🔹Capítulo 34🔹
David Collins
🔹🔹🔹🔹
A droga disso tudo, já havia sido feita.
Resmungo comigo mesmo, enquanto ia até a beira da praia e olhava para o céu estrelado, acima de mim. Não sei o que havia se passado pela minha cabeça, quando eu vi a cobra da Sheila, adentrando no casamento da minha família. No momento, eu não conseguia pensar em quem poderia ter a convidado, para ela estar ali. Todos sabiam que eu não me dava mais bem com ela e que a mesma, não era bem-vinda na nossa casa. Eu já havia deixado bem claro, o meu descontentamento por ela.
Assim, eu só havia conseguido pensar em ir atrás dos seguranças, para poder questionar, a respeito de quem havia autorizado a entrada dela na ilha, se ela não estava lista de convidados. Contudo, eles só haviam me dito, que ela havia se retratado como noiva do filho do dono. O que seria, a minha noiva! Coisa essa, que não tinha o menor cabimento. E como eles não queriam barrar alguém, com tamanha importância, por não estar na lista, eles a deixariam passar.
Dito isto, eu havia ido buscar que nem um louco a diaba da Sheila, no qual a mesma, ainda havia tido a audácia, de ter ido cumprimentar a Cris e o Erick. Logo, eu a puxei com tanta raiva, que eu não sabia mais o que eu seria capaz de fazer com aquela mulher; e eu só a arrastei, para um canto mais reservado da festa, para não acabar com ela ali mesmo, na frente de todo mundo.
De primeira, eu a xinguei e exigir que ela me explicasse de imediato, que palhaçada era aquela, dela ter se passado como a minha noiva. Ela já não havia entendido o suficiente, que eu não queria ter e nem saber mais nada, a respeito dela? Contudo, a mesma ainda insistiu, dizendo que não havíamos acabado de verdade e que tudo havia ficado muito duvidoso.
Logo, eu rebati, dizendo que vê-la transando com o meu melhor amigo, já era motivos o suficiente para nunca mais querer vê-la nem pintada de ouro. A mesma não aceita e diz que só havia tido uma recaída, porque nem sempre eu podia estar com ela, quando ela queria; mas eu logo, lhe respondo, dizendo que eu já havia visto e ouvido o suficiente no dia que a peguei me traindo.
Um pouco antes, de adentrar na sala de jogos; onde a mesma, estava transando com o meu melhor amigo; eu a havia escutado falar com ele, sobre o quanto conseguia me manipular e me fazer de trouxa, enquanto conseguia fazer bons contatos com a minha família. Ela ficou em choque com a minha revelação, mas não recuou, pelo contrário, ainda tentou se jogar para cima de mim e disse, que na época ela era muito imatura e que não sabia direito o que estava sentindo.
Eu poderia até concordar com ela, mas nada justificava o fato dela ter me traído e agido, como agiu comigo. Se ela era capaz de fazer isso, com alguém que realmente a amava, imagine, com quem não gostasse tanto dela? Assim, por mais tentadora que ela pudesse me parecer no momento, eu não iria cair na dela mais uma vez. Fora, que já haviam se passado muitos anos, em que eu havia aprendido a lidar com mulheres do seu tipo, e hoje, finalmente, poder estar me dando mais uma chance, para está acreditando em alguma mulher novamente. A Amanda era a mulher certa para mim, eu sentia, que com ela era diferente.
Assim, eu tratei logo de mandar a Sheila ir embora e levar o seu grupinho, juntamente com ela. Eu não os queria aqui. A mesma, espenejou no começou, mas com pouco aceitou, quando eu lhe disse que já tinha uma outra pessoa na minha vida e que eu não pretendia, fazer a mesma coisa que ela havia feito comigo. Ela ainda insistiu, mas acabou aceitando por hora a sua derrota.
Porém, quando eu já a havia deixado com os seguranças e me voltado, para o pátio principal, para mandar os seus outros amiguinhos irem embora, eu avisto o Daniel, o filho da puta que havia me traído e fodido com a minha vida, querendo se engraçar para cima da minha Amanda, enquanto ela, dançava tranquilamente na pista de dança. Ele então, mexe no seu cabelo e eu não consigo resistir, a fúria que havia crescido dentro de mim naquele momento.
