Me apaixonei

    Jungkook Ficou curioso ao ouvir alguém tão jovem dizer algo tão definitivo. Tão duro. Tão... penoso.

Jungkook ficou intrigado ao ouvir alguém tão jovem dizer algo tão definitivo. Tão duro. Tão... penoso.

Por mais que quisesse provocar, relembrando a aposta que havia ganho, algo o impedia. Algo estava errado, e ele preferia não pressioná-la.

Paciência, Jungkook, paciência.

Já fazia quase dois meses que estavam dividindo o apartamento. Às vezes, acabavam na cama, e Beca sempre fazia questão de reforçar: "amigos com benefícios". Nesse tempo, ele pôde perceber algumas de suas particularidades. Ela gostava de andar pela casa da maneira mais confortável possível, o que muitas vezes significava apenas peças íntimas. Amava café, mas, sempre que tomava um gole, passava mal. E, para completar, sua alimentação era um desastre.

Ela nunca telefonava para sua família, pelo menos não na frente dele.  Ela amava gatos e sempre que via um na rua acabava trazendo o bichano para casa. O que fez Jungkook baixar uma regra,  três era o limite. Acabavam brigando como um casal, o que era engraçado já que não tinham esse tipo de relacionamento.

  Aos poucos ela o deixou entrar. A mente de Junkook estava sempre em guerra com seus sentimentos,  Deus, ela tem uma personalidade encantadora! Pensava,  e ficava sorrindo feito bobo enquanto  a observava.

Uma coisa vinha acontecendo com frequência: Beca tinha pesadelos e acordava no meio da madrugada. Naquela noite, não foi diferente.

Jungkook despertou com os gritos que vinham do quarto dela. Num impulso, saltou da cama e correu ao seu encontro.

— NÃO! EU NÃO QUERO. EU QUERO VIVER! ME DEIXE FICAR! — Beca estava aos prantos, as mãos cobrindo o rosto.

— Calma, Beca. Olha pra mim! Ei, foi só um pesadelo. — Ele a abraçou forte, como fazia todas as vezes que ela tinha essas crises. Mas, naquela noite, algo estava diferente. Ela não se acalmava como de costume.

— Meu tempo está acabando... você não entende... — murmurou ela, a voz embargada.

— Eu vou buscar um copo d'água para você — ofereceu, tentando ajudar.

— NÃO! — Beca se agarrou a ele com tanta força que Jungkook ficou sem palavras. — Não me deixa sozinha. Por favor. Só fique comigo esta noite.

As palavras dela me causam uma surpresa  momentânea. Logo em seguida a deito me aconchegando ao seu lado.

— Eu não vou a lugar nenhum. - Digo, a trazendo para meus braços. — Eu prometo. - Beca me abraça forte e repousa sua cabeça em meu peito e  finalmente  se acalma, assim adormecemos.

Jungkook acordou com Beca ainda agarrada a ele. Com cuidado, ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha dela e depositou um beijo suave em sua testa antes de se levantar, tentando não despertá-la. Foi até a cozinha em busca de ingredientes para preparar um café da manhã reconfortante. Decidiu fazer um caldo de frango que Jin costumava cozinhar para ele em dias difíceis. Preparou tudo com temperos suaves, já que sabia que comidas fortes não caíam bem no estômago de Beca.

Ao retornar ao quarto, ela ainda dormia. Jungkook se aproximou e a chamou suavemente. Aos poucos, Beca abriu os olhos e, segundos depois, estava sentada, ajeitando-se na cama. Ele colocou a bandeja na frente dela, observando sua expressão surpresa.

— Fez tudo isso para mim? — perguntou ela, meio confusa.

— Claro. Fiz para que você fique mais forte. Além do mais, a noite passada foi complicada, e, em momentos assim, um caldo sempre ajuda a colocar as ideias no lugar. — Ele a beijou na testa e se levantou. — Preciso ir para a empresa — disse, já quase na porta. — Vai ficar bem sozinha?

— Vai tranquilo. Estou bem — respondeu ela com um sorriso pequeno, antes de dar uma colherada na comida.

— Coma devagar e lembre-se de beber água em temperatura ambiente ou morna. Vai te fazer sentir melhor.

Antes que ele saísse, Beca o chamou novamente.

— Kookie! Obrigada por ontem e por essa refeição incrível.

O coração de Jungkook acelerou. Droga, ele não podia confundir as coisas. Ele sorriu para ela e saiu, descendo as escadas com a cabeça cheia de pensamentos.

Pegou o carro e dirigiu poucos quarteirões até chegar ao escritório.

