🔹Capítulo XVII🔹

𓁧 Ísis 𓁧

— Meu filho... — é tudo que digo antes de me jogar em seus braços. Um abraço demorado e carregado de saudades acumulados por 2500 anos. Me separo dele o analisando minuciosamente vendo se nenhum pedaço lhe falta. — Você está bem? Não está te faltando nada, certo?

— Estou bem mesmo, mãe. Calma. — ele garante com uma leve risada.

— Você continua boa nas ressuscitações... — essa voz. Eu me viro para Osíris, o sentimento mudando drasticamente.

Ele continua o mesmo, a pele esverdeada meio apodrecida pode ser vista em meio as bandagens de linho real, a coroa desposada sobre sua cabeça. Tudo que vejo além de sua imagem é a personificação da minha repulsa por ele. Traidor ardiloso, sem caráter desgraçado. Ele vem até mim no intuito de me abraçar com o sorriso mais falso que já vi em toda a minha existência, mas antes que seus braços possam se envolver ao meu entorno, Guilherme me puxa para o seu lado. As mãos do meu humano repousam em minha cintura possessivamente e isso não passa despercebido pelo meu antigo cônjuge.

— O que significa isso, mortal? — Osíris diz com um toque de raiva em sua voz, verdadeiramente incomodado pela ação do meu namorado. — Retire suas mãos dela.

— Perdão, senhor, mas minhas mãos ficaram onde estão até a minha namorada me mandar removê-las.

— Namorada? Que palhaçada é essa? Ela é minha esposa.

— Ex-esposa Osíris. — Corrijo e por um minuto o deus da vida após a morte me encara confuso. Vou ter que desenhar para esse imbecil. — Você não fez o mínimo para me defender das acusações de Rá mesmo sabendo que eu era inocente, você me deixou apodrecer em uma prisão mágica por séculos, você me traiu, você me desrespeitou e eu fui cega durante milênios em acreditar que isso era amor. Portanto, para que você fique informado, pode começar a se acostumar com o fato de ser um deus divorciado.

— Então está me deixando por um humano inútil? — ele alfineta cruzando os braços em desdém.

— Não foi assim que ela me chamou ontem a noite... — Guilherme retruca com deboche, fazendo o sorriso de Osíris morrer.

— Ísis, não teste a minha paciência. Mande esse homem tirar as mãos de você e vamos retornar ao que éramos depois de parar o caos que esse mundo está.

— Eu não vou fazer isso, eu quero distância de um ser como você. — desafio de queixo erguido à medida que meu ex-marido desdenha de mim. — Ele vai ficar onde está e vocês vão seguir meus comandos para que possamos reestruturar o cosmo salvando Rá.

— Que mulher teimosa... — Osíris ameaça vir em minha direção e Guilherme puxa sua espada em direção de seu pescoço. — Não teme por sua vida, garoto? Espere... O reencarnado de Jahi... Quem diria... Ande, saia da minha frente e não meta seu nariz nos meus assuntos com a minha esposa.

— Ela disse para você não se aproximar dela, canalha.

Osíris saca sua espada e desfere um ataque em direção do loiro que consegue se defender, não demora até que os dois estejam em um embate cheio de violência. Sekhmet ri da situação e torce descaradamente para que Guilherme atravesse o peito de Osíris, os demais deuses não se metem ou interferem e com o canto do olho vejo Hórus meio perplexo com a situação.

A raiva começa a borbulhar em meu sangue e antes que eu possa me impedir, minha magia está atrelada ao corpo de Osíris o imobilizando imediatamente.

— Chega! — Guilherme para no mesmo momento ofegante após a minha explosão. — Escuta aqui, seu ser ridículo. Eu não quero mais um relacionamento com você, esse casamento acabou a séculos atrás. E se em algum momento você, canalha imbecil, tentar me ameaçar ou sequer tocar em mim e no homem que amo, eu mesmo farei questão de te matar e desmembrar. Você me ouviu bem? — Ele resmunga pelo aperto mais preciso de meu poder em seu corpo e cai sem forças ao chão. — Rá está em perigo e quanto mais tempo a gente perde com essa palhaçada, mas o mundo se aproxima do fim.

