🔹 Capítulo 36🔹
David Collins
🔹🔹🔹🔹
A ideia de vim navegando até o Ceará, me parecia boa, até algumas horas atrás; porém, com a entrada de toda essa tempestade de última hora, tudo havia mudado. Eu não havia pensando que pudesse entrar uma chuva tão grande quanto essa. Como dizem por aí, o mar é tão imprevisível, assim como toda a natureza do mundo; nunca a subestime, se puder. Pois, um pouco antes de eu ter saído do porto, eu havia visto toda a meteorologia e a tabua de maré dos dias seguintes, mas nada, havia me preparado para isso. O mar simplesmente havia crescido e as ondas, batendo fortemente contra o meu barco.
O motor lutava fortemente contra a força das ondas e dos ventos, mas nada parecia adiantar muito. Logo, eu tentei estabilizar o barco e aguentar o máximo possível da direção dele. Havia comunicado a Marinha a respeito das condições climáticas e da parte mecânica do meu barco, sabendo do risco que eu estava correndo. Logo, eu precisava manter alguém avisado, para ter um socorro por perto. Assim, eu só podia pedia internamente, para que toda essa chuva passasse e o mar se acalmasse.
Porém, já haviam se passado algumas horas e nada havia mudado. As ondas batiam fortemente contra a proa do meu barco e logo, levavam algumas das suas coisas para dentro do alto mar. A boia, que estava presa em um dos ferros, estava quase se soltando e sendo levada juntamente com elas, já que as cordas estavam soltas e sendo jogadas de um lado para o outro. Logo, eu precisava as prende novamente, antes que eu perdesse mais um dos meus itens de emergência.
Assim, eu decidir sair rapidamente da cabine e ir até a proa do barco, para prender firmemente a corda da boia que estava se soltando. Contudo, para a minha segurança, eu ainda amarrei uma faixa bem grossa na minha cintura e a prendi no ferro, que ficava bem na saída da cabine, para que eu ainda não corresse o risco de cair no mar e me perdesse. E para garantir ainda mais a minha segurança, eu ainda guardei o sinalizador de emergência no meu bolso lateral da calça, para caso eu ainda precisasse. Nunca se sabe, não é?
Logo, seguir para fora da cabine e fui me guiando pela barra de proteção de ferro, que ficava por todo o perímetro do barco e que me levaria, até onde a boia salva-vidas estava se soltando. As ondas batiam em mim e eu tentava tirar um pouco da água do meu rosto, para poder enxergar o que estava na minha frente. Assim, tendo um pouquinho mais de paciência, eu conseguir chegar até o local, para amarrar bem as cordas da boia.
Porém, foi nesses míseros segundos que me soltei da barra, para poder me firma na frente das cordas e amarrá-las, que uma grande onda veio na minha direção e me derrubou pra trás, me fazendo ficar sem apoio e sem ter onde segurar. Como eu ainda estava amarrada em uma faixa, a distância que eu estava para a outra ponta do barco, me deixa pendurado bem no meio da proa e sem estabilidade; se eu me soltasse só um pouquinho, eu conseguiria me segurar novamente. Penso comigo mesmo e fico naquele dilema. Isso seria bem melhor, do que ficar aqui, sendo feito de peneira para um lado e para o outro no barco.
Logo, eu decido me soltar só por um instante da faixa e me jogar novamente, para onde a boia estava. Assim, esperando o impulso e a força da onda mais uma vez, eu me agarro na barra de ferro de baixo e direciono o meu corpo para frente, para eu poder deslizar na hora certa, na proa do barco. Contudo, eu não contava com a mudança de direção da boia. Pois, assim que deslizo no casco, eu acabo passando direto e me vendo pendurado para o lado de fora.
- Merda! Merda! Merda! Merda!!!! Maldita seja essa boia. - Esbravejo, ao pensar que talvez nem dela eu fosse precisar. Não sei porque então, eu havia vindo atrás dela.
Faço forças para poder subir no barco novamente, mas ele estava balançando muito e a chuva, juntamente com as ondas, estavam atrapalhando toda a minha visão. Só Deus mesmo, para me ajudar nesse momento. Me seguro enquanto posso, mas os meus dedos já estavam ficando roxos. Tento me arrastar para o lado, para ver se tenho uma visão melhor do barco e arrumasse alguma coisa que pudesse me ajudar a subir, mas não encontro nada, apenas a frecha laranja, que me indicava que era a maldita boia salva-vidas.
