parte 01 . 28
Após aquela turbulência, a qual teve a briga dos dois alfas na cafeteria, o restante da semana seguiu o seu fluxo.
Soojin com seus estudos, Hyunjin com seu trabalho e o alfa do mesmo jeito, claro que mais uma noite, o ômega e Felix escapuliram para mais uma saída.
— Onde está me levando? — Hyunjin questionou com as mãos entrelaçadas ao do alfa.
No dia anterior, quinta, Felix mandou uma mensagem ao ômega, o chamando para passear pela praça consigo.
E bom, o loiro não negou, porém teve que inventar uma desculpa - esfarrapada - para filha, que aparentemente aceitou, mas não acreditou no genitor.
Como era de noite, no início dela, Hyunjin optou por vestir uma roupa mais larguinha e quentinha, já que o fim de agosto estava mais próximo, consequentemente o verão.
Como combinado, ambos iriam se encontrar em uma lanchonete bem perto dali, um lugar onde, quando mais jovens, iam quase todos os dias, seja sozinhos ou com os amigos.
Após se despedir da filha, dizendo que iria chegar logo, ele foi até o carro - que deixou do lado de fora da casa, não demorando em embarcar e seguir até a praça, mas antes mandou uma mensagem ao alfa, avisando que já estava a caminho.
Não era muito longe, então foi questão de sete minutos para que chegasse, e antes que estacionasse, já podia ver o alfa o esperando.
Ainda dentro do carro, ele ajeitou os cabelos enquanto olhava no espelho, checando se algo estava fora do lugar, e depois de conferir, suspirou e saiu do veículo.
— O-Oi. — Sussurrou, praguejando-se por ter gaguejado.
Mas ele não tinha culpa, não é? Ele se comportava da mesma forma, quando mais novo, a presença do alfa o deixava tímido e ansioso.
— Por que toda vez que eu te vejo, eu te acho mais lindo? — Perguntou o alfa, deixando o ômega corado. — Ainda mais corado.
— Ya! — Exclamou sentindo o rosto esquentar e desviou o olhar do mesmo, que sorriu de lado, o puxando pelo pulso e deixando um selinho longo na curva do sorrisinho do loiro. — Vamos entrar? Eu fiz um pedido especial.
— Okay. — Ambos entraram no estabelecimento e Hyunjin não pôde deixar de se sentir nostálgico.
Aquele lugar o fazia lembrar dos encontros que tinha com o alfa ao seu lado, quase todo final de aula.
Felix era alguém rico, porém nunca foi de ostentar, e ele sempre preferia o conforto - na época, namorado - que gostava de ir a lugares simples e aconchegantes, até hoje era assim.
Os dois andaram até uma mesa vaga próximo a janela, com a vista para a rua movimentada e a praça.
Felix puxou a cadeira para o mais baixo sentar, esse que agradeceu e se acomodou, logo avistando o alfa fazer o mesmo.
— Faz tempo que eu não venho aqui. — O loiro olhou ao redor, sorrindo para algumas pessoas que o encaravam. — Não mudou nada, na verdade.
— Quando eu estou afim de comer algo mais caseiro, mas sem ser feito por mim, eu venho aqui ou peço por delivery. — Falou o moreno, encarando o ômega. — Apesar de ter sido de última hora, eu estava em mente em te trazer aqui.
— Hum... — O mesmo apoiou o queixo em uma das mãos e inclinou o rosto. — Primeiro, o piquenique, no lugar, onde tivemos nosso primeiro encontro e agora aqui. — Mordeu o lábio inferior e semicerrou os olhos. — Por acaso, está querendo me conquistar, me levando aos lugares que costumávamos irmos.
Felix abriu a boca em espanto e piscou os olhos rapidamente, fazendo o ômega o encarar confuso com a súbita expressão.
— C-Como... Como descobriu? — Pois a mão esquerda sobre a boca, ainda fingindo espanto. — Eu pensei que estava sendo claro demais, mas é você que é lento mesmo. — Comentou por fim, arrancando uma risada do ômega, que negou com a cabeça e focou sua atenção quando uma garçom se aproximou.
— Senhor Lee, o seu pedido já está pronto, devo trazer?
— Por favor. — Assentiu e Hyunjin franziu o cenho, quando o mesmo rapaz tinha um olhar diferente para Felix, porém não falou nada.
— Certo, já trago, com licença. — Sorriu, demais para o gosto do ômega. — Você já pediu? Quando chegou aqui?
— Eu fiz o pedido pelo telefone, mas acho que vai gostar. — Piscou e o mesmo deu de ombros.
