentisse seu efeito em meu corpo. Ela sorriu afastando nossos lábios.
— Se você for com calma eu topo! - Ela falou sussurrando e eu apenas mordi seu lábio inferior
— Vamos mais para o fundo, vai dar menos na cara. - falei em seu ouvido e deixei um beijo um ponto abaixo da orelha.
— O último a chegar é a mulher do padre! - Ela deu impulso se apoiando em mim e largou nas braçadas, indo mais para o fundo!
Mergulhei e consegui alcançá-la. Chegamos juntos a uma parte um pouco mais funda e não perdemos tempo. Eu já estava com o pênis para fora da sunga quando ela se encaixou em mim. Ela me beijou e senti todo o prazer que ela estava pronta para me oferecer ali mesmo. Tentei firmar meus pés na areia para que a onda não desencaixasse a gente com facilidade. Acertei o movimento com o balanço das ondas e agradeci pela praia não estar tão cheia em uma sexta feira útil às onze da manhã.
Helena começou a rebolar para chegar no clímax, perguntei se ela queria ajuda e ela apenas confirmou balançando sutilmente a cabeça. Coloquei o polegar no ponto latejante de sua intimidade e fiz movimentos circulares enquanto meu pau deslizava por dentro dela. Senti o estremecer de suas pernas, acelerei meus movimentos e antes que gozasse dentro dela, tirei meu pau e ejaculei na água, o que foi uma sensação nova para mim, porém boa.
— Não acredito que fiz isso em um lugar público! - Ela sussurrou em meus ouvidos colocando o rosto na curva do meu pescoço em seguida.
— A gente pode ser preso por atentado ao pudor.
— É sério? - Ela me olhou assustada.
— Sim, mas teríamos que ser pegos em flagrante e no momento não tem ninguém aqui. Então relaxa! - Ela riu o que me fez rir junto e então se afastou do nosso abraço.
— Vamos voltar para areia. Preciso deitar um pouco!
— Vai você, vou nadar um pouco e depois nós vamos comer alguma coisa, pois já estou com fome. - Ela gargalhou e foi em direção à areia.
Agora que estamos só eu e meus pensamentos, não consigo parar de me sentir um idiota. Por mais que eu já tenha transado só pela diversão, dessa vez acho que fui injusto com ela.
Eu pensei na Alícia enquanto beijava a boca da Helena. Lembrei da intensidade dos olhos castanhos dela e do perfume que seus cachos me trazem, toda vez que uma brisa atinge seu pescoço. Pescoço pelo qual eu já deslizei meus lábios sentindo o meu coração acelerado e sua pele arrepiada.
Porra! Alícia o que você fez comigo?
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🦋 Contém 1952 palavras 🦋
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É Clichezeiros, não está fácil.
Quero saber, o que acharam desse Capítulo.
E a surpresa da Ali, o que acharam?
Helena vai descobrir sobre a carta?
E a mensagem misteriosa que ele não abriu, achando ser a Helena. Algum palpite?
Se tiverem teorias, me contem.
Obrigada por lerem. Vocês são demais!!!
Beijos, Iza💖🦋
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