extra 02 . dando a notícia

Soojin

Assim que a ômega de 18 anos entrou em casa junto a namorada, ambas foram recebidos com latidos animados do pequeno Kami.

— Olá, pequeno bagunceiro. — Shuhua acariciou a cara peluda. — Cadê os meus sogros? — Perguntou ao não ver os pais da Soojin.

— Sogro uma ova, sua palerma. — Saindo da cozinha, Lee falou para a namorada da sua filha e fez careta. — E aí, cerejinha, se divertiu? — Perguntou o mesmo e sorriu levemente, quando a filha assentiu.

— Por que seus olhos estão vermelhos, pai? — Questionou e o alfa piscou.

— Um cisco. — Falou rapidamente, mas a menina só o encarou desconfiada.

— Um cisco chamado: lágrimas. — Disse Hyunjin, descendo as escadas e sorrindo de ponta a ponta.

— Hyun!

— Então o senhor Lee chora? — A alfa mais nova perguntou divertido e o mais velho revirou os olhos.

— Talvez, mas também faço chorar, quer experimentar?! — O mesmo levantou o punho ao mesmo tempo em que Shuhua ergueu os braços.

— Meu velho. — A menina murmurou entediada e Hyunjin beliscou o marido. — Tá, por que chorou?

— Eu não chorei, eu me emocionei, só isso. — O ômega riu e selou os lábios do marido, encarando a filha novamente.

— Nós só recebemos uma notícia feliz, meu bem.

— Que notícia? — Indagou, deixando a curiosidade nascer.

— Amanhã saberá. — Hyunjin piscou para a mais nova, sabendo que a mesma era curiosa.

— Ah não, papai, me diz o que é. — A menina se aproximou dos mais velhos e os mesmos negaram.

— Nada disso, mocinha. — O antigo Hwang passou o indicador na ponta do nariz alheio. — Amanhã, seus avós vão vir fazer alguns exames e ficarão aqui, então nós contaremos.

— Sério? — Perguntou animada.

— Sim, mas por enquanto não saberá de nada.

— Isso é injustiça.

— Não, isso é evitar que você fofoque para os outros.

— Está chamando, sua única filha, de fofoqueira? — Questionou fingindo incredulidade, mas assim que recebeu olhares divertidos dos pais, a menina deu de ombros. — Que coisa não.

Hyunjin revirou os olhos para o drama fingindo da filha.

— Esse título não será dela por muito tempo. — O alfa sussurrou bem perto do ômega, esse que riu negando.

— O que está sussurrando ai? — Questionou curiosa.

— Nada que interessa, pirralha. — O Lee mais velho disse e a menina bufou.

— Credo, pai, que grosseria. — Resmungou. — Shuhua, vamos para o quarto. — A adolescente chamou a namorada, fazendo Felix a mirar firme.

— Como é a história? — Perguntou o mais velho, cruzando os braços.

Felix pode até ter aceitado o namoro da filha, mas coisas como deixar as duas sozinhas, ainda mais no quarto... Não, ele não aceitava. Hyunjin também não gostava da ideia, pois sabia como era ser adolescente, por isso compartilhava do mesmo pensamento, apesar de deixar sua filha ter seus momentos de privacidade. A verdade é que ambos mais velhos ainda não queriam aceitar que a primogênita era quase uma adulta.

— Nós só vamos assistir um filme. — Disse a menina, já conhecendo a expressão do pai alfa.

— E já não assistiram no cinema?! — Recrutou.

— Calma sogrinho, nós não vamos fazer nada, não quero filho agora. — Soojin deu um beliscão na namorada, fazendo o mesmo gemer doloroso. — Ai, cereja do meu bolo.

Felix riu forçado e encarou a alfa mais novo.

— Você ouviu isso? — Perguntou ao esposo. — Escuta aqui, projeto de alfa, pense nisso e eu te mato.

— Pai, por favor. — A menina disse manhosa e olhou para o genitor ômega, esse que deu de ombros. — Qual é, eu nem interrompo vocês.

