prólogo 0.1

SEITCHUKAÊ

Em uma parte de classe alta no centro da cidade, tinha um grande salão cheio de convidados, sua maioria na adolescência.

A decoração era composta pelo preto e branco, o tema da festa é anos antigos.

Mesas espalhadas, jogos de luzes, DJ, balões grudados no teto e em montes pendurados, no fundo, mas visível, o grande arco de balões. Na mesa o bolo de três andares de cor preta com bolinhas branca e um laço vermelho na ponta, tudo em pasta americana, acompanhando os brigadeiros e cupcakes ao lado, enfeitando a mesa.

Ao lado da extensa mesa retangular, estavam duas fontes de chocolate, uma ao leite e outra de chocolate branco. Espetos de frutas, marshmallow, salgadinhos, outros docinhos, também havia mini tortas, pizzas e os mais diversos guloseimas.

Crianças e adultos com suas roupas temáticas se divertiam ao som das músicas, a festa estava linda, enfeitada e provavelmente será tão comentada quanto às interiores, e não é para menos. Estamos falando de lee Soojin, a filha de um dos homens mais ricos do país, seu pai, avós e tio conhecido nos tablóides.

De aparência meiga, mas personalidade travessa, Soojin é uma ômega de cabelos curtos e negros, olhos castanho-escuro e a cópia de seu outro pai, Hwang Hyunjin, tendo somente os fios semelhante ao do pai alfa, felix e o formato dos olhos do mesmo.

Hoje é dia 10 de março, dia do seu aniversário, e como todo ano, é comemorado com uma grande festa, não muito diferente de agora, porém diferente das anteriores o tema desta é anos 60, ou seja, estava cheio de mulheres com vestidos de bolinhas, homens com jaquetas jeans ou de couro, simplesmente Grease da vida real, enquanto tocava as músicas da época misturadas com as atuais.

De longe, o alfa de cabelos negros e penteado para trás, graças ao gel, deixando a testa evidente, olhos levemente redondos cor ônix, o nariz avantajado, bochechas salientes, mandíbula marcada e boca rosadinha, olhava na direção da filha, essa que parecia elétrica, andando de um lado para o outro, conversando com os primos e amigos ao mesmo tempo que seu pai ômega corria atrás de si, todo protetor. 

felix, também observa vez ou outra do canto da parede - enquanto tomava um copo de refrigerante e comia alguns salgadinhos -, Hyunjin. Seus olhos se moviam rapidamente e atentos na figura baixa, em suas roupas específicas para a festa, roubando atenção de muitos por sua beleza e o aroma suave de morango e coco.

Então de repente, tirando um leve sorriso dos lábios do alfa, a música Time Of My Life do filme Ritmo Quente tocou pelo local, fazendo todos os mais velhos vaiarem em contentamento por ouvir um dos clássicos.

Ele mirou no centro da pista de dança, negando ao ver a filha arrastando duas meninas para dançar, sem vergonha alguma. Soojin vestia um vestido tubo até os joelhos na cor preta de bolinhas brancas, um salto grosso pequeno, uma fita vermelha amarrada no pescoço alheio e de penteado, um coque baixo com topete.

felix deu um último gole do líquido gaseificado de sabor guaraná, antes de caminhar em direção ao ômega, que a todo momento estava perguntando se ia tudo bem para a filha ou para os convidados. Ao contrário do alfa, esse que se encontrava calmo em relação a tudo.

— ....Ela mesmo, ninguém se opôs, foi divertido planejar. — O alfa ouviu o ômega dizer gentilmente a um casal de betas.

— Boa noite. — felix cumprimentou ao se aproximar do trio. — Estão gostando da festa?

— Sim, demais, me faz sentir mais jovem. — A mulher beta comentou brincalhona e o alfa sorriu levemente, simpático.

— Isso é bom, mas eu preciso acalmar esse ômega, então se nos der licença. — Disse puxando Hyunjin pelo o cotovelo. — Hyun, você precisa se acalmar, está tudo bem. — O alfa segurou os ombros do ômega e o sacolejou levemente.

— Mas...

