79 - Morangos com Champanhe
Helena dormia profundamente quando foi despertada por Ray. Ele providenciou um café da manhã ligeiro com medo dela acordar e achar que ele foi embora. Se isso acontecesse, ela ia surtar de vez. Junto com o café, veio um balde de gelo com uma garrafa de champanhe e uma tigela de morangos frescos.
Ele a acordou com um beijo, como se fosse um príncipe encantado. Bom, ele pode até não ser um, mas prometera a si mesmo que a trataria como uma princesa até o último dia de sua vida.
_ Buenos dias mi amor. Você está melhor?
_ Agora estou... porque finalmente estamos juntos.
_ Juntos como? Agora ou para sempre?
_ Bom eu não fiz uma viagem horrível à toa. Então é para sempre.
Ele sorriu de orelha a orelha ao ouvi-la dizer aquilo. Era o que ele mais queria e ela também.
Durante o café, Helena contou o que aconteceu desde a última vez em que estiveram juntos em São Paulo. Não acreditou quando ela disse que quebrou as fuças do bocó do Roberto e pediu demissão da empresa onde trabalhou durante anos e ocupava um cargo importante e o que o sufoco que passou para encontrá-lo.
_ Você fez isso mesmo? _ Perguntou incrédulo.
_ Depois dessa, eu não ia mais conseguir trabalhar lá. Ainda mais que saiu em todas as redes sociais.
_ Acho que cheguei a ver alguma coisa no YouTube...
_ Falando nisso, eu vi a declaração de amor que você fez. Por isso que eu vim na base da loucura. E que sorte a minha de você ainda estar por aqui!
_ Na verdade eu já sabia que você viria e te esperei.
_ Sabia?
_ Sim. O nosso amigo jornalista me avisou. Como também não tinha como eu voltar para casa por causa da chuva e este era o único motel por perto, resolvi ficar. E torci muito para que viesse para cá.
"Obrigada Mitchel por mais essa. Estou em débito com você!" Pensou.
_ E você senorita Helena... agindo na base da loucura?
_ É eu sei... é tudo culpa de um certo porto-riquenho que conheci em Paris!
Ele deu risada com o comentário dela. Pegou as duas mãos dela e as beijou. Seus olhares se encontraram. Queriam dizer alguma coisa, mas a emoção de estarem juntos não deixava. Na verdade, queriam dizer um monte de coisas, até que ele falou logo de uma vez:
_ E então Helena Petropoulos? Aceita se casar comigo? _ Finalmente ele fez o pedido.
_ Sim, eu aceito me casar com você, Ramón Enrique Acevedo Kerkadó!
Na hora em que ele ia vibrar de alegria, ela veio com um "mas":
_ Mas... só tem um pequeno problema que precisamos resolver.
_ Problema? Que problema?
_ Precisamos voltar para o Brasil para que você peça a minha mão ao meu pai.
Ao ouvir aquilo, Ray começou a se coçar de nervoso. Helena riu divertida com o nervoso dele. Ele entendeu a situação dela e concordou.
_ Tudo bem, a gente volta para o Brasil e eu faço o pedido... mas precisa ser agora?
Ela riu com a preocupação dele.
_ Não. Bom eles disseram que tenho um prazo de dois meses para voltar..., mas quer saber, eu não estou com muita pressa em voltar. Depois dessa viagem, não quero saber de andar de avião nem tão cedo.
Helena só viu Ray colocar as duas mãos no coração e suspirar aliviado. Se olharam mais uma vez.
_ Bom, então quer dizer que você pretende ficar aqui.
_ Sim e não importa onde, desde que a gente fique junto.
_ E onde você quer morar?
Helena só se aproximou de Ray para envolve-lo em um abraço e deu aquele beijo do qual ele já sabia o que era.
_ Vamos por enquanto só ficar aqui neste quarto curtindo o nosso momento... Depois a gente vê o resto. Temos todo o tempo do mundo para isso!
Ele adorou a ideia dela. E para comemorar, abriu a garrafa de champanhe, encheu as duas taças que vieram junto, ofereceu uma para ela e a outra para si. Brindaram a felicidade de ambos e cada um bebeu no seu copo. Helena o beijou para sentir o gostou do espumante em sua boca e vice-versa.