- Ahhr!! Muito bom. Agora só me resta você.
"Isso não podia estar acontecendo, podia? Me pergunto, ao notar a gravidade de toda aquela situação. "Porque eu tinha que ser tão cabeça dura e sempre procurar os jeitos mais difíceis, para solucionar os meus problemas? Se eu tivesse escutado a Amanda desde o começo, eu não estaria nessa situação, tentando ir encontra-la no outro da região, para solucionar as merdas que eu havia feito com ela.
Contudo, olhando para toda essa minha situação, talvez eu realmente estivesse destinado a falhar. Embora eu tivesse demorado a perceber, a Amanda havia sido a minha única escolha certa. Era dela que eu precisava; e eu só esperava, que eu ainda pudesse a encontrar mais uma vez, para poder lhe dizer tudo o que eu sentia e o quanto, ela significava para mim.
Eu precisava sair daqui.
Assim, eu seguro do jeito que posso. As onda vinha e eu sacudia a cabeça para tira a água do meu rosto, como eu não podia usar as mãos, era do jeito que dava. Logo, no instante em que o barco virasse mais uma vez para o outro lado, eu iria impulsionar o meu corpo, para subir no corrimão. Contudo, assim que fiz o movimento, a minha mão escapuliu do ferro e eu só conseguir segurar a tempo, na corda da boia laranja e cair com ela no mar.
Tudo foi muito rápido.
Em um segundo, eu me vi em cima do barco e no outro, eu já estava caindo. O meu corpo foi jogado no alto mar e eu só sentir, quando eu fui engolido por uma onda imensa, me deixando submerso, enquanto eu me debatia na água e tentava voltar a superfície. Uma coisa era nadar em uma piscina plana, outra, era nadar em alto mar e com onda gigante vindo para cima de você. O lado bom disso tudo, era que ao menos eu sabia nadar e tinha uma resistência maior, do que uma pessoa comum teria, em uma situação como essa.
E quando finalmente eu consigo submergir, eu busco todo o folego possível. Tiro o excesso de água do meu rosto e logo, a visto a maldita boia perto de mim. "Agora você iria me servir para alguma coisa". Nado na sua direção e a alcanço em pouco tempo, me apoiando nela e a usando para chegar até o barco. Porém, quanto mais eu nadava, mas eu sentia que o barco ia se distanciando de mim. Não só o barco, mas com ele, todo o meu esforço, esperança e motivação para continuar tentando.
"Seria esse o meu fim?" Me pergunto, quando noto que nem a chuva diminuía. O mar continuava agitado e eu, nadando como se fosse para o infinito e além.
A Marinha, eu tinha que confiar nela.
Lembro do sinalizado que estava no meu bolso e o pego, para acionar. A minha esperança, era que alguma embarcação estivesse por perto, para poder ver o meu sinal e vir me ajudar. Logo, eu o aciono e continuo a nadar, já que ainda sim, teria o risco de não vir ninguém até mim.
🔹🔹🔹🔹
Capítulo curtinho... só para vocês degustarem alguma coisinha, da nossa história! hehehe 🙈✨😁🧡
E aí? Que aflição hein? kkk.. Parece que o David só se ferra.😶🌫️🛥️⛈️
Será que ele vai escapar dessa? 😬
Tudo poderia acabar aí e a lição do livro ter sido cumprida, onde ele finalmente havia encontrado o seu "eu", através da Amanda. (Encontrado por você). Não é? 🤭👀 Ué, ele voltou a ser o David de antes, não? Voltou a acreditar no amor e a valorizar as coisas pequenas do dia a dia, assim, como a família dele havia o ensinado antes, não acham? 🫣
Será que está bom assim, ou querem mais?💅🏼
(Não sei. Estou muito rebelde kkkkk...)
Vou deixar vocês pensarem um pouquinho! hahaha
(Desculpem a demora, estou curtinho um pouquinho as minhas férias; mas logo, logo, vou acalmar ela e escrever bem muito pra vcs! hihi).🏝️😚👐🏼
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