inícios das férias 1.6
Hyunjin guardava as malas no carro com a ajuda da filha e do alfa. Sim, Felix, também iria a viagem com os dois ômegas.
Semanas atrás, Soojin perguntou ao pai se podia levar Felix, claro que o mais velho estranhou o pedido, mas depois de pensar, ele decidiu que seria bom que o alfa fosse, só não sabe se pela filha, por si ou pelos os dois também. Gostaria de testar e passar mais tempo com o alfa para entender o que estava acontecendo, distantes, ele nunca iria descobrir.
Na cafeteria, Seungcheol nos primeiros dias não voltou a perturbar, porém não durou muito tempo essa ausência e ele foi até o trabalho do ômega em um dia tranquilo na semana e assim foi evitado por Hyunjin, ele até tentou puxar conversa e se desculpar, mas não foi ouvido.
Nessa mesma semana, Hyunjin falou com Felix - por mensagem -, falando do que a filha propôs, o alfa no início não respondeu se iria ou não, contudo dois dias atrás, Soojin recebeu uma mensagem do pai alfa, a afirmando que iria a viagem, mas por ela.
Ontem foi o último dia de aula para Soojin, na quarta-feira, e hoje, sexta de manhã, os três acordaram bem cedo para poder chegar na fazenda dos progenitores do ômega.
Ambos iriam de carro até o aeroporto e de lá, pegariam o voo para Daegu, o que demorava poucas horas, no máximo duas horas ou menos. E assim foi feito.
- Não estão esquecendo de nada? - Felix perguntou, após fechar o porta-malas.
- Acho que não, está tudo aqui. - Hyunjin respondeu calmo.
- Aqui também, eu revisei tudo ontem a noite. - Soojin também respondeu ao pai. - E o senhor?
- Você pensa que está falando com quem? - O alfa pôs as mãos na cintura e encarou a filha, debochado. - Se eu esqueci, com certeza, só irei lembrar quando estivermos longe o suficiente. - Os três acabaram rindo da fala alheia.
- Ótimo, então vamos logo, conhecendo o senhor e senhora Hwang, é bem capaz que já estejam nos esperando, antes mesmo de embarcarmos no avião. - Hyunjin comentou e seguiu até o banco do motorista.
Todos vestiam roupas confortáveis e friazinhas. O ômega vestia bermuda jeans, blusa de manga curta azul claro e sandália, já Soojin usava um macaquito floral de malha e rasteirinha, e o alfa trajava regata, bermuda moletom, mocassim, boné e óculos escuros.
Felix abriu a porta traseira, mas antes que pudesse entrar, Soojin o empurrou e se jogou, o impedindo.
- A regra é... Eu fico atrás sozinha. - Ditou a menina com um riso largo e o alfa revirou os olhos.
- Menina chata, a quem ela puxou mesmo? - Resmungou abrindo a porta da frente.
- Você. - Os dois ômegas responderam ao mesmo tempo. - Você é o mais chato de todos nós.
- É melhor nós irmos ou não vai querer ouvir de mim, o quão é chata e olha que tenho uma lista extensa. - Ditou enquanto colocava o cinto de segurança. - Quer que eu diga a Hyunjin sobre suas artimanhas?
- Não, obrigada pai! - Hyunjin riu e acelerou o carro. - Sabe que eu te amo né?
- Que artimanhas? - Hyunjin perguntou curioso ao mesmo tempo que Yang respondeu a filha em seguida.
- Que coincidência, você só me ama quando quer alguma coisa ou quando não quer que eu fale para seu pai sobre você ser uma garota de boca suja, encrenqueira e que adora comer besteira de madrugada.
- Pai! - Soojin falou chocada com a audácia do pai alfa. - Você também faz isso tudo! Hyunjin negou com a cabeça rindo ao ver pai e filha queixar-se um do outro.
- Okay, okay, já deu. - Hyunjin interrompeu a briguinha dos dois, rindo.
- Pai, foi ele que começou.
- Quem foi que me chamou de chato mesmo? - Lee apontou para a filha.
- Mas o senhor é mesmo! - Exclamou a garota. - E outra, o papai concordou.
- Seu papai também é chato.
- Ya! - Hyunjin bateu no braço do alfa. - Eu não sou chato. - Falou firme, fazendo bico, o alfa e a filha o encararem quietos. - O quê? Eu sou legal, tá?!
- Que tal uma música? - Felix desconversou com uma indagação, já com a mão no rádio do carro, porém o ômega bateu na sua mão, fazendo os outros dois rirem.
- Francamente... - Murmurou o ômega.
열여섯
Quase meio dia, os três chegaram na fazenda dos Hwang. De avião, o percurso da capital até o estado de Daegu, durou cerca de 40 minutos, do aeroporto, eles pegaram um táxi e foi uma hora e meia de viagem, já que a chácara da família do ômega, era afastada da civilização.
Dessa vez, lee que pagou ao taxista, então depois de estacionar, o primeiro a sair do automóvel foi Soojin, que pulou no colo dos avós, os abraçando animadas.
