🔹Capítulo 29🔹
Amanda Martins
🔹🔹🔹🔹
Como o clima de hoje estava bastante quente, decidir por botar um vestidinho vermelho de alcinha, prendi o meu cabelo com a presilhinha de lótus e botei uma sandalhinha rasteira. As mulheres da casa, já estavam todas animadas no terraço. A Stella era um amor de pessoa, sempre muito extrovertida. A Mel, tinha o seu jeito doce de ser e sempre tinha as melhores ideias; ela havia nascido para isso e a Sra. Collins, também. E logo, tendo várias cabeças pensantes e mãos a posto para trabalhar, rapidamente terminamos de organizar os detalhes do casamento da Cris e montar uma mesa linda para o almoço, a minha mãe, rapidamente mostrou os seus dotes culinários; e a sua nora ficou encantada. A Cris era realmente uma pessoa incrível. Na frente das câmeras ela poderia ser de um jeito, mas pessoalmente ela era super simpática.
E com pouco depois, aproveitando aquele tempinho em que os homens ainda não haviam voltado da pesca, eu decidir me aventurar um pouquinho e ir dar uma volta pelas redondezas da ilha, para tirar algumas fotos. Contudo, quanto eu menos estava esperando, um pequeno bicho de quatro patas pula em mim e tenta chamar a minha atenção. Era o Toddy, o cachorro do David. Eu o havia conhecido a três dias depois, de ter começado a me relacionar com o seu dono. O David havia me dito que eu precisava conhecer urgentemente o seu melhor amigo; e que eu não espalhasse isso por aí, para que nem o Benício e nem o Antônio, ficassem com raiva.
- Ei, amigão! O que você está fazendo por aqui? Você não está sozinho, está? - Pergunto, enquanto brincava com ele e fazia um pequeno cafuné atrás da sua orelha; ele amava esse tipo carinho. O seu rabinho logo se agita e ele parece não está dando a mínima para as minhas perguntas.
Assim, eu rapidamente ergo o meu olhar e tento buscar alguém por perto. Porém, eu não encontro ninguém.
- É, você realmente está sozinho. - Argumento comigo mesma, constando a realidade. - Ok! Você quer ir comigo, não quer? - Questiono a ele, esperando que ele me dê algum sinal.
"Amanda, ele é um cachorro!" A minha mente me alerta.
Contudo, o Toddy faz exatamente o que eu queria saber. Começar a pular e a me lamber inteira, enquanto esperava alguma reação dele.
- É isso aí, amigão. O seu pai lhe deixou sozinho e eu não estou nem afim de ir procurar alguém agora. - Olho novamente para a fachada principal da casa e não avisto nenhuma alma viva, para poder ter com quem lhe deixar. - Pois é! Nem para cuidar de um cachorro, aquele embuste serve. - Semicerro os meus olhos para o Toddy e me dou por vencida. - Está bem! Você vem comigo... Se o seu pai quiser ficar procurando por você, que nem um louco por aí, que fique. Eu não iria ficar me preocupando.
Assim, eu começo a caminhar e o chamo com um estralar de dedos. E logo, o mesmo vem atrás de mim e começa a saltitar. Vez ou outra ele me lambia e sorria, colocando aquela sua língua enorme para fora. O que imediatamente, me deu vontade de tirar algumas fotos dele. Eu pegava uma pequena vareta do chão e a jogava para longe, esperando que ele a pegasse e a trouxesse para mim. Assim, me rendia altos fleches. "O Toddy era um cachorro incrível, super-educado e bricalhão. Eu só o havia visto algumas vezes e o mesmo, parecia ter se apegado realmente a mim."
- É bebezão, você é muito mais gente fina que o seu pai. - Digo, depois de ter passado algumas horas correndo com ele e tirado algumas fotos maravilhosas, da sua desenvoltura. E agora, eu havia estendido uma canga branca no chão e colocado a minha bolsa do lado, enquanto retirava algumas frutinhas de dentro dela e uma garrafa gelada com água.
Contudo, uma grande sombra se faz atrás de mim e vejo, que o Toddy havia ficado extremamente quieto, a ponto de abaixar as suas orelhas e se deitar, cruzando as suas patas.