— Ah não, imagine se interrompesse. — Felix disse irônico e Hyunjin acabou rindo. — Não vão para o quarto e ponto final. — O mesmo foi caminhando até a escada. — E não me remende ou eu corto sua língua. — Ameaçou de costas para o casal de adolescente ao que subia os degraus.

— Que chato!

— Eu escutei. — Felix rebateu.

— Que bom.

— Ótimo. — felix virou-se com os olhos semicerrados e Hyunjin riu do marido e da filha se implicando, logo seguindo a alfa até o quarto.

— Vocês duas... Não façam nada de suspeito, se quiserem ir até lá....vão, MAS com a porta aberta, por favor. — O ômega mais velho falou e Shuhua assentiu. — Kami e Bae estão de olho. — Disse apontando para os dois animais de estimação, que brincavam em cima do tapete da sala.

— Sim senhor, senhor.

Shuhua sorriu e fitou a namorada.

— Não estou afim de ver um homicídio, nem tenho idade pra ficar visitando esposa na cadeia. — Murmurou baixo, saindo dali.

— Acho que é melhor ficarmos aqui, Soojin, eu pretendo viver. — A alfa disse brincalhona, já a menina cruzou os braços e bufou irritada.

— O que foi? Está irritada com seus pais por não a deixarem ir ao seu quarto? — Perguntou confusa.

— Não é isso, mas eles estão me escondendo alguma coisa e eu não gosto disso.

— Mas você não sabe guardar segredo, Soo.

— Você não me chame de fofoqueira também, Shuhua, eu não sou. — Replicou e a outra revirou os olhos.

— Ok, boca de túmulo. — Falou e a Seo a estapeou. — Antes de assistirmos, vamos comer alguma coisa?

— Não.

— Qual é, minha fofoqueira, não seja mal. — Começou a formar um biquinho ao que seguia a baixinha.

— Yeh Shuhua, eu vou te bater. — Ameaçou e a alfa sorriu, abraçando a namorada, logo depositando um beijo carinhoso nos lábios rosados. — Safada! — Exclamou com vergonha e a menina riu.

Ambas se afastaram rapidamente ao ouvirem o latido de Kami, achando que talvez fosse o alfa mais velho da casa os pegando.

[...]

No quarto, à noite, após jantar, Felix e Hyunjin foram para o quarto aproveitar mais um pouco da recém notícia e também resolver coisas pendentes do trabalho.

O alfa mexia no tablet do ômega, fazendo um backup de dados de análise das vendas passadas e atuais, comparando-as dos anos anteriores. Não era muito da sua área de informação, ao menos da parte de contabilidade, porém análises estavam em seu trabalho, o que Hyunjin deixava nas mãos do marido.

Enquanto o alfa observava a tela repleta de dados antigos, anotando mentalmente algumas mudanças da última análise feita há meses, Hyunjin no celular fazia os planos para as próximas aulas do próprio curso.

Ambos concentrados em seus afazeres.

— Amor, o que acha de ir até o meu curso, um dia desses? — Perguntou repentinamente, fazendo o alfa o encarar.

— Por que?

— Em uma das aulas será prática e eu queria ensiná-los a fazer suflê. — Respondeu calmo e o alfa arqueou a sobrancelha. — Soojin diz que o seu é melhor, então eu pensei em convidá-lo.

— Me diga o dia e a hora antes. — Sorriu para ômega, esse que retribuiu alegremente e o abraçou.

— Você é o melhor, sabia?!

— É claro, eu sou seu marido.

— É sim, o mais lindo, perfeito e o melhor de todos. — Bajulava e a cada palavra dita, o ômega deixava selinhos no rosto.

Felix sorria de lado ao receber o carinho do seu ômega.

— Que bajulador. — Murmurou brincalhão e deixou um selinho nos lábios carnudinhos. — Como será que nossos pais irão reagir ao saber que daremos mais um neto a eles? — Perguntou ao esposo.

