extra 07 . irmã coruja

Fazia um pouco mais de uma semana que o casal e a filha voltaram para casa, e eles não podiam estar mais satisfeitos com o resultado do quarto e também por finalmente voltar a sua residência.

Bae e Kami também estavam saltitantes, levando em conta que o apartamento que alugaram para passar esse tempinho de reforma não era permitido, fazendo assim os filhos de quatro patas da família passarem um tempo na casa do casal Lee, o que o Jisung adorou.

A reforma terminou três dias atrás, mas como queriam evitar algum tipo de reação alérgica, os mais velhos optaram por voltar dois depois. Soojin parecia ansiosa para ver como ficou o quarto dos irmãos, sendo a primeira coisa que foi ver assim que chegou na residência.

Impecável. Quem visse o cômodo, nem saberiam que ocorreu uma construção ali, pois estava incrível.

O guarda-roupa acoplado na parede era espaçoso, as paredes em tom creme e verde-água, as cores escolhidas pelo casal e o design que se comunicavam por celular. Ainda estava vazio, o qual é óbvio, mas na mente do casal, eles podiam ver perfeitamente cada detalhe do que colocariam ali.

Após checar onde ficariam as coisas dos bebês, eles foram até o banheiro, também tendo as cores escolhidas, contudo adesivos de bolhas e animais aquáticos grudados nos azulejos brancos por todo ambiente.

O piso comum foi mudado para um específico, tanto para os mais velhos quanto para o crescimento das crianças e futuro acidentes, ele optaram por antiderrapante, na parede acima da pia, um armário mediano onde ficaria os produtos de higiene, ao lado um gancho para as toalhas, o box continua o mesmo, porém com a fita antiderrapante, não mudará muito estruturalmente, além da decoração infantil e o piso, assim como algumas coisas a mais.

Com certeza as coisas ficariam encantadoras quando começassem a terminar os detalhes - mais importantes - do quarto. Hyunjin e Felix esperavam por esse dia, principalmente sua filha mais velha. Isso dias atrás, agora no momento atual, Hyunjin foi para o quarto deitar-se, alegando que os pés estavam doendo e o alfa o seguiu, assim como Soojin, claro que tinha uma chantagem na fala do pai como: ah, uma massagem seria boa, depois de fazer alguns exercícios de pilates que a médica recomendou.

Chegou o momento do pai ômega ser mimado, igualmente seus irmãozinhos.

Hyunjin deitou-se na king, suspirando em deleite quando sentiu a maciez do colchão e murmurou o quão tinha sentido a falta da sua cama. Felix ajeitou alguns travesseiros sobre a mesma, dando um conforto a mais ao ômega e o mais velho sorriu agradecido.

Claro, isso depois de o seu alfa lhe ajudar com um banho rápido e relaxante.

A filha foi até o banheiro do casal, pegando um gel massageador de arnica para usar nos pés inchado e um óleo corporal de coco natural para passar na barriga do pai. A ômega sentou-se na cama de pernas cruzadas, ao lado do pai e pegou o pote de vidro com o óleo vegetal líquido, pondo uma quantidade boa nas mãos e esquentando minimamente ao que via o pai ômega levantar a blusa que havia vestido, sorrindo enquanto alisava a grande barriga.

Felix também fez o mesmo que a filha, a diferença é que seu foco seria nos pés que o esposo tanto reclama de dor.

— Eu sou uma pessoa ruim por querer que os meus meninos nasçam logo? Eu não aguento mais. — O atual moreno perguntou de olhos fechados ao que apreciava as mãos delicadas da sua menina em sua barriga, massageando com carinho.

— Falta pouco, papai, tenha calma. — Soojin falou calma, mas Hyunjin não estava nessa calmaria toda. Hormônios.

