🔹Capítulo 5🔹

David Collins
🔹🔹🔹🔹

Desde quando eu cerco alguma mulher?

Me encaminho a passos lentos e sem querer olhar para as pessoas ao meu redor. Eu estava pouco me lixando, a minha cabeça estava em outro lugar; ou melhor, em outros olhos. Aquela morena com os olhos castanhos ou cor de mel, estava me matando. Ela tinha alguma coisa diferente. Algo que eu queria e não conseguia desistir.

Levar um fora, eu já havia levado, no qual foi na vez em que namorei com a "Sheila", mas ela havia sido um caso totalmente diferente; não valia a pena lembrar dela. Contudo, eu já estava blindado contra todas as mulheres pilantras e interesseiras, daquelas que só se envolviam com o cara por causa do dinheiro ou da fama. Nunca iria insistir ou ter algo a mais com uma mulher dessas.

Logo, pela atitude da Amanda, já se ver que ela não é dessas; pois, se fosse, ela já teria aceitado o meu pedido, mesmo que antes, eu tivesse sido direto e afobado demais com ela. A mesma preservava o seu emprego e a exposição; algo admirável.

Olho de relance para ela novamente e a vejo, ajeitar o cabelo e respirar fundo, devido ao esforço que havia feito. As bochechas avermelhadas e o cabelo desarrumado, deixava-a ainda mais bonita. Natural. Nada forçado. Imagine vê-la por completo, igualmente veio ao mundo. Uma deusa. Estava difícil encontrar uma beleza assim. Era obvio que eu queria dormir com ela, mas também queria saber mais sobre quem ela era.

Só posso estar bebo.

Contudo, não acredito que aquela pequena dose da cachaça do Brasil; que tomei em casa; tenham me deixado embriagado. Esse entorpecimento todo por essa mulher, só pode ser, porque falei com a minha mãe. A velha lembrança de que ainda possa existi mulheres perfeitas, iguais a minha mãe e as minhas irmãs, devem ter tomado conta da minha mente.

Balanço a cabeça em negativa e escuto a voz do Benício perto de mim.

- E aí, irmão! Vai jogar nem um pouquinho? Preciso de você aqui. -Ele sorri todo animado e decido deixar aquele meu dilema de lado, para ir ficar com os únicos parceiros que eu havia conseguido fazer amizade na vida. A união com o nado, era o que havia nos unido; e isso havia sido como balsamo para mim, quando havia chegado aqui. Eu era difícil de confiar nas pessoas.

- Claro! Porque não?! - O abraço, dando um leve aperto no ombro e ele dá umas tapinhas na minha cara; estilo camaradagem.

- Assim que se fala, bonitão. - Dou um empurrão nele de leve e caímos na risada.

- Babaca. - O insulto de brincadeira e o Antônio chega.

- Hora de darmos um show, tutubas!!!!! - Ele faz uma dancinha com os sapatos do boliche e imita a rodopiada do Michael Jackson.

E como se o cara que escolhia a playlist do Destroyed, tivesse combinado com Antônio, em colocar uma música do mesmo, eu esculto "Smooth Criminal - Michael Jackson". Eu não duvido nada, que ele possa realmente ter arquitetado tudo isso com o rapaz. Bem a cara dele, querer fazer uma entrada dessa.

Assim, começamos a jogar e a fazer vários Strikes, comemorando efusivamente, para a pista ao lado onde os caras do beisebol jogavam. Era isso mesmo, tínhamos uma pequena rivalidade com eles. Quem disse que eles eram melhores que a gente, devido ao público deles serem maior? Podíamos ser bons da mesma forma ou até melhores. E era exatamente isso que fazíamos naquele momento.

- Toma essa, porra!!! - O Antônio esbraveja, ao fechar mais um strike na jogada.

Ele dá um longo gole na sua bebida e diz que vai buscar mais no bar. Nós o aguardamos e eu aproveito para dá mais uma olhada na morena dos sapatos. As outras mulheres começam a nos arrodear e dificulta ainda mais a minha visão. Merda!

- E então, David! Vai querer estender essa vitória para algum outro lugar não? - É a Madison que se põe na minha frente e me olha mordendo os lábios.

É, gostosa pra caramba, faria um ótimo oral, mas não estava me atraindo em nada. Além, de ser a garota que o Benício queria pegar; ou namorar, não sei; mas ele estava bem caidinho por ela.

Então, território proibido.

