CAPÍTULO 18

ㅡ Senhor Kim? ㅡ chamei.

Os olhos perdidos de TaeHyung direcionam-se a nós e seu corpo, que parecia estar preso em uma densa camada de gelo, faz uma reverência rígida.

ㅡ É um prazer, senhora Min e senhor Min YoonGi. ㅡ estendeu a mão trêmula ao empresário que a apertou por pura educação, pois era nítido a expressão de raiva em sua face.

ㅡ Se conhecem? ㅡ Senhor Jung inquiriu. ㅡ Pois nem mesmo eu sabia o nome do senhor Min. ㅡ riu levemente, um riso sem emoção, cujo único objetivo era amenizar a densa nuvem de tensão que se formou ali.

TaeHyung arqueou as sobrancelhas surpreso com a pergunta e acabou se atrapalhando para respondê-la.

ㅡ Nós conhecemos brevemente no passado. ㅡ pela primeira vez, ouvimos a voz do senhor Min.

ㅡ Sim. ㅡ TaeHyung concordou. Após isso, os lábios fecharam-se criando mais uma sequência de segundos torturantes de silêncio.

ㅡ Está tudo bem TaeHyung? ㅡ Senhor Jung percebeu seu grande desconforto. ㅡ Perdão. Não me sinto bem, bebi mais do que deveria, com licença.

Eu sabia que ele não havia colocado uma gota de álcool sequer na boca.

Em seguida, ele se curvou e afastou-se deixando todos confusos, exceto por senhor Min que manteve seu olhar de raiva sobre as costas do Kim.

ㅡ Eu vou ao banheiro. ㅡ Senhor Min disse e saiu dali com passos ligeiros. Encarei os outros, todos sem entender ou sem saber como reagir.

ㅡ Bom... ㅡ eu falei um tempo depois quebrando aquele silêncio constrangedor ㅡ vou ver como ele está. Com licença.

Após me despedir de senhor Jung e senhora Min, saí para procurar TaeHyung e buscar entender o que caralhos que estava acontecendo.

Eu passei pelo salão, perguntando vez ou outra para algumas pessoas se haviam o visto, mas ninguém sabia me responder, pois, os poucos segundos que fiquei parada foram o suficiente para perder TaeHyung de vista.

ㅡ _____? Está tudo bem? ㅡ JungKook indagou ao me ver tão aflita e inquieta.

ㅡ Sim. ㅡ menti sem olhar para ele, pois meus olhos vasculhavam entre as pessoas. ㅡ Você viu o TaeHyung?

ㅡ Eu o vi saindo do salão. ㅡ JiMin, ao lado do JungKook, respondeu. ㅡ Tem certeza que está tudo bem?

ㅡ Tenho sim, não se preocupem. ㅡ sorri brevemente apressando-me a ir atrás de Tae. ㅡ Com licença.

Me apressei para a direção do grande arco de flores que ornava a entrada e saída do salão e segui para o estacionamento para começar a procurar. Ao me aproximar dos vários carros, meus passos encerram-se quando vejo TaeHyung perto de seu carro e o senhor Min seguindo em direção dele. Curiosa e preocupada com o que poderia acontecer, me escondi atrás de um carro próximo deles, onde podia os observar.

ㅡ Está fugindo de mim senhor Kim? ㅡ O Senhor Min inquiriu cinicamente. ㅡ Porque está tão assustado? ㅡ aproximou-se perigosamente, quase o encurralando contra a lataria do seu carro.

ㅡ Me deixe em paz.

ㅡ Eu esperei tanto por este momento Kim, queria tanto encarar a face do idiota que acabou com a meu casamento. ㅡ disse cheio de ódio.

ㅡ Eu não acabei com o seu casamento, foi você que fez isso. Não lhe dava o amor que merecia. SunHee me procurava porque eu a amava, a amava mais que qualquer coisa.

ㅡ Pare de mentir seu covarde! Você nem ao menos se deu ao trabalho de ir ao enterro dela. ㅡ cuspiu as palavras com amargura. ㅡ Por quê? ㅡ empurrou o peito de TaeHyung, fazendo-o bater as costas no carro.

O Kim nada disse.

ㅡ Me responde porra! ㅡ golpeou seu peito novamente. ㅡ Não foi você quem disse que a amava mais que eu? Disse que lhe dava o amor que eu não dava. Mas fui eu que ficou ao lado dela, segurou a mão dela, enquanto ela morria naquela cama de hospital! Por sua culpa caralho! ㅡ a voz do outro homem soou embargada de dor.

ㅡ Por favor. Para, por favor.

