CAPÍTULO 09
KIM TAEHYUNG
MinHo, completamente bêbado, tagarelava incansavelmente sobre as conquistas do time de beisebol que ele torcia. Todavia, eu não conseguia prestar atenção no ele dizia, pois, minha mente continuava a borbulhar vários pensamentos sobre o que _____ fez deixando minha cueca melada de porra. Eu precisei tirar a camisa para fora das calças para tentar cobrir a mancha que se formou em minhas calças por culpa daquela peste.
Ah! Ela me paga!
ㅡ Já estamos indo embora. ㅡ disse HoSeok quando voltou para a mesa onde me abandonou para ir dançar com JiSoo.
ㅡ Tudo bem, nos vemos amanhã na empresa.
ㅡ Senhor Kim, sabe se a _____ já foi embora? ㅡ JiSoo indagou apanhando sua pequena bolsa deixada sobre a mesa e seu sobretudo no encosto da cadeira que antes ocupava.
ㅡ Acredito que não.
ㅡ Ah... ㅡ ela assentiu um tanto cabisbaixa se direcionando para hyung. ㅡ Desculpa, Hobi, mas não vou poder ir com você, ela está comigo.
Hyung pareceu se entristecer com o que foi dito, mas como sempre, não deixou seu sorriso se esvair enquanto anuiu em compreensão.
Conheci HoSeok na Seoul National University no mesmo curso de pós-graduação. Ele foi meu único amigo após anos vivendo solitário. Apesar de nunca ter contado-lhe sobre meu passado, pois tenho medo do que pensaria de mim se soubesse do V e das péssimas decisões que tomei, confio nele. Aliás, foi graças a Hobi, herdeiro da Venus Cosmetics, que consegui uma entrevista de emprego e consequentemente um trabalho. Sou grato a ele por cada sorriso que me deu em meus dias cinzentos e toda confiança que me ofereceu quando nem mesmo eu confiava em mim. Eu o amo como um irmão.
ㅡ Podem ir, eu levo ela para casa depois. ㅡ Talvez me arrependa disso, mas porra é aniversário dele então vou fazer esse esforço.
ㅡ Valeu, Tae. ㅡ Hobi voltou a se animar.
ㅡ Tem certeza senhor Kim? Não vai te atrapalhar? ㅡ Ela se preocupou.
ㅡ Sim, podem ir.
ㅡ Obrigada.
ㅡ Estamos indo. ㅡ Ele anunciou, acenando rapidamente com a mão antes de envolver a cintura da JiSoo e deixarem o local.
Um tempo depois é a vez de MinHo se despedir e eu dou graças a deus por isso, pois é um bêbado chato. Ele não cala a boca por um segundo sequer. Ao despedir-me do primo de meu amigo, percebo que está ficando muito tarde. São onze e pouco da noite, beirando a virada do dia. Tenho que ir trabalhar cedo amanhã e nenhum sinal de _____.
Levantei-me da cadeira estofada e sigo pelo bar em busca de minha secretária. O local ainda estavq bem cheio, o que complicava minha missão, principalmente quando sou reconhecido por um funcionário bêbado.
Enfim a encontro sentada em uma das cadeiras na bancada do bar onde seus lábios eram tomados ferozmente por um homem loiro. Sinto uma sensação esquisita atravessar meu peito, fazendo minha respiração encurtar-se. Ora, porque me deixar afetar por algo tão fútil?
Meus passos se tornaram pesados quando me aproximava dos dois que se beijam como se estivessem sozinhos em um quarto.
ㅡ Ei! _____!
ㅡ TaeHyung? ㅡ Ela faz uma careta ao me ver e pelo tom arrastado de sua voz tenho certeza que passou dos limites com a bebida.
ㅡ Vamos para casa. ㅡ Toco seu braço para ajudá-la a sair da cadeira, mas ela o puxa de volta para si.
ㅡ Eu vou com a JiSoo. ㅡ Sua frase soa embargada pela embriaguez.
ㅡ Ela já foi. E me pediu para te levar em casa, então vamos logo, porque eu tenho que trabalhar amanhã cedo. ㅡ Menti, aliás, não quero lhe dar o gostinho de que fui eu que me ofereci para levá-la para casa. Mesmo que o motivo fosse meu amigo e não ela.
ㅡ Aquela filha da puta.
ㅡ Pode deixar, eu a levo em casa. ㅡ O homem de olhos felinos, lábios volumosos e um narizinho empinado que me faz querer socá-lo por motivo nenhum, disse com um sorriso malicioso e certamente também não deve estar lá muito sóbrio.
ㅡ Vamos logo _____. ㅡ Ignorei o que aquele loiro oxigenado falou ou minha resposta seria grosseira e pego a mão dela para tirá-la dali.
Ela não protestou, pois, estava ocupada demais em se recuperar da falta de equilíbrio.
ㅡ Eu não quero. ㅡ resmungou enquanto eu a guiei pelo bar afora. ㅡ Quero ficar com JiMin, ele ia me mostrar o gatinho dele.