— Nós estamos comemorando o aniversário de Soojin, relaxe, nossa pequena está brincando e feliz com a festa, por que não relaxa também?! Está tudo sob controle. — O alfa sorriu para o ômega, logo sendo retribuído.

— Foi mal, você sabe como sou.

— Sim, mas de tanto querer ajudar, não está se divertindo.

— Tudo bem, eu vou parar, só vou...

— Eu vou pegar uns salgadinhos e docinhos para você, fique aqui. — Ditou firme e se afastou.

Hyunjin soltou um suspiro longo ao olhar ao redor.

Estava tudo sob controle e do jeito que a filha queria. Simples, mas ao mesmo tempo tinha aquela riqueza. Como ainda era cedo, muitos convidados chegavam na festa da única neta da família lee. Suas comemorações eram sempre grandiosas, tanto que paravam em alguns sites de fofocas e na própria revista da família.

A festa sempre farta, tinha de tudo, desde doces brasileiros a quitutes americanos, um pouco de tudo.

felix quando se aproximou da mesa de tira gostos, logo pegou um pratinho de acrílico na cor preta e colocou dois de cada salgadinho. Coxinha, pastelzinho, canudinho, enroladinho, bolinha de queijo, quibezinhos e empadinha. Após encher o prato, ele pegou alguns docinhos, brigadeiro, beijinho, mini-pudim e por último, um espetinho de morango, então o alfa colocou uma camada generosa de chantilly sobre a fruta vermelhinha e cítrica.

O alfa de 30 anos e de aroma inebriante, usava como referência as roupas de John Travolta no filme de Grease, cabelos penteados para trás, deixando um topete volumoso, calça e jaqueta de couro preta. Elegância exalando até no andar.

— Aqui. — O alfa estendeu o prato montado junto com o copo descartável de acrílico também. — Estão gostosos! Fizemos bem em contratar aquela lojinha de comida brasileira. — Comentou, não deixando de pegar uma das massinhas.

O ômega de cheiro doce e hipnotizante agradeceu com um sorriso, e caminhou até uma mesa vazia próximo deles. O alfa seguiu atrás, com um leve sorriso nos lábios cor de pêssego.

— Esse tema foi interessante, não é? Eu pensei que ele fosse escolher festa a fantasia, mas não anos 60 até 80, eu gostei. — O ômega comentou se sentando-se e em seguida encarando. — Seus pais que não são muito adeptos a ter que usar roupas "divertidas", vieram a caráter, eu os achei fofos.

— Fiquei surpreso também, mas fico feliz que gostaram, acho que os fazem lembrar de suas épocas.

— De fato, meus pais comentaram sobre isso. — Disse enquanto comia a massinha crocante com recheio de carne moída. — E você?

— O que tem eu?

— Em que se inspirou? — Hyunjin perguntou ao alfa.

— John Travolta de Grease. — Respondeu sentando-se em uma das cadeiras vagas. — E você?

— Se eu falar que só peguei a primeira roupa que vi, acreditaria? — Indagou arqueando a sobrancelha direita na direção do alfa, também recebendo o mesmo gesto. — Não, não acreditaria, eu pensei o mesmo. — felix negou em silêncio enquanto, agora, mantendo os olhos na filha.

— Quando eu ouvia algum conhecido dizer: até ontem ela era um bebê... Não imaginaria que eu pensaria a mesma coisa. — Começou a falar, trazendo o olhar da cor de chocolate para si. — Olhando para Soojin nesse momento, nem acredito que ela está com 14 anos.

— Realmente... Parece que foi dias atrás que ela nasceu, e agora está comemorando seu décimo quarto ano de vida. Daqui a pouco, ela vai completar 15 e quanto menos esperar, estará saindo de casa. — Falou Hyunjin também mirando a filha, essa que conversava com um dos seus padrinhos. — Não sei se quero ver minha bebê crescendo e se tornando mulher, será que não podemos voltar no tempo e não deixar ela crescer? — Perguntou piscando repetida vezes ao que fazia um leve bico brincalhão.