— Não duvido. — Recrutou e ambos esperam a comida chegar, em silêncio, somente apreciando a companhia um do outro.
Minutos depois, o cheiro de carne assada e queijo derretido, invadiu a narina do ômega, o deixando surpreso, assim que os pratos são colocados na mesa.
Carne de porco assado, queijo derretido, frango apimentado, lula frita e arroz frito. — Felix, isso... Mas...
— Esse é o pedido especial. — Falou e sorriu aliviado ao ver os olhos do mais novo brilhando.
No final, ele acertou mais.
O ômega olhou para o alfa, ainda em choque. Tudo que o moreno pediu, era o que o mesmo sempre pedia, quando ia naquele lugar.
Até mesmo os desejos de gravidez eram saciados daquela lanchonete. — Como conseguiu? Faz tempo que deixaram de fazer. — Comentou curioso.
— Eu falei com o dono do lugar, foi um pouco difícil de convencê-lo, mas consegui no final. — Disse orgulhoso.
— Deve ter sido caro. — Murmurou.
— Não foque nisso, por favor. — Replicou e pôs sua mão sobre a dele. — Valeu a pena, só de ver sua animação. — Hyunjin sentiu o polegar do alfa acariciar as costas da sua mão e suspirou. — Vamos comer, ainda temos um passeio para fazer.
— Certo! — Exclamou e os dois começaram a comer, entre conversas banais e planos futuros.
Logo após o jantar, Felix e Hyunjin caminharam pela praça, apreciando a brisa friazinha e companhia um do outro.
O loiro sentou-se em uns dos banquinhos do balanço do parque, enquanto o alfa se pôs atrás de si, começando a empurrá-lo de forma calma e suave.
— Felix... — O ômega segurava as correntes, frias e meio enferrujadas, quando chamou atenção do moreno. — Você realmente falou sério, quando disse que usaria todas as suas armas?
— Você duvidava? — Replicou, ainda embalando. — Você me deu uma chance, então eu não poderia desperdiçá-la, certo? Eu decidi que iria te reconquistar.
— Por que?
— Não acho que é o momento certo para te falar. — Respondeu. — Mas é isso. Está arrependido?
— Não diria isso, mas curioso. — Respondeu e travou os pés no chão, levantando um pouco de poeira e olhou para o alfa, atrás de si. — Eu me sinto como se tivéssemos a quinze anos atrás, é... Um sentimento bom, na verdade.
— Eu também me sinto assim. — Concordou o alfa, que olhou para o céu, apreciando a noite. — Gosto de saber que proporciono isso a você, porém fico nervoso, pensando se é o suficiente.
— Por que não seria?
— Porque mudamos, Hyunjin. Agora estamos com 30 anos, daqui duas semanas faço 31, Soojin já está moça e daqui a pouco já fica maior de idade... — Pausou e soltou um baixo suspiro. — Quando éramos adolescente, não ligamos para detalhes, você gostava dos nossos encontros súbitos, de sairmos juntos com os meninos, hoje em dia cada um trabalha no que quer, mal tendo tempo para nos encontrarmos. — Dizia sincero ao que mirava o ômega, esse que observava atento. — Eu vim uma oportunidade de tentar o reconquistar, pois você nunca deixou de ser importante para mim, seja como amigo, pai da minha cerejinha ou...
— Ou? — Hyunjin o interrompeu e levantou-se, contornando o balanço e se aproximando do moreno.
Felix encarou as orbes acastanhadas, firme e intenso.
— Quer sorvete? — Indagou subitamente, Felix.
— Por que não?
— Okay! — O moreno voltou a pegar na mão do ômega, levando-o até a sorveteria do local. — Olá, boa noite, eu quero duas casquinha. — Pediu ao atendente. — Chocolate e... Leite ninho? — Indagou ao ômega, que assentiu. — E só cobertura de chocolate, por favor.
— Um instante. — Falou e os dois adultos aguardaram.
O garoto pegou uma massinha pálido líquida e pôs em um bandeja redonda e junto com um rodinho pequeno, espalhou e a massa, que começou a assar, depois de fechar a tampa.
Depois de dois minutos, ele tirou a massa assada e pôs num cone e rodou, até que firmasse a casquinha, em seguida indo até o freezer e pegando os sabores pedidos.
— Aqui, senhor. — Estendeu e ambos pegaram, pagando-o.
Hyunjin e Felix caminharam de volta para a praça, desta vez, sentando-se em um banco vago, aproveitando o gelato doce.
