🔹Capítulo 8🔹
Amanda Martins
🔹🔹🔹🔹
Ele só podia ser louco. Quer dizer; eu quem deveria ser louca, por ter deixado ele me agarrar daquele jeito e me beijado tão intensamente. O que foi bom pra caramba! Não me lembrava de nenhum homem, ter me beijado tão bem assim. "Ele sabia o que fazer com a boca, isso sim." Fico encostada com as costas no corredor ao lado, assim que escapo dele e me sinto pequenininha, com o turbilhão de emoções que se passavam por dentro de mim. Eu estava quente. Muito quente.
Lembro-me da minha câmera que estava comigo e me recordo, que um pouco antes, do David vim para cima de mim e me prensar contra a parede, eu ainda havia conseguido tirar uma foto dele, com o olhar vidrado em mim. Foi involuntário. Eu sempre mantinha o meu dedo aposto no botão. Ele simplesmente pressionou e eu tirei.
Contudo, não havia dado tempo de ver como ela havia ficado. E tentando acalmar os meus nervos e focar em outra coisa, eu trago a minha câmera para perto de mim e a aproximo do meu rosto, par agora poder ver melhor. Aperto o botão para ver as imagens tiradas, e logo, ela carrega, aparecendo um David tubarão, pronto para atacar. Ele estava com um olhar totalmente envidraçado; ele carregava todo o seu poder e dominação nele. Era tão faminto e determinante, que justificava o fato de eu não ter me mexido e me deixado ser rendida pro ele. E como foi bom.
De todos os homens pelos quais eu já havia me relacionado, nenhum havia me pegado com tanta força e fervor. Eu me sentir em chamas com ele. Tão ousada e fogosa, que não me reconheci. Não sei de onde eu havia conseguido tirar tanta força para me afastar dele. Acho que eu queria provar para mim mesma, que eu conseguiria ser aquela pessoa confiante e determinada, que eu sempre demostrava ser diante dele. Ele sempre aflorava esse meu lado, que eu não conhecia.
Logo, vendo que ficar remoendo aquilo não iria adiar em nada, eu decido toca a bola para frente. Agora que ele havia conseguido o que queria, iria me esquecer e partir para a próxima garota. Está claro, que eu não cheguei a transar com ele, mas só pelo fato de eu ter demostrado ter cedido o terreno, acho que ele já deve ter recuperado a sua alta confiança. Era disso que os homens gostavam e viviam. Alimentando os seus egos e amor próprio. Ninguém e nenhuma mulher deveria tirar isso deles.
Assim, respirando fundo e anotando mentalmente na minha cabeça que essa experiencia já havia passado, decido ir dar uma espiadinha no campeonato de natação que estava que estava acontecendo lá fora, na área externa da universidade. Antes, eu havia ido por aquela parte do corredor, para poder tirar fotos dos atletas. Contudo, eu não esperava dar de cara justamente com ele.
Sendo assim, dessa vez, eu vou pelo lado da torcida, tentando encontrar algum ângulo ou expressão despercebida pelas pessoas, enquanto comemoravam ou se juntavam para torcer por alguém. Era disso que eu gostava na fotografia, registrar aquilo que ninguém mais conseguia ver; eternizar um momento, onde poucas pessoas conseguiriam lembrar tão claramente o que haviam vivido ou sentido. Era fácil capta isso pelas lentes.
E sentando em uma ponta na arquibancada, eu fico a analisar as pessoas e a tirar várias fotos delas. Os caixas de sons param de tocar as músicas e finalmente, dão vozes as apresentações dos nadadores e as equipes das universidades. Embora eu não gostasse de praticar esportes, eu gostava e assistir. Era empolgante, ver o quanto as pessoas davam tudo de si neles. E como se os nossos olhares se atraíssem, eu vejo quando o David aparece e ergue a mão, acenando para todos e me encontrando sentada em uma parte da torcida. As meninas enlouqueciam por eles; isso era um fato; porque só se ouvia as vozes delas gritando tubas e pulando na arquibancada.