Suspirei buscando no ar, paciência.
Na porta do bar, onde esperamos o manobrista trazer meu carro, sou obrigado a segurar seu corpo contra o meu, pois ela não conseguia passar mais de dez segundos em pé sem cambalear.
ㅡ Vai me sequestrar? ㅡ murmurou com os olhos fechados quando a coloquei no automóvel.
ㅡ Eu não sou louco em sequestrar uma pirralha chata como você. ㅡ disse passando o cinto de segurança por seu corpo.
ㅡ Chata é teu cu. ㅡ Foi a última coisa que ela dissw antes que eu feche a porta do carro e siga para meu lugar. ㅡ Eu queria ter ficado com JiMin, ele ia me mostrar o gatinho. ㅡ e continua a reclamar quando entrei no veículo.
Eu sabia que iria me arrepender.
ㅡ Seus pais nunca te ensinaram que não deve confiar em desconhecidos. ㅡ retruquei antes de dar partida no carro.
ㅡ Ah, cala boca! Você empatou minha foda! ㅡ Cruzou os braços mostrando o quão infeliz estava.
ㅡ Se quisesse foder era só me pedir, garanto de que de foda eu entendo. ㅡ provoquei com um sorriso divertido.
ㅡ Nem que a pau.
ㅡ Por que não? Me odeia tanto assim? Pensei que resolvemos nossos rancores lá no hotel.
ㅡ Não é que eu te odeie, apesar de te achar um pé no saco.
ㅡ Então por quê?
ㅡ Você é grande. ㅡ Ela diz indiferente.
ㅡ Eu não sou grande.
ㅡ É sim.
ㅡ Existem caras bem maiores que eu.
ㅡ Isso não anula o fato de você ter uma pirocona. ㅡ Ela arqueou as duas sobrancelhas em veemência.
ㅡ Mas isso não seria bom? Se sentir bem preenchida, hum?
ㅡ Não fale isso! Você é meu chefe, eu não posso ficar pensando nessas coisas com você.
ㅡ Não foi essa linha de raciocínio que você seguiu hoje no escritório quando assistiu meus vídeos e quando me tocou com o pé no meio de um bar.
ㅡ Esqueça o vídeo. E sobre o bar, eu só me vinguei.
Minha resposta é um simples revirar de olhos e um riso baixo, enquanto ouço seu resmungar e em seguida o carro foi tomado pelo silêncio.
ㅡ Me diga o seu endereço. ㅡ falei um tempo depois, mas ela não respondeu.
ㅡ Ei!
Olho para o banco do carona e a vejo toda encolhida enquanto dorme um sono profundo. Parece tão adorável que seria o maior pecado acordá-la, então não ouso fazer tal ato. Apesar de merecer ser jogada na frente de um caminhão pelo que fez no bar, garota maluca.
Não faço a mínima ideia do local onde ela mora, então decidi levá-la para minha casa, aliás está tarde e eu estou cansado para ficar dirigindo por aí.
***
Pousei o corpo adormecido de _____ sobre o sofá de minha sala e segui para a cozinha onde servi um copo com suco natural de laranja e preencho outro com água.
ㅡ _____. ㅡ ao retornar a sala, chacoalhei seu corpo levemente sem conseguir nenhuma resposta. ㅡ Ei, acorda.
Ela balbucia algum descontentamento e se põe sentada ainda com os olhos fechados, mas logo os abrem esboçando uma careta quando a luz incomoda suas pupilas.
ㅡ Tome, beba isso. ㅡ dou-lhe o copo com água e a mesma o encara sem entender por ainda estar letárgica. ㅡ Beba.
Coloquei o copo em suas mãos e com lentidão ela o leva à boca.
ㅡ Beba esse suco também.
ㅡ Eu não gosto de abacaxi. ㅡ disse com a voz desafinada pela embriaguez, me deixando confuso por alguns segundos.
ㅡ Não é de abacaxi.
ㅡ Abacaxi me dá afta.
ㅡ Não é abacaxi. ㅡ afirmei mais uma vez. ㅡ Apenas beba, okay?
Ela assentiu e como uma preguiça, levou o copo de suco até a boca. Quando o líquido é esvaziado do copo, eu a ajudo a se levantar, oferecendo-me como apoio para subir as escadas rumo ao meu quarto.
ㅡ Não vai fazer nada comigo não, não é? ㅡ perguntou sonolenta quando a coloco sentada na beira de minha cama.
ㅡ Fazer o quê com você? Te afogar na banheira? Não, não quero ter problemas com a polícia. ㅡ respondi abrindo meu guarda-roupas onde pego uma toalha limpa, um moletom e uma escova de dentes nova.
ㅡ Seu quarto é bem diferente do que imaginei.
ㅡ E como você imaginou que seria?
ㅡ Como o quarto vermelho do Christian Gray.
ㅡ Que imaginação fértil. ㅡ me limitei a dizer aproximando-me dela com a toalha e as outras coisas. ㅡ Consegue tomar banho sozinha?