Aproveitando do silêncio, o alfa e ômega se distraíram, Hyunjin observando um casal de mulheres se beijando e Felix, o fitando fixamente, apreciando cada detalhe que o loiro tinha, desde a pintinha do finalzinho da sobrancelha, até os lábios carnudos e melados do creme branquinho.
Suspirou de modo apaixonado e bobo, antes de desviar e tomar do seu próprio sorvete. Após alguns minutos, terminaram e Lee riu ao ver a boca suja do ômega.
— Está sujo. — Alertou enquanto levava o polegar até os lábios e limpava o canto da boca alheia, enquanto fitava as orbes do Hwang.
Felix desviou os olhos para os lábios do ômega, passando o polegar - delicadamente - pela pele, levemente, rachada e rosada.
Hyunjin se arrepiou por inteiro ao sentir o dedo em sua boca e engoliu em seco, quando o alfa retirou a própria falange e lambeu a ponta do polegar.
— É docinho. — Murmurou e o loiro piscou os olhos, rapidamente, um tanto surpreso. — Hyun?
— Já está ficando tarde, é melhor irmos, não? — Questionou de súbito, fazendo o alfa sorrir, por saber que ficou afetado.
— Sim, você tem razão. — Concordou e quando o ômega virou-se para dar a volta, Lee o puxou de supetão, fazendo o mesmo se assustar e espalmar as mãos no tórax do alfa. — Você de repente ficou tristonho, esperando algo a mais?
— N-não, porque eu estaria? — Gaguejou e o alfa alargou o sorriso.
— Não sei, me diga você. — Recrutou e o mesmo tentou replicar, porém não conseguia, tanto pela aproximação e porque Lee saberia que estava esperando algo sim.
— Ah me solte e vamos embora! — Empurrou o outro, afastando-se e caminhando em passos rápidos.
— Está fugindo, por quê?
— Não estou.
— Se você diz.
E assim, terminou a noite dos adultos. De um lado, um alfa risonho e do oposto, um ômega envergonhado e levemente irritado, trazendo mais risadas ao moreno.
[...]
— Você disse festa? — Felix perguntou do outro lado da ligação.
— Sim, pai, eu posso ir? — Murmurou a adolescente, receosa.
Já estava há cinco minutos no telefone, buscando a permissão do pai para que pudesse ir na festa de aniversário do alfa que a convidou.
Os amigos a convenceram de ir, porém nenhum se habilitou para falar com seus pais, sobrando - sem novidade - para si.
— Você está bem? — Perguntou preocupado e a mesma franziu o cenho, confusa com a pergunta.
— Sim, por que?
— Você quer sair. — Recrutou e a menina riu levemente.
— Oh, isso é...
— Do que se trata? Onde é? Com quem vai? Vai ter bebidas? — Questionou rapidamente e a menina bufou. — Não bufa, Soojin, eu quero saber.
— É de uma garota do segundo ano, amiga do Taro.
— Vai ter bebidas?
— Não sei... — Murmurou e o alfa ficou alguns segundos em silêncio. — Pai?
— Você, por acaso, vai se encontrar com alguma garota? — A adolescente se engasgou com o ar ao ouvir o pai.
— N-Não. — Mentiu. — Pai, por favor, eu posso ir? Meus amigos insistiram e... Eu quero ir também. — Desconversou da pergunta, manhosa.
— Não vejo problema, sinceramente. — Disse por fim, deixando a menina mais animada. — Mas...
— Sempre tem um.
— A última palavra é do seu pai.
— Pensei que o senhor fosse o alfa. — Brincou a menina.
— Engraçadinha, quer que eu não permita?
— Eu vou falar com ele, sim? Obrigada, beijo e tchau! — Desligou, antes que o pai dissesse algo e correu para área de serviço, onde o pai ômega lavava a roupa. — Pai... — Prolongou a palavra, da forma como sempre faz, quando quer algo.
— Seu pai não permitiu? — Indagou de repente, deixando a filha confusa. — Como o senhor...
— Você acordou muito animada pra arrumar a casa, para o meu gosto. — Replicou e a mesma sorriu, como se tivesse sido pega. — Então...
— Ele disse que a última palavra é a sua. — Respondeu e o mais velho sorriu ladino.
— Do que se trata?
— Uma festa.
— Festa? Que tipo de festa?
— De aniversário.
— De quem?
— Uma amiga do Jae.
— As meninas vão?
— Sim.
— Vai ter bebidas?
— Sim. — Respondeu no automático.
— Por acaso, alguém te convidou em específico?
— Shuhua, a amiga do Shotaro, ela disse que me queria lá. — Sorriu levemente e o ômega negou.