Eu sorrio meio encabulada com tudo isso e o David, faz o mesmo; parece que até ele, acha graça disso tudo. E não é para menos. Logo, ele toma a sua posição e os locutores começam a narrar as etapas. E com pouco, eu descubro que o David é o nadador especialista no nado borboleta, o que explica o motivo dele ter os peitos e as costas tão largas e perfeitas. Não estravagante, mas bem acolhedor. Foi bom ter sentido todos seus músculos, sem nenhuma roupa por cima. Sinto algo formigar lá em baixo e me encolho, cruzando as minhas pernas e olhando para os lados, para ver se ninguém mais estava vendo a minha perversidade.
Por Deus, Amanda! Se controle. - Logo mais, eu teria que brincar com o meu "superoca", para me aliviar. Eu estava demais ultimamente."
E enquanto eu olhava para os lados, tentando disfarça, eu reconheço umas das meninas do outro lado da torcida; era a Melanie Forbes, a garota popular, que a pouco havia começado a trabalhar comigo lá no boliche. Ela parecia estar tentando se entusiasmar com o seu trio ternura; a loira azeda e a morena abusada; mas as mesmas, pareciam a ignorar. Sei que estava sendo difícil para ela. E com aquelas amigas, se é que podemos chamar assim, estava quase sendo impossível.
E como eu não queria ficar sozinha com os meus próprios pensamentos e não tinha uma torcida propriamente dita; porque eu não era focada e nem fissurada por isso; eu me levanto e aceno para ela, esperando que ela retribua o comprimento e queira se juntar comigo. Logo, a mesma me ver e acena de volta, me chamando para junto de si.
Contudo, eu não iria ficar perto das suas amiguinhas. Não mesmo. Assim, eu a chamo para o lado, no meio termo da arquibancada. Ela concorda com a cabeça e nós duas, nos embestamos pelo meio do povo, tropeçando e rindo ao mesmo tempo. No entanto, por algum motivo, parecia que todos haviam parado o que estavam fazendo e nos olhavam, encarando-nos, enquanto caminhavam uma na direção da outra.
O que foi? Ninguém tinha mais nenhum amigo para reencontrar, não?
Olhamos para os lados e vimos que até os nadadores, nos encaravam, esperando que nós duas nos encontrássemos, para iniciarem a competição. E quando dou por mim, era o David, que havia parado a todos e esperado que eu me sentasse, para poder ficar na sua posição de salto.
- Ai meu Deus! O David parou a todos, para a gente se sentar. - É a Melanie que falar primeiro, ao nos encontrarmos e sorrimos sem graça, para aqueles que nos olhavam.
Posso nem comentar, o jeito que as amigas dela nos olhavam. Parecíamos que tínhamos cometido um crime. Creio que tanto eu, quanto a Melanie, não queríamos ter atraído toda aquela atenção para si; portanto, não tínhamos culpa nenhuma, se eles tinham esperado pela gente, para poder começar. E como se tudo tivesse se resolvido, o David dá uma piscadinha para mim e botar os seus óculos de mergulho, se posicionando para largada e agarrando firmemente a borda.
O meu estômago se embrulha e fico sem reação, com aquela pequena demonstração de interesse em público. Não, ele não podia ter feito isso. Agora sim, todos vão ficar me encarando e pensando que nós dois temos alguma coisa. Deus sabe o quanto odeio ser o centro das atenções. E como esperado, não havia sido só eu, que havia notado aquela piscadinha.
- O quê???? Como assim? - A Melanie me puxa pela manga do meu casaco e cochicha no meu ouvido. - Você está com o David Collins? - Ela me pergunta incrédula e com um sorriso no rosto. - Nem tente disfarça, que eu vi no dia que me candidatei a vaga no boliche, o quanto ele lhe encarava. - Ela fica ainda mais estonteante e cruza os nossos braços um no outro.
É, a Melanie era mais efusiva que eu. Em pouco tempo de trabalho, havíamos nos tornados bem mais próximas do que o normal. A única pessoa que eu havia comentado sobre o David, havia sido a Larissa, a minha irmã do coração, que havia ido outro dia lá em casa, para fazermos a noite das meninas. E eu confiava plenamente nela. Com a Melanie, eu ainda estava construindo isso, então não sei se seria confiável contar tudo a ela. Logo, eu decido dizer só por cima e não o que aconteceu de verdade.