— O sol está tão fraco e ainda estamos longe do pôr do sol. — Bastet se pronuncia pela primeira vez com sua voz felina e tranquila. — O que está acontecendo, Ísis.

— Seth está tomando o trono e...

— Eu não estou fazendo isso. — a voz de Seth reverbera pelo salão.

O deus do caos se revela de seu esconderijo em um ponto na escuridão, ferido e ensanguentado. O choque toma a todos. O que caralhos é isso?

— Caralho que reviravolta é essa agora? — consigo escutar Gustavo murmurar embasbacado.

Minha raiva é mais rápida que meu choque e confusão, meus punhos fechados se chocam rapidamente contra o focinho estranho do meu irmão seguido de mais três. Ele cai no chão tonto, mas em nenhum momento revida.

— Filho da puta! Desgraçado! Que merda é isso? Qual foi a burrada que você fez agora?

Antes que eu avance mais uma vez para matar o imbecil, sinto as mãos de Guilherme encostarem na minha para me lembrar a racionalidade.

— EU FUI ENGANADO. — o deus das tempestades do deserto enfim libera sua amargura. — Ele me enganou... Eu estava mais um dia verificando as questões do Duat, quando ele veio até mim com uma proposta tentadora. Alegou que conhecia uma forma de como destruir Rá e todos os seus filhinhos queridinhos... Me pareceu tentador que em meio da minha frustração por sempre ser deixado de lado, um pouco de glória pudesse me ser dada caso eu o ajudasse... Eu fui cegado por esse desejo, mas ele começou a ficar volátil demais e começou a matar os outros deuses. Eu não queria matá-los, mas já era tarde demais e depois do que ele fez a sua avatar e as filhas de Hathor minha consciência pesou. E eu o traí.

— O bilhete contando dos deuses mortos e o perigo de Rá... Foi você?!

Levante os oito... Elas não falavam dos senhores do Nilo, estavam falando de levantar os oito deuses da enéade ao meu lado para restaurar a ordem. Elas estavam me avisando que eles tinham caído, seja por morte ou prisão...

— Eu tentei te avisar antes, com as filhas de Hathor, mas ele chegou bem no momento em que eu iria colocar tudo às claras. — ele se levanta, cuspindo sangue. — Ele descobriu que o trai, me torturou, consegui fugir enquanto ele encarcerou Rá e...

O chão treme aos nossos pés, o pó da terra subindo conforme o chacoalhar violento. Quando enfim o solo se acalma, é a vez do céu parecer cair. O sol se apagou de imediato deixando apenas o céu escuro e morto.

Rá.

O Deus sol caiu.

Esse é o começo do fim. Em fúria minhas mãos agarram o pescoço de Seth, que debilitado não impede que minha força faça seu corpo se chocar contra o pilar de pedra que faz a estrutura estremecer.

— Eu só vou perguntar uma vez e se não me contar a verdade vou garantir que seja torturado por toda eternidade. — ele ofega a medida que meus dedos se afundam mais na carne. — Contra quem estou lutando?

— Sou uma criatura tão improvável de vitória que nem mesmo a deusa mais poderosa desconfia de mim? — a voz fria e arrastada não vem de Seth. Vem direto das minhas costas.

A magia maligna faz a atmosfera sucumbir a sua tormenta, os demais deuses estão em posição de ataque junto dos senhores do Nilo. Quando me viro, dando de cara com as costas de Hórus e Guilherme que se impõem como barreira, sinto o sangue do corpo congelar.

Apep.

A serpente que personifica o próprio caos.

A inimiga eterna do sol.

Ele faz com que o portal que lhe dava a visão se tornasse a nossa realidade. Estamos no paraíso de juncos, ou melhor... o que era dele. A terra está manchada de carmesim, a destruição tomando conta de cada detalhe, corpos... milhares de corpos mutilados e pregados por todas as paredes destruídas. Apenas um lugar se mantinha inteiro, o trono de Rá, pelo qual a grande criatura rastejava até estar parcialmente sobre o lugar como se auto declarasse o novo soberano.

