1 | Scarlet Poison & the White Flame.

olá, pessoal!! alguns lembretes antes do capítulo: a estória é narrada por um narrador testemunha, portando não é um personagem principal, e vocês não vão saber quem ele é agora!

bem vindes a nova versão de Encontre-me em teu caos!

Teaser do cap para dar um gostinho:

Aviso: Cenas explícitas.

#CaosEmVocê🌌

Veneno Escarlate & a Chama Branca.


O Universo sempre almejava o equilíbrio.

Bem e Mal.

Sempre, na mesma medida.

Almas eram entrelaçadas o tempo todo, todas as divindades entre o cosmos cumpriam suas atividades normalmente, temendo o dia que todos tinham conhecimento que chegaria. Era inevitável, mas ainda havia um fio de esperança em seus corações frágeis. Corações incoerentes, maléficos e estáveis, que torciam para duas almas específicas não se encontrarem.

Mas a vida sabia o dia e a hora.

E continuava sorrindo.

In the purgatory of the mind,
An old clock will tell you the time.

Em um encontro entre o bem e o mal, o bem tentou acalmar todos e ter uma conversa civilizada, enquanto ele ocupava-se com palavras gentis e sentimentos mundanos, o mal já havia arquitetado tudo que iria fazer para incriminar o bem e acabar com as falsas esperanças que os seres ingênuos insistiam em alimentar.

Sentiram a diferença?

Enquanto tudo que há de bom está ocupando-se com o dom do Espírito, o mal já andou o suficiente para te engolir inteiro.

E por viver em um mundo onde só a beleza da alma é levada em consideração, Park Jimin não esperava que o mal encarnado iria devorá-lo naquela noite.

Nos melhores sentidos.

Entendam como quiserem, no entanto, é certo de que Park Jimin perderia parte da sua sanidade naquele dia, que alimentaria o desejo da escuridão e permitirá sentir o prazer de estar na companhia da chama da noite. Tudo que Jimin mais amava em sua vida é deleitar-se vendo a felicidade alheia, de sentir o sorriso que preenche as pessoas, porque aquilo também o preenchia. Ele aproveitava ao máximo aquilo que o fazia bem, como sair com os amigos, pintar e estar com o seu gato, por isso considerava-se uma pessoa realizada.

Entretanto, alguns dias pareciam monótonos demais e assim saía em busca de algo para entretê-lo. Afinal, só se vive uma vez, certo?

Com esse pensamento em sua mente, Jimin agora estava indo na direção da casa de seu melhor amigo Jung Hoseok, iria buscá-lo para saírem. Park deu a opção de irem ao cinema ver algum drama recente e perder as estribeiras enquanto choravam por um casal meloso dos filmes, porém Hoseok almejava uma noite de bebedeira, e era isso que fariam, porque o objetivo era chegarem renovados no dia seguinte. Renovados ou acabados? Não sabiam, era uma linha tênue muito frágil. Corações correndo em busca de algo para agarrá-los e fazer com que sintam-se menos vazios ou isso era apenas uma desculpa para encher a cara.

Essa desculpa era justamente a que Jungkook daria hoje. Corria eletricamente com sua Lamborghini e trocava as roupas rapidamente enquanto o sinal ficava vermelho, vestia roupas mais casuais, não deixando de ser extremamente elegante e cativante. Com uma blusa preta, uma jaqueta cara e uma calça apertada. Porque as roupas dizem o que você quer demonstrar enquanto as usam, e principalmente o que você pretende que os outros sintam.

Jungkook almejava ser desejado. E ele sabia que seria, assim como também sabia o que as outras pessoas sentiriam ao avistá-lo, iriam ferver em luxúria, pois Jeon era tão belo ao ponto de queimar-te com o olhar.

E com o toque ainda mais.

Enquanto apertava o volante com força, abriu os vidros do carro e sentiu o vento beijando sua pele, acelerou mais pois Jeon queria brincar de libertinagem, desejava sentir que o mundo estava escapando por entre seus dedos, que a qualquer momento ele poderia perder o que tinha, em busca de algo muito maior. Jungkook não ligava para absolutamente nada ao seu redor, porque para ele não importava estar ali, entre todos os borrões daquela cidade, ele fazia parte das manchas mentirosas do mundo. Nas divagações e metáforas que Jung poderia fazer, a conclusão era: Não tenho o que realmente perder e nem para onde voltar.