— Engravide e fique com essa barriga enorme durante nove meses e depois podemos conversar. — Recrutou e a mais nova olhou para o pai alfa, esse que negou silenciosamente. — Dor nas costas, enjoos, de cinco em cinco minutos indo ao banheiro, os pés e pernas inchadas, desejos estranhos... — E continuou falando de suas frustrações.

Se recrutasse seria pior.

Hyunjin acabou gemendo doloroso e manhoso por sentir o marido apertar um ponto doloroso do seu pé, ao mesmo tempo em que também sentiu a movimentação brusca em seu ventre, e novamente seu pequeno - ou os dois - chutaram, fazendo Soojin ficar surpresa e olhar para os pais em choque.

— Chutou? Pai, ele chutou. — Disse animada e os mais velhos acabaram por sorrir da empolgação. — Vocês sabem que é a irmãzinha mais velha, não é? — A adolescente afinou a voz, deixando em um tom engraçado e fofo. — Como estão ai? Deve ser bem quentinho. — A mesma aproximou o rosto até a barriga, passando a conversar. — Eu estou tão empolgada para ver vocês, sabia? Quero poder saber se irão puxar ao papai ou ao nosso velho.

Hyunjin levou uma das mãos até os cabelos amarrados, alisando com carinho. Os olhos escuros brilhando em felicidade.

— Eu serei a irmã mais bobona que terão, a única para falar a verdade. — Riu baixinho e Felix encarou o esposo, logo trocando um olhar apaixonado pela cena, apesar de ser simples.

Outro chutinho foi sentido e mais outro, outro e mais alguns, deixando um ômega choroso. Os bebês não eram nada piedosos consigo.

— Soojin, pare um pouco, seu pai está sentindo dor. — Felix resolveu interromper o monólogo entre irmãos ao ver o rosto do seu ômega.

— Oh, me desculpe papai, eu fiquei empolgada. — Disse preocupada ao focar no pai ômega.

— Está tudo bem, eu acho que só preciso descansar mais um pouco. — Sorriu a despreocupando. — Obrigado pela massagem, então vá tomar um banho e descansar, sei que ficou cansada de me ajudar nos exercícios.

— Certo. — Falou e beijou o rosto gordinho do grávido. — Qualquer coisa me chamem. — Avisou, logo deixando os genitores sozinhos no quarto.

Felix terminou de fazer massagem nos pés alheios em silêncio, observando o seu ômega de olhos fechados, descansando dos dias anteriores sem um sono de qualidade no apartamento ou das dores nas costelas, devido as mexidas e chutes que os bebês davam durante a madrugada.

A primeira vez que o bebê chutou, o casal havia acabado de ter um momento íntimo, então desde aí, os filhos foram se fazendo mais presentes. Não que ele reclamasse de fato, mas era doloroso sim.

O alfa sem fazer muito barulho, levou o que ele e a filha trouxeram para o banheiro e em seguida voltou para cama com a intenção de ajustar a postura mal feita do esposo.

— Deita um pouco comigo? — Hyunjin murmurou ainda de olhos fechados. — Sei que tem que trabalhar, mas só quero sentir o seu cheiro um instante. — Disse, dessa vez de olhos abertos na sua direção e o mais novo sentou-se ao seu lado, antes de passar o braço pelos ombros alheio, fazendo que seu pescoço fique próximo do rosto do mais velho.

O antigo Hwang suspirou fundo, sendo inebriado pelo o aroma de menta e chocolate, aproveitando para abraçar o corpo musculoso e quente.

— Eu quero que tenham os seus olhos. — De repente, Hyunjin falou ao marido.

— Como?

— Nossos filhos, eu quero tenham os seus olhos. Acho eles lindos. — Confessou o fitando. — Seu sorriso também e até seu nariz.

— Eu sou narigudo. — Falou divertido, fazendo a ambos rirem.

— Mas ainda sim é muito bonito. — Felix sorriu e inclinou o rosto para beijar os lábios carnudinhos com ternura. — Antes de sabermos que íamos ser pais, novamente, eu imaginava um menininho sua cópia.