— Então é um encontro?
— Sim, sen... Quer dizer... — Se atrapalhou e o mais velho riu. — O senhor fez de propósito.
— Às vezes, pegamos no pulo. — Piscou para a mesma, que bufou e cruzou os braços. — Você pode ir. — Falou por fim, sendo abraçado pela mesma. — Mas antes, vai fazer uma geral no seu quarto, está um chiqueiro.
— Sim, senhor, senhor! — Bateu continência e correu para o próprio quarto, logo avisando aos amigos.
스물여덟
A pequena Lee suspirou ao encarar o reflexo no espelho.
Já estava quase na hora, em que os amigos a buscarem e seguirem para a casa da alfa Shuhua.
A menina optou por usar um calça jeans skinny azul escuro de cintura alta, uma blusa de manga curta branca lisa - por dentro da calça e o cinto - e uma coturno de salto baixo preto.
Os cabelos curtos, tinha leves ondulações nas pontas, a leve maquiagem no rosto de tez bronzeadinha e o par de brincos, que fazia parte do conjunto com o colar e pulseiras.
— Você está linda, não se preocupe. — A menina se assustou ao ver o pai ômega na porta, a olhando.
— Obrigada. — Sorriu envergonhada e pegou a bolsa, colocando o celular, o lip tint, pastilhas e o presente. — Shotaro chegou?
— Não, eu só... Vim conversar. — Falou calmo e se aproximou da cama da mesma, a chamando. — Sente-se aqui.
— O que foi? Parece preocupado.
— Faz parte de ser pai. — Recrutou e engoliu em seco.
Agora ele entendia, como a mãe se sentiu ao conversar consigo, quando foi a sua primeira festa com Felix.
— Aconteceu alguma coisa?
— Você está indo na sua primeira festa... — Disse. — Está nervosa?
— Por que estaria?
— Você vai ter um encontro, não? — A menina encolheu-se e assentiu. — Eu fiquei do mesmo jeito com o seu pai.
— Ficou? — Perguntou.
— Uhum. — Sorriu, como se estivesse lembrando de algo. — Nós só éramos um ano mais velho que você.
— E como foi?
— Um tanto... Diferente, eu diria. — Respondeu. — Mas foi bom, porém não é disso que vim falar, vai saber por si só, como é ter um encontro com alguém.
— Senão é disso, é do quê? — Indagou, concentrado no loiro.
— Sobre hormônios. — A menina piscou os olhos, lentamente. — Você tem 14 anos, Soojin, a idade em que os hormônios estão a mil.
— Não entendo, pai, seja mais direto, por favor. — E de fato não entendia, a preocupação do pai em relação a isso.
— Eu estou falando de sexo, Soojin. — A de fios curtos arregalou os olhos, espantada.
— Pai, por que quer falar disso? Isso é constrangedor.
— Eu só quero que tome cuidado, sim? Não estou dizendo que vai fazer isso, mas vocês são adolescentes, irão querer saber das coisas, então eu só quero aconselhá-la. — Sorriu e ajeitou alguns fios rebeldes da filha. — Eu sei, que já ouviu isso na escola, porém devo ressaltar.
— Não precisa disso, na verdade, ainda é muito cedo. — Hyunjin riu e negou. — Não tenho vontade de fazer isso. — Murmurava, envergonhada pela conversa.
— Oh, eu também não tinha e olha só o que aconteceu?! Eu tive a menina mais linda. — Piscou para a mesma. — Filha, eu já tive sua idade, inclusive eu já namorava com seu pai.
— Eu sei de tudo isso, papai.
— Eu sei, meu amor, só que eu estou fazendo meu papel de pai, entende? O meu dever é te aconselhar e te impedir de cometer o mesmo que eu e seu pai. — Suspirou. — Você tem idade de saber o que é o certo e o que é errado, mas também tem idade para descobrir sobre si mesmo. — O ômega focou os olhos da cor de chocolate nos pretinhos da filha. — Eu só quero que tenha cuidado.
— Okay.
— Eu não sou tão conselheiro quanto sua avó, ela saberia lhe aconselhar melhor do que eu, porém quero que saiba que qualquer coisa, fale comigo ou seu pai, independente de qualquer coisa. — Segurou nas mãos da mais nova e as beijou. — Não quero que siga os nossos passos, pois não desejamos o que passamos a você.
— Eu entendo, papai, mas acredite, no momento, eu não penso nisso, de verdade. — Disse calma. — Eu só irei na festa e conversaremos, e se rolar alguma coisa, será no máximo um beijo... Meu Deus, pai, e se ela quiser me beijar? Eu não sei beijar, nem mesmo dei uma bitoquinha! — Exclamou, dando um pulo da cama, repentinamente nervosa. — O que eu faço?