- O quê? Não concorda comigo? - Indago, achando aquilo um absurdo e arqueando a minha sobrancelha, enquanto eu colocava uma frutinha na boca. Porém, para o meu desalento e terror, uma voz se pronuncia atrás de mim e eu me assusto.
- Você acha mesmo, que o meu cachorro vai me trair e falar mal de mim... - Escuto a voz do David e começo a me engasgar.
"POR DEUS!!!! Alguém me socorre!!!!"
Começo a tossi e a levantar as mãos para cima, tentando me desengasgar e colocar o caroço da uva para fora.
- Cof! Cof!! - Puxo o ar, sem saber se eu inspiro ou se o prendo na garganta, tentando fazê-lo descer pelo meu esôfago.
"Ai meu Deus!! Eu vou morrer."
- Amanda? Você... é sério? Você está mesmo engasgada? - O David se põe na minha frente e me olha, com um semblante preocupado.
"Por Deus! É claro que estou DAVID!!!!!"
O meu olhar parece gritar para ele e o mesmo, parece ter percebido, porque imediatamente ele vai para trás de mim e me ergue, iniciando a manobra de Heimilich, enquanto apertava abaixo do meu estomago. O Toddy late sem parar e tudo parece um caos. Os meus olhos se enchem de lágrima e eu não sei mais o que fazer. Até que enfim, a fruta sai da minha boca e eu volto a respirar. A minha garganta arranha, mas parece estar bem melhor que antes. Puxo todo o ar pelos meus pulmões e me curvo, apoiando as mãos no joelho.
"Que merda toda foi essa?" Me indago, notando que o David ainda estava atrás de mim, com o seu monumento bem no meio da minha bunda, enquanto alisava as minhas costas e tirava alguns fios de cabelo do meu rosto. E quase se encontrar a minha voz, eu ainda o repreendo.
- David! Sai de trás de mim. - Tusso mais uma vez e o empurro para o lado.
- O quê? Eu acabei de salvar a sua vida... você não viu? Eu não estava fazendo nada agora, sou inocente. - Ele indaga, com aquela voz de quem tinha culpa no cartório, mas não iria assumir.
- Hurum, sei!! - Olho para o volume das suas calças e vejo, que o mesmo parecia querer se animar. - Para começar, eu nem teria me engasgado, se você não tivesse aparecido de soslaio. - Me aprumo melhor e respiro fundo, tentando encontrar melhor a respiração regular. O meu coração ainda parecia querer pular para fora.
- O que você queria? Eu já estava quem nem louco, procurando o Toddy. - Ele se explica, enquanto fazia carinho na sua cabeça. - A minha mãe havia me dito que tinha visto ele por alguns segundo perto da mesa do almoço e que logo depois, quando voltou para dentro da casa principal, já não mais o viu atrás dela. Agora estamos todos procurando por ele.
Gelo com aquela notícia e começo a me sentir culpa, por não ter avisado a ninguém, que o Toddy estava comigo. Eu não tinha imaginado que o David poderia ter deixado o Toddy aos cuidados de alguém e essa pessoa se sentir culpada, por agora não saber mais do seu paradeiro. Merda!! Mil vezes merda!
- Me... me desculpa David! E-u, eu não sabia. O Toddy se aproximou de mim e não queria mais sair de perto. E como eu vi que não tinha ninguém do lado de fora da casa, achei que se o deixasse, ele podia acabar se perdendo por aí... Assim, decidir trazer ele comigo. Eu não sabia que iria causar tanto alvoroço assim. Me desculpa. - Me sinto uma merda nesse momento.
Me sento com os joelhos no chão e já pensando, no que as pessoas da família dele iriam pensar de mim; irresponsável, negligente e sem coração. Como eu havia deixado todos preocupado? Eu só havia pensando no David e que ele iria se sentir culpado, por não cuidar do Toddy. Merda, Amanda! Começo a sentir vontade de chora e acho que estou perto de menstruar, estava sensível demais nesses dias.
- Ei, ei! Não precisa ficar assim, pequena Jasmim. O Toddy está bem, não é? - Ele também se abaixa, se apoiando no calcanhar e alisando o meu rosto. Estávamos cara a cara, um encontrando o olhar do outro.