— Bom, diferente da gravidez da Soojin, creio que teremos uma recepção melhor. — Respondeu aconchegando-se no alfa, já que este acabou por guardar as coisas espalhadas pela cama do casal e deitar-se em seguida. — Somos adultos, Felix, 34 anos na cara, temos nossos empregos, nossa própria casa e a nossa filha já está quase maior de idade, não tem porque eles se preocuparem tanto assim, como aconteceu com nossa menina.

— Você tem razão. — Falou e beijou a bochecha do ômega. — Só espero que o nosso menino se pareça um pouco mais comigo, já basta Soojin ser sua cópia. — Disse risonho e Hyunjin franziu o cenho.

— Menino? — Indagou confuso.

— Eu poderia dizer que qualquer um que vier, será bem-vindo e o importante é vir com saúde, mas eu quero ter um garotinho, sendo alfa ou ômega, tanto faz para mim. — Disse sincero e Hyunjin sorriu levemente.

— Eu também quero um menino, sabe... Ter um casal de filhos. — Hyunjin apoiou-se sobre o cotovelo, ficando de bruços nos colchão ao que fitava os olhos da cor de carvão com paixão. — Ele vir com os seus olhos pretinhos, redondinhos, esse sinalzinho fofo... — Cutucou a bolinha escura abaixo do lábio inferior. — Seu sorriso também.

— Já eu prefiro que ele puxe seu sorriso. — Replicou. — Mas se vier uma segunda menina?

— Imagina se ela viesse com esses olhos e o seu sorriso?! Seria a bebê mais linda do mundo.

— Soojin iria adorar enfeitar a irmã. — Felix riu ao lembrar como a filha fica com Mi-Cha, a filha de Seungmin e Chan.

— Pior que é verdade. — Concordou e suspirou. — Só espero que ela receba a notícia bem.

— Por que ela não receberia? Ela adora crianças.

— É verdade, não tenho o que me preocupar, pensando demais. — Balançou a cabeça e bufou. — Acho que estou ficando ansioso.

— Não fique, tudo vai correr bem. — O alfa acariciou a cintura delgada e puxou o corpo mediano em sua direção, deixando a parte do tronco alheio sob o seu. — Agora vamos dormir, pois amanhã o dia vai ser cheio. — Comentou e o ômega assentiu, e antes que o alfa levantasse para apagar a luz, os mesmos trocaram um rápido beijo seguido de um: boa noite, amor.

"둘"

O dia amanheceu e com ela mais trabalho e estudos.

Por volta das seis da manhã, Felix foi pegar os sogros na rodoviária e os levou para o hospital para fazerem o dia de consulta completa, logo após foi direto para o trabalho na empresa, já que hoje teria uma reunião e ele aproveitaria para convidar os pais para o jantar em casa.

Soojin foi pega em casa pela namorada, já que o caminho da universidade em que a alfa frequentava ficava no caminho.

Shuhua é mais velha por dois anos. Soojin está no último do ensino médio e a alfa de 19 anos já estava no segundo ano da faculdade de direito.

Por mais que estavam em um flerte de quase dois anos e faltando poucos meses para o primeiro ano de namoro deles, as duas tinham as permissões dos pais, além do mais a alfa tinha muito respeito pela menina, tanto que nunca passou de um simples beijo, claro que teve momentos em a adolescente dizia algumas coisas de safadeza, mas ao que invés de deixá-lo com gostinho de quero mais, a mais velha fazia rir da namorada e quando a mesma ficava emburrada, ela beijava os lábios rosados e sempre com um balm de cereja.

Além de namorados eram amigos, assim como Shotaro, Ryujin e Jisoo. Todos com 18 anos, quer dizer uns já, mas continuava com o mesmo espírito dos anos passados.

