extra 11 . epilogo pt2
O barulho da família do ômega era incômodo para Felix, não só para ele, mas até os gêmeos pareciam inquietos. Era pouco mais de dez e meia da noite, então os mais próximos já se encontravam na casa dos sogros, já que a matriarca da família Hwang morava com a filha mais velha e a genra.
Ao longe, o alfa observava a filha e o namorado com Soo e Yoo no colo enquanto apresentavam aos familiares do pai ômega. O mais novo estava em um canto mais afastado dos convidados, contudo de olhos atentos nos filhos e no esposo. Felix estava vestido de modo simples. Uma calça social de cintura alta na cor branca, uma camisa de manga média na cor vinho, sandália de couro preta e o cabelo jogado para trás, deixando todo seu rosto à mostra.
— Odeio minhas primas. — O alfa sorriu ladino ao ouvir a voz baixa e enciumada do esposo ao seu lado. — Elas ficam te comendo com os olhos!
— O que eu posso fazer? Elas têm bom gosto. — Retrucou brincalhão ao abraçar a cintura fina do mesmo.
— E você gosta de chamar atenção né?! — O dono de aroma cítrico beliscou o braço do marido, esse que mordeu o lábio inferior sorrindo.
— Eu até gosto, mas não delas. — Falou, dessa vez, puxando-o para sua frente, entrelaçando suas próprias mãos atrás da costas de Hyunjin. — Gosto de deixar meu ômega doido por mim.
— Até vestido de saco de lixo, eu seria louco por você. — Disse revirando os olhos.
— Adoro seu jeitinho ciumento, Lee Hyunjin. — O alfa disse baixinho no ouvido do menor. — Podemos resolver isso lá em cima, uh? — Continuou sorrindo contra a tez natural do esposo, aproveitando para deixar uma aperto na cintura que tanto gostava.
O ômega afastou-se do marido, soltando um suspiro aliviado e olhou ao redor.
— Estou com um pouco de calor, que coisa. — Murmurou se abanando. Vendo a distração do seu ômega, Lee aproveitou para apreciá-lo mais uma vez.
De todo o jeito, seu Hyunjin era lindo!
O mesmo vestia calça jeans de lavagem média, uma blusa por dentro - destacando a cinturinha e a bunda empinada - de cor preta e manga curta. De calçado, ele optou por tênis básico. Estava simples, casual e o estilo que usa quase sempre, porém só a beleza do ômega chamava atenção o suficiente e Felix era completamente bobo apaixonado pelo seu esposo.
Lee puxou o ômega novamente, segurando na base da nuca e o beijando. Se importava se estavam em meio há muitos convidados? Nenhum pouco. Hyunjin segurou nos braços do marido - que os tinha ao redor de seu tronco - retribuindo o beijo. O ósculo era terno, somente um movimento sutil de lábios, sem presença de língua ou malícia extrema, contudo o casal sabia que seus corpos gostariam de mais.
Porque era sempre assim.
— Vão para o quarto, seus desaforados. — O casal se assustou com a fala súbita e encararam Eun. — Aquela fofoqueira da sua tia está incomodada com vocês dois se beijando. — A velha revirou os olhos. — A inveja pisca naquela mulher, credo.
— Vó, ela é sua filha. — Comentou ainda sendo abraçado pelo seu alfa.
— Por isso que digo isso, ora essa, eu conheço a peçonhenta da minha filha mais nova. — Retrucou bebendo uma taça de vinho. — Ela tem raiva de sua mãe, porque ela não depende do marido e é inteligente.
— Inteligente? — Felix perguntou confuso.
— O marido de Taejin sempre quis menino, mas como pode ver... — A mulher de 75 anos apontou na direção da filha mais nova, sem se preocupar se estava sendo mal educada. — Só têm meninas.
— Por isso ela não gosta do meu esposo?
— Taehee deu de primeira um menino para Dakho, mas ele nunca se preocupou com esse negócio de sexo. — Falou terminando de beber todo o líquido vermelho da taça. — Meu neto preferido, digo mesmo, é alguém já feito. — Eun sorriu para o neto, esse que retribuiu amoroso. — Tem graduação, dono do próprio negócio, tem a própria casa, é muito bem casado e tem a própria família.
Felix sorriu ladino para avó e neto, pois podiam se notar o orgulho da mais velha e o amor do ômega pela a matriarca.
— Hyunjin é um homem completo, mas as filhas delas? Vão fazer quase 30 anos e a única coisa que querem da vida é encontrar um ricaço para sustentá-las. — Rolou os olhos em deboche. — A única coisa que a cobra da minha filha se orgulha é que as filhas delas não engravidaram aos 16 anos. — Disse olhando os mais novos. — O que cá entre nós... — A mesma olhou para os lados e aproximou o rosto do neto e genro. — Ela acha que as filhas são virgens. — Riu Kim Eun, achando divertida a conversa. — Virgem sou eu depois que meu velho morreu.
Os três riram abertamente da mulher. Aquela velha era incrível.
— Eu vou deixá-los a sós. — Piscou, já se afastando, porém a mulher parou e voltou a olhar para Felix e Hyunjin. — Se eu fosse vocês, eu iria aproveitar que todos estão conversando e subiria. — Ela disse maliciosa, deixando o neto com o rosto corado, mas sorrindo. — Eu dou cobertura.
Felix negou em silêncio e Hyunjin acompanhou o gesto. Sua avó é uma peça.
— Eu gosto da ideia. — O alfa comentou baixo e o ômega cerrou os olhos para ele. — Me lembra o começo do nosso namoro.
— Te aquieta. — Mandou, quando sentiu uma das mãos do alfa ir para o seu quadril e puxando em direção ao seu corpo, grudando sua bunda na pélvis do maior.
— Estou quieto. — Provocou e o ômega cerrou os olhos na sua direção.
— Sei.
Hyunjin e Felix ficaram abraçados, observando as pessoas da pequena festa e comentando sobre o que fariam no aniversário do ômega ou no ano novo, isso até Soojin junto de Shuhua trazerem os meninos.
— Acho que já estão com fome. — Disse a filha mais velha do casal, já entregando Soobin para o pai alfa. — E com sono também.
— Eles ficaram muito tempo despertos. — Lee comentou segurando o alfa de aroma de laranja, sorrindo para a filha. — Pode deixar com a gente, vão descansar e relaxar.