Para deixar o momento muito mais caliente, ele pegou um dos morangos da tigela, mergulhou na taça e deu para ela provar. Antes de morde-lo, ela a beijou e abriu a boca bem devagar para poder abocanha-lo. Repetiu o mesmo gesto, mas desta vez percorreu o morango molhado de champanhe pelo seu rosto, por seu colo, pelo seu braço... e o enfiou na própria boca. Ambos riram.
De novo ele repetiu a cena e desta vez lhe ofereceu a fruta. Na hora em ela abriu a boca para come-la, aproveitou para dar uma chupada em seus dedos e ao ingerir a bebida, algumas gotas da liquido escorreram sobre o seu pescoço até chegarem ao seu colo, molhando um pouco a blusa do short doll que usava naquele momento.
Aquilo deu a Ray uma ideia. Claro que molharia os lençóis, mas... Deixou a sua taça no criado-mudo e se aproximou de Helena para tirar aquela peça de roupa manchada pelo champanhe... claro que com o consentimento dela. Porém quando chegou até a metade do seu rosto, ele parou para beijá-la mais uma vez de olhos vendados... até que ela tirou a blusa definitivamente.
E lá estava ela toda faceira, se exibindo para ele.
_ Acuéstate por favor. (deite-se por favor) _ fez o que ele pediu e o viu pegar a taça de volta, a inclinar e deixar cair o espumante sobre o seu corpo. Se arrepiou ao sentir as gotas de champanhe caindo e escorrer pela sua pele. Já imaginou o que ele queria fazer ao vê-lo tirando a camisa e se debruçar sobre ela...
Um pouco do líquido caiu dentro de seu umbigo e ela só o sentiu tentar sugar com os lábios. Enquanto tentava, segurava os seus seios, acariciando-os com as pontas dos dedos. De repente ele puxou lentamente a parte de baixo do seu short doll, a deixando nua e a virando de costas, para jogar mais champanhe em seu dorso. E aquela língua quente dele vai deslizando, fervendo a sua pele.
_ Agora é a minha vez. _ Ela disse ao se levantar e pegar a sua taça. Aproveitou que ele estava sentado na cama, se encaixou entre as suas pernas e começou a pingar gotas de champanhe sobre ele... só observou as gotas da bebida percorrer por aquele físico exuberante. Sem pedir, ele se deitou para que ela o saboreasse. Ela adorou a ideia, mas antes fez questão de jogar sobre o próprio corpo o restante do espumante que ainda estava em seu copo, principalmente em cima dos seios...
De inicio Ray não entendeu, mas ao vê-la se jogando em cima dele, entendeu e adorou aquela atitude selvagem da sua chica e fez o ela queria, se deliciou com os seus seios enxarcados de champanhe. Depois foi descendo para as suas bocas se encontrarem e se tocarem. Desceu mais um pouco e beijou o seu peito solido e o seu abdômen talhado até chegar na calça. Ajoelhou-se entre as pernas dele, abriu o zíper e tirou o seu membro totalmente ereto... e o abocanhou.
_ Ay qué rico! _ sussurrou em seu idioma enquanto ela subia e descia nele. Parou e o ajudou a se levantar da cama. Antes de irem tomar um banho para tirar o odor de champanhe dos corpos, se abraçaram por alguns minutos. Helena, de pé entre as pernas de Ray, ainda sentado na cama e a abraçando pela cintura. Trocaram selinhos entre si e fizeram juras de amor eterno.
Ela o levou para debaixo do chuveiro, junto com a garrafa de champanhe. Ele achou estranho aquele gesto, então ela disse que queria tomar um banho de champanhe... era uma fantasia da qual adoraria realizar. E ele atendeu o seu pedido, entornou a garrafa bem no alto da sua cabeça e o espumante foi caindo por todo o seu corpo. Ele fez questão de beber cada gota, só parou quando ficou "embriagado".
Depois que se lavaram, voltaram para a cama para continuarem namorando. Mas antes, Ray foi até a sua bolsa e retirou de lá um pacote de preservativos. Ela quando viu qual era o sabor, caiu na risada... morango com champanhe.
_ Quando fui fazer compras, passei na farmácia e vi este sabor. Na hora só pensei "por que não"? _ Tentou se explicar.
_ Tudo bem, adorei a sua ideia... mi amor.
E para mostrar que adorou, o tomou em seus braços e o deitou ali mesmo na cama. E eles se amaram mais uma vez, como na primeira vez em Paris. Mas antes, ela fez questão de perguntar:
_ Tu eres mi Ray?
E ele fez questão de responder:
_ Si, yo soy tu Ray!
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