Hyunjin e Felix foram até o porta-malas e tiraram as maletas com pressa, agradecendo ao motorista, que saiu em seguida.
- Ai, vovó, eu já pedi desculpas. - Os pais da garota a ouviram reclamar.
- Mãe. Pai. - Hyunjin os chamou, sorrindo ao se aproximar e os abraçar rapidamente. - Estão quentinhos... Por acaso, não estão esperando desde cedo, não é?
- Por que pergunta, se já sabe a resposta. - O senhor Hwang recrutou ranzinza, mas logo sorriu. - Que saudades, eu estava do meu bebê. - Apertou o ômega entre seus braços.
- Solte-o, seu velho, eu também quero abraçar meu filho, fui eu que o carreguei durante nove meses e ainda senti a pior dor do mundo. - A mulher disse divertida e o marido revirou os olhos.
- A mesma justificativa de sempre. - O mais velho bufou e cruzou os braços. - Mas não esqueça que ele saiu de mim primeiro.
- Pai, por favor. - Hyunjin falou envergonhado.
Nenhum dos senhores havia percebido o ex-genro, o fazendo se sentir um pouco amuado.
- Pouco me importo, eu que senti a dor, então ele é mais meu do que seu. - Recrutou a mulher.
- Oras, sua velh...
- Nada do que falamos será resposta para eles, senhor Hwang. - Felix falou, pela primeira vez, trazendo a atenção de todos para si. - Olá, senhor e senhora Hwang. - Cumprimentou, mas não houve resposta.
Os mais velhos estavam surpresos ao ver o alfa ali, mas não tinha hostilidade da parte deles, além do real choque apenas.
- Felix? Menino Felix? - Dakho, pai de Hyunjin, perguntou em espanto.
- Sim, senhor. - Sorriu levemente e se assustou, quando o mesmo se aproximou e o abraçou, feliz.
- Uau, menino lee, você cresceu mais ainda! - Exclamou o encarando animado. - Está maior, mais forte... Um pouco, muito, não sei dizer, mas fico feliz em te ver.
- O que ele está fazendo aqui? - A senhora Hwang indagou ao filho, porém não notou o tom alto.
- Eu pedi para ele vir conosco, vovó. - Soojin respondeu. - Algum problema?
- Não, querida, só estou confusa... - Disse olhando para o filho, na última frase. - Mas fico feliz de o ver. É um verdadeiro homem, diferente do menino de anos atrás.
- 30 anos, senhora Hwang, já estou ficando velho. - Brincou Felix, que a cumprimentou com um leve abraço. - A senhora continua bonita, como sempre.
- Não me bajule, seu descarado, eu sei que estou cheio de pé de galinha no rosto. - Recrutou sorrindo.
- Não exagere, dona Taehee, só tens 50 anos. - Disse gentil, como sempre fora.
- Okay, vamos parar por aqui, esse papo já está me deixando triste. - Disse a senhora, rindo em seguida do que disse.
- É vamos logo, entrem! - Dakho falou, os chamando. - Minha ilustre sogra está nos esperando. - O mais velho fez careta ao mencionar a sogra, mas todos sabiam que era só implicância dele, pois não existe um genro melhor que ele. - Soojin, meu bebê, está mais magra... Não está fazendo aquelas dietas da internet, não é? Porque se estiver... Ai Ai, tenho pena de você.
- É sério que está falando isso para mim, vovô? Justo eu, sua neta favorita.
- Você é minha única neta. - A lembrou do fato.
- Sei... Acha mesmo que eu não sei que o senhor está de chamego com o filho do seu sobrinho? Até o chamou de seu neto. - O mais velho olhou para a adolescente, confuso, e todos ao redor riram da manha da menina. - Se o senhor ainda me quiser como neta, acho bom não dar trela para outros, ou eu te deserdo como meu avô e só fico com o vovô lee.
A verdade é que Soojin era ciumenta, seja com os pais, avós, amigos e até objetos, mesmo que fosse disfarçada com um tom brincalhão, tinha um fundo de verdade, isso ela tinha puxado de Felix, não tinha dúvidas, pois o alfa tinha a mesma ideia.
- Eu fui ameaçado agora? Deus me livre. - Disse balançando a cabeça, tirando um risada da neta. - Chega de papo e vamos entrar, o almoço já será servido, só estávamos esperando vocês.
Felix já havia ido - muitas vezes - na casa dos mais velhos, porém diferente de anos atrás, a residência estava maior. Uma pequena área com um balanço na frente, uma mesa com quatro cadeiras, alguns jarros com flores enfeitando, era simples e aconchegante.
Entrando na morada, Felix percebeu que a parte interna continuava a mesma, os mesmo móveis conservados e feitas de madeiras puras. Dois sofás - um de três lugares e um de dois - na sala, a televisão em cima de um rack, um rádio antigo, uma lareira feita de pedras, as paredes pintadas de bege e branco, juntos com quadros dos familiares pregadas. Foto do filho: bebê, criança, adolescente, se formando e grávido. Também tinha fotos da neta, deles todos juntos, dos pais do mesmo, da avó do Hwang, até mesmo do alfa Felix, eles tinham. Uma foto, da época que ele e Hyunjin ainda estavam juntos, com o ômega gestante de sete meses.
