Vida!
Jungkook on..
Fazer essa promessa não foi fácil, porém observar tudo que Beca conquistou nos últimos meses, mesmo contrariando todos os médicos, me fez entender o quão tranquila e segura de si ela está. Enquanto observavámos as estrelas vi seu lindo sorriso me iluminar e agradeci por estar em minha vida.
- Ei vocês dois? - Taehyung nos chama.
- Venham pombinhos. Se ficarem afastados da fogueira vão ficar com frio e a senhorita não pode ficar resfriada. - Jin complementa nos dando espaço para sentarmos ao seu lado.
- Coma amor. - Diz ele tentando convecer Diana abrir a boca com um aviãozinho.
- Acha que sou criança por acaso?
- Não! Só quero que nosso bebê nasça forte. Vamos, bocão. - Diz fazendo um grande "0" com a boca.
- Misericórdia! Vai fazer ela sair rolando assim. - Hobi interfere.
- Pois eu acho que ela está perfeita assim. - Retruca o pai do ano nos fazendo rir.
- Ela está sempre perfeita. Ainda bem, tenho certeza que essa criança vai ser a cara da mãe. - Jimin debocha.
- Sem medo da morte mesmo. - Taehyung entra na brincadeira.
Conversamos, Rimos e finalmente resolvemos ir dormir, afinal teríamos todo o caminho de volta para casa no dia seguinte.
Lá pelas três da manhã Beca me acorda assustada.
- Amor! Kookie acorda. Tá ouvindo isso?
Ainda sonolento atento minha audição e ouço alguém gemer.
- Acho que vem da barraca do Jin. - Digo já me levantando e seguindo minha namorada que a essa altura já estava praticamente do lado de fora.
- Hyung podemos entrar? - Pergunto.
- Precisamos de ajuda. - Escuto sua voz absurdamente mais alta que o normal.
Assim que entramos nos deparamos com Diana sentada, gemendo e agarrada nos cabelos de Jin.
- Aí meu Deus o Bebê! - Beca diz já segurando a mão da esposa de meu hyung que tremendo tenta fazer uma ligação. - Kookie vai chamar os outros e a senhora Hwang. Rápido.
Não levou nem 5 minutos e estavam todos de pé tentando ajudar de alguma forma.
- O Bebê está muito apressado. Já chamei a ambulância. - Jin diz ainda tremendo.
- Falei para não dar tanta comida pra ela. - Hobi se pronuncia.
- No que podemos ajudar? - Namjoon pergunta.
- Preciso verificar como anda o trabalho de parto. Saiam por favor. - Nossa enfermeira pede e começamos a nos retirar porém Diana não solta a mão de Beca.
- Fica comigo por favor!
- Eu não vou sair daqui, prometo.
Ouço minha namorada responder e saio.
Logo escutamos a ambulância.
- Alguém tem que ficar para cuidar das cousas por aqui. - Digo enquanto observo Diana ser acomodada na maca ainda sem soltar as mãos de Beca.
- Eu fico. - Yoon se oferece.
- Então eu te ajudo a arrumar tudo. Podem ir e nos mandem notícias. - Namjoon diz.
- Somente o Marido. - Um dos socorristas diz.
- Eu não vou sem ela. - Diana grita.
- Deixe que venham. Não temos muito tempo. - O outro socorrista intervém.
Com minha ajuda Beca subiu e se acomodou próximo da cabeça de Diana. Jin fez o mesmo.
- Entra logo moleque que essa criança não vai espera a sua boa vontade. - Meu hyung me puxa para dentro e lá fomos nós entre gritos e os socorristas pedindo que Diana fizesse força.
No meio do caos que estava acontecendo, vejo os olhos de Beca brilharem quando escutamos o choro daquele ser tão pequeno tomar conta de tudo a nossa volta. Jin chora sem parar enquanto acaricia os cabelos de Diana.
- Você se saiu muito bem querida.
- Parabéns! É uma menina. - O socorristas que fez o parto entrega a pequena nos braços da mãe que chora emocionada.
- Ela é linda. - Digo observando a felicidade que toma conta de todos.
