Capítulo 15🦋
Olá meus amores! Estou vindo aqui, deixar um aviso de gatilho! Neste Capítulo teremos uma cena de abuso piscicológico entre mãe e filha. Caso não se sinta confortável, peço que não leia. E fique a vontade para me chamar no privado se quiser conversar! Estou aqui para ajudar! Boa leitura a todos.
Juliana Fernandez...
Oi gente! Sei que não me esperavam por aqui, mas essa parte do capítulo eu vou ter que contar pra vocês! Acho que nem meu irmão e nem minha amiga, conseguiriam descrever o que foi que presenciamos aqui! E talvez nem eu consiga...
Hoje quando eu acordei, notei que a Ali não estava no quarto e nem no banheiro. Desci pensando que ela estava na cozinha, mas também não. Escutei uma voz familiar e fui até a sala, então olhei pela janela e vi os dois conversando sentados na calçada. Sorri com aquela cena e voltei pro quarto. Espero que se acertem de vez, minha amiga pode ser muito cabeça dura às vezes. Comecei a organizar as coisas que tínhamos deixado desarrumadas na noite anterior. Foi uma noite muito divertida apesar das mensagens esquisitas do Patrick. Espero que o Jhonan saiba se explicar pra Ali, ela ficou muito magoada. Mas como sempre ela precisava de um momento para assimilar tantas informações.
Mas como vocês sabem eu sou um pouco desastrada, deixei cair uma caixinha de música da Ali e me xinguei por isso. O espelho da parte de dentro da caixinha se quebrou e fez um grande barulho, sem contar que a bailarina começou a girar muito rápido e a música da caixinha não parou de tocar. Me abaixei, ficando de joelhos para catar os pequenos pedaços do espelho e coloquei o meu celular entre minhas apertas que estavam flexionadas. A mãe da Ali entrou no quarto rápido demais, provavelmente para falar do barulho da caixinha, eu levei um susto, pois não achei que ela estivesse em casa.
- Onde está Alícia, Juliana? - Ela perguntou e me pareceu muito brava.
- Oi Dona, Lavínia! - Tentei disfarçar meu nervosismo. Peguei o telefone de entre minhas pernas, posicionei ele ao lado da caixinha que pelo tamanho conseguia tapar o meu celular, e liguei para a Ali. Disfarcei ainda abaixada, mexendo na caixinha de música tentando arrumar a bendita bailarina. Ela não atendia então continuei tentando enrolar - Acho que ela ta na cozinha tia. Disse que ia preparar um café pra gente.
- Não sinto cheiro de café, e não gosto que mintam para mim!
- Não! Não... faria isso. A senhora chegou agora?
- Sei quando mentem pra mim Juliana. - Ela saiu rápido demais. Me levantei e liguei pra Ali mais uma vez, mas o celular dela estava em cima da cama e com certeza a tia Lavínia viu o telefone acender quando liguei a primeira vez.
Então escutei o barulho da porta!
- Merda! - Foi só o que consegui dizer!
Desci a escada correndo, quase caí no último degrau. Me apressei mais um pouco e abri a porta e presenciei toda aquela discussão horrível.
- Alícia! O que você pensa que está fazendo, vestida desse jeito na calçada de casa com esse rapaz?
- Mãe! - Ali olhou para trás e seus olhos aparentavam o terror e desespero ao ver sua mãe! - Não estou fazendo nada, e estou vestida direito!
- Toma vergonha nessa cara Alícia!
- Dona Lavínia! Não precisa brigar com ela, eu ... - Meu irmão começou a dizer, mas foi interrompido pela megera.
- Você fique quieto, quero que pegue sua irmã e vá para casa! Alícia para dentro agora!
- Mãe, estávamos apenas conversando! não...
- Não vou discutir com você aqui Alícia! Entra agora! - Ela se aproximou da Ali, a pegou pelo braço e começou a puxá-la para dentro de casa.
- Me larga! - Alicia gritou soltando seu braço da mão de sua mãe! - Você não vai me obrigar a entrar! Eu vou acabar minha conversa com o Jhonan e a Ju vai embora a hora que ela quiser ir! Tá pensando o que...
Lavínia estalou a palma da mão direita no rosto de Ali, antes que ela terminasse de falar o que começou. Alguns dos vizinhos que estavam ali, devido a gritaria, ficaram de olhos arregalados!
- Gostou Alícia? Agora todos vão achar que eu sou a bruxa! Mas ninguém sabe como você é, o quanto é mal educada, só me dá trabalho, não faz nada direito e agora tenho que aguentar a sua safadeza na porta de casa, é muita falta de respeito!
- A senhora não tinha o direito de fazer isso com ela! - Jhonan tentou defendê-la. Ali estava parada, seus olhos estavam arregalados e se encheram de água, percebi pelo brilho incomum que vinham deles.
- Jhonatan, não! - Ali o repreendeu. - Vai pra casa! Você e a Ju! Por favor!
- Não, Morena! Ela não pode...
- Por favor, Jhonatan. Ela é minha mãe! - Ela disse ao interrompê-lo.