— Eu quero é comer, sinceramente. — a namorada de Soojin falou, abraçando-a pelos ombros. — Falta pouco, então eu aguento.
— Obrigado por ficarem com eles. — Hyunjin agradeceu com Yoobin deitado em seu ombro. — Eles estão cansados, porque não dormiram à tarde.
— Nós vamos subir. — Falou Lee. — Qualquer coisa estamos lá em cima.
— Tchau, meus gorduchos. — A ômega, dona do aroma de cereja, afinou a voz falando com os irmãos. — Vou roubar comida, licença. — Pediu e saiu, levando o alfa consigo.
O casal foram para o quarto, dando curtas respostas aos convidados.
— Vai dar de mamar ou quer que eu faça o mingau? — Felix perguntou, já dentro do quarto.
— Tem muita gente, então vou dar o peito. — Respondeu, sentando-se na cama. — Só vamos trocar essas roupas.
Sem demora, o alfa e ômega tiraram as roupas dos filhos, substituindo-os por macacões de dormir, meia e touca, já que estava frio. Logo depois de vesti-los, o pai ômega deu mamar ao Yoobin - esse que adormeceu em questão de minutos - e em seguida para o gêmeo mais velho por minutos, Soobin.
Após ajeitá-los sobre o colchão, Hyunjin sentiu seu corpo ser abraçado e sorriu com o beijo no pescoço.
— Tão cheiroso. — Elogiou. — Quer namorar um pouco, antes de voltarmos? — Perguntou sugestivo.
— Devemos? — Retrucou ao que se virava para o alfa, sem desfazer do abraço, mas aproveitando para rodear a nuca do marido com os próprios braços..
— Bom... Ao menos um beijo, eu aceito. — Respondeu e o dono de aroma cítrico adoçado sorriu, ficando nas pontas dos pés e beijando-o.
— Pronto. — Disse após, somente, colar os lábios aos do alfa em um selinho.
— Assim não vale, não aceito! — Felix apertou a cintura delgada, grudando seus corpos. — Quero um de verdade.
— Foi de mentira?
— Você entendeu, amor. — Replicou Lee, revirando os olhos e fazendo com que o esposo risse de sua expressão.
O ômega acariciou a mandíbula do alfa, observando cada detalhe do rosto maduro. Era completamente apaixonado pelo o marido, desde os olhos levemente redondos e escuros até a pintinha abaixo do lábio inferior.
— Adoro sua pintinha. — Confessou, dentre muitas outras vezes, e selou ali.
— Sobe mais um pouquinho. — Murmurou e Hyunjin beijou os lábios da cor de pêssego e macio, entre um sorriso.
Felix segurou na nuca do maior - quando este tentou se afastar - e suspirou contra a boca carnuda, antes de passar a movimentar os lábios. O beijo era simples, mas amoroso. Hyunjin abraçou o tronco alheio, dando passagem para que o ósculo se tornasse mais intenso.
E foi o que aconteceu.
Quando as línguas se tocaram, aquela explosão de sensações inundaram suas mentes e corpos. Era sempre a mesma sensação de quando mais novos... O coração acelerava, as mãos buscavam mais contato, a boca pedia por mais daqueles movimentos sutis e os suspiros diziam por si o quão eles gostavam e queriam prolongar aquele momento entre eles.
— Lixie. — O dono de aroma cítrico chamou baixinho, quebrando o beijo e o afastando minimamente. — Os meninos estão dormindo. — resmungou já entregue nas carícias.
— É só não fazer muito barulho. — Sussurrou rente a boca carnudinha.
— Amor. — Disse dengoso ao que tinha a cintura apertada pelas mãos ossudas.
— Só um pouquinho, uh? — Hyunjin tinha os olhos fechados e a cabeça inclinada enquanto recebia beijos na região, arrepiando-se completamente pela sensibilidade.
Felix e Hyunjin andavam em direção a cama, de olhos fechados e sorrindo entre o ósculo curto. O alfa parou assim que sentiu a cama atrás de si e sentou-se na beirada do colchão, trazendo o ômega consigo.
O antigo Hwang separou as bocas ao que sentava sobre as coxas fartas do alfa, com um perna de cada lado do quadril.
— Não deveríamos está fazendo isso. — Murmurou para o marido, esse que distribuía beijos pela tez acobreada do esposo. — Principalmente com os meninos aqui. — Ao mesmo tempo que o menor queria aproveitar do momento íntimo com o marido, ele também pensava nos gêmeos dormindo no mesmo quarto.
— Eu te disse: é só não fazer barulho. — Retrucou e segurou com firmeza na nuca do seu ômega. — Não vamos demorar. — Afirmou e logo o beijou novamente.
Hyunjin retribuiu o beijo. Voraz e intenso. Uma das mãos ossudas e macias no seu pescoço e a outra apertava uma das coxas enquanto o ósculo se aprofundava cada vez mais. O ômega - inconscientemente - começou a rebolar lentamente sobre o colo do alfa, sussurrando alguma coisa em relação ao cheiro natural do mais novo e sobre estar sentindo sua lubrificação dar sinal.
Pode-se passar anos e Hyunjin sempre sentiria o mesmo desejo sobre o marido. A vontade insaciável de ser dele, de senti-lo dentro de si, de ouvir os baixos gemidos e os xingamentos ao pé do ouvido, ou até mesmo os elogios deixavam suas pernas bambas.
Felix em um movimento ágil e calmo mudou as posições de ambos, agora tendo o alfa por cima. O mais novo soltou dos lábios finos e da cor de pêssego ofegante e encarou as orbes escuras, sorrindo fraquinho quando o marido sorriu na sua direção, antes de se levantar da cama e caminhar até a porta, trancando-a, aproveitando para apagar a iluminação do cômodo e em seguida voltando para o ômega.
— Isso me lembra os velhos tempos. — Comentou ao que tirava a própria blusa, colocando de lado e continuando seu caminho até o esposo.
— Você fala como se fossemos velhos. — Falou o ômega para o marido.
Hyunjin passou a língua por entre os lábios, quando o alfa subiu na cama e o mais velho separou suas pernas à espera do marido se encaixar entre elas, o que não tardou a acontecer.
— Seremos breves, bebê, ou a sua família vem nos procurar. — Murmurou rente a boca carnudinha, vendo os olhos do ômega se fecharem minimamente.