Logo, eu havia partido para cima dele e o socado várias vezes, descontando toda a minha raiva, que havia sido contido durante todos aqueles anos. Ele já havia fodido comigo uma vez, não seria agora, que ele iria me fazer passar pela mesma coisa novamente. Contudo, no meio de todo aquele caos, eu ainda havia conseguido escutar a voz da Mel, me alertando, a respeito da Amanda. Ela havia partido, correndo para longe de mim. E só assim, eu havia conseguido parar e ir correndo atrás dela.
Eu ainda conseguia a avista no alto da colina, que subia direto para o seu bangalô. Porém, ao alcança-la, a mesma não queria falar comigo ou me ouvir. Logo, veio todo o seu sermão e ela realmente tinha razão. Eu estraguei o casamento do seu irmão e trouxe à tona, toda a minha fúria do passado, sem ter mantido o controle e lhe explicado o que estava realmente acontecendo no momento. Ela ficou no escuro e a sua reação, era justificável; ainda mais, se aquele idiota do Daniel, tiver lhe dito alguma coisa que não era devida. Logo, eu havia me metido numa bela de uma confusão.
Assim, vendo que não tinha muito o que eu poderia fazer naquele momento, eu apenas a deixo ir e espero que no outro dia, nos dois possamos conversar de verdade. Dessa forma, me deixei embalar pela solidão da noite e me sentei na areia, tirando o blazer dos ombros e os sapatos dos meus pés. A imagem do sorriso da Amanda, enquanto dançava comigo, era dos mais lindos que eu já havia visto. Ela realmente estava surpresa e feliz pela minha mudança. Pela primeira vez, eu havia me sentido envaidecido por ter agradado alguém. A Amanda, era uma das pessoas que mais me motivavam a querer se alguém melhor.
Ela arrancava os melhores sorrisos do meu rosto. O seu jeito simples e único de enxergar o mundo, era a coisa mais linda e extraordinária que eu já havia visto. Eu podia ser água e fogo com ela, que das duas formas eu me sentia bem. Antes, eu não dava a mínima para nada. Havia entregado o meu futuro e a chance de recomeçar, tudo para o alto. Não esperava por mais nada na minha vida, só queria seguir em frente e aceitar o meu verdadeiro destino. Contudo, a Amanda havia chegado e bagunçado todos os meus planos, ou eu diria, me encontrado, no meio de tanta confusão. Porém, ela tinha razão, em não querer se envolver nessa bagunça toda.
Logo, só me restava tentar recomeçar e pedir, para que ela ainda me quisesse. Poderia não ser agora, ou, daqui a uma semana, mas que ela não desistisse de mim. Pois, graças a ela, eu havia voltado a acreditar nas pessoas. Um trabalho lento, eu sei, mas que finalmente eu havia voltado a ser o David de antes; ou, pelo menos uma boa parte dele.
Sendo assim, eu apaguei ali mesmo e só acordei, quando as ondas do mar, já estavam batendo nos meus pés.
— Merda!!! — Me assusto, sentindo um monte de areia acumulada no rosto e no meu cabelo. Como eu não sentir isso?
Sacudo o meu cabelo e tento abrir os meus olhos, com sol já batendo fortemente no meu rosto. Droga! Que horas eram, hein? Perdi totalmente a noção. Me ergo rapidamente e junto as minhas coisas, na intenção de voltar rapidamente para a parte principal da casa. Porém, eu logo avisto um monte de barcos perto da costa do mar, já escoltando alguns dos convidados, para poderem ire embora. Eu não podia ter dormido tanto.
Assim, eu acelero os meus passos e tento ir o mais rápido possível, até o bangalô da Amanda. Eu ainda precisaria conversar com ela. Dane-se a minha aparência. E assim que chego lá, subo as escadas, mas encontro todo espaço limpo e muito bem organizado.
Para onde eles haviam ido?
Será que foram tomar café da manhã?
Desço as pressas novamente e vou até a casa principal. Chegando lá, entro que nem um furacão e começo a procurar por ela. A minha mãe nota a minha aparência e é a primeira a me perguntar o que havia acontecido.
— Filho? Por onde você estava? Está tudo bem? — Ela me indaga preocupada e se aproximando de mim.
Logo, eu não tinha muito tempo para lhe explicar tudo, eu tinha que encontrar a Amanda. Em um outro momento, eu lhe contaria toda a história.
