Convivencia
De todas as pessoas no mundo, Jungkook era a última que Beca esperava encontrar novamente. Todavia, como se o destino quisesse lhe pregar uma peça, lá estava ele, na sua frente, propondo que fôssem colegas de quarto, no maior estilo faculdade.
— O que me diz? — Ele perguntou novamente.
— Acha mesmo que será uma boa ideia? Nem nos conhecemos. — Ponderou ela tentando dissuadi-lo.
— Também não nos conhecíamos em Paris e isso não nos impediu de nos divertir bastante. — Um sorriso sacana surgiu em seu rosto perfeito. — Além do mais, pode ser divertido. Não estou dizendo que vai ser igual, mas podemos descobrir muitas outras coisas em comum. — Ele deixou a frase em aberto e Beca entendeu exatamente que estava se referindo às noites de sexo e festas.
Levávam vidas parecidas em certo nível. Beca pensou por alguns segundos, calculando o quanto economizaria se aceitasse. Decidui agir impulsivamente, afinal, não tinha nada a perder. Seria apenas mais uma imprudência como todas as outras.
— Eu aceito! Você me parece confiável e, ademais, foi o único que seguiu minhas regras. — Disse, se debruçando sobre o balcão de mármore da cozinha.
— Não era o que eu queria fazer, mas dei minha palavra. — Ele repetiu o mesmo gesto que ela, e ambos trocaram olhando por alguns instantes.
— Já que entramos em um consenso, vamos comunicar nossos amigos lá fora. — Sugeriu ela , e assim fizeram
Na realidade, Beca divertiu-se muito com as caras de surpresa dos corretores. Contudo, a discrição reina npaís e tudo se ajeitou facilmente.
— Já vamos assinar os documentos? — Perguntpu confusa, já que costumava levar um certo tempo para as formalidades. Jungkook a olhou rindo e começou a explicar.
— Normalmente demoraria sim, mas quando se tem um sobrenome conhecido, tudo fica mais fácil. — Ele não parecia orgulhoso disso e Beca sentiu tristeza em suas palavras. Calou-se, não queria entrar em detalhes pessoais demais.
Ambos assinaram o contrato. Dos males o menor. Beca teria um companheiro interessante e Jungkook uma lição ainda a ser descoberta.
— Está feito! — Ele disse, numa alegria que acabou arrancando um sorriso de toda a amargura daquela mulher tristonha.
Ela tinha que arrumar sua coisas, então calculou que em dois dias estaria instalada. Cada um pegou suas chaves e a senha do apartamento.
— Ei, Beca! Só uma coisa... quem se mudar primeiro escolhe o quarto.
— Mas nem pensar. Eu fico com o que tem vista para o Rio Han. — aquele projeto de sacana estava querendo roubar a tão sonhada vista que Beca tanto desejava.
Ele se aproximou a passos lentos.
— Você fica uma graça quando está contrariada. — Disse isso e depositou um leve beijo em na bochecha da moça.— Te vejo mais tarde! — Finalizou, indo embora como se aquilo fosse algo habitual.
— Você só pode estar me zoando. - Beca retrucou dando um pequeno empurrão em seu ombro.
— Avisada você foi. Depois que eu conseguir aquele quarto, penso em como te deixar animada. Agora tenho que ir. O dever me chama.
Jungkook saiu a deixando sem reação. Voltou ao escritório cantarolando e encontrou sua secretária, Senhora Oh, o olhando desconfiada. Ela era uma mulher gentil de meia idade, extremamente competente no que fazia e, acima de tudo, leal a ele. Coisa difícil de encontrar por lá. Geralmente, a mãe do rapaz era muito boa em comprar as pessoas à sua volta, porém, nunca foi assim com a senhora Oh.
A única vez que ela tentou, foi desprezada completamente e, claro, exigiu que ele a demitisse. Sabe, Jungkook não era em cumprir ordens, por isso a manteve ao seu lado.
— Olha só, alguém está feliz. Pelo jeito deu tudo certo com o apartamento. — Ela comentou, assim que o viu e tratou logo de se levantar e segui-lo para seu escritório.
— A senhora pode apostar! Consegui o lugar e uma colega para dividir os custos comigo. — responfeu, se esparramando na cadeira.
— Menino, sente direito. — Ela o reprendeu como se fosse uma mãe ou uma avó. Ele ajeitou-se rapidamente. — Agora me explique isso direito.
— Conheci uma moça em Paris mês passado...
— Ah! Não me diga que a misteriosa única vez está aqui!
— Park seu linguarudo. — Reclamou fazendo-a rir.
— Ela mesma. Achei que não nos encontraríamos novamente, mas acho que não foi exatamente isso que o destino quis.
— Tome cuidado, meu filho, você não sabe nada sobre ela.
— A senhora sempre desconfiando de todos à minha volta.