Felix iniciou os beijos pelo mediano queixo, aproveitando para sentir o aroma tão delicioso e doce que tanto amava, desde mais jovem. O alfa deixou leves mordidas ali, ouvindo os suspiros baixinhos que o outro soltava.
— Lixie, por favor. — Pediu dengoso, abraçando os ombros largos do mais novo e buscando seus lábios, novamente.
Hyunjin prendeu as pernas fartas e cobertas pela calça sobre a cintura fina, ansiando sentir a ereção do marido sobre a sua. O mesmo fechou os olhos, passando a mexer o quadril em um vai e vem devagar, como se quisesse prolongar as sensações do seu corpo colado ao do seu alfa.
Seus aromas já se encontravam alterados, suas respirações seguiam o mesmo rumo e seus desejos aumentavam cada vez mais. Aquele ambiente quase silencioso, a luz que vinha da janela e a leve adrenalina de que a qualquer momento algum familiar iria os procurá-los... Os deixavam afoitos.
O antigo Hwang teve sua pele - entre a clavícula e o pescoço, onde continha a marca - sugada e gemeu rente ao ouvido do alfa, tendo a cintura apertada.
— Tão cheiroso. — Sussurrou o menor, sorrindo pequeno, antes de deixar sua boca da pele acobreada e começar a desabotoar a calça que o esposo vestia. Foi prático e ágil, não poderiam demorar, por dois motivos: seus filhos dormindo no mesmo quarto e a ceia de natal que aconteceria em menos de duas horas.
O aroma de morango e coco preenchiam o quarto, trazendo suspiros deleitosos ao alfa, assim como o cheiro de menta e chocolate trazia arrepios e fazia seu corpo esquentar cada vez mais.
Felix parou para observar o corpo completamente nu e lindo. Não existia outro ser mais lindo do que seu ômega. Hyunjin sentiu-se tímido com o olhar que recebia, mas sorriu mesmo assim. Ambos estavam há mais de meia hora dentro do quarto, provavelmente os convidados ou até mesmo a família estariam se perguntando porque do sumiço do ômega de aroma cítrico.
A lubrificação natural expelia da entrada do ômega, mostrando sua total excitação por aquele momento. Felix mordeu o lábio inferior ao ver a pulsação da entrada rósea - como se o chamasse para o satisfazer o quanto antes - e sem aviso prévio o alfa beijou aquele ponto pulsante, fazendo o ômega se assustar e soltar um gemido alto e surpreso.
Felix riu levemente contra a bunda redonda e definida do ômega, o vendo se contorcer com novo beijo que recebia na região. O mais novo segurou nas panturrilhas do mais velho, sentindo o cheiro do hidratante corporal e as suspendeu sobre seus ombros, deixando o ômega mais exposto.
Hyunjin fechou os olhos com força ao sentir a língua penetrar levemente na região sensível e não conseguiu segurar outro gemido, fazendo que com a mão desocupada ficasse em frente a boca para abafar os sons que saíam. O alfa trabalhou ali, sentindo mais uma vez o gosto agridoce do líquido levemente pastoso e transparente.
O ômega se contorcia na cama. Sua testa, pescoço e tronco suavam, os lábios sendo maltratados com as mordidas que dava no intuito de ser discreto e não acordar os filhos. Sua vista embaçada, assim como pontinhos brilhantes flutuavam, o corpo tremia com as sugadas que recebia lá embaixo e a respiração arquejante.
Tudo aquilo aumentava sua vontade de ser fodido... Mais forte.
Os lábios finos do alfa beijavam a carne, a língua entrava e saía, a saliva misturada ao lubrificante que ejetava trazia um gosto agradável ao paladar.
— Amor. — Hyunjin chamou entre um gemido desesperado, tendo os olhos tão negros e com desejo explícito neles, encarando-o. Seu corpo parecia formigar, seu ventre se contorcia com aproximação de um orgasmo, mas ele não queria gozar com o alfa fora de si, então chamou-o antes que não aguentasse mais. — Amor, por favor. — Chamou mais uma vez, quando este não pararia que estava fazendo em si. — Lixie, eu quero gozar com v... Deus! — Sua coluna arqueou quando, dessa vez, dois dedos o invadiram sem aviso prévio.
— Não coloque o nome dele em vão, Hyunjin! — Brigou, antes de sorrir arteiro e passar a movimentar os dedos no ômega, esse que parecia mais ofegante que minutos atrás.
— Cretino. — Disse de olhos fechados ao que era penetrado com os dedos grossos e médios do marido. — Eu não quero gozar assim, Felix. — Tentou soar firme nas palavras, mas seu próprio corpo parecia ter vida própria.
Felix após deixar um último selinho na entrada do esposo, subiu seu tronco - ainda com os dedos enfiados no ânus do ômega e beijou. O mais velho retribuiu afoito, levando ambas as mãos na direção dos cabelos escuros e levemente úmidos do suor que os dois corpos produziam.
O beijo estava intenso, cheio de intenções e quente. As línguas trabalhavam com gosto, chupando uma a outra, o gosto agridoce dos lábios e língua do alfa se misturava com o champanhe que o ômega tomou mais cedo. O quarto parecia menor e mais quente, nem o frio do lado de fora acalmava aquela quantidade de hormônios e desejos que ambos sentiam.
Precisavam de mais.
O alfa precisava entrar no seu ômega.
O ômega precisava sentir seu alfa.
E com esse pensamento, Felix parou qualquer movimento e saiu da cama por alguns segundos para tirar a calça e cueca. Agora totalmente nus, Hyunjin suspirou como um bobo. Seu alfa era perfeito. Seu olhos, sua boca, seu corpo, seu cheiro... Tudo.
O alfa sorriu malicioso ao ver o olhar de desejo e admiração do esposo por ele. Seus olhos como chocolate passavam por todo seu corpo, observando cada detalhe com um sorriso que dizia: puta merda, como tenho sorte de ter esse homem só para mim.
— Não me olhe assim. — Murmurou deitando sobre o ômega, aproveitando para tirar os fios grudados na testa suada.
— Te olhar como? — Replicou com uma pergunta.
— Como se quisesse me comer. — Respondeu beijando o canto da boca, e o ômega riu.