— Não, por favor, não quero Soojin de três anos. — O alfa comentou divertido. — Ela está ótima, apesar de ainda dar trabalho. Enfim... A fase aborrecente.

— felix!

— O quê? Estou mentindo? — O mesmo recrutou cruzando os braços.

Hyunjin semicerrou os olhos na direção do mesmo e o alfa deu de ombros, logo sorrindo para frente.

A filha se aproximava animada.

— Oi papai! — A mesma abraçou o pai ômega com carinho e Hyunjin sorriu bobo. — Oi, meu velho! — Dessa vez falou com o alfa, esse que rosnou fingindo indignação. — Já está na hora dos parabéns.

— Oh sim, é verdade, nós iremos acender as velas então. — Hyunjin levantou-se apressadamente. — felix reúna a todos, eu irei pegar as velas e Soojin ao menos limpe seu rosto, está suada e corada, se aquiete um instante.

— Sim, senhor. — A menina bateu continência, zoando o pai, esse que negou com a cabeça e partiu rumo atrás das velas para a filha soprar. — Pai, eu vou amanhã para sua casa.

— E falou com seu pai?

— Sim sim. — Disse agitada e o alfa fitou a filha. — Não exatamente, mas vou falar. — Comentou ao ainda receber o olhar do mais velho. — Eu vou falar, pai, eu juro.

— Quase não nos falamos hoje, já que insistiu em ir ao salão com suas amigas. — O alfa disse enquanto tirava uma mecha fina grudada na testa suada devido a agitação da ômega.

— Sim, mas era importante, eu tinha que ser a mais linda da festa. Porém não deu certo. — A menina disse emburrada e com os braços cruzados. — Todos comentam como o senhor está lindão e um pedaço de mal caminho. Taradas!

felix tossiu em surpresa pela a palavra que a filha usou, mas não durou muito, pois logo um sorriso convencido surgiu em seus lábios.

— E não devia se gabar que tem um pai como eu? Lindo, cheiroso, rico e o melhor de todos? — O alfa disse brincalhão, arrancando uma risada escandalosa da ômega.

— Mas que velho convencido, esse meu pai.

— Amor próprio, pequena, amor próprio.

A relação do felix com a filha é de se admirar. Apesar da idade e a mesma está na sua - quase - adolescência completa, esse detalhe não impedia de se tratarem como amigos, o que era como mantinham uma relação saudável com a única filha, juntamente com o ômega, Hyunjin, seu papai.

A garota de cheiro doce, gentil e a cópia do pai ômega, é apegada aos pais, mesmo não estando juntos. Havia cumplicidade, carinho, amizade e o principal entre eles, o amor incondicional de pais para filha e de filha para os pais.

— Isso é ser convencido, na minha opinião. — A menina replicou somente para implicar com os mais velho. — Mas discutimos depois, nós precisamos bater meus parabéns. — A ômega, animada, segurou em uma das mãos do pai alfa e o puxou na direção do espaço em que ficariam para o canto dos parabéns e fotos, ou seja, onde havia o bolo, já com a vela, assim como alguns balões na extremidade para deixar uma charme nas fotos.

Hyunjin - que saiu para arrumar as velas no bolo - encarava a filha com um sorriso orgulhoso ao que esperava a mesma para poder acender a única vela, aquele de tubinho que se assemelhava a um fogo de artifício.

Aos poucos, os amigos da menina, se aproximaram com seus celulares para fotografar a amiga, ambos animados.

— Venha para trás da mesa, Soojin. — Hyunjin ditou com um sorriso leve nos lábios rosadinhos e carnudos. — Por favor, apaguem as luzes.

Assim que feito, Hyunjin acendeu com um isqueiro a vela, rapidamente o rosto da filha, essa que sorria abertamente ao que batia as mãos uma na outra e dava pulinhos singelos no lugar.

O primeiro a puxar a cantiga foi o padrinho da mesma. Kim Seungmin, um alfa lindo, meigo e melhor amigo de Hyunjin que puxou o 'parabéns 'pra você, logo sendo seguido pelos outros.