Ele possuía sua casa luxuosa, grande demais para uma pessoa só, cheia da sua personalidade. Mas o que adiantava tudo aquilo se ele não se sentia em um lar? Era como morar com um estranho, que hilariamente, era ele mesmo. Por isso corria com seu carro, bebia demasiadamente, sua coleção de bourbon nunca encontrava-se vazia. Quando viajava, principalmente à Califórnia, comprava vários para deliciar-se mais tarde. O álcool era um amigo, errôneo e desvirtuado, mas o acompanhava. Vivia na beira do precipício, do vício, buscando apenas por um prazer carnal, tentando preencher algo que ele não sabia o que era. Não tinha conhecimento sobre grandes sentimentos, mas sabia escolher um terno. E uma boate de valor.

ㅡ Você já está perto, Jung? ㅡ Perguntou Seokjin pelo celular.

ㅡ Estou entrando no bairro agora.

Por que não escolheu uma boate mais perto, porra?

ㅡ Porque essa é a melhor, bebi em uma perto da minha casa esses dias e minha boca saiu chorando.

Pensei que tinha sido o seu pau. ㅡ Falou e soltou uma gargalhada alta, porque mesmo com a música extrema da boate, foi perfeitamente audível.

ㅡ Quando eu chegar, recomendo que você se esconda. ㅡ Desligou a chamada e deixou Seok resmungando sozinho.

Algo iria chorar hoje a noite, mas não era ele.

Jungkook gostava de pensar que vivia em um teste físico, mental e espiritual. Um teste crucial. Essa era a única razão para passarmos por tantos labirintos. Mas quando a vida torna-se monótona demais, a exaustão nos alcança e perdemos um pouco da sanidade, somos vítimas do mundo, somos vítimas de nós mesmos. Jeon sentia-se testado a todo momento.

Ele estava buscando por algo hoje, como uma droga para enfeitiça-lo, estava cansado demais da rotina que o esmagava, o trabalho envenenando sua mente, e os corpos por onde dançava não o satisfazia. Ele queria um chamado, um sinal para que se prendesse a algo, um vício novo, porque sua alma escura não gostava de estar sozinha.

Suas veias eram feitas de bad blood, como ele gostava de ser chamado. Porque aquele sangue não estava ao menos perto de ser puro, mas era delicioso. Nas boates em que dançava, o conheciam como o sangue ruim, como o cara lindo como um deus e pecador como Lúcifer. O belo rosto que enfeitiça com seus quadris, que esbanja um olhar de fervor como nenhum outro. Jeon Jungkook era um veneno, que te suncubia até seu estado final, combinando com um azul escarlate, a cor da paixão, do vício e apaixonados, dos amantes encarnados.

Azul é a cor das pessoas que não conseguem dizer adeus.

E Jung estava lá, em seu carro. Não clamando por um adeus ou sentimentos eloquentes.

Ele clamava para encontrar algo novo.

ㅡ Hoseok a gente deveria ter ido ver o filme.

ㅡ Por quê? Não está gostando? ㅡ Perguntou enquanto bebia uma cerveja.

ㅡ Não é isso, é só que não estou com vontade de beber. ㅡ Disse enquanto fazia um bico e apoiava o braços na bancada.

ㅡ Mas tem várias coisas que você pode fazer em vez de beber, vai dançar, sacudir esse corpo bonito por aí, cara. Quem sabe não encontra alguém legal. ㅡ Fez uma expressão maliciosa.

Jimin estava pensativo, já estava ali, certo? Poderia pelo menos dançar e se divertir, mesmo que fosse por cinco minutos.

Do outro lado da boate, Seokjin gritava com um Jeon.

ㅡ Cara, aquele homem tá dando mole pra mim! Você está vendo? Eu vou lá?

ㅡ Jin, nunca pensei que você fosse tão emocionado. ㅡ Jungkook tomou de uma só vez o copo de bourbon.

ㅡ Eu não sou besta, é diferente.

ㅡ Então vai lá, ele está olhando muito para você. Eu vou dançar. ㅡ Disse já de pé enquanto ajeitava sua jaqueta charmosa e cara.

ㅡ Vai com calma, ein? ㅡ Já estava na direção do homem bonito que flertava descaradamente com ele.

ㅡ Desde quando existe calma no meu vocabulário? ㅡ Jeon gritou pois já encontrava-se afastado, na pista de dança.