— Você viu a Amanda? Eu preciso falar com ela. — Pergunto já apreensivo e com medo de ouvir a sua resposta.
A minha mãe parece não entender nada do meu alvoroço, mas me responde.
— Ela já foi embora, meu filho! Juntamente com a dona Fátima e o senhor Rivaldo. — Ela me olha apreensivamente e agora, parece juntar todas as peças. — Você não conseguiu falar com ela, na noite passada? — Eu nego com a cabeça.
— Não, eu não conseguir. — Sinto que agora o mundo todo, parecia estar contra mim. Porém, eu logo tive uma ideia. Eu não iria deixar de resolver o problema com a Amanda para depois. — Você tem o endereço dela, lá no Ceará? — Pergunto já convicto do que eu iria fazer.
Nesse momento, a minha irmã Stella entra na conversa e diz o que eu quero saber.
— Eu tenho... O Fabrício morou na mesma vila que os pais da Amanda ainda moram. — Ela diz tranquilamente e se aproxima de mim, sabendo o que eu iria fazer. — Eu te mando por mensagem. Pode ir atrás dela irmão.
A Mel também se aproxima e complementa.
— Eu sabia que havia alguma coisa entre vocês dois. Mas você sempre foi o mais leso, para perceber essas coisas. — Ela diz com um sorriso no rosto e zombando da minha cara, enquanto se apoiava no meu ombro. — O que está esperando? Vai atrás da sua mulher, moleque!
Eu semicerro os olhos para ela, mas acato as suas ordem.
— Mãe, será que posso pegar o barco particular do papai? — Indago, já pensando que todos os outros, já deveriam estar ocupados agora.
— Claro, filho! O que é dele, é seu também. A gente se ajeita por aqui. — Eu assinto para ela e lhe dou beijo na cabeça, como forma de agradecimento.
As mulheres mais importantes da minha vida estavam ali, nunca me sentir tão grato, pôr as terem como exemplo. O apoio delas, era a resposta certa que eu precisava para ir atrás dos meus verdadeiros sentimentos. A sensação de perder a Amanda, só evidenciou aquilo que eu já sabia que sentia por ela. Eu a amava e a sensação de não poder mais a ver, me corroía ainda mais por dentro.
Um amor inesperado, rápido e certeiro. Ela havia me fisgado de uma maneira, que eu não saberia descrever como isso aconteceu. Porém, a sensação era tão boa, que me dava ainda mais ânimo para viver. Logo, eu tinha que partir, para poder lhe encontrar.
— Obrigada, mãe. — Lhe agradeço, acenando com a minha cabeça e em seguida, para as minhas irmãs. — Stella. Mel. — As duas sorriem, de ponta a ponta e me desejam sorte.
Eu me despeço delas e só passo na cabana da Mel, para pegar algumas roupas minhas e documentos. Parto rumo ao barco e boto gasolina no taque, para ligar o motor. Eu ainda me lembrava de como funcionava um barco. E enquanto me distanciava da ilha, eu pensei que em vez de ir até o cais; onde ficava a empresa do meu pai, para depois ir pegar um avião; eu mesmo poderia ir pilotando o barco, até chegar no Ceará. Não seria tão difícil assim, eu ainda tinha a minha carteirinha de habilitação.
Assim, seria uma ótima forma para eu me conectar comigo mesmo novamente e sentir, como era bom poder estar em casa mais uma vez. Um bom filho voltar para casa, não é?
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Ihruuuu! Quem aí gostou da iniciativa do David? 😍😍😆😁👐🏼♥️♥️✨
Esse trio é parada dura hein? Kk as três já tinha sacado tudo, desde o começo. Principalmente a Mel. 😏😜
( O interessante, é que tudo está interligado... O Fabrício, o Erick, a vila no Ceará correlacionada a infância, a Amanda fazendo parte disso tudo; enfim, acho que está tudo muito bem embasado) hihi 😌
Quem aí entendeu o lado do David?
Ou ainda estão com raiva dele? Kkkk😂🤭
Será que eles vão conseguir se entender? E essa história do David ir pilotando kk sei não, viu?! 😅 Esse gosta de adrenalina 🤪💦🛥️🗾
Enfim, desejo um boa noite para todas! hehe até mais ver. 😚😚🥰✨👅
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