Saengil chukhahamnida

Saengil chukhahamnida

Saranghaneun (lee soojin)

Saengil chukhahamnida

Assim que a música de comemoração para, os amigos da ômega puxaram a tão famosa: com quem será' enquanto a menina tentava apagar a dificultosa vela que insistia não ceder, até que depois de uma guerra árdua, enfim conseguiram.

Todos bateram as palmas junto com vaias, mas logo o som de risadas foi alto, quando tubinho voltou a acender, trazendo uma careta engraçada no rosto juvenil.

— Pai! — A menina exclamou quando não conseguiu apagar, logo fazendo os genitores rirem da mesma.

Hyunjin que estava ao seu lado, mas um pouco afastado, se aproximou e assoprou com mais força, logo apagando, porém esperou um pouquinho, sorrindo ao ver que, finalmente, apagou, dessa vez, ouvindo gritos animados.

As luzes se acenderam, iluminando o local novamente.

— Para quem será que é o primeiro pedaço...? — O avô por parte do alfa perguntou quando viu a neta pegar a espátula para fazer o tradicional primeiro pedaço.

O bolo era de cacau black com recheio mousse de limão, dando um sabor azedinho e doce ao mesmo tempo. A parte externa da massa doce é de pasta americana, preta com bolinhas brancas e um laço vermelho no topo.

Soojin pegou a espátula de inox e na base do bolo, ela cortou um pedaço da massa e pôs no prato de acrílico branco e olhou para todos, misteriosa. Todos, sem exceção, sabiam a quem seria destinado o primeiro pedaço.

— Como todos sabem, eu tenho muitas pessoas importantes na minha vida, seja alguém da família ou amigos, porém eu sempre dedico o primeiro pedaço a duas pessoas mais que importantes na minha vida. Ambos me deram a vida e me trouxeram ao mundo para alegrar seus dias. — A ômega olhava para os progenitores com um olhar amoroso e orgulhoso ao que fazia seu mini discurso. — É uma decisão difícil escolher um dos meus pais, pois amo os dois igualmente, todos sabem, porém como conheço meu papai e meu velho, o bolo vai para... Eu mesma! — Disse por fim arrancando risada de todos. — Oras, o aniversário é meu, eu que mereço o primeiro pedaço não? Além do mais, mousse de limão é um dos meus preferidos e ponto. — A garota pegou um garfinho do mesmo material dos pratos e comeu um pedacinho.

felix e Hyunjin se entreolharam céticos, mas logo negaram.

— A filha deu discurso, agora só falta os pais, quem será o primeiro? — Uma convidada indagou e lee foi o primeiro a desviar atenção, o alfa ora encarava o teto ora o chão, contudo, não tinha sequer uma pessoa quem não soubesse quem são os pais da menina, principalmente o pai alfa.

— Quem falará hoje é o felix, eu já fiz o meu pela manhã. — Hyunjin foi o primeiro a falar, recebendo o olhar incrédulo do mesmo. — Cuida, cuida! — Disse ao que empurrava o corpo musculoso e alto do alfa.

— Sinceramente... — Comentou baixinho e ajeitou a postura, andando firmemente para o lado da adolescente. — Se eu dizer tudo que penso da minha filha, faltará palavras, além de que duraria dias. — Começou o discurso. — Nesse mesmo dia, 10 de março de 2007, uma pequena ômega, escandalosa, devo dizer, amorosa, nasceu. Foi o dia mais especial da minha vida, não só na minha, mas em toda nossa família. Soojin, o nome que eu e Hyunjin colocamos em homenagem à bisavó do ômega, parece que foi feito exatamente para ela.

O alfa pigarreou, sentindo-se meio envergonhado por tantos olhares.

— Para não demorar muito, eu quero agradecer ao ômega... — felix encarou Hyunjin firme e quem podia ver claramente, sabia que o brilho nas orbes negras é especial e único. — Obrigado, Hyunjin, por me dar um presente especial, que é a nossa filha. Mesmo sendo pais tão cedo, nós fomos e somos os melhores que podemos ser. — O alfa desviou o olhar do castanho intenso do ômega e suspirou antes de fitar a filha, essa que olhava o pai com os olhos molhados. — Você é nossa pequena, nossa menininha, nossa princesinha e sempre faremos de tudo por você, não importa o quê, nunca se esqueça que estarei para sempre ao seu lado. — A adolescente atirou-se no pai, esse que sorriu e abraçou o corpo pequeno da ômega. — Eu te amo, minha cerejinha. — Sussurrou próximo ao ouvido da filha e por fim, deu-lhe um selinho na testa bronzeadinha.

