15

De volta ao presente:
Yuri narrando:

Mikey estava ficando ansioso, ele queria que chegasse logo o dia 03. Agora que ele havia brigado de vez com o...Draken, ele estava passando a maior parte do tempo comigo, como nos velhos tempos. O único problema era, eu não tinha mais a mesma paciência que a uns quatro anos atrás e todo mundo que tem intimidade com ele sabe muito bem como é difícil lidar com a personalidade do loiro. Então, ele me irritou tanto que eu preciso ir fumar ou eu vou simplesmente matar ele enforcado.

Estávamos na casa dele, estavamos aqui até chegar as três da tarde. O senhor sano havia insistido muita para mim vir tomar um chá da tarde com ele para por a conversa em dia -Eu tomei Chá, mas o senhor sano caiu no sono assim que comecei a falar. Só acordou quando sua cara foi com tudo pra mesa e sua testa bateu contra a xícara cheia de chá. Ele falou tanto palavrão que eu até descobri alguns novos.

Mikey e eu tínhamos ido visitar o Pah na prisão, ele parecia de boa lá. Vai ficar uns dois anos preso, não é muito tempo e ele consegue se virar lá dentro. Talvez ele fique na mesma sela que o Kazutora. Antes de irmos embora pedi pra conversar com ele sem a presença do Mikey.

Me despedi do meu amigo de infância, irei embora antes dele sair da cadeia então vai demorar para nos reencontramos novamente. Me lembro de nossa conversa:

"-Tem certeza disso, Yuri? A vida lá fora é bem ruim. -Pah falou usando o telefone, ele me observava atrás do vidro de proteção.

-Não posso continuar aqui, Pah! As pessoas estão se machucando por minha culpa, não vai ser para sempre...Tokyo sempre vai ser o meu lar e um dia, quando tudo estiver calmo e minha vida resolvida, voltarei. -Respondi para ele. -Até lá, a sua liberdade vai ser conquistada.

-Boa sorte então, Yuri. Você sempre foi uma ótima amiga, mesmo soltando mais fumaça que um trem. Espero que você consiga resolver todos os seus problemas e que aonde quer que você vá, seja feliz. -Pah falou de forma fofa, nem parece um gangster que esfaqueou um vagabundo. -Peguei três anos, espero que você venha me buscar quando eu sair. Mas qualquer coisa, eu cuido dos meninos até você chegar.

-Cuida bem do Mikey? Sabe como ele é...meio irresponsável. -Perguntei com os olhos lacrimejados.

-Sim, principalmente do Mikey. Também irei cuidar do Draken, ele é o mais responsável de todos nós mas...as vezes ele faz umas coisas erradas. -Pah falou. -Vocês já conversaram? Pois o que ele fez foi mancada, ele agiu como um perfeito cuzão.

-Conversamos um pouco, mas vamos apenas esquecer, ok? Eu não perdoei o que ele fez comigo, me traiu! Éramos parceiros e ele...ele...

-Só não esfaqueia ele, ta bom? -pah falou quebrando o clima de raiva que havia se iniciado"

Ele realmente deve ter ficado com muita raiva do Osanai, para ter esfaqueado o cara. Mas não julgo, o filho da puta merecia. O único erro do Pah, foi não ter acertado a faca em um lugar mais fundo! Osanai deveria ter morrido, porém, não seria o meu amigo a matar ele e sim Deus. Afinal, quem tira a vida é ele! O Pah iria apenas furar gravemente seu estômago.

-Consegui uma entrevista de emprego! Em uma academia de boxe. -Falei toda animada enquanto tentava procurar a minha caixinha de cigarros em minha bolsa. -E veja só, nem preciso mais usar maquiagem para tampar os meus machucados.

Com um emprego, consigo mais dinheiro para ir embora.

-FINALMENTE! -O loiro gritou, ele parecia mais animado que eu e aquilo me deixou contente. -Agora você vai poder pagar os meus lanches de novo! Já estava com saudades disso, sabia? Faz quase dois meses que você não compra um x-burguer pra mim, já tava até pensando que você não me ama mais.

Olho totalmente indignada pra ele.

-Manjiro! Eu não trabalho pra sustentar esse monstro que tem na sua barriga, um buraco negro. -Respondi e ele soltou uma risada ao me ver ficando brava. -Porra, cadê o meu cigarro? Estava aqui!