Andou calmamente até o meio da pista, as luzes o refletiam como uma poesia, uma poesia devassa demais para uma simples dança. Porém, não existia nada de simples quando Jungkook dançava, a terra girava ao seu redor enquanto ele balançava seus quadris e movimentava seus cabelos para trás, um remix de alguma música famosa tocava, mas ele não importava-se, qualquer música ficava esplêndida consigo dançando. A luz vermelha passou por seus cabelos e ele sorriu, porque conseguiu ver muitas pessoas o observando, era o que ele queria. Sentir todo aquele desejo incendiando sua pele, seu ego infla como nunca.

Jeon começou apenas movimentando os quadris, depois moveu o corpo para frente e para trás rebolando sutilmente, a música fazia jus à sua dança, o toque agitado sintonizava com sua face descontraída. Seu objetivo era hipnotizar e atingir corpos em desejo, com seus movimentos sinuosos e pensamentos tão devassos. Uma arma pronta para acertar mentes frágeis.

A boate encontra-se muito movimentada, pessoas a todo lugar, o bar estava cheio de almas procurando uma distração, a pista de dança transbordava de corpos agitados em alguma espécie de conexão com a música, tentando a todo modo achar algum outro corpo que encaixe com o seu, e quando encontravam iam para alguns dos quartos que o lugar disponibiliza. Era um centro de liberdade e busca por toques, por algum sentimento maior que viver todos os dias da mesma forma.

Enquanto o Jeon dançava, passou um funcionário distribuindo bebidas, ele pegou mesmo não sabendo o que era, mas engoliu de uma só vez, porque simplesmente não importava. Depois do líquido passar queimando sua garganta, ele sentiu uma mão tocando sua cintura, e virou a cabeça para trás, não enxergando quase nada por causa da escuridão da boate, a vista estava muito fosca.

ㅡ Você dança maravilhosamente bem, sabia? ㅡ Disse a pessoa que aproximou-se de Jungkook.

ㅡ Eu sei disso. ㅡ Sorriu e passou o braço pelo pescoço atrás de si. ㅡ Mas também sei fazer outras coisas muito bem. ㅡ Sussurrou em seu ouvido.

A pessoa já estava totalmente mole, e era completamente compreensível, porque Jungkook sabia jogar.

ㅡ Essa sua boca pode fazer um estrago, bonitão. Imagina ela pertinho de mim, hm? ㅡ A pessoa continuava sussurrando, tentando levar Jeon para uma linha totalmente diferente daquela.

Entretanto, se alguém pensa que pode enganar ou influenciar Jeon Jungkook, está muito enganado, pobre louco ingênuo. Ele era o próprio Mal, a coisa que você mais temia e desejava. Estava a mil passos a sua frente.

ㅡ Você acha que sou fácil assim? É só me elogiar e já me tem entre as suas pernas? ㅡ A pessoa simplesmente calou-se pois não sabia o que dizer.

Jung apenas precisava de quatro palavras para embarcar naquilo. Uma frase para o instigar.

ㅡ Convença-me com quatro palavras e você me terá.

O ser que o agarrava sua cintura não precisou pensar muito para exclamar uma frase devassa, suja de tantas coisas que poderia escorrer tinta escura de sua boca.

ㅡ Eu quero enlouquecer hoje. ㅡ E aquilo saiu de seus lábios como uma oração.

Jungkook poderia jurar que seus olhos brilharam em escarlate de tanto fervor que sentiu, era prazeroso quando o obedeciam bem.

ㅡ Encontre-me na frente daquela porta dos fundos, eu te vejo lá. ㅡ Exclamou enquanto ia na direção do bar.

Jungkook nem ao menos reconhecia o rosto dele, viu muito pouco mas isso não o impedia de brincar. Porém, iria beber mais um pouco e entraria em um dos quartos com a pessoa que o esperasse em frente à porta.

Com a música frenética quase explodindo seu coração e a vista avermelhada, Jimin dançava na pista e sentia seus músculos pedindo por um descanso, definitivamente ele não tinha pulmão para dançar, mas tentava se divertir. Observava as pessoas enquanto dançavam e divirtam-se, outras até pareciam estar em outro mundo, e de uma forma diferente pode-se dizer que estavam. As risadas e os movimentos dos outros tornava tudo mais intenso, mesmo que às vezes gerava um incômodo estar no meio de tantas pessoas, porém Jimin achava melhor não pensar nesse fato e tentar aproveitar o que o mundo lhe proporcionou, e naquele momento ele foi proporcionado por uma visão extremamente glorificada pelos céus.

Ou inferno.

Um moreno que parecia estar dançando em um espetáculo, com uma jaqueta muito charmosa e uma calça que poderia enlouquecer a mente. Entretanto, Jimin apenas não sabia que aquele moreno movimentava-se no ritmo do caos, e neste momento estava chamando-o para seu encontro. Park tentou encontrar coragem para ir até lá, mas resolveu voltar ao seu amigo Hoseok e perguntar o que fazer.