— Não imagina mais?

— Dos pés a cabeça. — Disse firme. — Por isso que fiquei feliz em saber que teremos meninos, apesar de ter um a mais, eu consigo imaginar duas cópias suas vagando por essa casa, gritando papai para todos os lados, deixando a irmã de cabelos em pé... E vocês três vestindo roupas iguais com aquelas Timberland que tanto gosta. — Enquanto ele dizia, Hyunjin conseguia imaginar perfeitamente os gêmeos com as mesmas vestes do alfa.

Felix não conseguia falar nada, na verdade ele preferia admirar o seu ômega enquanto este falava sobre seus alfinhas, esses que ainda não tinham um nome. O alfa estava tão concentrado na face feliz do outro, que não percebeu que o mesmo parou de falar e o olhava confuso.

— Lixie?! — O moreno balançou a cabeça ligeiramente e o mirou.

— O quê?

— Você me deixou falando sozinho. — Felix tentou não rir do bico manhoso que o ômega, mas não resistiu a vontade. — Do que está rindo? — Perguntou irritado, porém Felix somente segurou na nuca do mesmo e capturou seus lábios em um beijo carinhoso com uma pitada de desejo.

Felix amava seu ômega e seus três filhos, mesmo que os caçulas ainda não tenham nascido, contudo ele sentia falta de algo mais quente com o esposo, claro que antes da barriga crescer e ficar bem evidente, o casal teve seus momentos de alfa e ômega, porém depois que descobriram o par de filhos e o ventre deu uma crescida boa, o alfa tem mais cuidado com o mais novo, o fazendo se frear em certos momentos com Hyunjin e não prejudicar o outro, e o mais velho sabia que o marido sentia-se carente nessa parte, já que antes da gravidez a vida sexual de ambos era ativa em relação a muitos casais, não dizia que fazia sexo todos os dias, pois eles tinham seus momentos românticos e em família, ou até mesmo sem vontade de transar, mas também não era uma vez por semana como já ouvira de alguns conhecidos.

Hyunjin retribuiu o beijo da mesma forma, carinhoso. O mesmo entreabriu os lábios, quando o alfa passou a língua por seu inferior, lentamente iniciando um beijo mais profundo. As línguas embolaram-se em um dança sensual, sem dominância, apenas aproveitando o ósculo iniciado.

Felix - inconscientemente - inclinou o corpo sobre o dele, ao mesmo tempo em que levava a outra mão até uma das coxas do mais velho, apertando-as com firmeza, trazendo arrepios bons por todo seu corpo. O maior remexeu-se na cama, buscando um pouco mais de contato com outro, ainda sem desgrudar suas bocas, o ômega adentrou a camiseta que o alfa vestia, mas assim que tocou no abdômen definido do mais novo, ele interrompeu.

— Acho melhor pararmos aqui. — Murmurou encarando os olhos incrédulos de Hyunjin. — Eu sinto sua falta, mas sei que todo cuidado é pouco, então para eu não perder o controle é melhor parar. — Dizia enquanto se afastava do rosto e tirava suas mãos do outro. — Não me olhe assim, amor.

— E quer que eu te olhe como? Sempre está fugindo quando as coisas estão esquentando. — O ômega tentou se sentar, mas falhou e bufou. — Por acaso não me acha mais boni...

— Nem termine. — Interrompeu Felix falando um pouco mais sério. — Eu não seria alfa o suficiente se deixasse de desejar o meu ômega só porque ele está grávido. — Afirmou e logo suspirou se aproximando novamente. — O problema não é você e sim eu, eu tenho receio de não me segurar.

O mais velho o fitou pensativo, porém não disse nada por alguns minutos. As vezes ele se sentia mal por não satisfazer seu marido, quando este focava em si demais e o negligenciava em prol dele.

— Não pense muito, é uma escolha minha e bom... Eu só tenho que aguentar mais cinco meses.