- Pois é! Já tenho uma parceira para uma programação mais tarde. - Dou um sorriso forçado e olho para o Benício. - Mas o meu parceiro aqui, está animado pra caramba! Não é, Benê? - O chamo para a conversa e repito o meu pedido. - A Madison aqui, está querendo estender a noite! O que acha de sair com ela e curtir um pouco mais a noite?

O Benício sorri de ponta a ponta e afirma, como se isso fosse o paraíso para ele.

- É claro! Para onde mais a princesa gostaria de ir? - Ele beija a sua mão e a mesma, recua um pouco.

- Hum! Sinto muito, não vai dar para ir. Obrigada pelo convite..., mas já vou indo com as minhas amigas para a casa do Fred. - Ela tenta disfarça, mas já estão claras as suas intenções; interesseira, naquele nível expert. - Quem sabe, quando todos os tubas estiverem juntos... - Ela sorri para mim e balanço a cabeça em negativo, sem acreditar realmente naquela cena toda.

É inacreditável isso.

Ela se vai e eu me viro para o Benício.

- É sério mesmo, que você está afim dessa mulher? Ela nem se quer disfarçou! Princípios nenhum, amigo. Se for para uma foda só, tudo bem, mas se apaixonar... você vai ter que repensar, se não vai sofrer. - Toco no seu ombro como amigo e complemento. - Conselho de quem já passou por isso. Vai por mim. - Respiro fundo e tento mudar de assunto; eu também não poderia mandar no coração de ninguém.

E aqui estava eu, buscando mais uma vez, aquela mulher dos olhos castanhos que havia me revirado; ou melhor, zoado com a minha cara e me dispensado. Ela merecia um prêmio por isso.

O boliche parecia ter ficado mais lotado e várias pessoas se amontoado no seu balcão. Decido ir atrás do Antônio e beber algo mais forte. Eu só podia estar ruim da cabeça, por estar agora procurando essa mulher o tempo todo. Já tinha dado a minha cota por hoje. Precisava espairecer.

Nós três nos juntamos e ficamos azarando um pouco no bar. Digo, os meninos, eu só ficava ouvindo e recebendo a atenção das garotas para mim. Pode me chamar de esnobe, mas era bom ter esse prestígio. Isso levanta um ego que a muito eu havia perdido. A mulher certa, talvez não existisse, mas enquanto isso, eu poderia ir curtindo e aproveitando os prazeres da vida.

Uma morena se aproxima de mim e começa alisar o meu cabelo, fazendo um charme que até acho sexy. Os seus seios estavam quase pulando, do vestidinho tubinho preto que usava até o joelho. Seria uma boa escolha da noite. Contudo, o meu olhar se desviava e procurava por uma certa pessoa, pensando se ela não estaria me olhando e me julgando por isso.

A verdade, era que eu não queria ir para a cama com essa mulher que agora estava ao meu lado, e sim, com a que havia brincado comigo e tirado sarro da minha cara. Homem é um bicho burro mesmo, apesar de todas as opções eu tinha no momento, eu queria exatamente essa.

- Não vai dar gatinha! Ainda preciso trabalhar essa noite. - Dou a desculpa mais velhas de todas e dou um pequeno cheiro no pescoço dela, só para me torturar e sentir a fragrância do que eu estava perdendo. Droga! Docinha e safada.

Gruo um pouco a minha garganta, já me arrependendo da minha decisão.

- Vou indo, galera! A gente se falar depois. - Aceno para o Antônio, que estava aos beijos com uma linda mulher e dou um aperto de mão no Benício, que também estava conversando com algumas pessoas e uma mulher se chegando nele.

Acho que os dois estavam muito bem servidos.

Agora era a minha vez. Ir a caça da minha pequena e bela esmeralda.

Onde agora ela poderia estar?

🔹🔹🔹🔹
Cheguei meu povo kkk e olha que o próximo cap já está em produção! 😆✨✨ Eita que tô virada! Kkk a história do David, tá fluindo bem rápida na minha mente.😁😜👐🏼 Espero que vocês tbm estejam gostando! Hihi

E aí... Quem mais está com raiva ou ranço dessa Madison? 😑😑😑 Pela amor de Deus, Benício! Nem vem ficar com os 4 pneus arriados por ela 🤦🏻‍♀️
Tem mulheres bem melhor por aí!

#Quero a empolgação de vcs para o próximo capítulo# haha 👁️👄👁️

Oq acham de amanhã?🤪

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