— Oh querido, você entendeu errado. — Disse passando os dedos finos e longos sobre a mandíbula atraente e marcada. — Eu não quero te comer... — Hyunjin mordeu o queixo do marido, olhando no fundo dos seus olhos. — Eu quero que você me coma, é diferente. — Felix arfou quando o mesmo o prendeu com as pernas, consequentemente, tocando seus membros totalmente duros um no outro. — Agora faça seu trabalho de alfa e faça seu ômega gemer seu nome. — Ordenou e o mais velho não resistiu em beijar aquela boca que ele tanto era louco.
Enquanto o casal trocava mais uns de seus beijos, Felix l posicionou-se entre a bunda do ômega, bombeando o próprio pênis para espalhar o pré-gozo sobre o comprimento duro. O maior afastou as pernas, deixando visível ao alfa e ao mesmo tempo chamando-o para saciá-lo de uma vez só.
Lee separou os lábios, vendo um filete de saliva os ligando, que logo foi quebrado quando se ergueu sobre os joelhos e passou a enfiar-se no ômega. Hyunjin mordeu o lábio inferior, sentindo a glande do marido invadir lentamente sua entrada. O alfa entrelaçou suas mãos juntamente com a do esposo, à medida que entrava em si.
Um gemido baixo escapou do mais novo, quando por fim sentiu o comprimento entrar por completo em si. Particularmente gostava da sensação de ser preenchido por seu alfa. Para muitos, aquilo somente seria mais uma noite de sexo, mas para ele era mais que isso. Para si, aquele momento era a forma mais nua, crua e romântica de ser amado por seu companheiro.
Assim que se acostumou com a invasão, Felix beijou-lhe suavemente ao iniciar o movimento de entrar e sair. Os primeiros movimentos foram lentos, porém com força medida, até que gradativamente se tornou mais rápido.
Hyunjin fechava os olhos para sentir melhor a sensação de ser preenchido pelo marido. Seu corpo passando a movimentar junto com as estocadas rápidas, fortes e mais fundas. Seus dedos apertavam as mãos do alfa, buscando descontar o prazer ali, pareciam tão bonitas juntas.
O alfa era atento em cada mínimo detalhe no rosto do ômega, desde seus olhos semicerrados até a boca levemente entreaberta, ao qual passava pequenos suspiros de deleite. Com o tempo, o ômega passou a acompanhar o alfa, satisfazendo ambos os corpos.
Entrando e saindo. Ora lento, ora forte, às vezes devagar e outras rápidas. Podiam se sentir de todas as formas, da forma mais natural, pura e... Quente, muito quente!
— Lixie, eu... Vai... — Tentou falar, mas estava ofegante demais para isso. — Shiu. — Pediu, não necessitando de mais palavras para que entendesse.
Contudo, ao contrário do que seu ômega queria, felix parou os movimentos. Hyunjin resmungou e o encarou, perguntando-lhe: o que foi? naquele simples levantar de sobrancelha, e ainda sem responder, o mesmo sorriu de lado e se retirou de dentro do mais velho.
O mais novo se sentou no meio da cama, apoiando sobre os seus próprios braços e passou a língua por entre os lábios.
— Quando foi a última vez que você ficou por cima? — Questionou e o ômega fitou-lhe em silêncio. — Encontre seu ponto doce, bebê! — O tom rouco e malicioso atingiu algo dentro de Hyunjin.
O maior não pensou duas vezes antes de se erguer e ir até o alfa passando a perna por cima das pernas grossas e nuas. O mais novo sorriu entre o beijo que se iniciava mais uma vez enquanto Hyunjin começava a rebolar sobre seu colo, buscando mais daquela sensação de minutos atrás.
O antigo Hwang separou as bocas - com um mordida fraca no lábio inferior do alfa - enquanto se apoiava nos joelhos, pronto para posicionar o membro teso de volta em sua entrada. Lee gemeu rente a boca carnudinha do esposo, quando este segurou com firmeza em seu pênis e sentou-se sobre o mesmo, de forma rápida e até desesperada.
Hyunjin fechou os olhos fortemente, afundando os dedos finos no ombro do marido ao que o mesmo segurou firme na sua cintura, pressionando-o para baixo. Um gemido alto e surpreso lhe atingiu, quando sentiu-se ser tocado fundo e lá.
Encontrou seu ponto doce em uma única sentada.
Felix também gemeu ao sentir seu membro ser apertado. Adorava a sensação morna e apertada que o ômega lhe proporcionava. Hyunjin apoiou sua testa no ombro do alfa, respirando com dificuldade. Seu corpo parecia pegar fogo, seu coração batia tão rápido que lhe tirava o ar, seus pelos se arrepiaram com um simples toque em si. O casal passou breves minutos naquela posição - o ômega sentado no colo do seu alfa com a cabeça em seu ombro e o mais velho dedilhando o corpo de tez bronzeada natural -, até que o menor passou a rebolar lentamente.
Gemidos baixos, dengosos e deleitosos escapavam da boca carnudinha, trazendo Lee à loucura. Aqueles sons acabavam com a sanidade do mesmo. Felix fincou com os dedos na cintura delgada, quando este passou a aumentar as reboladas.
O alfa sorriu pequeno, aproveitando para beijar o pescoço do esposo e sentir o aroma natural e doce que o ômega exalava. Amava aquele cheiro. Amava aquele homem. Amava aquele ômega, como amava.
— Amor. — Hyunjin murmurou ao ter a pele do seu pescoço sugada, transmitindo arrepios e mais arrepios por todo seu corpo. — Me toca, céus, eu preciso que me toque! — Pediu, mas não dando tempo de o alfa pensar, já que logo pegou uma de suas mãos e o fez segurar em seu pênis.
Felix selou os lábios rapidamente e passou a movimentar a mão sobre o falo alheio em uma masturbação nem rápida demais e nem devagar demais, combinava com as reboladas que o ômega se auto proporciona.
A imagem do ômega suado, corado e ofegante fez o pulsar fortemente. Os cabelos grudavam na testa e bochechas, o rosto transmitia prazer e excitação, cada movimento era bonito e sensual aos olhos do dono de aroma mentolado.
De reboladas, para subir e descer, de subir e descer para o vai e vem. Felix já passava acompanhar os movimentos do esposo, sempre o encontrando no meio do caminho e o ômega precisando prender seus gemidos a cada estocada funda e bruta no seu interior.