— Cinco meses? Como assim? — Perguntou um tanto afobado e confuso. — Daqui uns dias, eu entro na vigésima segunda semana.

— Sim, mas eu estou contando com o mês do resguardo, ou seja, cinco meses. — Disse simplista e o ômega soltou um sonoro 'ah.

— Que besteira. — Revirou os olhos em desgosto, o que fez o maior rir com a birra. — A sua sorte é que eu te amo e sei que está certo. — Falou após um tempinho.

— Que sorte. — O alfa sorriu e passou a beijar por, diversas vezes, ouvindo as breves risadas do ômega.

Nem parece que minutos atrás, ambos estavam prestes a iniciar um amasso quente.

[...]

Soojin tinha os olhos brilhando na direção das minúsculas roupas de bebês. O aroma de chiclete corria por todo ambiente, deixando o local mais infantil na visão da adolescente.

Os mais diversos tons e tamanhos de macacãozinhos, vestidos, toucas, meias, toalhas, bicos e mamadeiras, conjuntinhos de roupas, assim como tinha carrinhos, bebê conforto, berços, tudo que o enxoval precisava, e bom... esse é o motivo dos três, Hyunjin, Felix e Soojin, estarem na loja. Hoje compraria todo o enxoval dos bebês.

O alfa empurrava o carrinho com grades de plástico na cor azul ciano com a mão esquerda, enquanto a outra segurava a mão do ômega.

Um pouco mais na frente, a filha mais velha do casal tirava fotos de tudo que achava fofo e mandava para o grupo de amigos e a família. Não teria pessoa no mundo que estivesse tão empolgada para ter um irmão, como Lee Felix.

Hyunjin ria da faceta alegre da filha ao que alisava a protuberância.

— Ver ela assim me lembra a primeira vez que a levamos em uma loja de brinquedos, ela tinha acabado de fazer um ano. — Comentou o ômega, agora observando um conjunto de mamadeiras de silicone.

Eram duas mamadeiras, uma comprida e outra média e larga. A base transparente com detalhes de medição, o bico mais achatado na ponta e também de silicone e a tampa de cor incolor, mas com um leve tom de azul.

— Dizem que a mamadeira de silicone é mais duradoura e até mesmo mais confortável para o bebê. — Felix falou, também olhando uma espécie de mamadeira, mas a que olhava era de tamanho pequeno e de água, o bico é emborrachado de cor marrom e a tampa completamente no tom azul.

— Sim, mas não é necessário tão cedo. — Falou o ômega, mesmo assim colocando a dupla de mamadeira no carrinho. — Eu ainda vou amamentá-los. — Disse confiante.

— Seus peitos andam sensíveis e até mesmo expelem um pouco do leite, mas pode acontecer a mesma coisa como aconteceu com Soojin. — Recrutou, lembrando que a filha de ambos só mamou até os dois meses de nascida.

— Mas agora é diferente, eu tenho dois garotos para amamentar.

— Pai, olha isso! — A adolescente chegou correndo até os progenitores com dois body na cor amarela e com a frase: eu sou da maninha na cor branca. Era simples, mas fofinho. — Imagina as perninhas gordas deles do lado de fora e ainda essa boinazinha. — Mostrou um par de chapéu do conjunto. — Posso levar? — Perguntou dando pequenos pulos.

— Não vejo problema. — Felix sorriu, mas logo arregalou os olhos quando a menina de 17 anos gritou no meio da loja, atraindo olhares na direção. — Não precisa gritar, Soojin.

— Foi mal, meu velho. — Desculpou-se e colocou as roupinhas no cesto. — O que vamos comprar primeiro?

— Mamadeiras, produtos de higiene, fraldas, perfumaria, roupas de cama... — Hyunjin falou distraidamente. — Os móveis, eu e seu pai já compramos pela internet.

— Sério? Quando?

— Na noite passada.