Caminhou rápido em direção ao bar, em que Hoseok estava conversando com um cara e parecia estar animado, mas o Jung sempre estava animado.

ㅡ Hyung, me ajuda em uma coisa? ㅡ Perguntou a Hoseok sussurrando em seu ouvido.

ㅡ Pode falar, mas está tudo bem?

ㅡ Está sim, é que... Olha ali na pista. ㅡ Apontou para o meio da pista onde o moreno estava. ㅡ Tá vendo aquele cara com uma jaqueta bonita?

ㅡ Não só a jaqueta, né. Tô vendo sim. Você quer falar com ele?

ㅡ Quero, mas não tenho coragem, o que eu digo? Você sabe que eu nunca faço isso. ㅡ Falou enquanto fazia movimentos com as mãos para intensificar sua fala.

ㅡ Você só tem que dizer alguma coisa legal, sei lá, elogiar ele?

ㅡ Hyung, eu tenho que falar alguma coisa que destaque, não posso chegar e soltar "você é lindo assim mesmo ou só nas sextas?".

ㅡ Se alguém chegasse assim em mim eu iria gamar na pessoa.

ㅡ Porque é você, Hobi! ㅡ Jimin estava frustrado e sem saída, parecia um bebê querendo algo.

ㅡ E o que tem em ser eu? Me respeita, hein moleque!

ㅡ Desisto, não vou dizer nada. Vou voltar a dançar.

Jimin estava frustrado porque ele realmente queria tentar algo novo, conhecer alguém e tentar sair da bolha que sempre o cercava, ele era ótimo em conversar e conhecer pessoas novas, mas quando o assunto era chegar em alguém, parecia que ele virava um adolescente inexperiente e frustrado com a vida. Mas ele preferia ficar no seu cantinho ao passar vergonha na frente de um desconhecido.

Distraído com seus pensamentos, Jimin não viu quando um garçom passou bem na sua frente, e acabou se chocando com a bandeja de bebidas, fazendo ele e os copos caírem para um lado, e o garçom para o outro.

ㅡ Puxa vida, me desculpa mesmo eu juro que não te vi! Eu vou pagar por isso, deixa eu te ajudar. ㅡ Disse Jimin enquanto levantava e deu seu braço para o garçom levantar-se junto. ㅡ Você tá bem? Se machucou? Eu sinto muito mesmo.

ㅡ Não precisa se preocupar, senhor. Está tudo bem!

ㅡ Me falo quanto eu devo pagar, tá bom? Pelos copos quebrados.

ㅡ Não tem necessidade, senhor.

ㅡ Mas eu insisto!

Saíram do local e Jimin foi pagar pelos copos que haviam quebrado. Quando resolveram tudo, Park foi até a porta dos fundos, afastando-se da multidão, em busca de tentar limpar sua camisa, que encontrava-se encharcada. Estava morrendo de vergonha pois todos na boate viram o seu acidente, como poderia ser tão desastrado? Jimin estava começando a achar que o azar o perseguia, já não bastava ser tão idiota ao ponto de são sabe conversar com alguém que estava interessado.

Em momentos assim, Jimin cobrava-se muito, tanto por subestimar as próprias ações em sua existência ou por sentir-se inseguro demais em algumas situações. A mente é o enigma mais complicado a ser desvendado, por isso o Park estava indo com calma em direção a correção dessas inseguranças em seu eu empírico.

Enquanto ele continuava tentando tirar a mancha de sua camisa, e a secando o máximo que podia, sentiu que estava sendo observado, mas não conseguia encontrar os olhos que o cercavam, porque as luzes fortes o impediam, quando desistiu de procurar, sentiu uma mão puxando seu braço, o que raios estava acontecendo?

Jimin só não esperava que o ser que tanto tinha admirado, estava o puxando caprichosamente para um dos quartos da boate. A escuridão tocou seus braços e sentiu como a pele do outro era macia, o que o deixou quente em pensar na possibilidade das suas peles entrarem em combustão juntas.

Jeon encontrou um quarto vazio, então abriu a porta, entrando com Jimin e a trancando, logo em seguida ligou a luz, estava ansioso para ver o rosto do dono da pele de algodão.

ㅡ Quem é você? Por que saiu me puxando assim? ㅡ Jimin nunca esteve tão confuso em sua vida.