Seu ponto de prazer sendo maltratado a cada vez que o pau de seu alfa o fodia. Como era bom, como era gostoso, como tinha sorte de ter aquele homem só para ele, com mais algumas estocadas, o ômega desmanchou-se.
Seu corpo tremeu por completo, suas pernas perderam a força e precisou abraçar o pescoço do alfa para continuar o subir e descer, prolongado o próprio prazer e buscando saciar o seu alfa, seu marido e seu homem.
Felix mantinha as mãos na cintura do menor, ajudando-o a subir e descer. Estava quase lá. Seu corpo já dava indícios de um orgasmo.
— Lixie. — Gemeu o apelido do alfa e jogou a cabeça para o lado, deixando o pescoço à mostra. Felix passou a ponta do nariz ali e em seguida lambeu a região, antes de cravar os dentes na marca antiga... Novamente fortalecendo os laços.
E foi sentindo o seu corpo entrar em completo êxtase - após a mordida - que enfim veio. Ambos gemeram com uma sensação boa de pós-marca. Hyunjjn suspirou ao ser preenchido e Felix por sentir a pulsação da entrada do seu ômega o tentar expulsar.
Ficaram alguns minutos naquela posição - devido ao nó -, antes do alfa erguer o mais novo e sair de vez. O casal se deitou na cama com a respiração ofegante, mas com um sorriso satisfeito no rosto e corpo leve.
Felix olhou para o lado, olhando o perfil do ômega e apoiou-se sobre o cotovelo para beijá-lo. E foi o que fez. O beijo era calmo, apaixonado e feliz, totalmente contraditório ao clima de segundos atrás.
— Feliz natal, bebê. — Sussurrou contra a boca alheia, o vendo sorrir para si. — Feliz natal, amor. — Retrucou com uma das mãos no rosto maduro e bonito. — Eu te amo. — Eu te amo mais. — Declarou firme e mais uma vez se beijaram.
A verdade é que Hyunjin nunca deixou de ser de Felix, desde a primeira vez que o viu no colégio, o ômega sabia que Felix seria seu alfa, seu homem, seu marido e pai dos seus filhos, e nunca se arrependeu de nada do que passaram, porque amar era isso.
E desse amor de adolescência, eles tiveram uma filha, a cerejinha. Desse amor, que teve doze anos separados, eles reataram e confessaram que ainda se amavam. Nesses doze anos... Eles se cuidaram, se amaram, se apaixonaram todos os dias, e após tudo isso, eles decidiram juntar suas malas e se casarem.
Decidiram de vez compartilhar um único sobrenome.
Da nova etapa de vida e de amor, dois garotinhos vieram para completar a felicidade. Felix amou Hyunjin e tudo que ele lhe deu. Tudo.
O alfa não tem arrependimentos.
— Caramba, como eu te amo! — Exclamou repentino e beijando cada parte do rosto alheio, ouvindo sua risada tímida. — Eu sou inteiramente, completamente, loucamente apaixonado por você. — Declarou sorrindo ao que olhava naqueles olhos da cor de chocolate.
— Faço de suas palavras... As minhas. — Disse baixo e puxou o corpo musculoso do marido, abraçando-o carinhoso. — Sou completamente, inteiramente, loucamente apaixonado por você. Eu te amo, meu alfa.
— Eu também te amo, meu ômega.
E com mais um beijo apaixonado, o natal começou maravilhosamente bem.
열 (둘)
Hyunjin e Felix chegaram na hora do jantar, dando a desculpa de que acabaram cochilando com os filhos, mas todos sabiam que seus cheiros bem explícito um no outro não era somente por ter dormindo juntos, principalmente a matriarca Hwang, esse que piscou para o neto e sorriu sugestiva.
Após desejarem feliz natal a toda família, eles sentaram e compartilharam do desjejum, logo depois compartilhando os presentes e mais felicitações.
Por volta de três horas da manhã, todos optaram por irem dormir, já que mais tarde do mesmo dia, eles iriam para um banho de cachoeira.
O casal estava tão relaxado que não demoraram em cochilar, porém às cinco da manhã, os gêmeos acordaram e os progenitores se levantaram. Hyunjin os deu de mamar e Felix ficou responsável por trocar suas fraldas. Os meninos voltaram a dormir antes das sete, então o ômega e alfa os deixaram na cama e os quatro dormiram até um pouco mais das dez da manhã.
— Eita, Felix, virou vampirão, foi? — Eun disse assim que o neto e o seu alfa apareceram na cozinha. — Coitado do pescoço do meu neto.
Já estavam todos na mesa, desfrutando do café da manhã. Hyunjin levou a mão até o pescoço e sorriu fraco.
— Bom dia. — Desejou, sentando-se em uma das cadeiras vazias da mesa.
— A noite foi boa em. — O pai de Hyunjin insinuou, trazendo risadas ao casal, esses que não se incomodavam com os comentários porque já estavam acostumados.
— Por causa de umas marcas no pescoço, significa que a noite foi boa? — Soojin indagou chamando atenção de todas.
— Minha menina, você ainda tem muito que aprender. — A bisa negou com a cabeça, sorrindo para a mais nova. — Mesmo se não tivesse as marcas, eu saberia que seus pais aproveitaram bem a noite. — piscou, fazendo com que pais e avós rissem da careta que deu.
— Não escute sua avó, filha, ela gosta de provocar. — Hyunjin passou a mão no ombro da filha, negando mentalmente pelo o papo em plena manhã. — Isso não é coisa que se fale na mesa, vovó. Comporta-se!
— Ninguém aqui é mais virgem, Hyun. — Revirou os olhos em descaso.
Felix ao lado do esposo suspirou com a frase dita pela avó do seu ômega, e discretamente olhou na direção da filha e a genra.
— Ei, eu sou virgem, bisa! — A menina exclamou afobada, trazendo o silêncio ao redor. Ela se sentia nervosa.
A matriarca encarou a bisneta com a feição neutra, porém alguns segundos depois, a velha senhora explodiu em uma risada escandalosa. O café que bebia foi cuspido sobre a mesa, trazendo uma careta dos outros. Taehee e Dakho tentaram controlar a mulher, mas não se aguentaram e acabaram por acompanhar a mais velha.
Soojin arregalou os olhos sem acreditar e Shuhua ao seu lado não conseguiu evitar de rir também. Felix desviou o olhar para outro canto e mordeu o inferior para não rir da própria filha, e Hyunjin baixou a cabeça, negando e rindo baixinho.