— E por que não me chamaram? — Perguntou chateada, ela queria tanto ajudar na escolha.

— Era muito tarde. — Hyunjin replicou novamente. — Um pouco mais de uma da manhã.

— O que vocês estavam fazendo acordados a uma hora dessas? — Cruzou os braços, desconfiada e o ômega mais velho respirou fundo, já impaciente com as perguntas.

Malditos hormônios. - Pensou.

— Nada demais, Soojin. — Felix respondeu ao perceber o esposo apertar os dedos com força. — Que tal vermos algumas peças de cama para o berço? — Desconversou e a menina assentiu. — Eu vou lá com ela. — Disse baixo e selou os lábios do ômega, antes de seguir a mais nova para a sessão: cama, mesa e banho.

Hyunjin voltou a prestar atenção na prateleira em que estava, distraindo com os diversos bicos expostos.

Alguns - longos - minutos se passaram, agora o antigo Hwang passeava pela seção de perfumaria, olhando produtos de higiene para os bebês. Loção, sabonete líquido, shampoo e condicionador, creme, escova de cabelo. Ele parecia bem atento nos produtos, lendo os rótulos ou sentindo o aroma fraco de cada lavanda.

Repentinamente, uma voz feminina e alegre lhe chamou atenção.

— Adoro vir às lojas de bebê. — Hyunjin encarou uma mulher, em média de 24 anos, usando um vestido midi com estampa de flores nas bodas. Tão linda e meiga. — Gosto do cheiro.

— De fato. — Sorriu gentil.

A menina também sorriu e olhou para a prateleira contrária, fazendo o ômega olha-lá. — Engravidar é uma coisa maravilhosa, não é?

— Sim, eu diria que é alg...

— Principalmente a parte de fazer. — O ômega tossiu pela fala, mas não podendo discordar, ele apenas concordou. Não era mentira, de qualquer forma. — Uma pena que comecei cedo demais.

— Grávida do primeiro filho? — Hyunjin questiona mudando de assunto, ao mesmo tempo em que pega uma lavanda da marca Johnson. Sorrindo ao imaginar seus pequenos com aquele cheirinho misturado ao seus naturais.

— Queria eu, mas é do quarto!

— Quarto?! — Indagou chocado, até mesmo a fitando sem acreditar na naturalidade da fala. — Meu Deus.

— Sim, e olha que só tenho 25 anos.

— 25 anos e com quatro filhos? — Não conseguiu esconder seu, novamente, choque em ouvir.

— Uau, gosta mesmo de praticar. — Sorriu envergonhado.

— Não se preocupe, eu estou acostumada com as reações.

— Você é tão nova, é um pouco chocante. — Cruzou os braços, sorrindo. — É uma menino ou menina?

— Uma menina. — Sorriu passando a mão na barriga. — Aliás, eu me chamo Bora.

— Hyunjin. É um prazer. — Apertaram as mãos e continuaram a conversar.

— E o seu? — Indagou de volta e Hyunjin sorriu bobo ao que passava as mãos na barriga pontuda. — Vendo seu rosto limpo e sua barriga empinada, eu diria que é menino.

— Na verdade, são dois meninos. — Agora quem se surpreendeu foi a mulher, que piscava e intercalava o olhar entre a barriga e o rosto alheio. — Dois alfinhas.

— Já sabe a classe? Uau, eu queria saber da minha menina, mas o imprestável do pai dela é mais liso que o lodo. — Cá entre nós, eu acho que é uma alfa, já que meu cheiro ficou mais cítrico ao invés de adocicar.

— Vamos torcer que sim, então.

— Mas me diga, o que um homem grávido e bonito faz sozinho aqui? — A mesma pegou uma saboneteira de cor rosinha claro. — E antes que pergunte o mesmo, eu sou mãe solteira.

O Lee mais velho piscou repetidamente e desviou os olhos para uma toalha infantil de orelha de coelho, assentindo a conversa da mulher.

