Capítulo 7

- Já começamos mal, que tipo de rapaz é este que se atrasa tanto assim. — A tia de Lois comenta na sala impaciente entre um gole e outro de chá.  

- Tia Mary, ele está atrasado apenas dez minutos. Talvez ele esteja preparando os ânimos para atura-la, pois sua fama já deve ser conhecida por toda cidade. — Lois retruca de forma malcriada.  

- Lois, não responda assim a sua tia. — Sam Lane chama a atenção da filha.  

- Ela ainda pode atrapalhar mais ainda, não crie raiva nela, já basta o Clark para ela ser implicante. — Chloe sussurra para a prima.  

De repente a batida na porta pode ser ouvido por grande parte da casa, uma criada foi abrir a porta, logo Clark apareceu na porta da sala, estava alinhado, mesmo dentro da casaca um pouco menor que deve ter sido emprestada por Pete. Lois se aproximou dele segurando a mão, tentando dar segurança, pois este ainda estava um pouco intimidado diante de todos.  

- Papai, este é Clark Kent, de quem eu lhe falei. — Lois fala para o seu pai, depois se vira para falar para Clark. — Clark, esse é o general Sam Lane, meu pai.  

- Prazer em conhece-lo, general. — Clark estende a mão educadamente.  

- Prazer em conhecer você, meu rapaz. — Estende a mão segurando a do rapaz e o cumprimentado, depois de largar fala educadamente. — Sente-se, fique a vontade.  

- Sra. e Srta. Sullivan, Boa Noite. — Clark fala fazendo um pequeno aceno com a cabeça, que é retribuído enquanto senta-se. Este então pergunta educado. — Senhora, onde se encontra o seu marido?  

- Jack está em Nova York, cuidando dos negócios da família, sabe como é, não pode se ausentar. — Fala Mary educadamente com um falso sorriso no rosto.  

- Assim que encontra-lo diga-lhe que mandei meus cumprimentos. — Fala Clark educadamente, mesmo consciente da falsidade da mulher.  

- Falarei sim, ele ficará muito grato. — Ela fala com uma educação e gentileza forçada.  

- Bom, meu rapaz, gostaria de saber o que lhe trouxe essa noite para esse jantar. Na verdade o que levou vocês marcarem esse jantar. — Sam Lane pergunta com seu ar austero.  

- Para o senhor conhecer melhor a pessoa que veio pedir permissão para namorar a sua filha. — Ele fala de forma educada e calma.  

- Ah sim, claro. Poderia dar minha permissão ou não só após o jantar? — O homem pergunta educadamente, mas de tal forma que o pedido não poderia ser negado.  

- É claro, senhor. — Clark sorri educadamente.  

Depois de uma longa conversa na sala o jantar foi servido. Todos foram jantar, Clark se comportava de forma exemplar, mas dava para notar em seus modos que ele não possuía muito jeito com tudo aquilo, no entanto tentava se esforçar. O homem ficou impressionado com o grande conhecimento sobre poesia e política que o rapaz possuía, era informado sobre o mundo que vivia. No final da noite quando todos tomavam o café na sala, o homem falou:  

- Bom rapaz, creio que esteja tarde e que esteja na hora de terminarmos essa noite agradável, como sou um homem de palavra, vou dizer-lhe o que prometi. Depois de conversar, cheguei a conclusão de que poderia lhe dar a permissão para namorar minha filha. Espero que cuide bem da minha menina. — Fala o general cuidadosamente.  

- Fico honrado e me sinto um homem de sorte por ter tal permissão. Farei de tudo para que não se arrependa. — Fala Clark educadamente.  

- Assim espero. — O homem fala sério, depois com um ar mais calmo, mas sem abandonar aquela austeridade peculiar. — Lois, leve o rapaz até a porta. Tenha uma boa noite, rapaz.  

- Boa noite, senhor! Boa noite, senhora, senhorita! Passem bem. — Clark fala educadamente e depois retira-se com Lois.  

Ao chegar na varanda diante da casa, Clark pergunta a Lois:  

- Estou preocupado, ficou calada a noite toda, logo você que fala tanto.  

- Eu sabia que se falasse, ai que meu pai atrapalharia tudo. Então fiquei calada, mesmo sendo muito difícil, e viu como ele acabou permitindo? — Fala calmamente, segurando a mão dele.  

- Verdade. Que bom, agora sua tia não poderá mais implicar. — Ele fala sorridente.  

- Isso é muito bom. — Ela enlaça o pescoço dele com seus braços.  

- Bem, devo ir, seu pai não gostará da despedida tão longa. — Ele deposita um pequeno beijo, quase um selinho nos lábios dela e fala. — Boa noite! Até amanhã! Sonhe comigo!  

- Você também. — Fala em voz baixa, só ele poderia escutar, aquela doce despedida. — Até!  

Então ele caminha rumo a casa dele, enquanto ela entra com um ar sonhador. Tinha vencido a sua tia e convencido seu pai, tudo estava perfeito. Aquela noite teria sonhos maravilhosos com o seu futuro e o de Clark, mal ela sabia, mas já estava amando aquele rapaz.

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