— Se desconfio é porque quero ver você bem e, de qualquer forma, seria prudente saber um pouco mais. — Ela comentou séria e ele sabia que estava pensando no incidente que causou por se apaixonar pela pessoa errada. Jungkook revirou os olhos e lhe entregou sua cópia do contrato de locação. No papel senhora Oh conseguiu achar informações importantes sobre Beca, o que facilitaria sua pesquisa.
— Senhora Oh, apenas informações básicas, ok? Não quero que invada a privacidade dela. — secretária concordou e se retirou.
O rapaz passou a tarde enfiado em documentos, fotos e vídeos da pré-seleção dos candidatos a trainees. Cansativo, porém necessário.
Quando seus olhos já não suportavam mais olhar aquela tela de computador, decidiu ir ao hotel juntar minhas coisas e finalmente se acomodar no meu novo apartamento.
Já passava das 22 horas quando chegou no lugar que, a partir daquele momento chamaria de casa. Para sua surpresa, lá estava Beca, de pijama, plantada na cozinha.
— E aí, colega de quarto.
— Ah, você chegou atrasado. — Ela falou simplista, como se ele soubesse do que ela falava.
— Tínhamos algo marcado? — Perguntou ele confuso. Ela caminhou na minha direção.
— O quarto é meu. — Disse, com satisfação por sua vitória.
— Ahhh! Isso. Tudo bem, me contento com o outro. Agora, se me der licença, vou preparar algo, porque estou faminto. Quer alguma coisa? — Ela me olhou um pouco melancólica e negou com a cabeça.
— Estou sem fome e um pouco cansada. - Jungkook observou Beca se recolher e voltou sua atenção ao que pretendia fazer. Tudo que ele desejava era uma convivência pacífica. Pegou uma panela e se pôs a cozinhar.
O dia foi corrido e extremamente cansativo para Namjoon, mas, mesmo assim, o homem não tinha vontade de ir para casa. Estava ali, enterrado naquela cadeira que, apesar de confortável, já lhe causava algumas dores.
Aos poucos, tomou coragem, pegou suas chaves, seu paletó e notebook. Saiu de sua sala caminhando muito lentamente.
— Oh! Senhorita Shin Hye ainda aqui? — Surpreendeu-se ao vê-la ainda em sua mesa.
— Fiquei porque achei que talvez o senhor fosse precisar de algo e eu também precisava finalizar a documentação que me foi enviada mais cedo. — Ela se apressou em responder e rapidamente salvou seu trabalho do dia, abrindo a agenda de seu chefe para conferir se não tinha esquecido de nada.
— Deixe isso para amanhã e vá para casa. — O, dando a volta em sua mesa e desligando o computador quando ela fez menção de se recusar.
— Bom, já que é assim, eu já vou indo.
— Espera! Quer uma carona? Vou passar próximo ao seu prédio... não custa nada. — Ela o observou por alguns segundos e respondeu com um semblante triste.
— Não se preocupe, senhor Kim. Eu agradeço a oferta, mas não quero causar problemas como da última vez. Eu já vou indo. — andou até a porta e se virou para o chefe novamente. — Até amanhã, senhor Kim.
Namjoon sentiu um peso descomunal em seus ombros e atribuiu a sensação incomoda as palavras dela. Shin hye tinha razão; na última vez que ousou dar carona a ela, sua esposa fez um escândalo. Desde então, ambos s mantive5am completamente afastados.
Com muito esforço lembrou-se que estava naquele casamento há quase quatro anos. Lee Chaewon e ele sempre foram amigos de escola, mas Namjoon acreditava que nem ele, nem ela tínham sentimentos um pelo outro. Quando seus pais começaram a planejar um casamento entre ela e Seokjin, Ele viu o irmão se desesperar. Seokjin a muito tempo mantinha um relacionamento sério com uma estrangeira que conheceu na faculdade. Para não ver sua família desmoronar, Namjoon aceitou casar-se no lugar de Seokjin. Achouque, como eram amigos, conseguiriam desenvolver sentimentos mutuos. Estava enganado.
No começo, havia respeito, no entanto, a atual situação era no mínimo deplorável.
O homem entrou em sua casa sem a menor vontade de estar lá. Mal deu alguns passos e ouviu a voz que o atormentava.
— Decidiu voltar para casa? — Chaewon o encarou com seu vinho em mãos e a cara mais deslavada possível.
— Decidiu deixar seu amante? — Retrucou ele sem se importar se isso ia ou não causar a terceira guerra mundial.
— Como se você se importasse com isso.
— Na realidade, eu me importo sim. Goste ou não, sou fiel a você porque prometi que seria. Já você parece não se importar com nada além do seu próprio ego. Fique com quantos quiser, só não os traga aqui e não desfile com eles como se fosse a coisa mais normal do mundo. — respondeu subindo as escadas, ignorando os gritos de fúria dela.
Encontrou refugio em meu quarto e trancou a porta. Vagarosamente adentrou ao chuveiro e deixou a água levar toda a sua tristeza. — Quando foi que me tornei tão patético? — Murmurou sentindo-se o homem mais importante do mundo. Ele tinha tudo e nada ao mesmo tempo.
Patético.
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