— Deve ser difícil...

— Acredito que hoje em dia não, mas quando tive meu primeiro bebê aos 17 anos... Foi complicado, pois eu fui expulsa de casa, então eu fui morar com uma amiga. — O antigo loiro a olhou atento, pensando em algo comum com a mesma. — Tive meu pequeno Bogum, meu ômega fofo.

Podia ver os olhinhos brilhando ao falar do filho.

— Então com quase 20 anos, eu tive outro bebê, um alfa. — Continuou seu monólogo. — Aos 23, uma menina ômega e agora, com 25, minha pequena alfinha... Espero que seja uma alfa. — Riu a menina e Hyunjin se questionava como ela falava com tranquilidade. — Mas acho que vou fechar a fábrica.

— Eu também estou pensando o mesmo. — Recrutou encarando ao redor, procurando seu alfa e filha.

— Mas já? Só são dois bebês!

— Na verdade, são três, eu tenho uma filha mais velha de 17 anos.

— 17 anos? — Dessa vez quem ficou surpresa foi a mulher, que o olhava boquiaberto. — Você teve sua com quantos anos? Perdão, quantos anos tem?

— 33.

— Nossa, jurava que tinha a minha idade. — Hyunjin riu e negou.

— Eu e meu marido tivemos minha menina aos 16 anos, um ano mais novo do que você. — Disse e a encarou.

— Então são os mesmo pais? — Indagou e o ômega mais velho lhe mirou confuso. — Seu marido é pai dos bebês também?

— Sim, senhorita Bora.

— Uau, sério?

— Sim, por que?

— Os meus têm pais diferentes para cada um. — Resmungou com as bochechas coradas.

— Entendo. — Não soube o que falar, mas não iria julgar, não ele. — Bom, já que é uma mamãe de quatro belas crianças, pode me ajudar? — Tentou desviar a conversa para dissipar o clima que instalou. — Coelhinho ou dinossauro? — Levantou as duas toalhas para os bebês, sorrindo.

— Coelhinho.

— Ótimo, combina com o pai alfa. — Comentou.

"일곱"

— Soojin, já chega! — Felix disse mais uma vez, sério, pelo exagero da filha.

A ômega parecia tão empolgada que mal deu-se conta do carrinho cheio, na sua maioria com coisas desnecessárias. O alfa soltou a respiração vagarosamente e olhou ao redor, procurando seu esposo, pronto para que pudessem confirmar o que iam levar para casa.

— Pai, olha, esse é tão lindo, vamos levar!! — Disse já pondo outro item no carrinho, mas o mais velho já impaciente parou sua mão e lhe mirou firme.

— Eu disse já chega, Soojin.

— Mas...

Contudo um único olhar do mesmo, foi o suficiente para que a mesma voltasse atrás e colocasse o item na prateleira.

— Vá atrás do seu pai e me encontre aqui novamente. — Ditou e a menina assentiu, antes de sair e ir atrás do progenitor.

A mesma olhou ao redor, à procura de um ômega bonito e que carregava um par de gêmeos. Soojin ficou na ponta do pé, estreitando os olhos para enxergar melhor, mas não é de muita ajuda.

Alguns segundos depois, a garota avistou um homem conversando com uma mulher, um pouco menor que sim, então ele seguiu, assim que viu o sorriso do pai. Em passos rápidos, ela se dirigiu até os dois, cumprimentando uma ou duas atendentes.

— Papai, o meu velho está lhe procurando. — Disse meio alto, assustando os dois, esses que conversavam tão animados. — Me desculpem, não queria assustá-los.

— Tudo bem, garotinha. — Bora comentou sorrindo. — Vendo que é sua cara, Hyunjin, essa deve ser sua menina Soojin, certo?

— Soojin essa é Bora.

— Prazer em conhecê-la. — Disse simpática. — Parabéns pelo bebê.

— Grata. És muito linda, Hyunjin.