- Não é que estamos juntos... Ele meio que demostrou um certo tipo de interesse, quando eu logo dispensei as suas investidas. - Sorrio meio cabisbaixa e noto pela primeira vez, que talvez tenha sido só por isso, que ele tenha insistido.
A Melanie parece notar e saber que ele; ou eles, homens; sejam realmente assim. Porque ela alisa o meu braço e assente com a cabeça. Como se também estivesse pensativa no seu caso.
- É amiga... por mais que isso possar ser verdade, pelo menos ele lhe notou de alguma forma. Triste, é não ter nem a chance de recusar. E olhe, que se eu tivesse a chance, também não recusaria; pois não perderia uma oportunidade dessa. - Ela sorrir, tentando se animar e noto o seu olhar para os tubas.
Ei, espere aí! Fico em choque.
- V-ocê, você gosta do David? - gaguejo, pensando que eu poderia estar tirando um sonho dela ou sendo uma amiga nojenta, ao falar do interesse de um cara por mim.
- O quê? Não!! Do David? Não! Ele é um sonho muito longe para mim. E bem, ele também não faz muito o meu tipo... - Ela parece ficar meio vermelha com o que vai assumir e se ajusta na arquibancada. - Prefiro os mais acessíveis, se é que me entende...
- Hum... entendi. - Balanço a cabeça lentamente e tento pensar em quem poderia ser. E sem conhecer bem os tubas, fico meio que cega com as opções que tenho. - Ok! Desisto. Quem seria o felizardo? Não conheço nada deles. Nem sabia que eles eram, até as suas amigas terem comentado naquele dia. - Assumo logo de uma vez.
- Hum... eu... - Ela morde os lábios nervosa, mas no fim, assume. - O Benício. - O seu olhar se direciona para ele e percebo a quem ela se refere. Era um dos tubas, na qual tinha os cabelos claros e o porte físico atlético também. Ele era o mais branquinho de todos e o seu sorrido, era contagiante.
É, combinava com ela.
Sorrio com a ideia e com a possibilidade de um dia, eles ficarem juntos.
- Lembro-me das suas amigas falarem dele naquele dia. - Sinto um pesar, pelo jeito que elas pensavam.
- Ele não é um pobretão, como as meninas insinuaram. E mesmo que fosse, eu não ligaria para isso. A Madison só quer o manter por perto, para ter o David na sua cola. - Ela percebe o que falou e se arrepende. - Me desculpe, eu...
- Não tem problema, Melanie. Eu e o David não temos nada. É só uma disputa boba, por ele não ter aquilo que ele quer. - Olho para a piscina e vejo ele nadando incansavelmente para conquista a sua grande medalha e disputa.
O seu corpo nada com verdadeiro esplendor. Ele dispara uns 4 metros a frente dos outros. Todos gritam, torcendo para que vença.
O meu eu, quer gritar também, quer se entregar para ele e lhe dá todas as armar possíveis, para reconstruir a sua alta-confiança e ter a sua boca novamente na minha. Contudo, lá no fundo, eu não queria ser só mais um troféu para alguém. Sempre valorizei, o fato de eu nunca precisar de homem nenhum para isso. Não seria agora, que iria ceder; pois seria isso, que eu seria para ele. Uma conquista. Só mais uma das garotas que ele finalmente havia conseguido pegar.
🔹🔹🔹🔹
Xii... E agr? Será que a Amanda vai fugir e deixar o David de lado? Essa fuga toda, me parece outra coisa.. ela está mais caidinha do que pensa. Os dois estão fugindo do inevitável. 😁👀😝
E quem aí queria ter uma fotinha da encara do David? Hahaha😚🔥 quem dera ter conseguido uma foto do nosso avatar devorando a Amadinha... 😆Mas aí eu deixo para a imaginação de vocês. Kk que eu sei que é fértil. Kk..
Será que consigo escrever um capítulo com a volta do David para casa no natal e coincidir com a realidade da gente? 👀🙈🙈✨
Até mais meu amores! 😚👅
Deixando uma musiquinha que ouvir no final desse capítulo.
(Estou na vibe dela.. não sei pq kkk.. gosto de escrever ouvindo ela. )😅🧡
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