ㅡ Eu quero que lembre todos os dias da sua vida, que a culpa da morte dela é sua! Se não fosse por você, ela não teria saído de casa daquela forma, transtornada pelo que você disse, não teria entrado naquele carro para ir te encontrar, não teria morrido! ㅡ YoonGi esbravejou afundando seu indicador, repetidas vezes contra o rosto de Tae, que fica cada vez mais tenso de raiva.

TaeHyung perde o controle de si e o empurra para longe, golpeando seu rosto logo em seguida e o Min cambaleia para trás.

ㅡ Filho da puta! ㅡ disse antes de avançar sobre TaeHyung o segurando pelo colarinho e o jogando contra outro carro, fazendo-o bater as costelas na superfície dura e cair no chão.

ㅡ Senhor Min, ㅡ corri em direção deles, parei na frente de TaeHyung tentando o proteger de um futuro ataque. ㅡ Por favor, pare!

ㅡ _____, vá embora! ㅡ TaeHyung disse em um gemido de dor.

ㅡ Ah! Senhorita, porque está defendo um homem nojento como ele? Por acaso você sabe que seu chefe era uma putinha? Uma vadia que acabou com meu casamento, que matou minha esposa? YoonGi nunca poderia imaginar que eu já sabia do passado de TaeHyung, mas estava expondo para mim. Aquilo soava como um aviso ao Tae sobre o que ele era capaz de fazer.

ㅡ Perdão senhor Min, mas devo lhe dizer que a vida particular de meu chefe não me interessa. ㅡ cortei seu assunto de forma ríspida. ㅡ Eu só gostaria de pedir que o deixe em paz ou irei chamar os seguranças.

O homem mostrou um sorriso desenhado de raiva e recuou alguns passos, antes de direcionar um olhar venenoso a TaeHyung e sair de vez dali.

ㅡ Você está bem? ㅡ Abaixei-me até ficar na altura de seu corpo.

ㅡ Vá embora!

ㅡ Mas você... ㅡ me aproximei ainda mais.

ㅡ Vai embora! ㅡ esbravejou deixando um soluço rouco rasgar sua garganta.

ㅡ Eu não quero te deixar assim.

ㅡ Pare de se preocupar comigo. ㅡ disse comprimindo os lábios trêmulos. ㅡ Tudo o que ele disse é verdade, SunHee morreu por culpa minha! Eu fui covarde e egoísta! Fiquei com medo e fugi, mesmo depois dela ter me protegido. A deixei sozinha no meio de toda confusão que eu mesmo criei.

SunHee... talvez seja aquela mulher que ele mencionou um tempo atrás em sua casa. A mulher que o tirou da vida de prostituição, a primeira mulher que TaeHyung amou e pelo visto talvez ainda ame.

Ele encarou-me tristemente.

ㅡ Eu sou cruel. ㅡ disse secando as lágrimas com as mãos tentando se recompor do choro, enquanto se colocava de pé.

ㅡ Pare de dizer estas coisas Tae. Eu ouvi sim o que o senhor Min disse e pelo que entendi ela morreu em um acidente. Então não foi culpa sua. ㅡ tentei tomar proximidade, mas ele recuou.

ㅡ Você não entende. ㅡ virou de costas para mim, apoiando as mãos na lataria do carro.

ㅡ Então me deixa entender. ㅡ toquei seu ombro com sutileza.

ㅡ Não! ㅡ esquivou mais uma vez de modo agressivo.

ㅡ Não confia em mim?

Ele se calou, abaixou a cabeça e vi suas mãos sobre o teto metálico do carro fechando-se em punho.

ㅡ Depois de tudo?

Uma pontada de decepção atinge meu cerne, não sei o porquê, mas quero socar a mim mesma por me abalar com a possibilidade de TaeHyung não me considerar alguém confiável, ou sei lá.

ㅡ Depois de tudo o quê? ㅡ voltou-se mais uma vez e mostrou um sorriso indiferente. ㅡ Você pensa que só porque fodemos algumas vezes ou o fato de você saber algumas coisas sobre mim, nos torna melhores amigos? Cúmplices? Ou melhor, ㅡ deixou um riso soprado escapar de seus lábios. ㅡ só pelo fato de você ter me contado sobre sua vida fodida, sobre seu pai estar morrendo e...

ㅡ Cala a boca! ㅡ gritei aproximando abruptamente, foda-se nossa diferença de altura, estou tão puta de raiva agora que poderia socar sua cara sem nenhum remorso. ㅡ Cala a porra da boca! Meu pai não está morrendo! Ele vai melhorar, ele vai viver até que os médicos descubrirem a cura e ele vai...

ㅡ Nada vai salvar o seu pai! ㅡ disse impulsivamente.

Uma dor terrível alastrou-se em mim, deixando-me imóvel.

ㅡ Me desculpe, eu não queria...

ㅡ Você tem razão Kim TaeHyung, você é cruel.

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