- Oi, vovó! - Felix tirou sua atenção do porta-retrato ao ouvir Hyunjin falar com a bisavó, essa que saía da cozinha. - Há quanto tempo!
- Larga de ser exagerado, eu te vi no começo do ano, no aniversário da sua cria. - Replicou a senhora.
A senhora Hwang Eun, 74 anos, era diferente de muitos avós por aí. Digamos que era uma eterna adolescente, sem papas na língua, desbocada e um tanto tarada.
- Opa, opa, quem é essa belezinha? - Felix a encarou, confuso, quando a mesma se aproximou o olhando dos pés à cabeça.
Dona Eun, era uma ômega baixinha e rechonchuda, o que a deixava fofa, a típica vovó que dava vontade de reinar, porém sua personalidade era extravagante, mas não era um problema para os familiares que a conheciam tão bem.
- Por que não me avisaram que iria vir um pedaço de mal caminho a minha casa? - Comentou encarando o mesmo, esse que mordeu o lábio tentando não rir da mesma. - Eu teria me arrumado melhor.
- Vovó, por favor. - Hyunjin disse, negando com a cabeça.
- É seu namorado, Jinnie? Devo admitir, ele é um homão, mas eu ainda prefiro o nosso menino Felix, ele é demais. - Comentou, deixando o ômega desconfortável, assim como Felix. - Aliás, como vai o seu pai, querida? - Perguntou a bisneta. - Falando nisso, você está cada vez mais bonita, mas não acha que está muito magrinha? Quem foi o estúpido que mexeu com sua cabeça? Quer saber, deixe pra lá, eu irei te entupir de comida mesmo. - O jeito espontâneo da mulher, ainda deixava os mais novos confusos, mas nada que uns dias seja o suficiente para se acostumar com a presença da ômega de 74 anos. - Filho, você não me respondeu? É seu namorado?
- Vó!
- E você rapaz? Qual é o seu nome? Quantos anos tem? Mora em Seul? Trabalha em quê? Tem filhos? E seus pais?
- Creio que eu não tenha mudado tanto assim para não me reconhecer, dona Eun. - Felix a interrompeu.
- Uh? Como sabe meu nome? Por acaso... - A mesma olhou fixamente para o alfa e depois afastou-se surpresa. - Você é... - Colocou a mão na boca, chamando atenção de todos a si. - Você, por algum acaso, é alguém que fiquei? - Todos a olharam em silêncio, antes de o senhor Hwang rir e negar.
- Onde que alguém jovem como ele vai querer ficar com uma idosa que nem você, minha sogrinha desmiolada?! - Dakho falou.
- E por que não ficaria? Eu sou linda e sou muito jovem sim, meu genro de araque.
- Bisa, esse é meu pai, Lee Felix - Soojin a interrompeu, rindo e a mais velha a olhou.
- Impossível! Seu pai era magro, cheio de espinha e dentuço, esse homem elegante... Tsc!
- Mas é a verdade, vovó, esse é Felix. - Hyunjin confirmou. - E Felix não era assim, a senhora está falando do namorado da sua outra neta. Taeyeon.
- Ah é mesmo. - Disse pensativa e voltou a encarar o alfa. - Você não me parece o menino Lee... Me responda... Qual é a minha fruta preferida?
- Morango. - Respondeu rapidamente.
- Acho que fui óbvia demais... Outra! - Os pais de Hyunjin, o ômega e a filha olharam para os dois.
Eles não sabiam se riam da brincadeira da mais velha e ou de Felix.
- Ah droga, eu não me lembro de nada, mas... Você cresceu tanto, menino lixie! - A mulher sorriu e abraçou o corpo musculoso e alto do garoto. - Precisava ver sua cara. - Riu e olhou para os netos. - Vamos comer? Quero pôr os papos em dias.
- Claro, nós só iremos colocar nossas malas no quarto.
- Faça isso, querido! - Taehee disse para o filho. - Depois conversamos sobre as dormidas.
Dito e feito, os três foram em direção ao corredor que os levaria para o quarto, deixando as malas no antigo quarto de Hyunjin, logo após voltando para almoçar e conversar sobre os dias que ficariam ali e suas vidas na agitada Seul.
Foi uma boa recepção, apesar do alfa - no início - achar que não era uma boa ideia, o que foi um peso na sua decisão, pois fazia uma década que não via os pais do ômega - com exceção do dia da festa do aniversário da filha, mas foi só de longe, pois o mesmo não sentia-se tanto da família para interagir. Vergonha talvez? -, contudo foi melhor do que esperava.
Eles o receberam bem, o elogiaram, brincaram consigo, o que deixou-o mais aliviado.
Após o almoço, Hyunjin, Felix e Soojin foram para seus respectivos quartos. Soojin dormiria com Hyunjin, sobrando um cômodo para o alfa dormir, então arrumaram suas coisas e o restante da tarde, foi tranquilo.
Eles aproveitaram bem a estadia na fazenda antes de irem para a segunda parte das férias.
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