— Só relaxe, meu amor, não fique nervosa e aproveite sua festa. — Beijou a bochecha corada pelo o blush e ambos ouviram a buzina do lado de fora. — Qualquer coisa, me ligue.
— Certo, papai, beijo! — Mandou enquanto corria para fora do quarto, deixando o ômega rindo. — Estarei em casa antes das onze. — Falou, já passando pelo o portão e abrindo a porta de trás do carro.
Shotaro, no banco da frente acenou, sendo retribuído.
— Tome conta da minha bebê, Shotaro, ou eu te caçarei. — Disse em meio ao sorriso.
— Pai!
— E você, mocinha, se eu souber que bebeu... Não queira saber, o que vai te acontecer. — Disse sério, fazendo a adolescente arregalar os olhos. — Se divirtam!
[...]
Soojin olhou ao redor da casa, admirada.
Havia acabado de chegar junto com os amigos e o local estava cheio.
Ela pode reconhecer alguns alunos da escola, a grande maioria dos segundos e terceiros anos, mas também tinham muitos desconhecidos, provavelmente os familiares de Shuhua.
A mesma estava tão absorta na decoração preto e dourado que não se deu conta do alfa que a convidou se aproximando.
— Você veio! — Exclamou, a assustando. — Foi mal. — Sorriu e Soojin abaixou a cabeça, um tanto acanhada. — Você está linda! — Elogiou.
— Obrigada. — Agradeceu e o encarou. — Você também não está nada mal. — Recrutou e a mesma acenou.
— Vocês também estão bonitas, meninas. — Também elogiou Jisoo e Ryujin, que assentiram e agradeceram pelo elogio. — Você, tá o mesmo de sempre, Shotaro.
— Vai se catar. — O alfa revirou os olhos, mas logo trocaram um aperto de mão.
— Parabéns, Shuhua. — Soojin desejou e tirou a lembrancinha que comprou. — É simples, mas espero que goste.
— Sua presença, já é um presente. — Replicou e a ômega piscou repetidamente e riu em seguida. — Foi brega, não foi?
— Sim. — Concordou e a alfa negou com a cabeça. — Vamos? Eu tenho que apresentar suas amigas as minhas.
— Opa, já estava na hora em! — Jisoo exclamou. — Depois que nos apresentar as gatinhas, você pode paquerar nossa amiga, okay?
— Jisoo! — A adolescente a repreendeu, fazendo todos rirem.
— Okay, vamos! — Shuhua segurou na mão da ômega e a puxou. — Aliás, Shotaro, eu tenho um amigo para você também. Sungchan.
— Uh? — Perguntou assustado e as meninas riram.
[...]
Soojin se enturmou rápido, não só ela, mas todo o quarteto.
Jisoo conversava com um garoto ômega.
Ryujin com uma beta.
E Shotaro com um ômega, o tal Sungchan.
A pequena Lee observava com cuidado os amigos, mesmo sendo a mais nova - por meses - estava atenta a tudo, era o seu instinto falando por si.
Soojin ao mesmo tempo que era a bagunceira da turma, por vezes agia com a mãe, é o seu jeito de deixar claro que seus amigos são importantes.
— Confesso que não estava botando tanta fé que viria, sabe? — Voltou seu olhar para a alfa.
Ambos estavam tomando refrigerante enquanto conversavam, um pouco longe dos amigos e familiares.
— Foi muita insistência, acredite. — Riu levemente e tomou um gole do refrigerante.
— Devo agradecer às suas amigas?
— Acho que sim. — Também brincou e ambos riram.
— Para falar a verdade, eu estava ansiosa para te ver. — Confessou.
— Você é bem direta, não é?
— Não costumo lerdar tanto, se eu quero algo, eu vou atrás. — Piscou para a mesma e a menina sorriu acanhada, mas quando estava prestes a falar algo, a mesma viu Miyeon, se aproximando.
— Você me superou bem rápido, Soojin...
A ômega ficou tensa com a aproximação repentina e não evitou de mostrar.
— E logo alguém do segundo? Uau, bem que dizem que as mais santas são as mais safadas. — Voltou a falar, sarcástica. — Ainda bem que não fiquei com você, vai lá se eu contraísse alguma doença.
A última coisa que foi ouvido pelo o local, foi o estalo da mão na face da alfa. Todos, por um momento, pararam e olharam na direção dos três.
Soojin, tinha a batido.
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