- Enfim, um pouco de juízo na sua cabeça! Agora pra dentro Alícia! Vamos terminar nossa conversa lá dentro! Longe de olhos curiosos. E você - Ela se virou para o Jhonan - Não quero você aqui nunca mais!
Elas começaram a andar na minha direção. Meus olhos estavam derramando lágrimas de dor por ver a situação da minha amiga e não poder fazer absolutamente nada! Eu e meu irmão estávamos exatamente iguais.
- Amiga, se você quiser que eu fique... - Disse assim que ela parou ao meu lado.
- Não Ju. Tudo bem! Pode ir. Depois a gente conversa!
Elas entraram e escutei a porta sendo trancada. Minhas coisas ainda estavam lá no quarto. Pensei em bater na porta e pedir os meus pertences mas Jhonatan se aproximou de mim e me puxou pelo braço!
- Vamos antes que ela sofra mais por causa da gente.
- A gente precisa ajudá-la! A gente precisa...
Danei a chorar! E meu irmão fechou a cara ainda mais, pressionando o maxilar com muita força. Seus olhos verdes ficaram mais escuros e percebi o quanto isso afetou a ele. Seus sentimentos pela minha amiga eram muito verdadeiros! Caminhamos até o carro, ele com as mãos no bolso e eu com os braços em volta do meu corpo. Entramos no carro e fomos pra casa em um silêncio total!
Alícia Parker...
- Não sabia que agora tinha virado vagabunda e ficava desfilando de pijama na rua!
- Você sabe que isso não é verdade! - Falei extremamente nervosa. Mas minha voz estava presa com um nó em minha garganta. Engoli toda vontade de chorar que me veio.
- O que eu sei, é que você passou de todos os limites! E se eu ver aquele rapaz aqui de novo, você vai se arrepender! - Ela falava cada palavra friamente e com todo desdém que alguém pode sentir por outra pessoa, seus olhos só demonstravam raiva - Eu já te falei que você não vai ter nenhum relacionamento! Ninguém merece te aguentar, garota! Se enxerga! Ele é um rapaz com um futuro brilhante, o que uma menina tão... como posso dizer? Normal, como você pode oferecer a ele?
- Eu posso oferecer ... - Ela me interrompeu.
- O que? Amor? Seu corpo? O que Alícia?
Me calei, pois eu não sabia o que responder!
- Ficou quieta né! - Riu com escárnio - Você sabe que não pode oferecer nada! Pois você não tem nada pra oferecer!
- Eu posso não saber o que dizer agora, Lavínia! Mas com certeza eu posso oferecer muito mais coisas do que você imagina. Você é vazia por dentro! Você só sabe olhar para o próprio umbigo! É oca! Eu infelizmente estou presa a você agora, mas quando eu tiver a primeira oportunidade de sumir da sua vida eu farei! E reze pra que nunca venha precisar de mim para nada na sua vida! Pois se depender de mim você vai morrer precisando!
- Não se preocupe com isso! Jamais precisei de você e nunca vou precisar! - Ela se virou e subiu para seu quarto.
Sentia meu rosto queimar e isso só fazia a minha raiva aumentar, a vergonha de olhar para eles novamente, aumentar. Fui pro meu quarto, peguei uma roupa limpa e me direcionei ao banheiro para tomar um banho quente. Assim que fechei a porta do banheiro me olhei no espelho, vi a marca de seus dedos em meu rosto. Nunca me senti tão humilhada! Tirei meu pijama lindo de unicórnio, entrei debaixo do chuveiro que já derramava sua água morna e relaxante.
Com os olhos fechados deixei a água cair pela minha cabeça molhando meus cabelos, e deixei que aquela dor que sentia em meu peito se transformasse em lágrimas e chorei até soluçar. Ela não podia ter me humilhado desse jeito! Ainda não acredito que ela disse aquelas coisas na frente de todos. Agora nem que eu quisesse, ninguém acreditaria que ela é uma mãe ruim! No fim das contas eu serei a filha ingrata que não soube aproveitar as coisas que a minha mãe me oferecia, como o colégio bom que ela faz questão de pagar!
Saí do banheiro, com a toalha em volta dos meus cabelos, fui até a cozinha, peguei uns sanduíches na geladeira, o restante do brigadeiro que fiz ontem a noite, uma garrafa de água e subi pro meu quarto. Passei o resto do dia trancada lá!
Alguns dias depois...
Os dias foram passando e quanto mais trancada em casa eu ficava, mas sozinha me sentia. Os dias passavam comigo gravando vídeos de dicas de looks, que eu apenas armazenava no computador e outros dias que eu desenhava conjuntos de moletons que me faziam lembrar do Jhonan.
Não tive coragem de falar com ele desde aquele dia infeliz. Ainda me sinto envergonhada com toda aquela situação. E sei que estou escolhendo o afastar mais uma vez e tenho raiva de mim mesma por fazer isso. Falei apenas com a Ju, com ela foi mais fácil de conversar, ela até quis vir aqui mas, minha mãe não permitiu! Disse que era meu castigo por tê-la envergonhado na frente dos vizinhos. Quanta ironia, não?!