— Bom dia, menino Jungkook — saudou a secretária, Senhora Oh, em um tom animado.

— Bom dia para você também, Senhora Oh — respondeu ele, entrando em sua sala. — Parece que está animada para me contar algo — observou, já que ela sempre ficava inquieta quando tinha novidades.

— Me conhece bem o suficiente — ela sorriu.

— Diga então, do que se trata?

— Sua companheira de quarto. Pesquisei sobre ela, só o básico, como me pediu.

Jungkook a observou por alguns segundos e assentiu para que continuasse.

— Ela se formou em uma renomada faculdade e foi contratada para um cargo de extrema importância logo após concluir os estudos. Trabalhou no mesmo local por alguns anos, até seis meses atrás, quando se demitiu sem motivo aparente. Logo depois, começou a viajar pelo mundo. Em casa, vivia apenas com a mãe, já que perdeu o pai, mas não há registros de que mantenha contato com a mãe.

— Acho que é tudo, então — disse Jungkook, pegando os contratos à sua frente.

— Se o senhor diz... - Ficou pensativa. Tinha muitas coisas para dizer, porém não era a hora certa e tinha coisas que deseja ver com os próprios olhos antes de sair abrindo a boca.

A secretária se retirou e Jungkook ficou se perguntando se realmente aquilo era tudo que existia sobre Beca. Deixou o pensamento de lado e começou a analisar os documentos.

Não se passaram nem quinze minutos quando foi solicitado na sala de Namjoon. Apressou o passo  para ir ao encontro do amigo.

Ao chegar, encontrou Shin Hye parada na porta, desconcertada. Quando entrou, viu Namjoon largado no sofá, com as roupas todas amassadas.

— Ei, irmão, acorda — disse Jungkook, chacoalhando-o na tentativa de fazê-lo reagir, mas foi inútil.

— Ele está bem? O que devemos fazer? — Shin Hye parecia desesperada.

— Chame o Jimin, por favor. E, se possível, o Jin também — pediu Jungkook. Ela saiu da sala apressada.

— Precisa levantar, Hyung. Temos clientes em potencial vindo para uma reunião à tarde. Não pode ficar assim — disse Jungkook, tentando novamente, até que viu Jimin e Jin entrarem na sala.

— Nos deixe a sós e avise Hoseok e os demais. Passe as ligações para eles, mas mantenha a reunião da tarde — disse Jin, ao ver a situação do irmão.

— Meu irmão, vamos, reaja — insistiu Jin, abaixando-se ao lado de Namjoon. Finalmente, conseguiram que ele abrisse os olhos.

— Isso aí só se resolve com um bom banho, roupas novas e um café bem forte — comentou Jimin. — Acreditem, eu sei do que estou falando.

— Então providencie o que precisamos — pediu Jin, e Jimin logo obedeceu. — JK, me ajude a colocá-lo sentado. Vamos, Nam, mantenha os olhos abertos.

Com esforço, conseguiram colocá-lo sentado.

— Parece que ele nem foi para casa — observou Jungkook, analisando a sala.

— Me sinto culpado. Ele está assim por minha causa — lamentou Jin.

— Estou assim porque me apaixonei — disse finalmente Namjoon, jogado no sofá. — Me apaixonei por alguém que, na situação atual, é impossível para mim.

— Acho que todos sabemos de quem você está falando — comentou Jungkook, espiando a porta para ter certeza de que Shin Hye não estava ali.

— Quer nos contar o que aconteceu?

Antes que Namjoon pudesse começar, Jimin voltou com o que haviam pedido.

— O que ele faz primeiro? — perguntou Jungkook.

— O café — disse Jimin, estendendo um copo enorme do líquido. — Beba tudo.

No primeiro gole, Namjoon fez uma careta.

— Sem açúcar?

— Claro. Isso é para curar ressaca, não para ser agradável. Beba e não reclame — Jimin disparou, com seu típico sarcasmo.

Minutos depois, Namjoon já estava em condições de contar o que havia acontecido.

— Lee Chaewon destruiu meu quarto inteiro ontem à noite — disse ele, ainda largado no sofá.

— Mas por quê? — perguntou Jin.

— Ela encontrou uma foto que guardo com carinho — respondeu Namjoon, estendendo a foto toda amassada. Como Jungkook suspeitava, a mulher na foto era Shin Hye, tirada em sua primeira confraternização na empresa.

— Por que não se divorcia logo? — perguntou Jin, quebrando o silêncio.

— Porque você e Taehyung sofreriam as consequências. Mas não vou voltar para aquela casa. Avisei que vou morar no meu antigo apartamento, e é isso que farei a partir de hoje.