Jisoo, a alfa assanhada do grupo, havia mudado o estilo, mas com a mesma personalidade. Shotaro, o amigo coruja é o melhor de todos, além de ter evoluído muito, principalmente no físico e tem a Ryujin, a ômega também assanhada, porém menos do que a amiga alfa.

Claro que algumas coisinhas, contudo notava-se.

A moto do alfa foi parando aos poucos na antiga escola e a mais nova saiu da garupa ao tirar o capacete e o entregar em seguida.

— A madame está entregue. — Brincou e a mesma revirou os olhos. — Mais tarde, eu passo aqui para te levar de volta.

— Okay, mas não se esqueça do que meu pai disse.

— Pode deixar, eu estou louco para conhecer os pais do senhor Hyunjin. Pessoalmente eu digo. — Piscou. — Eu vou indo, tenho trabalho para apresentar. — Disse rapidamente ao olhar no relógio e soltou um beijo pelo capacete, já que ainda estava com ele.

— Certo. — Retribuiu rindo e deu um tchau, quando este começou a acelerar. — Boa sorte. — Obrigada, cerejinha.

O mesmo arrancou com a moto e a menina suspirou, apertando a alça da mochila e caminhando para dentro da escola.

Muitos dos alunos a olhavam, mas a mesma ignorava, já acostumada com os olhares - da maioria - não muito bons.

De longe, a adolescente de longos fios acenou para o grupo de amigos e se aproximou, já sendo recebidas pelos os comentários maliciosos dos mesmos.

Com uma revirada de olhos e o dedo meio direcionado a eles, o grupinho iniciou uma conversa até bater o sinal para o começo das aulas.

Horas depois...

Hyunjin assim que chegou do trabalho viu o esposo e a filha conversando com os pais, logo sorrindo largo e os abraçando.

Ele havia chegado mais tarde, tanto pelo o dia corrido no curso e no próprio trabalho, assim como também optou por comprar o jantar em um restaurante especializado em tteokbokki, comprando porções grandes apimentados, acompanhados de empanado de peixe, camarão empanado e coxas de frango banhado em geléia de pimenta e kimchi caseiro, o que não falta na casa dos Lee.

— Você chegou filho. — Dakho abraçou o filho e o mesmo retribuiu, assim como as duas mulheres, Taehee e Eun também cumprimentaram o ômega.

— Que bom que estão bem, como foi a consulta? — Perguntou entregando as sacolas de comida embalada para o marido, deixando um suave beijo nos lábios finos, antes de sentar-se no sofá e iniciar uma breve conversa com os pais e a avó.

O ômega após - um tempo - pondo os papos em dias com os progenitores, subiu e tomou um rápido banho no quarto e pôs uma roupa mais leve.

Felix na sala conversava com os sogros enquanto esperava o esposo descer para jantarem. Shuhua estava com Soojin, mais leve por ter conhecido os tão falados avós do pai ômega, claro que teve uma brincadeira da parte do avô alfa

Os pais do alfa não puderem vir, pois tiveram um evento de última hora e os amigos do casal, eles optaram por fazer uma outra surpresa para todos os outros.

— Desculpem o atraso, acho que podemos comer agora, não é? — O ômega dizia enquanto se aproximava da sala.

— Já era tempo, pai! — Soojin disse se levantando e o mais velho a estapeou fracamente. — Vamos vovô, eu dei uma espiada e o papai trouxe tteokbokki. — A menina disse ao que esfregava as mãos uma na outra. — Tá com cheirinho bom. — Prolongou o 'o' e sorria.

— Já foi enfiar o nariz na comida, Soojin?

— Eu não, a Shuhua. — Apontou para a namorada, esse que a encarou incrédulo.

— Eu? Você até roubou um camarão empanado! — Acusou e dessa vez, quem encarou-a com incredulidade.

— Qual é, Shuhua, você tem que ser meu cúmplice.

— Mas você estava colocando a culpa toda em mim, garota, e se meu sogro me capasse?!

— É capaz de antes dele chegar em você, Felix seja o primeiro. — Dona Eun, bisavó da garota, comentou rindo. — Vamos comer, por favor, essa velha senhora quer descansar.

