Capítulo 2
O carro depois de percorrer a estrada de terra, e passar pela antiga ponte elevadiça, chegou ao jardim da propriedade, parando o automóvel. Lois desceu do carro e observou a grande casa branca, de colunas grandes e esguias, não lembrava as ruínas que era tinha conhecido a anos atrás, observava ainda admirada o trabalho de restauração daquela casa.
- Lois? – Perguntou a voz masculina, a voz que nunca esquecera.
Ela se virou em direção a voz, e encontrou o rapaz, ou melhor, o homem que pensava que nunca mais encontraria, cujos caminhos haviam se afastado, a respiração da mulher havia sido roubada, os anos haviam passado para ele, a face de menino tinha dado lugar a um homem, que tinha a barba por fazer, mas usava jeans desgastado, casaco de algum tecido grosso preto e camisa branca. Os ombros estavam mais largos, estava maior, devia ser por causa do trabalho duro, os olhos que um dia eram de um azul vivido, limpo e claro, agora estavam escuros, apagados e gastos.
- Clark! – Ela falou baixo, tentando acostumar os seus lábios com o nome que tinha evitado falar.
- Quanto tempo! – Ele fala surpreso, mas com uma alegria contida.
- É... Muito tempo. – Fala com a voz baixa.
- A que devo a sua visita?
- Eu vi a reportagem no jornal, sobre a casa... Então eu vim aqui. – Fala meio sem graça.
- Só isso? – Ele sabia que ela estava escondendo algo, estranhamente conseguia ler aquela mulher depois de tanto tempo. Aquela sensação provocava um pequeno arrepio em ambos.
- Bem... Eu... Eu não queria falar assim, deste jeito, mas... Mas eu vim aqui fazer algo que achava que era o justo. Vim dizer que estou noiva, que me casarei daqui a duas semanas. – Ela fala desconcertada, calmamente, como se testasse o solo.
- Bom... Isso é bom... É bom para você? – Ele pergunta lentamente, como se ainda testasse a idéia.
- Como? – Ela pergunta sem entender.
- Ele é bom para você? – Pergunta preocupado.
- Sim... É dedicado, é cuidadoso, eu o amo. – Ela fala com um ar decidido, que nem sabe de onde tirou.
- Que bom... Mas isso não evita que sejamos amigos? – Ele sorri esperançoso.
- Claro que não. – Ela estende a mão sorrindo. – Amigos?
- Amigos. – Ele aperta a mão dela e fala. – Aceita um convite para jantar hoje a noite?...Como amigos...É claro! – Se apressa em assegurar.
- Eu aceito, sim! – Sorri alegre.
- Então entre, aproveite para conhecer a casa. – Ele a conduz sentindo-se alegre como a nunca se sentia, mas ele estava contido como sempre foi da sua personalidade.
Ela acompanha Clark Kent até o interior da sua casa, sentindo como se o tempo não tivesse passado, sentindo seu coração renovado, com as mesmas esperanças, expectativas e desejos que ela tinha no passado, a fé no futuro havia tomado um novo fôlego, mesmo sendo amigos, ela sentia-se confortável ao lado dele. Agora ela amava outro homem, via-se ao lado dele até o fim da sua vida, mas não podia negar que amava Clark, que aquele amor não tinha morrido naquele verão de anos atrás, que ele apenas adormecera, e acordou quando ela o viu em pé diante de si. Temia aqueles dois sentimentos, que conflitavam no seu peito, esse era o empecilho para sentir-se melhor naquele reencontro, pois aqueles sentimentos a deixavam pouco confortável perto dele, mas estava disposta a esclarecer tudo.
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