19 - Ele sabe o meu nome!
"Ele sabe o meu nome!" Helena ficou impressionada ao ouvi-lo dizer o seu nome. Parecia até uma melodia. E ela ainda nem sabia o nome dele...
_ Que foi, eu errei o seu nome?
_ Não pelo contrário, você acertou! Como sabia o meu nome?
_ Foi na noite da festa na Torre Eiffel. Aquele cara que apareceu do nada, fugindo da sua amiga, disse seu nome. Ficou gravado na minha memória, pois eres un nombre lindo... assim como su duena (sua dona)!
_ Ah sim... obrigada! _ Helena corou ao ser elogiada por ele. Há fazia um tempo que não ouvia um elogio, ainda mais vindo de um homem tão bonito.
Finalmente chegaram ao tal bar. Entraram e fizeram seus pedidos. Helena nem fazia muita ideia de onde estava, já que não prestou muita atenção no caminho. Ela estava tão encantada pelo seu acompanhante, que não reparou em nada a sua volta.
_ Então... você é daqui? _ Ela perguntou, tentando puxar assunto.
_ Não, assim como você vim apenas para conhecer a cidade. Eu sou de Porto Rico, mas moro na Flórida, Estados Unidos. E qual região do Brasil você mora?
_ Sou de São Paulo, na capital. Com meus pais e dois irmãos. Conhece o Brasil?
_ Oh sim, fui ao Brasil pela primeira vez com treze anos nos anos oitenta. A última vez foi a mais ou menos uns dez anos atrás... _ quando ela ia perguntar o que ele foi fazer no Brasil naquela época, ele mudou de assunto meio que de repente: _ A propósito, essa sua amiga com quem você brigou... é a mesma de quem aquele cara estava fugindo?
_ Sim, é ela mesma.
_ Vocês não brigaram por causa daquele sujeito, não? Ou foi?
_ Antes fosse..., mas não foi bem uma briga... não chegamos a discutir. Eu só não quis conversar com ela na hora.
Helena, que até a um minuto atrás estava sorrindo, se entristeceu. Percebeu que na hora não deu nenhuma chance para Samantha se explicar. Trouxe a sua amiga no lugar de Luiz para se divertirem junto com Dayane, e não para ficar se aborrecendo, ainda mais por causa dele.
_ Quer voltar para casa e conversar com sua amiga? _ Perguntou ao ver o seu estado. Ela fez que sim com a cabeça. Chamaram o garçom para acertarem os pedidos. Quando saíram do bar, ele disse:
_ Se você brigou com sua amiga por causa daquele cara, um conselho: ele não vale a pena.
_ O que houve com ele? _ Perguntou para fugir um pouco do assunto.
_ Bom... a minha maior vontade era de joga-lo de lá do alto da Torre Eiffel. Mas achei melhor chamar um táxi para levá-lo até em casa. Estava muito transtornado para ir para casa sozinho. Ou a sua amiga deve ter o assustado ou então ele é muito do imbecil.
Helena riu lembrando do episódio. Realmente Pierre estava muito engraçado, com aquela cara de quem viu assombração. Mas também ficou assustada com o fato dele quer jogá-lo do alto da Torre Eiffel. Arriscou a perguntar:
_ Porque você queria jogá-lo de lá?
_ Oras, como por quê? Estava com você, a chica que eu queria e muito conhecer... e de repente me aparece um mané para estragar o nosso momento? E onde que eu fugiria feito um covarde, cuando una bella mujer me quieres? (quando uma bela mulher me quer).
_ Bom, deixa para lá, já passou. Mas você tem razão, eu tenho que conversar com a minha amiga. Preciso dar um basta nisso de uma vez por todas.
Ele sorriu para ela. Gostou de sua determinação.
*
Ao chegarem em frente aos seus prédios, ele perguntou:
_ Você quer subir ao meu apartamento?
_ Mas tenho de conversar com a minha amiga.
_ Ela pode esperar. Se for uma boa amiga, vai esperar.
_ Não posso.
_ Por que não pode?
_ Bom... a gente se conheceu agora... e eu não sei muita coisa sobre você... eu ainda nem sem o seu nome?
_ Não seja por isso. _ Ele endireitou todo o corpo, se curvou perante ela e fez um gesto galanteador, lhe estendendo a mão para cumprimentá-la: _ Mucho gusto señorita. (muito prazer senhorita) Eu sou Ramón Enrique Acevedo Kerkadó. Mas você pode me chamar apenas de Ray.
"Nossa, que nome lindo! É tão lindo quanto ele!" Pensou.
_ Ok... Ray. _ repetiu o nome dele, puxando bem o "R" no começo.
_ Agora que já sabe o meu nome, você vai subir, né?
_ Eu vou subir, mas para a minha casa.
_ Ora vamos lá! Vem comigo. Quero apreciar um pouco mais a sua companhia.
Helena começou a se divertir com a situação. Bem que sentiu muita vontade de ir até a casa dele, mas estava com receio. Em outros tempos, talvez ela até faria isto sem problemas. O olhou de cima a baixo, dando uma conferida no material...
Melhor não, pois ainda não o conhecia direito. Além do mais, realmente tinha que conversar com Samantha. Ela era do tipo que jamais deixaria uma amiga para trás por causa de homem, mesmo que esteja muito a fim dele.
E ele insistia: _ vamos fazer assim: você vem comigo até a porta, não precisa nem entrar. É só para conhecer a minha casa. E quando quiser, é só vir me visitar.
Vendo que ele não iria desistir, ela concordou: _ Ok, eu vou me arriscar!
_ Não vai se arrepender, tem a minha palavra de honra. _ Ela deu risada quando ele fez o famoso gesto dos escoteiros.
_ Para a sua segurança, espero eu.
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