Porém, quando olhou para o rosto do homem, e para a jaqueta chamativa, quase surtou e soltou um grito fino, mas conseguiu segurar seus instintos de surpresa. Já Jungkook, estava encantado com a pessoa a sua frente, ele perguntou a si mesmo se poderia existir um rosto tão angelical como aquele, e que mesmo assim habitava um corpo tão quente. Jeon não sabia se havia subido aos céus ou caído no inferno porque aquele quarto começou a ficar quente para caralho.

ㅡ Já esqueceu tão rápido, amor? ㅡ Jeon aproximou-se do corpo esbelto a sua frente, e o prensou na parede. ㅡ Fui tão vago assim para você?

ㅡ Eu não estou entendendo mais nada. ㅡ Disse Jimin enquanto olhava no fundo dos olhos escuros do homem bonito que o encantou, sem conseguir mexer um músculo, porque simplesmente estava mole nos braços do outro. ㅡ O que você quer comigo?

ㅡ A mesma coisa que você. ㅡ Colocou as mãos na cintura de Jimin e apertou com a força que suas mãos acharam necessário ㅡ Porra, sua cintura...

Não é preciso dizer que o Park derreteu ali mesmo.

Jungkook apertou a cintura desenhada com mais força, prensou seus dedos e mordeu o lóbulo da orelha de Park, porque aquele toque tinha o deixado louco, principalmente quando sentiu os arrepios do outro. Colocou a mão na nuca do loiro, aproximando seus rostos, com os lábios a poucos centímetros de distância, tocando suavemente um no outro. Jeon levou sua outra mão para o membro semi ereto do loiro, sentiu em sua palma como ele estava quente, Jimin soltou um gemido sôfrego, não estava entendendo o que ocorria, e muito menos acreditava que o rapaz bonito estava com a mão em seu pau enquanto beijava seu pescoço.

Jeon desceu as mãos para a bunda de Park, quando sentiu a carne em suas mãos, o prazer que lhe invadiu foi descomunal, sua cerne estava inebriando-se com um desejo que nunca havia sentido em sua vida. O loiro ao ter sua bunda apertada, soltou mais um gemido e mordeu o ombro do moreno, em busca de conter os gritos internos que ele não estava aguentando segurar, porque ter o seu corpo explorado por aquele ser estava o enlouquecendo, era um toque intenso, bruto e ao mesmo tempo libertino. Jungkook fez com que Jimin entrelaçasse as pernas em sua cintura, então o pegou mais forte, afundou seus dedos em sua carne, ele almejava deixar aquela pele límpida vermelha ao ponto dele nunca esquecer daquelas marcas feitas com tanto fervor.

Jimin sentiu seu corpo inteiro tremer, estava entrando em um nível em que sua mente não raciocinava, o desejo já tinha consumido sua alma, seu coração batia em uma frequência absurda. Mas o que ele poderia fazer? Não entendeu como chegaram ali, entretanto, ele queria de uma forma ou de outra, iria aproveitar, não era idiota e muito menos ingênuo, já estava desejando aquele corpo colado ao seu desde que o viu na pista de dança.

Levou sua mão para a nuca do moreno e trouxe o rosto para seu pescoço branquinho, que até então não possuía nenhuma marca. Isso era o que tinha de errado naquele pescoço, não havia nenhuma marca feita pelo Jeon, mas agora esse problema seria resolvido. Primeiro, passou a língua, sentindo o gosto do homem que tinha uma aparência devastadora, começou devagar a passar seus lábios por aquele caminho de pecado, quando pensou já estar o torturando demais, chupou de uma vez o pescoço do loiro, escutando sua voz que clamava por mais.

Clamava por aquelas marcas de pecado, pelo toque quente, pelos lábios doces e pela língua fervente. Jeon chupou aquela parte como se não houvesse outra razão para existir, e talvez ele estivesse certo. Prensou o joelho contra a ereção do loirinho, agora já totalmente desperta, que não era diferente da sua. Sentiu seu corpo arder em um calor descomunal, precisou desvincular seus lábios do belo pescoço para respirar, por causa dessa ação, seus olhares encontraram-se, Jimin respirava com dificuldade, e seu olhar não era nada puro, olhava-o como um pervertido. Jungkook nunca desejou tanto profanar um corpo como o daquele rapaz, estava segurando-se para não jogá-lo na cama e fazê-lo seu a noite inteira.