Rá está sangrando muito, preso em uma gaiola dourada, mas ainda respirando com dificuldade.

— Obrigada por achar o traidor para mim e por trazer os deuses que falto tomar os poderes para mim... — a voz deixa a grande serpente como se fosse um pensamento narrado em um alto falante, mas estou paralisada pelo puro choque. Apep se transforma, assume a forma humanoide, mas sua língua continua presente em meio a presas proeminentes em um sorriso zombeteiro. — Você deve estar bem surpresa com isso não é mesmo, senhora da magia?

— O que está fazendo aqui, criatura nojenta? — Sekhmet rosna a ofensa.

— Apenas quebrando minha grande maldição...

— Criatura maligna... — Osíris conjura uma longa espada se atirando para cima da serpente ao lado de Hórus. Apep nem mesmo se deu ao trabalho de se defender fazendo um pequeno movimento de suas mãos e prendendo ambos e os demais deuses em grilhões mágicos nos pulsos e gargantas.

Imobilizados facilmente por magia negra... Meu estômago embrulha ao entender que os corpos espalhados pelo paraíso pertencem aos outros 63 deuses que um dia viveram aqui e Apep reivindicou todos os seus poderes...

Guilherme e os outros senhores do Nilo se mantêm mais atrás de mim, distantes e ainda um pouco protegidos. Preciso que eles façam a ligação com seus respectivos deuses ou serão presas fáceis nessa luta.

"Não se mexam, eu tenho uma ideia. Esperem o meu sinal". Deixo que as palavras serpenteiam até a mente dos humanos assustados com tamanha situação.

— Bem melhor, eu gosto dessa visão. O tão poderoso e subestimado Rá segurando o último fio de vida que lhe resta e a feiticeira cujos poderes se igualam ao seu ancestral diante de mim pronta para ver seus miseráveis humanos e parentes divinos morrerem diante dos seus olhos. Isso é um colírio para os meus olhos.

Eu não acredito que Seth pode ter sido tão burro ao ponto de se aliar a serpente maligna e achar que poderia ter o trono. Eu só não entendo como tudo ocorreu tão silenciosamente que nem mesmo Rá pode desconfiar disso.

— O que te faz acreditar que vou deixar isso acontecer? — desafio. Uma ideia se acende em minha mente.

— Olhe para o seu bisavô, querida... Veja o estado decadente que esse deus miserável e presunçoso está. — cordas douradas serpenteiam pela gaiola se atando ao pescoço do Deus sol e erguendo seu corpo fraco do chão. — Deve estar se perguntando como tudo isso aconteceu, certo feiticeira? — ele sibila suas palavras, a maldade dançando em seus lábios.

— De fato... Não é todo dia que se vê uma criatura das profundezas da escuridão se sentar livremente no trono sagrado.

Uma fagulha de raiva se acende em meu peito. Milênios atrás eu mantive esse trono intacto, eu me tornei mais poderosa para assegurar que esse trono se mantem com Osíris e fosse herdado por Hórus depois de Seth matá-lo. Esse trono é da minha linhagem e agora tem um monstro nele.

Ele estala os dedos e correntes mágicas forjadas do próprio caos se firmam em meu entorno me imobilizando, Guilherme dá um passo à frente no intuito de atacar, mas envio novamente a ordem por sua mente. Preciso que ele chegue mais perto, para fazer valer a ideia que desabrocha em minha mente.

— Por milênios, no meio das noites eu batalhei contra Rá e perdi miseravelmente, seguindo o fluxo do cosmo ... — Apep diz com um sorriso zombeteiro, se levantando do trono e caminhando em minha direção. — Mas eu já estava cansado de reviver todas as noites apenas para ter que morrer ao nascer do dia. Eu tinha um plano, um plano que demandava paciência.