Jhonan me ligou tantas vezes que perdi a conta, mas não atendi nenhuma e eu sei que ele vai acabar aparecendo aqui se eu não atendê-lo e no fundo é o que eu realmente quero. Mas acho que agora ele precisa ficar lá com a família dele. Juliana me disse que o pai segue internado e que não vão liberá-lo mais para o natal. Isso partiu meu coração, pois me dei conta de que o natal que eu tanto queria, não vai acontecer.
Juliana me disse também, que acredita que o pai está pior do que o que realmente falam para ela. Eu disse para ela falar direto com o médico e se nem ele quiser dizer nada, falasse com a mãe dela. Tia Cíntia com certeza falaria a verdade se ela a perguntasse.
Minha mãe, por outro lado, está sem trabalhar a uma semana. Ela disse que precisava me vigiar e decidiu pegar uns dias de folga que ela tem na casa. Só que ela está sempre indo na rua. Toda hora ela inventa uma desculpa e sai. E nenhum tipo de remorso ela sente pelo que me fez passar. E eu não sei se um dia serei capaz de perdoar isso!
- Alícia! - Ela me gritou atrás da porta do meu quarto que está trancada!
- Oi! - Respondi sem nenhuma animação.
- Estou indo no mercado! Volto em uma hora!
- Ok!
- Se comporte!
E lá se vai ela mais uma vez! Escutei apenas o barulho da porta da sala sendo fechada com uma força desnecessária. Tenho uma hora de paz pelo menos. Desci até a sala e me joguei no sofá para assistir alguma coisa que me distraísse na Tv. Hoje é um daqueles dias em que não tenho vontade de fazer nada a não ser ficar deitada!
Me joguei no sofá e a campainha tocou na hora. Xinguei e levantei para ver o que minha mãe queria ou tinha esquecido!
- Jhonatan? - Falei no susto que levei ao abrir a porta! - O que? O que você tá fazendo aqui? Tá doido? Se minha mãe pegar você aqui eu vou ser morta! - Falei uma coisa atrás da outra sacudindo a cabeça e ele entrou e fechou a porta atrás dele.
- Ali! Ali calma! - Ele chamou minha atenção e o olhei - Fiquei esperando sua mãe sair para eu poder vir ver o que estava acontecendo com você, pois você sumiu de novo!
- Vai... vai embora Jhonan! Por favor! Minha mãe vai voltar a qualquer momento! Por favor!
- A gente precisa conversar! - Ele deu um passo na minha direção, e eu um para trás.
- Já conversamos! E você viu no que deu a última conversa!
- O que aconteceu não foi culpa nossa Ali! Não vou desistir! Você pode até me expulsar agora, mas eu vou voltar a cada dia até você olhar nos meus olhos e dizer que já não sente nada por mim! Mas enquanto eu ver nos seus olhos o tanto que você me quer por perto, eu não vou desistir!
- Você viu como ela reagiu! Você viu que eu não exagerei em nenhum momento quando te contei sobre o que acontece nessa casa! Como vou pedir que você fique na minha vida depois daquilo? Eu não consigo nem olhar nos seus olhos!
- Então olhe! - Ele levantou meu rosto e segurou meus ombros. Tentei olhar para o lado mas ele colocou a mão no meu queixo mais uma vez e nossos olhos se encontraram como a força de um imã, não consegui desviar mais - Eu não me importo com ela! Ela não manda em mim, muito menos no que eu sinto por você! E eu sei que posso fazer você feliz! Ela me quer longe porque sabe o quanto podemos ser felizes juntos.
- Eu só não quero que você tenha que presenciar coisas como aquela mais uma vez! Acho que eu não suportaria. - Ele me abraçou e mais uma vez seu abraço apertado me fez chorar.
- Por favor, não me afaste! - Senti que ele segurava as lágrimas - Eu odeio ver você sofrer e não poder fazer nada pra mudar isso!
- Não se sinta assim! Por favor! Isso não é culpa sua! - O apertei mais enquanto falava! - Ela é louca! E espero que um dia isso acabe!
- E vai acabar! Eu sei que vai! - Nos soltamos do abraço.
- Agora você precisa ir! Ela pode chegar a qualquer momento!
- Me dá um beijo e eu prometo que vou!
Eu sorri com seu pedido e me aproximei e dei um selinho nele, mas ele me segurou e me beijou com todo carinho e desejo que sentia.
- Eu vou, mas eu vou voltar! - Sorri em concordância! - Responda as minhas mensagens hoje a noite. Sinto falta de conversar com você!
- Vou responder! - Ele me deu mais um beijo e saiu!
Corri pro meu quarto e comecei a desenhar. Me sentia muito inspirada!
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Contém 2460 palavras🦋
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Olá Clichezeiros do meu coração!
Capítulos dessa semana liberados!
Espero que gostem, e por favor deixem a 🌟 no voto e comentem bastante pra eu saber qual a impressão de vocês!
Será que agora esse relacionamento engata?
Gostaram da Ju aparecendo por aqui?
Bom, é isso, espero que gostem! Obrigada ☺️🙏
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