Eu também te amo, pai!

Após o discurso e algumas fotos tiradas em família, a festa seguiu até o dia seguinte, com direito a muitos sorrisos e paixões secretas.

Pela madrugada, após o último convidado a sair, Soojin despediu-se do pai ômega com um abraço caloroso e agradeceu ao mesmo por tudo antes de seguir para a casa do pai alfa, como havia falado que passaria com o mesmo, já que devido a festa, a mesma não teve tanto tempo para passar com alfa e como prometido, ela passaria o restante da semana com felix.

Feliz, realizada, cansada e agradecendo por ter os melhores pais do mundo, ela encerrou a noite na cama macia e grande do pai, dormindo com o mesmo, que estava tão cansado que não se preocupou em tirar a filha de lá e por na própria cama.

Juntos e desmaiados de sono, ambos estavam mais que satisfeitos.

하나

"HYUNJIN"

Engravidar na adolescência não é fácil, tenho experiência própria.

Com quinze, nem todos começam sua vida sexual, alguns mais cedo e outros mais tarde, porém não é inevitável, também não foi diferente do que aconteceu comigo e felix.

Na época que eu engravidei da Soojin, eu e ele éramos namorados, um pouco mais de um ano, e como qualquer casal, nós tínhamos nossos momentos íntimos, então foi nesses momentos, em que por acidente, eu e o alfa nos descuidamos.

Quando descobri sobre a gravidez foi um choque tanto para mim quanto para o meu namorado, na época, e não é para menos, estávamos indo para o segundo ano do ensino médio quando aconteceu.

De início, nós sentimos medo, como qualquer pessoa que descobre estar grávida do seu namorado, mas mesmo com o medo nos assustando, não pudemos evitar de falar com nossos genitores, que apesar da grande repreensão, conversaram entre si e conosco, nos apoiando de certa forma.

felix era - ainda é - de família rica, classe alta. Seus pais, donos de uma revista muito famosa na Coreia, e seu irmão um ator renomado. A família lee é bem conhecida.

Não foi uma gravidez difícil, apesar do receio constante, eu e o alfa nos gostávamos muito, tanto que depois de aceitar nossa situação, pudemos relaxar um pouco, porém assumindo nossas consequências. Não deixamos de ser julgados, era sempre assim.

Naquele tempo, ouvi diversas baboseiras, como uma que eu queria o prender por ser rico, que eu fiz de propósito e entre tantos outros comentários maldosos, coisas que nos abalavam de início.

No começo, eu pensei que felix não aceitaria me ajudar, mas foi ao contrário, ele não saiu de perto de mim, e então pouco a pouco, aquela notícia foi nos enchendo com um sentimento novo, e a vontade boa de ser pais. Tudo aumentou quando fomos na nossa primeira ultrassom e vimos aquele feijãozinho e ouvimos - mesmo que não muito alto - o 'tum tum' do coração do nosso bebê, acho que foi a partir daquele momento em que passamos a amar aquele ser que sequer tinha nascido ainda.

Poucos meses se passaram e fizemos mais uma consulta para o pré-natal, nesse dia, nós descobrimos que estávamos grávidos de um menininha, foi especial.

Nesse meio tempo, eu diria que meu relacionamento com o alfa foi ficando sério, eu tinha sua presença, seu apoio, o seu cuidado e seu sentimento, isso era tão importante para mim quanto para o bebê. Não era fácil, gravidez na adolescência nunca deve ser visto como algo normal, muitas vezes não estamos preparados psicologicamente ou fisicamente para isso. Por sorte, eu tive o alfa, e soube lidar por cada fase de forma correta com tudo aquilo.