— Não entendo. Ela tem um amante e... — Jungkook parou de falar ao ver Namjoon travar a mandíbula.

— A culpa não é só dela. Eu amo outra pessoa. Não posso viver esse amor, mas também não posso acabar com esse fiasco sem causar um escândalo.

— Por que não tenta um acordo com Chaewon? Claramente, isso não está sendo bom para ninguém — sugeriu Jimin.

— Não acredito que ela vá me dar essa liberdade. Parece que ela gosta da infelicidade que estamos vivendo — Namjoon respondeu, levantando-se e começando a se trocar ali mesmo. — Não se preocupem, isso não vai acontecer de novo.

Nenhum dos dois insistiu. Namjoon tinha aquele olhar no rosto que indicava que a conversa havia acabado.

    Ainda com o prato de comida a sua frente, Beca contemplava todas as atitudes carinhosas que Jungkook tinha tido nestes meses. Ele nunca a questionou o motivo denão sa alimentar, mesmo estando curioso sobrei assunto.  Estava sempre conversando e aceitando as loucuras,l da moça, mesmo quando elas passavam dos limites.
Durante suas  crises, ele tem  sido um  porto seguro  e naquela  manhã demonstrou mais uma vez o coração enorme que possuía.

Seria possível deixar esse sentimento florescer? Ele iria sofrer... Ela também.

     Seu dia estava sendo um pouco difícil. Sintia dores que tentava desesperadamente disfarçar. Não queria que ele percebesse. Ele não precisava de mais esta preocupação.

     As horas se arrastavam e para amenizar seu sofrimento, teve a brilhante ideia de ir caminhar. Acabou encontrando um parque não muito grande, porém, muito lindo. Encontro um árvore enorme as margens do lago e se apoio nelq curvando-se levemente por conta da dor.

-— A senhorita deveria procurar um médico. - Beca assustou-se com a voz e em sua procura acabo constatando que pertencia a uma  senhora que estava sentada na base da árvore.

— Agradeço a preocupação, mas estou bem. - A mulher sorriu como se soubesse de algo que não Beca não soubesse, em seguida, a convida para sentar ao seu lado. A mulher pretendia recusar, porém, precisava mesmo de repouso. — A senhora está sempre por aqui? - Perguntou, olhando a paisagem.

— Eu estou aonde precisam de mim e aonde Deus me mandar, minha filha.

— Deus... Hhum sei! - Acabou pensando em voz alta.

— Não acredita nele? - Perguntou erguendo uma sobrancelha.

— Acreditar não é  bem a palavra. Apenas acho que ele é  seletivo.

    Respondeu mexendo no celularm conferindo uma foto que Kookie a  enviou.  Aquele sorriso frouxo chamou a atenção de senhora.

— Por que não o convida para sair? - perguntou curiosa.

—  Não posso me envolver. Amar,  para mim é  Complicado. - Por algum motivo Beca sentia-se confortável com ela.

— Deus não nos dá uma carga maior do que aquela que podemos carregar. - A mulhe tomou as mãos de Beca entre a suas e continuou. — Nem mesmo isso que está te envenenando aí dentro, nem isso que te consome. - Estas palavras a assustaram. Como ela sabia? — Não deixa a oportunidade passar. Temos um tempo limitado enquanto caminhamos nessa existência. Faça valer a pena aquilo que você tem. Amar é  simples e nem mesmo uma doença pode complicar isso.

    A mulhe simplesmente  levantou-se e partiu.
Beca ficou imersa em seus pensamentos e no que a senhora lhe tinha dito. O vibrar em seu bolso a fez despertaendo.

Desculpa não ter mandado mensagem antes. Inúmeros problemas para resolver. So consegui tirar uma foto ☹- Olhou a tela do com um sorriso bobo na cara.

Pode falar a verdade. Você nem lembrou de mim. -  Respondeu brincando.

Não seja assim. Passei o dia todo preocupado contigo.- o coração de Beca  de um cambalhota e as borboletas no estômago voaram.

Mesmo?

Claro. Quero te compensar. Que tal pipoca e um filme gostoso em casa as 23 hoje?

    Ela pensou em negar. Estava com medo, medo do que sentia por ele, porém as palavras da senhora voltaram a sua mente com força total. Aproveitar as oportunidades.

Eu aceito... mas não se atrase.

Não me atraso e em troca você fica bem a vontade pela casa... que tal?

Seu safado..... até  as 23.

Até meu amor. - Beca podia sentir sua camisa  balançar com as batidas do seu coração. Tinha um encontro oficial com Jungkook, o homem que ela não pretendia conhecer e que a cada dia mexia  mais com ela.

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