ㅡ Sim, eu consigo. ㅡ falou ainda com a voz arrastada por conta da embriaguez e então se põe de pé, mas seu corpo balança e perde o equilíbrio caindo contra meu peito.
ㅡ Eu acredito que não. ㅡ conclui comigo mesmo. ㅡ Vem.
A direcionei até o banheiro. No cômodo, com sua permissão a ajudei a tirar sua roupa tocando a barra de seu vestido puxando-o para cima com cuidado, tanto para não machucar quanto para não a assustar. Mas ela não parece se importar, talvez seja a bebida. Decido não tirar suas peças íntimas em respeito, aliás ela ainda está bêbada, logo nada ali é verdadeiramente consensual já que a mesma não tem capacidade de decidir nada. Contudo, não posso negar que a visão de seu corpo semi-nu me afetou.
ㅡ Vamos para a banheira. ㅡ Toquei suas mãos para que ela não perca o equilíbrio quando entra da água. ㅡ Está boa para você?
ㅡ Sim.
ㅡ Tome, lave-se. ㅡ Entreguei-lhe a esponja e o sabonete.
ㅡ Eu vou sair, qualquer coisa me chame.
Saí do banheiro fechando a porta atrás de mim, e me acomodo na ponta da cama, de modo a me recuperar da visão que presenciei no banheiro. Caralho, como uma pirralha daquela pode me afetar tanto? Eu estou duro com tão pouco. Não posso mentir, _____ é sim uma mulher bonita e atraente, mas o suficiente para me deixar da forma que estou? Pela segunda vez no dia?
Com certeza deve ser porque estou sensível, faz bastante tempo que não faço sexo. Deve ser isso.
Está cada vez mais difícil ignorar a ereção que lateja no meio das minhas pernas conforme a quantidade de tempo que me dedico a pensar nela. Mas ela está bêbada, não deveria fantasiar. Falando em estar bêbada, é melhor ir buscar outro copo d'água para ela, pelo menos assim eu esqueço do meu pau duro, certo?
Errado!
Enquanto servia o copo com água, acabei derrubando um pouco em minhas calças e quando usei um papel toalha para secá-la esbarrei a mão em meu pênis. Aquilo foi o suficiente para me arrancar um gemido e também arrancar todo meu autocontrole.
Desisto de resistir a meu membro que dói de tão duro. Desabotoei minhas calças e retiro-o de lá e sem perder muito tempo, apoio-me na ilha de mármore com uma das mãos, inclinando meu corpo levemente e com a outra eu tomo meu membro com força e agilidade. Começando a deslizar meu tato por toda a minha extensão repetidas vezes. Minha mente foi inundada com todas as sensações que ela me causou nas últimas horas. O momento no escritório, no bar e agora no banheiro. Suspiros sôfregos, gemidos baixos, deixam meus lábios entreabertos.
Sinto que estou próximo ao meu pico maior de prazer e desfaço-me mordendo meu lábio inferior para conter meu gemido alto, enquanto a porra jorra em jatos espaçados melando minha mão, calças e provavelmente o chão.
Não acredito que toquei-me pensando nela, minha secretária. Não acredito que gozei para ela duas vezes no mesmo dia.
Ofegante, abri meus olhos erguendo minha cabeça lentamente. Todavia, meu corpo congela ao encontrá-la ali, com os cabelos molhados, usando minhas roupas, encarando-me surpresa com suas bochechas coradas. Rapidamente volto a me vestir.
ㅡ Me desculpa. ㅡ pedi com a respiração entre cortada me apressando a lavar minhas mãos na pia.
ㅡ Desculpa, você não deveria ter visto isso, eu...
ㅡ Senhor Kim. ㅡ Ela caminhou passos hesitantes até mim.
ㅡ Eu não fiz de propósito, não queria que você visse, não queria de forma alguma te assustar ou...
De repente, avançou sobre meu corpo agarrando as laterais de meu rosto com suas duas mãos, então sobre a ponta dos pés, selou nossos lábios.
Porra, a boca dela é tão macia, quente e sedutora. Novamente, não sei dizer se é por estar necessitado diante do longo período que fiquei sem ninguém ou, porque sua boca é inebriante e faz meu corpo gritar para ceder a sua língua que pede passagem.
Contudo, no fim das contas sou obrigado a resistir separando sua boca da minha, pois ela ainda não está completamente recuperada do efeito do álcool. Talvez amanhã, _____ nem lembre ou até mesmo se arrependa e recusava-me fazer qualquer coisa com alguém nesse estado. Aliás, tocar no corpo de uma pessoa, seja homem ou mulher sem consentimento é repulsivo, e não há consentimento verdadeiro vindo de alguém bêbado.
ㅡ Senhor Kim, por favor. ㅡ ela pediu tentando mais uma vez.
ㅡ Vamos, eu vou te levar ao seu quarto. ㅡ disse lutando comigo mesmo para me afastar de seu corpo e, ao mesmo tempo, constrangido por ser flagrado.
Espero que ela tenha amnésia alcoólica amanhã.
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