— Tive a quem puxar. — Piscou e os dois ômegas se entreolharam risonhos. — Mas eu o meu pai alfa é tão bonito quanto, precisa ver.

— Acho que temos uma filha babona aqui, senhor Hyun. — Brincou e o mais velho riu dando de ombros.

Não era mentira, seu alfa é um homem é tanto.

— Não imagina o quanto. — Piscou e levantou-se com cuidado, já que haviam se sentado para descansar. — Meu alfa me procura, eu vou indo, mas foi um prazer conversar com você.

— Digo o mesmo. — Se abraçaram rapidamente e Soojin france o cenho. — Por que não vem comer com a gente? Já é quase o horário de almoço. — Eu nã...

— Vamos lá, Bora, eu pago! — Sorriu segurando a mão da mesma e a puxando. — Meu pai é um velho ranzinza, mas é legal, sabe como são pessoas velhas, não?!

A mulher deixou-se ser guiada e seguiu a mais nova, assim como Hyunjin, esse que empurrava o carrinho com algumas das coisas que escolheu do enxoval.

Felix não estava longe, pois assim que sentiu o aroma de morango e coco, juntamente ao de cereja da filha, ele virou-se encontrando com seus ômegas e mais uma mulher, essa que o encarava não sabendo como reagir.

— Pai, essa é Bora, ela vai almoçar com a gente, tudo bem? — Perguntou a adolescente sorridente. — Bora, esse é meu velho, Felix.

Velho?

— Olá, Bora. — Estendeu a mão em sua direção, educado. — Prazer em conhecê-la.

— Digo o mesmo. — Limitou-se a dizer, pois não imaginava que o marido de seu recente conhecido fosse tão... Viril e bonito.

— Já escolheu as coisas? — Hyunjin perguntou chamando atenção do mesmo. — Pensei que teria mais coisas.

— Eu precisei tirar as desnecessárias. — Respondeu fitando a filha. — Vamos pagar no caixa e depois iremos almoçar. — Disse firme e entrelaçou os dedos aos do ômega.

Assim seguiram até o caixa, agradecendo por está vazio. Passaram todos os produtos, colocando-os em diversas sacolas personalizadas da loja infantil. Felix e Soojin levaram as compras até o carro, no estacionamento, deixando os dois ômegas o recado de irem na frente escolher o que iriam comer.

Ambos foram em meio a conversas do futuro nascimento de seus filhos e do enxoval. Assim que chegou em um dos estabelecimentos de fast food do centro comercial, Hyunjin pediu a sua comida, a do marido e da filha, logo em seguida Bora fez o seu. Envergonhada, mas fez.

Os dois grávidos sentaram em uma mesa vazia com quatro cadeiras, rindo de algo que a ômega disse sobre um dos filhos. Hyunjin aproveitou e mandou uma mensagem rápida ao marido, informando onde estavam. Após cerca de cinco minutos, pai e filha entraram, avistando o ômega do cheiro de morango e coco, e também a convidada.

Durante o lanche, Felix descobriu que Bora já esperava o quinto filho com apenas 25 anos. Completamente chocado ele ficou, arrancando risadas do marido e da mesma, pois até mesmo Soojin se encontrava surpresa pelo o que ouviu. Os adultos e a adolescente conversaram bastante enquanto comiam, gostando da companhia da mulher até então desconhecida.

Logo após o almoço, Felix pagou a sobremesa. Sorvete por kilo. Tudo estava indo bem, até que Hyunjin desejou sorvete de limão. Não tinha, então o alfa teve que pagar uma quantidade absurda - não que se preocupasse com o dinheiro - para que a sorveteria fizesse o creme gelado e azedo para seu ômega.

No final, deu tudo certo.

Compraram o enxoval, conheceram uma moça gentil e humorada, lancharam e ainda tiveram a sobremesa.

O ômega estava feliz, ou melhor, todos estavam felizes.

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