-Então você trabalha pra que? Ninguém sabe o dia de amanhã, tem que gastar com comida e com os amigos sim! No fim, quando você morrer e for pro caixão, a única coisa que vai levar vão ser as suas tatuagens. -Aquele loiro respondeu, olhei para ele na hora. Vejo um sorriso no rosto dele, ta animado demais pra quem brigou com o melhor amigo.

-Errado você não está. -Murmurei fechando a bolsa e procurando pelos bolsos de fora dela, se eu não sair para fumar agora eu vou ter um treco. -Só vou levar pro meu túmulo minhas tatuagens e os meus pircings. Droga, não ta aqui.

-Ninguém mexeu na sua bolsa, Yuri! Então ta aí, ou quem sabe acabou...pena.

-Oh desgraça! Como acabou se eu tinha comprado hoje de manhã? O Manjiro, seu avô não pegou não? -Perguntei confusa enquanto tentava de todo jeito entender aquilo.

-O velho não fuma, Yuri! Por isso ele ainda está vivo, deveria parar em, o seu pulmão está mais fodido do que o dele. -Ele respondeu e eu mostrei a língua para ele. -Quem mostra língua, pede beijo!

-Quero um beijo da gostosa da sua mãe. -Falei e recebi uma chinelada na cara. -Aí...sua mãe também me bateu assim ontem de noite.

Meus olhos até lacrimejaram por conta da chinelada que recebi, não foi com tanta força assim.

-Yuri, corre. -Mikey falou de forma sombria enquanto olhava para mim.

Me arrependo te ter mencionado sua mãe agora, sinto um tiquinho de medo.

-MANJIRO! EU SOU A SUA AMIGA, NÃO ME MATA QUE EU SEI QUE VOCÊ ME AMA! -Falei no maior desespero. -SENHOR SANO!

-BRINQUEM EM SILÊNCIO, CRIANÇAS! -escuto o senhor sano berrar da sala, totalmente despreocupado com a vida. Eu vou ser assassinata e o bonito ta assistindo novela mexicana.

Olho para o papel em minhas mãos, o endereço da tal academia. Ela não parecia ser tão popular assim pois eu nunca ouvi seu nome ser divulgado entre as pessoas, realmente eram poucas que conheciam esse lugar, fora que era um local meio escondido. Se pelo menos eles colocassem uma placa gigante e colorida escrita "academia de box", seria um pouco mais famosa.

Entro no local, não era grande e nem pequena, média, havia tudo o que uma academia deveria ter. O local até que e confortável, não gosto muito de academias mas...até que essa é agradável.

Não gosto de academias pois cresci escutando que elas eram inúteis -o senhor sano realmente não gostava de academias pois segundo ele, era apenas um lugar onde arrancam seu dinheiro.

Não havia ninguém na recepção, apenas duas pessoas no ringue de luta. Fico meio confusa, seu cabelo era cortado em um modelo masculino, mas dava para notar que era uma garota. Sinto que já vi ela em algum lugar lugar...não me lembro aonde.

Eu havia ligado mais cedo para confirmar minha entrevista, o dono não iria estar mais sim a sua "gerente". Isso me deixou meio confusa pois ele riu de forma sarcástica e me desejou boa sorte. Juro que sua voz não era estranha, quando escutei tive um pequeno dejavu.

-Pausa! -Ela falou ao me ver. -Você deve ser a Yuri né? A garota que quer uma vaga como recepcionista. O Takeomi me avisou que você viria, mas ta atrasada por dois minutos.

-I-isso...-Murmurei tentando me manter concentrada, seus olhos azuis eram claros e pareciam brilhar conforme ela falava.

Olho para o relógio na parede, eu estava dois minutos adiantada...não entendi direito.

-Sobe aí flor, se você aguentar cinco minutos em pé a vaga é sua! -A garota respondeu enquanto tomava água na garrafinha. Ela parece ter a minha idade, chuto que deve ser uns dois anos mais nova.

como assim? Conseguir um emprego está cada vez mais difícil. Eu não quero subir ali, ela é bonita demais e eu não posso bater nela.

-Sou kawaragi senju, responsável pela academia. Bom, o responsável é o meu irmão mais velho, mas ele quase nunca ta aqui, então...

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