Assim que chegamos ao hospital, mãe e filha foram levadas para avaliação e nós fomos resolver toda a parte burocrática. Logo estávamos no apartamento no qual ambas ficaram por alguns dias, apenas pelo fato de ser um bebê prematuro.
Ouvimos batidas suaves na porta.
- Cadê a criança mais linda do mundo? O tio Tae tá doido pra apertar. - Diz ele assim que abro a porta.
- Tá maluco? - Pergunta Yoongi entrando logo em seguida.
- Relaxa eu estava brincando. Não vou aperta. Prometo. - Taehyung diz se justificando para finalmente pegar a pequena no colo.
- Diana devo dizer que você está linda. Nem parece que teve que expelir uma criança desse tamanho. - Namjoon se aproxima rindo e observando a bebê.
- Trouxe flores. - Hobi as coloca na mesa próximo a cama.
- Hyung acho que tem uma falha no seu cabelo. - Provoca Jimin.
- E de quem será a culpa né? - Ele responde olhando para a esposa.
- Da próxima vez vou deixar você tentar tirar um bola de basquete por onde passa apenas uma de ping-pong.
- Aí Deus agora nunca mais vou tirar essa imagem sa cabeça. - Yoon diz aconchegando a pequena em seus braços.
- Já temos um nome? - Shin hye pergunta.
- Ela se chama Kim Mi Young. - Responde Diana sorrindo.
- Hum! "Beleza eterna". - Digo pegando a pequena em meu colo.
- Totalmente apropriado. - Responde Jin rindo.
Noto Rebeca sentada afastada, nos observando. Devolvo Mi Young a seus pais e me junto a ela.
- Tudo bem meu amor?
- Melhor impossível. - Ela responde apoiando a cabeça em eu ombro.
- Deve estar cansada. Foi um dia agitado.
- Estou sim, mais não me arrependo de nada.
Sinto que sua voz sai mais fraca que de costume. Não digo nada, beijo sua testa e a conforto como posso.
Três dias depois de dar entrada naquele hospital, Jin e sua família foram finalmente liberados. Os demais voltaram para Seul ainda no domingo, porém Beca e eu ficamos para ajudar-los quando ganhassem alta.
Já casa, com o passar dos dias, senhora Hwang e eu sentimos uma mudança nada sutil em Beca. Ela não sai muito da nossa cama, mais ainda consegue manter o hábito de escrever em seu diário.
E quando ela está distraída, me aproximo e a abraço por trás.
- Lindo desenho. Está tão lindo quanto o primeiro, com mais detalhes, porém igualmente lindo. - Digo ao observar as tulipas.
- Estou detalhando por que quero que você encontre. - Ela responde com a voz ainda mais debilitada.
- Encontrar oque meu amor? Não entendo.
- Na hora certa você vai entender. Humm! - Ela geme tentando achar ima posição menos desconfortável.
- Tente deitar um pouco meu amor. Talvez consiga uma posição menos dolorosa. Vem vamos achar um jeito de te deixar o mais confortável possível.
- Não acho que isso exista mais. - Diz deitando-se. - Cada dia estou sentindo mais dor. Mais tudo que preciso é que me dê carinho como vem fazendo.
Senhora Hwang se apressa e aplica morfina para amenizar qualquer desconforto. Aos poucos Beca relaxa, adormecendo finalmente.
- Podemos conversar. - Nossa enfermeira pede que a siga.
- Pode falar. - Digo já na sala.
- Sinto dizer isso, mas, ela não tem muito tempo. Deve se prepara. - Eu já sabia então tento de alguma forma manter uma calma que na realidade não existe.
Volto para o quarto e me deito ao seu lado. Quero aproveitar cada segundo.
- Kookie! - Ouço sua voz fraca.
- Sim anjo.
- Quero ir para os campos de tulipas.
Suas palavras são como uma faca atravessando meu peito. Sabia exatamente o que veria pela frente.
Respiro fundo algumas vezes antes de responder a ela.
- Você prometeu.
- Eu sei. Vamos assim que amanhecer está bem?
Ela apenas concorda com minha escolha equanto tento controlar as Malditas lágrimas que continuam a cair.
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