Quando acalmaram seus pulmões, os olhares ainda estavam conectados, Jeon levou sua mão direita até a bochecha do loiro, fazendo um pequeno carinho ali, quando mirou seus lábios bonitos, ficou tentado. Como uma boca poderia clamar tanto por ele? Os lábios rosados faziam jus à aparência do mais baixo, tudo se completava. Com aquele desejo rompendo a sua cerne, passou seus dedos quentes pela boca cheinha, Jimin sentiu um êxtase que arrepiou seu corpo por completo. No exato momento, colocou sua língua para fora e rodeou o dedo do moreno, chupou aquele dedo com afinco, desejo e luxúria. Seu olhar manifestava uma locomoção de calor pelo corpo inteiro de Jungkook.

ㅡ Os seus lábios estão chamando tanto por mim que eu necessito dar algum agrado a eles, loiro.

No mesmo momento, Jeon passou sua língua na boca de Jimin, lambendo seus lábios e sentindo o gosto do gloss que havia passado por ali, circulando os lábios do menor e pressionando sua perna no pau latejante do outro. Park rendeu-se de uma vez só, abriu sua boca e colocou sua língua para fora, entrelaçando com a de Jeon, fazendo uma dança que a mais bela sinfonia não poderia acompanhar, sentindo aquele toque molhado o deixando ainda mais duro que antes. Era quente como brasa, eles estavam sendo forjados e reescritos no mesmo fogo, queimando juntos e incendiando um ao outro. Não beijaram-se, mas suas línguas permutaram uma guerra fora de suas bocas. Jungkook não estava aguentando mais aquele ardor sobrenatural, puxou o loiro para a cama e o fez sentar nela.

Park estava zonzo, sentia que iria gozar a qualquer momento, mesmo não sendo tocado. Mas Jungkook mudaria aquilo, pois abriu as pernas de Jimin e ajoelhou entre elas, levando suas mãos para o zíper da calça apertada e que no momento pediu para ser aberta e libertar aquela ereção dolorida. Jeon olhou para Jimin como se estivesse pedindo permissão, e o mais novo aceitou, observando quando o moreno abriu o zíper e abaixou sua calça até o joelho. Quando viu aquela box apertava e com o pré-gozo vazando, salivou. Nunca teve tamanha vontade de ter um pau em sua boca para enlouquecer um homem, mas quem estava enlouquecendo era ele, porque aquele loiro não poderia ser real.

Aproximou seu rosto da box preta e soprou por cima onde o pau estava marcando, Jimin gemeu sem limitar-se, levando suas mãos até os cabelos sedosos do moreno devasso. Jeon apertou a ereção e começou a fazer um movimento circular, baixando a cabeça e deixando beijos, ainda por cima do tecido, Jimin não aguentava mais aquela tortura, ele precisava meter seu pau naquela boca senão enlouqueceria.

ㅡ Loiro, eu consigo ver na sua expressão, você está louco para sentir a minha garganta. Por que você não pede? Clame pela minha boca no seu pau, peça para que eu engasgue nele.

Park involuntariamente começou a rebolar e foder a mão de Jeon que estava o masturbando em um movimento lento.

ㅡ Me parece que você quer tanto o meu pau fodendo a sua boca, que dizer a mim para suplicar por você é uma tentativa mais fácil de amaciar o seu ego. ㅡ Jimin sorriu de lado e mordeu o lábio, levantando a sua perna e friccionando no pau marcado do moreno, que estava de joelhos entre suas penas, pronto para algo que ele saiba resultar em seu corpo queimando.

Jeon não gostava de ser contrariado, mas ele estava pouco se fodendo para isso naquele momento, o prazer que percorria suas veias era a única coisa que importava. Tirou a box de uma só vez, a ereção pulou e acertou o seu rosto, Jungkook passou a bochecha pelo pau vazando de pré-gozo e lentamente lambeu toda a extensão, logo após passando as suas mãos e fazendo movimentos de vai e vem para espalhar o líquido e ajudá-lo naquilo. Jimin afundou seus dedos nos ombros largos e arqueou suas costas para trás, no mais puro ato de prazer, estava transbordando por um sentimento que não sabia descrever.

Os corpos já estavam ansiosos demais e cegos de desejo ao ponto de perderem o sentido para outras coisas, por isso Jungkook resolveu engolir Jimin por inteiro.

Prensou a língua na glande inchada do Park, o loiro abriu mais as pernas para dar ao Jeon uma liberdade maior, liberdade que ansiava por toques mais fortes. Jimin queria a sua pele marcada, suas coxas chupadas. E assim foi feito.

Jungkook deixou a glande molhada e mordeu a parte interna das coxas de Jimin. Chupou até deixar o local avermelhado e ver o loiro vazando cada vez mais. Pedindo por um afago, pela sua boca quente e sua língua danada.