"Comecei a corromper alguns deuses, mas eu precisava mesmo era derrubar os nove grandes para ter o que eu queria, precisava tirar vocês do meu caminho para destruir os três mundos. Comecei te mandando para o confinamento, derrubei Osíris e Hórus por meio das trapaças, fiz Sekhmet e Bastet se destruírem em intrigas, assassinei Anubis e Ammit em um julgamento e embosquei Rá na noite passada, tudo isso com a ajuda do deus dos desertos deslumbrado com a minha mentira de que seria senhor do Alto e Baixo Egito e senhor do cosmo. Eu só não imaginava que ele teria um lapso de consciência escondendo os poderes dos mortos de mim e lhe dando a vantagem.

Para o meu desgosto, você conseguiu se libertar do confinamento e eu não sei como, mas a senhora não está completamente seca de magia como deveria estar e ainda conseguiu uma parcela dos poderes de seis grandes, devo te elogiar por isso. Foi inocência minha pensar que me livraria fácil da senhora da magia."

— Vou matar você. — é tudo que digo e ele gargalha.

— Eu tenho o poder de 63 deuses e sou o puro caos, me diga: como fará isso? — ele vem até mim, sua mão acerta um soco forte em meu nariz, enviando uma chama de dor e ódio. — Você não pode fazer nada, Ísis.

Ele estala novamente, os grilhões caem dos pulsos dos humanos e serpentes demônios começam a rastejar. Eles caem em meio às criaturas venenosas, levantando suas armas para se defenderem, no entanto as criaturas são mais ágeis e mais cruéis. A mão de Apep agarra meu cabelo e ele me puxa para junto de si no trono ainda presa às correntes.

— Aguarde só um momento, vou me livrar logo desses humanos antes de darmos continuidade. Ok?!

Ele se vira e é o momento de colocar em prática o que tenho em minha mente. Os grilhões em meus pulsos se partem com facilidade se dobrando a vontade do meu poder. Meu punho fechado acerta a lateral da cabeça de Apep o desestabilizando, na fração de segundos que me restava um comando do meu poder e as criaturas peçonhentas que atacavam meus humanos caem mortas.

"Ajudem os deuses e..."

Sou interrompida quando a personificação do caos se lança sobre mim carregando em sua mão uma esfera de poder, eu assumo a posição de defesa, uma espada em minha mão direita e o puro poder na esquerda. O choque dos dois poderes causa uma explosão. Eu e Apep somos jogados para trás cada um caindo sob os pés prontos para o próximo ataque.

Ele corre em minha direção, duas espadas em suas mãos preparando o ataque e a raiva que queima em meu âmago apenas manda um único impulso. Minhas asas saem pelas minhas escápulas potencializando minha velocidade enquanto uma lança dourada surge em minhas mãos. A serpente cruza suas espadas em defesa e quando minha lança e a força ampliada pelo bater poderoso das minhas asas, meu inimigo é arrastado um tanto para trás até se desvencilhar da minha lâmina.

Uma verdadeira dança de guerra nos engloba no tilintar das lâminas e golpes banhados em magia. Ele é habilidoso, mas ainda um pouco menos poderoso que eu. Preciso tirar Rá daqui, impedir que ele consiga matá-lo e reivindicar seu poder. Eu corro o mais rápido que posso para distante dele, uma lança é conjurada em minhas mãos. Um ataque, é tudo que preciso.

A criatura me segue com um sorriso nos lábios imaginando que estou fugindo por medo da batalha, mas no momento em que ficamos a dez metros de distancia um do outro eu arremesso a lança dourada que com a força acerta o ombro humanoide de Apep e a força o faz bater em uma parede de pedra, o prendendo no lugar.

Por um momento de descuido não noto quando ele se liberta e vem em minha direção, Apep desfere um golpe que abre um corte no meu supercílio e na tentativa de esquivar do golpe seguinte uma pedra me faz tropeçar caindo em um baque forte nos destroços. Meu inimigo levanta sua espada e a atira em direção do meu rosto, mas sou rápida em rolar para longe e me reerguer em posição de defesa.