Então na madrugada do dia 10 de março de 2007, nossa menina nasceu, forte e saudável, e esse foi o dia mais especial da minha vida, pois no momento que eu foquei naqueles olhinhos, eu sabia que viveria e morreria por minha filha pelo resto dos meus dias.

Quem diria.

Três meses depois do seu nascimento, eu voltei a estudar, como tinha parado de estudar somente no último mês, eu consegui não perder o ano, então quando terminei, eu resolvi focar nela por enquanto. Nossa Soojin.

Quando a mesma já tinha sete meses, eu tentei uma bolsa para estudar e consegui, fazendo gastronomia, já que eu tinha vontade de ter uma cafeteria, no estilo francês e também tinha aptidão para bolos e doces, modéstia à parte.

Tudo ia bem. Meus estudos, meu relacionamento, a bebê, então anos depois - dois anos e meio -, veio a primeira decepção, o acontecimento da minha separação com felix.

Como ainda éramos novos e imaturos, felix resolveu que queria aproveitar a juventude dele, ao qual eu não me encaixava a ela. O alfa escolheu a liberdade, focar em seus estudos e trabalho, sair com os amigos e aproveitar o que não pode enquanto estava comigo desde nossa pré adolescência. De certa forma entendia, foi um pouco doloroso terminar com o garoto com quem eu era apaixonado, foi uma conversa sincera, sentimentos, realidades, falamos de pouco a pouco tudo. Então resolvemos botar um fim naquilo.

Fiquei com medo de que o alfa abandonaria nossa filha, mas foi totalmente ao contrário.

Depois de conversarmos e decidimos nos separar, terminamos um relacionamento de quatro anos. No começo foi difícil, porque eu ainda tinha sentimentos enormes pelo o alfa, entretanto eu não podia o prender a mim, ele mesmo disse que era muito jovem e queria aproveitar sua vida, e então eu lhe concedi essa liberdade.

Como Soojin era muito pequena e eu tinha medo de afetá-la, e apesar da nossa separação, felix esteve sempre por perto, nos ajudava com tudo, não deixava de nos visitar e perguntar como estávamos ou se precisávamos de algo, ele sempre foi atencioso. Foi difícil no início, as vezes dificultava na minha superação pelo mesmo, mas pouco a pouco, aquele sentimento por ele foi sumindo e resolvi focar totalmente na nossa filha.

O alfa nunca nos deixou de lado, o que me deixava tranquilo por ainda querer ao menos estar ao lado de sua filha. E assim os anos foram se passando até os dias de hoje.

Nesses 12 anos que se passaram, nesse meio tempo, ele teve seus rolos e eu os meus, mas nunca deixamos Soojin de lado, nunca brigamos, sempre que precisava, eu e ele estamos ao seu lado. Eu e felix temos um relacionamento amigável, tanto por nós mesmos, porque muito antes de termos nos envolvido, éramos amigos e, principalmente por nossa Soojin, eu não queria que minha filha vivesse ou visse um relacionamento conturbado conosco.

Claro que tínhamos nossas briguinhas em relação a Soojin, como alguns comportamentos que felix a deixava ter, já que o alfa era muito liberal, o que eu não sou, eu era mais firme com ela, principalmente no estudo, modos e até relacionamentos porém felix também era firme nesse último quesito, mas em outras coisas, nós brigávamos, não seriamente, contudo ainda sim.

Mas tudo entre nós sempre era resolvido com uma longa conversa. Entrávamos em um acordo sobre Soojin, para ela.

Bom, enfim, Hoje, eu estou sozinho em casa, já que é domingo e não trabalho nesse dia.

Eu trabalhava com negócio próprio, a minha cafeteria: Le Todd Café, semelhante às da França, ao qual eu acho encantador e aconchegante. Trabalho de segunda a sábado, das sete da manhã até quatro da tarde, exceto no sábado, que fecha ao meio dia.

Soojin pediu para passar o resto da semana no pai, já que ficou focada na própria festa e passou todo esse tempo comigo.

Enfim, esses dias sem a minha pequena será chato e entediante, mas eu sobrevivo até lá. Como sobrevivi até aqui.

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