Ficamos nesses segundos, nos encarando e sem falar mais nada um para o outro. O simples fato dele ter me chamado com mais um apelido da Disney e ainda sim, com a língua brasileira, me fez relembrar do quão bom era estar ao seu lado e o prazer, que era sentir o seu verdadeiro toque sobre mim. O seu sotaque era ainda mais lindo, quando falado em português. Pensei que esse homem não pudesse ser ainda mais perfeito, até o ouvir falar na sua verdadeira língua.
- Então você é realmente brasileiro, não é? - Trago à tona, o verdadeiro motivo de todo o nosso desentendimento. Ele me olha com mais atenção e retruca da mesma forma.
- E você também é... pelo o que agora eu sei. - Ficamos naquele empasse, nos encarando, até ele finalmente se pronunciar mais uma vez e aproximar o seu rosto do meu. - Sentir a sua falta... - Ele olha cada detalhe de mim e depois encara a minha boca.
O vento batendo nas folhas e o barulho dos passarinhos ao redor, tornava tudo aquilo surreal. O David não poderia estar ali, perto de mim, ajoelhado e quase beijando a minha boca. Será que eu estava dormindo e sonhando que isso tudo estava acontecendo? Isso tudo parecia ser tão inacreditável, que no momento, eu só me deixei levar e esperei que em algum instante, eu pudesse acordar.
Lentamente, o David encostou a sua boca na minha e introduziu a sua língua, fazendo com que pequenas explosões, acontecessem no céu da minha boca e me fizesse sentir que o mundo havia parado ao nosso redor. As nossas línguas se misturam e começam a se envolver, em um movimento eletrizante e certeiro. O seu corpo avança para cima do meu e logo, eu sinto os meus braços cedendo, fazendo-me com que eu deitasse na canga e ele se posicionasse sobre mim. As minhas pernas se abrem e a sua coxa grossa, fica entre as minhas.
E com isso, o meu corpo rapidamente entra em combustão. O que antes, era um beijo calmo e delicado, agora, havia virado uma mistura de mãos e apertos fervorosos, onde não sabíamos mais como parar. O meu vestido é erguido e o David posiciona a sua mão no meu ventre, me fazendo gemer e arquear as costas, querendo mais do seu contato. A minha vagina se aperta e eu só consigo pensar em me segurar em alguma coisa, antes que eu mesma tivesse um orgasmo ali, apenas com o seu toque. Imediatamente as minhas mãos vão para o seu cabelo e eu me agarro nele.
O David também geme no meu ouvido e consigo sentir a sua protuberância na minha virilha. Enorme. Ele já estava mais do que excitado perto de mim. Tão viril. Eu o queria tanto. A minha mente grita, querendo que eu me entregasse de uma vez por todas para ele. Os nossos lábios se separam e o David, mordisca a parte inferior do meu. Seria agora. Ele me olha com intensidade e a nossa respiração, parece se tornar única. Contudo, uma voz não muito distante dali, me alerta. E a mesma, estava gritando pelo Toddy.
Logo, a razão me invade e começo a ter noção do que eu realmente estava fazendo. "Não seria eu mesma, quem havia jurado não me entregar mais para o David? O que eu estava fazendo agora?" Me sobressalto, o empurrando para o lado e o afastando de mim. O meu vestido estava uma verdadeira bagunça na minha cintura. Tento arrumá-lo da melhor forma possível e me reerguer, me fastando ainda mais dele. Porém, o David ainda me puxa pelo cotovelo.
- Ei, o que houve? - Ele parecia não está entendendo nada. O seu cabelo também estava todo bagunçado. E a blusa de verão, que antes parecia está abotoada, agora, estava meio aberta e toda amassada.
Eu tento me controlar e não olhar para os seus lábios vermelhos e atrativos.
- Não é nada, David! Não devíamos está fazendo isso. - Tento me soltar, mas ele não permiti. Apenas me mantem ali, me fazendo encará-lo, mesmo que a contragosto.
- E porque não deveríamos? Você me quer e eu também te quero. A gente se gosta, que mal tem nisso? - Ele me indaga, me trazendo ainda mais para perto dele.
Fico sem palavras, mas tento me relembrar de todos os motivos que eu tinha para me afasta dele.
- Isso não vai dar certo, David! Eu só sei quem você é hoje, porque fomos obrigados a descobrir isso. Pois, se eu fosse esperar alguma coisa sua, você mesmo não me falaria nada.