Com minha visão periférica vejo os senhores do Nilo tentando sem sucesso soltar os deuses dos grilhões sem sucesso. A magia negra dobrou seus poderes que já estavam limitados pelo rito de ressurreição.

Preciso tirá-los daqui.

— Cansada, feiticeira? — a serpente diz fingindo presunção, mas sei que quem está cansado é ele.

— Claro que não. — nos movemos lentamente, cautelosos, tentando prever o próximo passo a ser dado. — Desista, Apep, você não é páreo para mim.

— Acho que ser tão cultuada por humanos lunáticos deixou que a arrogância subisse a sua cabeça, vadia.

Ele corre em ataque novamente, mas ao invés de ir ao seu encontro, desfiro meu poder em direção as contenções dos deuses e em um último recurso bato minhas asas fortemente, o vento jogando meu inimigo para um ponto mais distante batendo contra uma pilastra que desmorona sobre ele.

Não vai dar tempo de que os deuses formem suas respectivas ligações... Que se foda, vou fazer isso do meu jeito e que vá para o inferno o código mágico dos senhores do Nilo. Se essa guerra é minha agora, os senhores do Nilo serão meus então e uma nova ordem cósmica será colocada se for preciso.

— Anúbis, Sekhmet e Hórus me dêem suporte! — grito para os três que vêm até mim rapidamente. — Osíris tire Rá e os outros daqui agora!

"Assim que estiver em um local seguro, se una com os outros senhores do Nilo e façam aquele ritual que ensinei." Deixo a ordem silêncio vagar até a mente de Guilherme.

Meu antigo marido me escuta facilmente e corre na direção oposta da batalha, para o caminho do antigo lago pelo qual antes eu amava observar o mundo mortal e com certa dificuldade e auxílio de Bastet consegue abrir um portal para o mundo mortal. Guilherme agarra os colares em uma mão e antes de passar me dá um último olhar, uma confirmação de lealdade e um aviso para cuidar da minha segurança.

A minha frente Apep se ergue dos escombros não mais com a forma humana, mas em sua forma verdadeira — uma cobra tão grande quando a extensão do mundo, de escamas espessas verdes e douradas, as presas proeminentes e letais — acompanhado de duas outras serpentes pouco menores que ele. A fúria cintila em seu olhar.

— Vou fazer churrasco de peçonhento. — Sekhmet rosna conjurando um machado e uma espada.

— Assim que ele morrer vamos pendurar a sua cabeça no topo do trono, mãe? — Hórus faz sua proposta desenrolando suas asas e conjurando sua espada.

— Eu tenho planos para ele bem melhores que servir de decoração, meu filho. — a raiva cintila e me preparo para o que está por vir. — Hórus e Sekhmet mantenham os amiguinhos dele ocupados, eu vou continuar a entreter o filho da puta e Anúbis... traga o exército de múmias.

— Mas senhora, eu não sou apto a isso.

— MATEM ESSES DEUSES MALDITOS! — o bradar raivoso da grande serpente para as suas aliadas é tenebroso e faz o céu em nossas cabeças.

Sem mais tempo a recorrer e com as serpentes auxiliares indo de encontro com a deusa da vingança e meu filho, apenas atiro o livro dos mortos no peito do deus da mumificação abrindo na página a qual sua mãe criou o feitiço mortuário.

O Deus corre na direção para a qual Osíris correu com os outros, mas não adentrando no portal aperto e sim cortando caminho para meu antigo ateliê de pesquisas mágicas. E assim que garanto que ele sumiu da minha vista retorno meu olhar para o caos desembestado bradando em fúria e lançando seu corpo escamoso em minha direção.

Força, coragem, raiva... tudo misturado em um único pensamento. Acabar com tudo. Farei uma carnificina de demônios se for preciso para manter os três mundos e todo o cosmo estável.

Vou salvar a pele desses deuses desgraçados mais uma vez e dessa vez serei reverenciada por isso.

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