— Te manca, menina! Quer mentir pra mentiroso? — Dona Eun indagou parando as risadas, enxugando as lágrimas do seu rosto. — É cada um que escuto dessa minha família. — balançou a cabeça em negação. — Você foi a mesma velha a perder a virgindade.
— Vovó.
— Eu perdi com 15 anos, sua avó com 16 e seu pai com 15 também. — A mesma velha segurou o queixo, pensativa. — É, meus parabéns, querida! A você também, Shuhua. — Brincou, não deixando de provocar mais a neta.
— Só não estrague sua vida com uma criança, como seu pai fez. — O comentário ácido da tia Taejin trouxe toda atenção para ela, que entrava na cozinha.
Hyunjin e Felix ajeitaram suas posturas e encararam a mulher. Sem expressão alguma no rosto. Soojin a olhou e se encolheu, levemente sentida pelo o que sua tia falou.
— Desnecessário, Taejin. — Taehee disse séria, não gostando nenhum pouco do que falou com o seu filho e neta.
— Eu disse alguma mentira? — Replicou debochada. — Seu filho não deu para um alfa? E esse mesmo alfa não o abandonou anos depois? Não vejo mentira alguma no que eu disse. — Pôs as mãos na cintura, olhando para a sua irmã mais velha.
Ainda era dia de natal e o clima ficou péssimo com a vinda da mulher.
— Inveja é uma desgraça, não é mesmo? — A mãe da mesma falou irônica. — Ainda estamos em Natal, Taejin, e você conseguiu estragar. Parabéns! — A mesma bateu palmas, de forma sarcástica. — Cuidado para não se engasgar com o próprio veneno.
— Mãe!
— Mãe, o que cacete! — De repente, a mais velha ficou séria. — Você saiu da sua casa para acabar com o clima do café da manhã. — Apontou para a primogênita. — Desde ontem que você pega no pé do meu neto e da família dele, então me diga qual é o seu problema?!
— A senhora não me dá atenção! Não trata meu marido como trata Dakho, não trata minhas filhas como trata Hyunjin ou como a filha dele. — Disse irritada. — Minha Taehee é isso. Meu genro é o melhor. Meu neto é incrível. Eu também sou sua filha, eu também tenho filhos, ao qual você não gosta.
— Eu gosto das minhas netas sim, Taejin, mas eu prefiro o meu neto, porque ele é alguém que não fica as custas de ninguém. — A matriarca se exaltou. — Taehee nunca foi obcecada por casar e ter dinheiro, diferente de você.
— Ser ambiciosa não é pecado. — Replicou.
— Você ensinou as suas filhas a serem sanguessugas como você. — A filha mais velha da senhora se calou. — Nunca incentivou as meninas a estudarem, nunca disse a elas como é bom se casar com quem ama... Você só fala de dinheiro, riqueza, bens, herança e toda essa merda. — O aroma da senhora se espalhou, mostrando sua extrema irritação. — Você tem inveja da sua irmã e sobrinho, porque eles estão bem em qualquer ramo da vida.
— Inveja? De onde tirou isso? — indagou de volta, não querendo ficar por baixo.
— Inveja sim, e você sabe disso! — Hyunjin fitou a avó preocupado. Ela não poderia se exaltar. — Sua irmã é casada com um alfa que a ama, que ama o filho, que ama a família e que cuida da sogra irritante. — Rosnou. — Você tem inveja do seu sobrinho, porque mesmo que ela tenha engravidado aos 16 anos, ele vive bem. É casado com um homem lindo, o mesmo que o engravidou e que o abandonou, como disse, não é? É formado, tem o próprio negócio, não é bancado por nenhum alfa.
— E...
— Se cale que estou falando. — Repreendeu. — Você gosta muito de apontar o dedo para sua irmã e lembrar que o filho dela teve uma filha na adolescência, mas a minha neta não foi uma burrice, muito menos um empecilho para o meu neto, muito pelo contrário. — Taehee e Hyunjin sentiram os olhos queimarem, porém seguraram o choro. — Você é frustrada como ômega, como mãe e como mulher, porque você falhou em todas elas.
Taejin manteve-se impassível por fora, mas por dentro queria chorar.
— Eu te amo, minha filha. — A matriarca declarou. — Você e sua irmã são as únicas coisas que eu tenho do meu alfa, do seu pai. — Eun deixou uma lágrima cair de seus olhos. — Se estou afastada de você, é porque você mesmo faz isso.
O silêncio reinou no ambiente. Qualquer um ali não ousava dizer alguma coisa, pois não tinha.
— É melhor ir para sua casa, porque aqui você não vem mais. — Taejin e Taehee a olharam surpresa.
— Mãe, se acal...
— Cale-se Taehee! — interrompeu a filha.
— Enquanto você não ser uma mulher de verdade, uma humana, a filha que seu pai tanto amou e disse que seria o orgulho dele. — Pausou e respirou fundo. — Você não pisa mais aqui.
— Eu...
— E quando vir aqui, eu espero que peça desculpas a sua irmã, ao seu cunhado e, principalmente, ao seu sobrinho, porque nenhum deles tem culpa do seu fracasso. — Continuou, mantendo a expressão dura e firmeza na voz. — Agora saia daqui!
As duas mulheres se entreolharam, magoadas, porém Taejin somente deu as costas a todos e saiu. Felix sorriu pequeno para a mulher, que o encarou por alguns segundos. — Quer colo, senhora Eun? — Perguntou, quebrando o silêncio da mesa.
— Se for o seu, eu aceito. — Respondeu prontamente.
— Estou ao seu dispor. — Piscou para a mesma, essa que sorriu e retribuiu do mesmo jeito.
— Hyunjin, você perdeu! — A mais velha olhou para o neto e riu, fazendo com que o mesmo ficasse calmo. — Eu sabia que ele cairia em meus encantos.
Sua avó ficaria bem.
— Isso foi tenso, coroa. — Dakho disse para a sogra.
— Um natal sem brigas familiares, não é natal. — Retrucou. — Além do mais... Acontece nas melhores famílias!
E assim se encerrou o café da manhã. Calmo até.
[...]
Meses depois.
Soojin sorriu alegre ao ver aquele lugar de novo.