— Concordo com minha mãe, querido.

— Okay vovó. — Hyunjin assentiu e todos caminharam para o interior da cozinha.

Felix havia agilizado por lá, na mesa estava as comidas que o ômega comprou, assim como pôs os pratos e talheres na mesma. Todos sentaram-se sobre as cadeiras acolchoadas e passaram a servir-se do jantar tradicional de rua, começando uma conversa saudosa entre os mais velhos e os mais novos.

Após um tempo, o jantar foi terminado, agora uma sobremesa gelada do mousse de chocolate meio amargo e morango, tomava conta da mesa.

— Nossa, isso aqui é muito bom! — Taehee comentou provando do morango azedinho e o doce marrom. — Foi você que fez filho?

— Não, mamãe, eu comprei também. — Disse calmo, também provando do mousse. — De qualquer forma é delicioso.

— De fato. — Felix concordou, mordendo a fruta vermelha e levemente azeda.

Soojin aproveitando a conversa, procurou sair de fininho para que a louça não sobrasse para si. Shuhua sentado ao seu lado e ao de Hyunjin, cutucou o ômega mais velho e apontou com a cabeça para a namorada, sem a mesma perceber.

O antigo Hwang piscou na sua direção e este, desta vez, chamou atenção do marido, o fazendo encarar também a filha.

— Alguém quer escapar. — O Lee mais velho murmurou e a chamou, acabando por assustar a menina, essa que praguejou baixinho. — A louça lhe espera, minha cerejinha.

— Droga! — Cruzou os braços e fez bico.

— Mas antes que faça isso, eu e seu pai temos que falar algo.

— Já era tempo em?! — Dona Eun, que degusta da sobremesa, sorriu largamente na direção do neto.

Assim que viu o neto, a mais velha já pode notar algo diferente, coisa que a filha e genro não notaram no próprio filho. Até mesmo o aroma dele estava mudado, pouca coisa, mais ainda sim podia-se sentir um aroma diferente vindo dele, mesmo que o aroma do seu alfa estivesse bem impregnado em si.

— Do que fala, mamãe?

— Eu e Felix temos um notícia. — O ômega entrelaçou os dedos finos e longos ao do alfa, sorrindo para o mesmo, antes de voltar a encará-los novamente. — Não planejamos nada demais, pois foi algo que estivemos conversando durante um tempo e ontem tivemos uma confirmação. — Pausou e apertou a mão do marido, sendo retribuído.

Todos pareciam prestar atenção no casal, principalmente a filha de ambos, a mesma franzia a testa curiosa com que os pais falariam.

Hyunjin levou a mão livre até a barriga, sorrindo alegremente ao que dizia as palavras: — Nós estamos grávidos. — Anunciou aos pais e aos mais novos.

Dona Eun levantou-se e abraçou o neto e o genro, os parabenizando e sussurrando ao mesmo: já era tempo em, demoraram até demais, fazendo o casal rir.

— Meu bebê, meus parabéns! — Taehee emocionada fez a mesma coisa que a mãe, sendo copiada pelo marido, que tinha os olhos marejados como a esposa.

— Céus, eu vou ter outro netinho. — Comentou coçando o nariz, mas logo atenção de todos eles foram para uma voz alta.

— Soojin? — Shuhua segurava a namorada, desacordada, nos braços e encarou os sogros, não sabendo se rir da adolescente ou se ficava preocupado.

— Ela desmaiou? — Hyunjin perguntou incrédulo, logo ouvindo o marido e avó rirem alto, sendo seguidos pelos pais do ômega.

— Essa não vai servir para ser mãe, não mesmo! — A bisavó da menina comentou ainda rindo da bisneta.

— Felix pare de rir e vai pegá-la. — O dono de aroma cítrico empurrou o marido, que mesmo rindo foi ajudar o alfa mais novo. — Essa menina... — Murmurou tentando não rir da cena.