ㅡ Suas coxas são incrivelmente gostosas, loiro. Queria elas rebolando em cima do meu caralho. ㅡ Jungkook jogava como um mestre, não havia espaço para amadores na sua linha de campo.

Abocanhou o pau do loiro novamente, agora sugando mais forte e masturbando o que não cabia em sua boca, Jimin clamava para que algo o salva-se de todo aquele desejo, nunca esteve tão necessitado em sua vida. Entre os gemidos, suspiros e o suor que escorria, Park conseguia escutar a música alta da boate, mas em seu âmago, ele escutava uma bela sinfonia, teclas sendo tocadas com força, uma melodia calma, porém intensa ao ponto de explodir, parecia que estavam chegando ao ponto de fusão de dois corpos.

Uma dança, em passos extravagantes, quando os músculos estão exaustos demais para continuar, e tudo que te move é a vontade de chegar logo ao final para descansar e terminar o espectáculo. Era isso que Jimin estava fazendo, acelerando seus movimentos, fodendo a boca de Jeon até sentir a sua garganta, implorando para que o orgasmo atingisse aquele corpo febril, que seu corpo exausto estivesse parado. Jungkook percebeu a intenção do mais baixo e tirou a boca do membro rosado, masturbando novamente e fechando sua mão para as estocadas serem mais precisas.

Não foram necessários mais de três minutos para que Jimin atingisse um orgasmo fenomenal, e como Jung costumava dizer, um orgasmo além do corpo, pois era sentido até na alma mais fechada. Jeon engoliu toda a porra que acertou seu rosto e lambeu o pau para tirar o resto de gozo que estava ali. Jimin caiu na cama e estava tentando regular sua respiração, tentando ao máximo entender o que havia acontecido naquele quarto, e por quê o seu corpo continuava tão quente.

Ele tentava organizar seus pensamentos e refazer em sua mente seus planos para aquela noite, e nenhum deles incluía acabar na cama com um desconhecido, com a respiração ofegante após ter o melhor orgasmo da sua vida. São nesses momentos que percebemos como não temos controle sobre nada em nossas vidas, que um mínimo passo em falso pode mudar o rumo de tudo, e Jimin ter batido no garçom fez com que agora estivesse vermelho e morrendo de vergonha por ter se entregado tão fácil.

Mas Jimin queria liberdade naquela noite, e bem, ele conseguiu. Liberdade para explorar a boca majestosa do príncipe da luxúria e amante da lua. Aquele dia poderia ter acabado com Jimin chorando por sentir-se insuficiente, por não conseguir conversar com alguém que estivesse interessado, mas não, foi de uma forma diferente. Algumas horas mais cedo, Jungkook disse que algo iria chorar naquela noite, e ele estava certo, foi ele mesmo que secou as lágrimas.

Porém, o prazer que atingiu todo o corpo de Park Jimin, também fez com que suas bochechas e sua essência fossem atingidas pela vermelhidão, morria de vergonha, tornou-se um bebê perdido, não conseguia encarar o moreno, era demais para ele. Quando conseguiu fazer com que seu corpo tomasse alguma atitude, se limpou, vestiu sua box e a calça, organizou a camisa e olhou rapidamente para Jungkook.

ㅡ Vai realmente ir embora assim depois de eu ter feito você ver as estrelas sem sair desse quarto? ㅡ Disse Jungkook enquanto encarava o loiro com um olhar divertido.

ㅡ Não, é que... eu tô com pressa, sabe? Preciso ir. ㅡ Jimin virou-se para a porta, mas antes de sair voltou-se para o Jeon. ㅡ Obrigado por, sei lá, isso aqui. Desculpa, eu tô indo, tchau!

E saiu correndo.

ㅡ Ele não parecia nada tímido quando me puxou na pista. ㅡ Jeon observou sozinho.

Ou simplesmente não era ele.

Jungkook chegou nessa conclusão e começou a gargalhar como nunca, quais eram as chances? Jeon não sabia dizer, mas ele sabia que ter aquele loirinho consigo havia sido muito melhor do que estar com outra pessoa qualquer.

Aparentemente o Universo queria brincar com os dois, fazer um tiro ao alvo e atingir o mais frágil, no meio de tantas controvérsias e coincidências hilárias.

Ou seria esconde esconde?