Continuava o mesmo. A estrada, as árvores, a cachoeira ligado ao lago. Tudo lindo.
O trailer diminuiu a velocidade, aos poucos, até que parou em uma distância boa de onde iriam acampar.
— Uau, está ainda mais lindo! — Exclamou animada e encantada. — Parece anos que viemos aqui.
— Tecnicamente foi, querida! — Hyunjin que descia do carro com um dos filhos caçulas nos braços, dormindo. — Contudo não discordo que está mais belo. — Concordou, sentindo o filho se remexer em seu colo.
— Sabia que iam gostar. — O alfa mais velho disse se aproximando do esposo e filhos. — Porém, vamos ajeitar tudo para que possamos curtir mais tarde.
Diferente de anos atrás, quando Hyunjin, Felix e Soojin vieram nas férias de verão, eles optaram, dessa vez, em ir na primavera, na semana do aniversário de 19 anos da filha mais velha.
— Que frio. — Shuhua resmungou, assoprando as palmas da mão e as esfregando. — Eu vou montar a nossa barraca. — Disse encarando a namorada, essa que acenou e deu um selinho rápido no mesmo.
— Eu e Felix vamos ajeitar lá dentro. — O ômega apontou para onde o trailer estava estacionado. — Se apressem, antes que anoitece e os filhos de Felix comecem a ter a sessão de espirro e nariz escorrendo. — Brincou ao que caminhava até o marido. — Você também, amor! — Selou a boca do mais velho e sorriu pequeno.
O casal mais velho ficaria com os caçulas no trailer de camping, por não ter um espaço maior. Soojin e Shuhua ficariam em uma barraca do lado de fora, mas próximo do carro para não se preocuparem. Enquanto os mais novos montavam a grande e espaçosa barraca atrás do carro, já que na parte traseira tinha uma espécie de telhadinho para proteger do sol - e chuva -, Felix ajudava o esposo com a cama que iria dividir com os gêmeos.
Uma hora depois, o dia chegou ao fim e a noite dava as boas vindas a família, consequentemente, deixando o clima mais frio. Shuhua já tinha terminado de montar a parte externa de onde dormiria com a namorada, agora arrumava a parte interna com colchões, cobertores, travesseiro e um aquecedor portátil.
Os gêmeos já haviam acordado, e dengosos. Eles estavam estranhando o lugar. Não queriam sair dos braços dos pais, nem mesmo para o da irmã, que tentou segurá-lo para levá-los até a cachoeira. O alfa e o ômega mais velho faziam janta, sopa de feijão e carne. Cairia bem naquele clima friozinho.
— Vem com a tia, Bin. — Shuhua tentou chamar o cunhadinho, porém esse se agarrou ao pai alfa, começando a chorar. — Não chora, pequeno. — Pediu.
— Deixe-os, eles estão estranhando o lugar. — Felix falou calmo. — Amanhã, quando estiver de dia, eles vão gostar.
— Espero. — Hyunjin murmurou, se aproximando com uma panela quente. Ele depositou a mesma na mesa, tirando a tampa e deixando o vapor quente sair. — A janta está pronta, vamos comer. — Anunciou.
— Tá cheirosa, sogrinho. — a namorada da filha elogiou.
— Obrigado.
O dono do aroma cítrico e adocicado sorriu agradecido, antes de pegar um dos filhos e sentar ao redor da mesa que improvisou. Felix repetiu o ato, já que a intenção era os filhos comerem primeiro.
— Pai, vamos tirar uma foto primeiro! — Soojin disse animada, já pegando o celular. — Primeiro dia no acampamento, check. — O som da câmera saiu. — Obrigada, pai.
Toda a família tomou sopa. Muito boa. O caldo de feijão, os pedaços de carnes - uns soltos e outros nos ossos -, batata, macaxeira, cenoura, couve e macarrão. Elogios de todos os lados, além das conversas paralelas.
Após o simples jantar, Hyunjin e Felix banharam os filhos com panos úmidos, substituíram as roupas frescas por conjuntos de moletom, meias e touquinhas. Não muito tempo, os alfinhas dormiram. O casal também aproveitou para se molhar, na cabine do próprio carro.
Soojin foi em seguida dos progenitores. Hyunjin também tomou seu banho da noite. Ainda era cedo, porém a viagem foi cansativa, então depois de mais alguns papos trocados, o casal mais novo foi para a barraca.
— Mal tivemos tempo hoje em? — O antigo Hwang perguntou, abraçando o tronco alheio do marido por trás.
— Foi bem corrido. — Respondeu o alfa, parando sua limpeza na mini cozinha para dar atenção ao esposo. — Está com sono? — Indagou, virando-se para ficar de frente para o menor e pousou as mãos na lateral do corpo esguio.
— Uhum. — Soltou preguiçoso. — Vim te pegar para dormirmos.
— Eu já vou. — O alfa selou a boca alheia. — Só irei terminar de limpar aqui e vou me deitar com você e os meninos. — Disse, vendo o mais novo assentir. — Te amo.
— Eu também te amo. — Devolveu a declaração, beijando os lábios finos do marido. — Te amo muito! — Mais uma vez.
Hyunjin deixou o marido terminar de limpar a cozinha e foi se deitar junto com os filhos na cama. Questão de minutos para que seu corpo relaxasse e pronto para dormir, porém não conseguia cochilar sem sentir seu alfa o abraçando, o que não demorou a acontecer. Assim que o ômega teve seu corpo abraçado e o cheiro de menta com chocolate o inebriou, ele dormiu.
[...]
Na madrugada, felix acordou pelo o barulho do vento. Estava forte. Preocupado com os jovens do lado de fora, o alfa pegou um edredom extra que havia levado e saiu do trailer para ir até a filha e o namorado.
Em silêncio, ele abriu a barraca e tentou chamar o genro, esse que nem se mexeu. Procurando ser rápido, o mais velho desdobrou o grosso pano e os cobriu. Voltou a fechar a barraca com cuidado e em seguida passou os olhos ao redor, a procura de algo ameaçador, porém nada.
Antes que o alfa entrasse no carro de acampamento, seu olhar parou na pedra perto do lago. Continuava igual. No mesmo instante, sua mente projetou o dia em que ele e Hyunjin, seu atual esposo e pai dos seus meninos, se beijaram.
Foi ali que tudo se reacendeu entre eles.