Todos acabando por seguir Felix - que havia pegado a filha nos braços - para a sala, tendo o corpo mediano e desacordado deitado com cuidado no sofá.

— Eu não acredito que ela desmaiou por causa disso. — Shuhua disse encarando a mesma.

— Os papéis inverteram. — O pai de Hyunjin comentou, enxugando uma lágrima imaginária do olho.

— Não seria estranho se Felix tivesse a mesma reação, mas quem teve foi Soojin. — Taehee falou também. — Se ela agiu desse jeito com a notícia que teria um irmão, nem quero imaginar quando engravidar.

— De tudo que me passou na cabeça, eu não imaginaria que ela desmaiasse. — Felix disse abraçado ao esposo.

— Acho melhor acordamos ela. — Replicou o ômega, preocupado, mas antes que pudesse pensar em pegar algo com cheiro forte, o mesmo viu a avó com um copo de água na mão e logo viu a mesma jogar no rosto alheio.

— Vovó! — Hyunjin foi até Soojin, essa que acordou assustada e tossindo.

— De onde a senhora pegou isso? — A filha da mesma questionou e a viu apontar para o jarro de água na mesinha de centro da sala.

— Você está bem? — O antigo Hwang limpava com os dedos o excesso de água no rosto jovem e sem maquiagem. — O meu deus.

— Estou sim... Eu acho. — A mesma passou a mão sobre a testa e fitou a todos na sala. — Por que estão me olhando assim?

— Você desmaiou quando seu pai anunciou que esperava um bebê. — Shuhua respondeu, tendo um sorriso arteiro no canto dos lábios. — Que coisa feia, Lee Soojin. — Negava com a cabeça.

— Então é verdade? — Perguntou encarando os progenitores. — O senhor está esperando um bebê de verdade?

— Sim, meu amor, estou.

— Verdade verdadeira?

— Verdade... Verdadeira!

— Mas... Como? Eu não notei nada diferente.

— Não parece que gostou da notícia... — Felix falou, um tanto sério.

— Não é isso, pai, mas... Eu... Não esperava por isso, mas... Uau, eu vou ter um irmãozinho ou irmãzinha! — Exclamou tentando deixar o choque de lado e aproveitar a notícia.

A menina, esquecendo-se do banho que tomou da bisavó, jogou-se contra o pai ômega abraçando-o.

— Parabéns papai! — Felicitou, logo após indo até o pai alfa fazendo o mesmo. — Ai que tudo! — Pulou alegremente e rapidamente correu até a cozinha, pegando o celular na mão e discando o número do padrinho Minho.

— O que está fazendo? — Shuhua perguntou ao ver afobação da namorado no celular. — Soo?

— Tio Minho! — A menina quase gritou e o casal se entreolhou rapidamente.

— Soojin, nós ainda não contamos a eles.

— Tarde demais.

— O PAPAI ESTÁ GRÁVIDO! — Gritou contra o aparelho enquanto pulava alegremente.

— Era para ser surpresa. — Felix terminou baixo e suspirou.

Shuhua bateu contra a testa e negou silenciosamente junto aos outros.

Ambos observaram a adolescente andando de um lado para outro, contando a novidade do novo herdeiro para a família.

Dona Eun acompanhada de Taehee e Dakho deixaram os mais novos na sala, alegando que estavam muito cansados do dia agitado, então subiram para os quartos de hóspedes.

Felix abraçou a cintura fina do esposo, deixando um selinho carinhoso na têmpora alheia, lhe falando ao ouvido para não ficar chateado com a filha.

O universitário percebeu que o pai ômega da namorado havia ficado um pouco decepcionado, acabando por - sem querer - ouvindo o mesmo resmungar algo relacionado: eu queria fazer surpresa.

Após isso, ele os viu subir para o andar de cima, desejando boa noite ao mesmo. Ele dormiria com a namorada naquela noite, com a permissão dos pais dela é claro.

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