- E isso é tão importante para você? Porque não podemos ter o que temos agora, sem nos cobrarmos tanto? - Ele respira ofegantemente e não me dá tempo de responder. - Não era bom para você, o que tínhamos antes? Porque complicar tanto? - Ele parece indignado, mas eu não iria abaixar a minha guarda.
- Porque eu não gosto de esconder o jogo, quando eu estou com alguém, David! Ou estou com ele de verdade, ou não estou. Eu não consigo ser metade Amanda. - Me solto das suas mãos e me ergo, ficando rapidamente de pé; e o mesmo, logo também fica. - Eu sou assim, está bem! Eu não quero estar com alguém que prefere se esconder de mim e não ser verdadeiro. Você não confiou em mim, duvidou do meu caráter.
- Olha, eu não duvidei do seu caráter. - Ele verbaliza e parece aflito, com o que vai falar. - Você nem imagina pelas merdas que eu já passei, para hoje ser assim. Não é tão simples para mim, me abrir com alguém. Você é a pessoa que eu estava passando mais tempo, desde toda a merda que havia acontecido comigo.
Sinto-me mexida com a sua revelação, mas também não acho que seja o suficiente para justificar as suas ações.
- Por mais que você tenha passado por uma merda muito grande, David... Não quer dizer, que ela agora deve tomar as suas decisões. Assim como você, eu e muitas outras pessoas também passaram por coisas ruins e nem por isso, saímos por aí descontando nos outros. - A voz que eu havia escutado vai se tornando mais perto e eu decido, concluir a nossa conversa de uma vez.
- Olha, vamos deixar as coisas como elas realmente estão. Você na sua e eu, na minha. Não quero ter que envolver as nossas famílias nisso. - Me aprumo melhor, ajeitando o meu cabelo e começando já a juntar as minhas coisas do chão.
- Ah!!!! Você está aí! - A voz afeminada que eu havia escutado aparece e vejo, que era a da Mel. - Finalmente você apareceu amigão. - Ela olha para mim e para o David, com um ar curioso no rosto, enquanto ainda vinha caminhando até nós. E o Toddy, logo vem no seu encalço.
- Sim... Eu o achei com a Amanda. Ela havia saído para passear com ele. - O David se pronuncia, enquanto ainda franzia a testa para mim e tentava assimilar o que eu havia dito.
Pelo menos disfarça, senhor rei das justificativas. Bufo, ainda de cabeça baixas e depois me ergo, dando um sorriso meio falso para ele. Eu tinha que me controlar. Sem falar, que eu meio que me queimei com todos, ao ter saído com o Toddy sem ter comunicado a ninguém.
- Sim, mil desculpas, Mel. Eu não sabia que iria criar tanta confusão para vocês. - Termino de guardar as minhas coisas na bolsa e me volto para ela, com realmente, um pesar na voz. - Sinto muito, por não ter avisado e feito vocês o procurarem por tanto tempo; não foi a minha intensão.
Ela parece pensativa, mas aceita.
- Claro! Não se preocupa. O importante é que ele está bem. - Ela toca no meu ombro e me traz para perto. - Sem falar, que ele não teria como fugir, já estamos rodeamos com o mar. - A claro! Estávamos em uma ilha.
Eu sorrio com ela e logo, começamos a conversar sobre algumas aventuras dela por ali. O David vem logo atrás de mim e juntos, nós três voltamos para a parte principal da casa. O olhar do David queimava nas minhas costas, mas eu não poderia o encarar e dar alguma bandeira. A minha calcinha ainda estava úmida e podia sentir o gosto dos seus lábios nos meus. Estar com o David, era sempre uma confusão. Eu nunca sabia qual seria o seu próximo passo.
🔹🔹🔹🔹
Ai meu coração! 🙈😆✨♥️♥️
Esses dois ainda vão me matar. kkk..
O que vocês acharam? Será que vão conseguir esconder por muito tempo, essa atração dos familiares? A Mel parece ter ficado ligada. 👀🫢hihi
Sem falar do desalinho do David. kk..🤪
E a cena do David desengasgando a Amandinha? kkkkk.. Eu ri viu? Mas foi com respeito 😝😄
E aí, partiu para o próximo capitulo? hahaha 👅👅👅💦
beijinhos! Até mais.😘
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