Movido pelos pensamentos, o moreno subiu no trailer e foi até o frigobar da mini cozinha e pegou uma garrafa de vinho e duas taças, para logo depois ir até o esposo e o acordar.
— Me acompanha? — Sussurrou quando o seu ômega lhe fitou, cheio de sono. — Agora?
— Agora! — lee sorriu e esperou o menor se levantar, esse que tomou cuidado ao não acordar os filhos.
Enquanto o ômega se levantava, felix pegou uma coberta para os embrulhar, já que parecia congelar do lado de fora. Hyunjin resmungou ao sentir as rajadas de ventos, entretanto não reclamou com o marido sobre o acordar em plena madrugada para beber.
Assim que chegaram na rocha, o alfa sentou-se e passou o cobertor sobre os ombros e logo após chamou o ômega, esse que não perdeu tempo em ir até o mesmo e usufruir do calor da coberta.
— Que frio. — Reclamou o ômega, sendo enlaçado pelos os braços do marido. — Esquente-me, amor.
— Calma. — Riu baixo, apertando o corpo alheio entre o seu. — Quer uma taça?
— Só esta. — Declarou firme, já de olho nos movimentos do alfa em abrir a garrafa, segurar a taça e a encher de líquido vermelho. Isso tudo sem deixar de o abraçar
Um brinde silencioso.
— Lembra de quando viemos aqui mas férias da Soojin? — O alfa quebrou o silêncio, depois de tomar um gole do vinho. Docinho na língua, amargo na garganta. — De quando nós conversamos aqui, nessa pedra?
— Sim. — Respondeu simples e baixo. — Você disse que pensava em tudo, na Soojin e no passado.
— Agora, neste exato momento, eu me pergunto se o Felix do passado não tivesse feito a besteira de te beijar... Estaríamos assim. — Comentou, deixando seu olhar conectado ao do esposo. — Naquele dia, eu pensava sobre tudo e me arrependia de ter feito o que fiz anos atrás.
— Diz sobre Soojin?
— Dela, de você, de nós! — Disse calmo. — Mesmo que naquela época, eu tenha escolhido a farra ao invés de vocês, eu me arrependi muito. Ainda me arrependo para falar a verdade. — Hyunjin encarou o marido em silêncio, esperando que terminasse de falar. — Eu pensava nisso naquele dia, sabe? E pergunto agora... Se eu não tivesse te beijado naquela noite, acha que estaríamos assim? Casados e com mais dois filhos?
— Eu acredito que mesmo que não tivesse me beijado naquele dia, nós ainda estaríamos assim. Casados e com mais dois filhos. — Disse sereno. — Eu sempre fui seu e você sempre foi meu. — Afirmou, entrelaçando os dedos ao do alfa. — Caso não fosse naquele dia, seria em outro.
— Como pode ter certeza? — Retrucou. — Eu não tinha!
— Como eu posso ter certeza? — Pergunto a si mesmo. — Porque eu te amava, Felix. Porque eu te amo. — Declarou. — Mesmo separados por doze anos, eu lá no fundo sabia que não seria de mais ninguém a não ser seu, então eu tinha a certeza que uma hora ou outra nós... Ficaríamos juntos. — Hyunjin desviou os olhos do marido para sua mão esquerda junta a do marido, destacando a aliança dourada. — Amar é ter fé, e eu tinha fé em nós dois. Eu e você.
Lee não disse nada, apenas focou nos olhos acastanhados brilhando em sua direção. Para si.
— Eu esperei por doze anos, sem ao menos me dá conta. — Hyunjin sorriu pequeno, completamente apaixonado. — Você ter me beijado, nessa mesma pedra, com um sabor de vinho no fundo e a natureza como plateia... Foi a melhor besteira que cometeu! — Terminou, aproximando-se do rosto alheio e beijando os lábios gelados e levemente roxo do frio e a bebida. — E eu agradeço todos os dias, todos os meses e todos anos por ter vindo com vocês naquelas férias de verão. — Sorriu contra a boca do alfa. — Agradeço por ter sido chutado da cama, por ter bebido um pouco de vinho e, principalmente, por ter sido beijado pelo meu futuro marido e pai dos meus alfinhas. — Hyunjin encarou de volta os olhos da cor daquela noite. Escuro e com o céu brilhando.
— Caramba, lee Hyunjin, como eu te amo! — Disse repentino, fazendo com que o ômega gargalhasse feliz por tamanha explosão.
— Caramba, Lee Felix, como eu te amo! — Retrucou. — Mas... Talvez eu também queira que faça isso. — Meia palavra bastou para que o alfa avançasse contra a boca carnuda do esposo.
O ômega sorriu entre o início do ósculo, antes de aprofundar o beijo. Intensidade. Isso e um pouco mais era transmitido por aquela dança sensual e carinhosa de lábios e línguas.
Felicidade. O sentimento que predominava os pensamentos de estar nos braços da pessoa que ama. Amor. Transbordando a cada batida do coração.
Lentamente o beijo foi diminuindo o seu ritmo, até que se tornou longos e singelos selinhos. Os pulmões gritavam por ar e as mãos buscavam tocar um ao outro.
— Eu não vou pedir desculpas. — Disse se afastando, após recobrar e acalmar o turbilhão de sentimentos dentro de si. Como amava seu ômega.
— Alguém falou alguma coisa? — O ômega retrucou sem o encarar. — Idiota! — Murmurou mordendo o lábio inferior, tentando não sorrir.
Igualzinho de anos atrás!
— Só para ressaltar. — Replicou com um sorriso bobo nos lábios, meio avermelhados, pelo beijo recente. — Te amo.
— Eu também te amo. — Mais uma vez se declararam. — Hoje e para sempre.
— Hoje e para sempre. — Sorriram apaixonados. E com mais um beijo, o casal se despediu da noite e das velhas lembranças.
Mais tarde daquele dia, quando o sol estava no seu auge, iluminando o céu e esquentando suas pele, Felix e Hyunjin seguraram os filhos dentro do lago, chamando a filha e a genra para tirar uma foto de recordação.
Shuhua segurou o celular, posicionou-se na frente e ergueu o braço, logo tratando de tirar a foto. Sorrisos, amor e família. Assim terminou mais uma jornada da família Lee.
Hyunjin e Felix, sua cerejinha, seus meninos e a genra. Em família.
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