Depois de limpar suas mãos e rosto, saiu do quarto e voltou para a boate, a pista continuava movimentada, a luzes mantiveram-se frenéticas por todo aquele tempo, a música alta invadiu seus ouvidos, depois de tanto tempo apenas escutando arfares. Tentou achar a cabeleira loira no meio de todas aquelas pessoas, mas era praticamente impossível, provavelmente ele havia ido embora. Jungkook foi até o bar, sentou-se e pediu uma bebida, porque beber nunca cansava, sentir o líquido o queimando por dentro era delirante.

Assim como seria delirante profanar aquele corpo esbelto do loirinho, que agora morava em seus pensamentos. Passeava como uma bela canção e dançava em um ritmo lento, Jeon não sabia o que aquela queimação no peito significava. Mas tinha certeza que algo estava diferente.

Para melhor ou para pior? Esse era o grande enigma de toda a questão caótica que os rodeava nesse momento. Apenas sei que esse encontro desastroso envolveu-me a alma.

Seokjin chegou e sentou ao seu lado, roubando seu copo de bebida e tomando um gole.

ㅡ Encontrou o que procurava? ㅡ Perguntou sorrindo de lado.

ㅡ Muito mais que isso. Muito mais.

Park Jimin tinha certeza que estava enlouquecendo, absurdamente louco, pirado de cabeça. Não conseguiu dormir quando chegou em casa, só conseguia pensar no que havia acontecido, estava perturbado.

Um boquete poderia assustar? Aparentemente sim.

Com todos os pensamentos lutando em sua mente, pedindo por um descanso, ele precisava trabalhar, precisa cuidar da mente dos outros, mesmo que a sua não estivesse em seu melhor momento. O dia estava bonito, era perfeito para tomar um café e estar enérgico para um ótimo dia de trabalho, mas o Park só conseguia sentir confusão e cansaço, precisa cair em uma cama e dormir até que o mundo acabasse.

Ontem, ele havia sentido coisas que não estava acostumado, toques quentes demais. Aquilo não era normal, sentir que seu corpo ia entrar em combustão, que sua alma iria abandonar seu corpo. O moreno era um enigma que Jimin não se achava pronto para desvendar. Mas afinal, não tinha porquê pensar nisso. Eles nunca mais se veriam, Jimin ao menos sabia o seu nome. Suas bochechas ficavam vermelhas só em pensar em ter que encarar aqueles olhos felinos novamente. Seria como reencontrar um medo antigo, uma profecia que o marcava. Ficar cara a cara com o pecado.

Divagando e buscando se acalmar pois aquela possibilidade era nula, se aquilo acontecesse seria tão hilário, se já não fosse trágico. Quando chegou na sua clínica, abriu a porta e sentiu o frio do arco-adicionando, sua pele arrepiando e a doçura daquele lugar, era um ponto de paz para si. Era, porque neste momento, a paz havia abandonado o local.

Pois o caos estava no meio da sala.

Jimin não acreditou quando encontrou o preto dos olhos do outro, sentiu sua espinha quebrando, o mundo ficou em silêncio por um tempo que não conseguiu distinguir, segundos, minutos, horas. Era tudo vago demais. Só teve certeza que aquele homem era o mesmo da noite passada, quando escutou sua voz saindo pelos lábios finos, a voz inebriante que o cegou. Jungkook aproximou-se do mais baixo e o encarou sorrindo.

ㅡ Ontem eu passei por um momento trágico. Estou precisando de algumas sessões de terapia depois de ter mamado gostoso um cara e ele ter me abandonado.

Jeon Jungkook me faz gargalhar como uma criança

O interior de Jeon sorria, porque a diversão estava só começando. Ele sentiu seu âmago revirando, enquanto o loiro o analisava como se não acreditasse que era ele.

O Veneno Escarlate agora o perseguia, envenenava suas veias e viciava seu corpo. Para o Jung, aquela Chama Branca o levava ao delírio, pois era tão divergente de tudo, ele sentiu bondade, sentia que seu inferno era amaciado por uma luz cortante. Mas também sentiu calor, diversão e ironia.

E um pouquinho de escuridão.

Então, gente KKKKKK o que acharam? Estou me empenhando para fazer o meu melhor e deixar um escrita gostosa. Espero que tenham gostado e obrigado a quem leu! E desculpem pelo hot meia boca, foi minha primeira vez.

Estou disposto a ler críticas construtivas também, falem o que acharam. Como esse é o primeiro capítulo acho que não tenho muito o que falar.

Agradeço a betagem do capítulo a alascoux_ 💙

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É isso, muito obrigado e até o próximo, se cuidem, um beso 💙

ㅡ Pluto ✦

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