🔹Capítulo 26🔹

David Collins
🔹🔹🔹🔹

O meu humor não estava dos melhores. Desde a minha discussão com a Amanda, que eu havia me tornado um porre. E a minha volta para o Brasil, só havia intensificado a minha raiva. Está para nascer, o dia que uma mulher vai mandar em mim e me dizer o que fazer. Há não ser a minha mãe ou a minha avó, eu não dava muito ouvido paras as ladainhas femininas. Contudo, porque todas as vezes que a Amanda me falava algo, as suas palavras sempre ficavam se remoendo na minha cabeça?

Será que eu havia ido muito longe? Eu deveria ter me importado mais com ela e não a tratado apenas como uma transa qualquer? Porra, eu gostava dela. Ela era diferente das outras mulheres que já fiquei. Ela não ficava me importunando ou pedindo por exibicionismo; pelo contrário, ela sempre preferia que ficássemos mais reservado. Quando ela me perguntou, se ela parecia ser alguma assassina ou estelionatária, eu sabia que a minha resposta seria não; mas, no momento, eu só queria me distanciar dela e de tudo daquilo que ela me fazia sentir. Era duro demais, aceitar que ela era diferente.

A minha cabeça estava a mil. E tentando me conter, para não descontar o meu mal humor na minha família, eu decidir pegar um voo mais cedo e ir direto para um hotel. Eu precisava me adaptar sozinho ao Brasil novamente, tudo me relembrava aos meus 17 anos; Sheila, festas, traíras, falsidade e interesses. Eu precisava me lembrar que hoje, eu era bem mais do que aquele garoto besta na adolescência; agora, eu era um homem adulto e com um pode inimaginável. Eu não me desdobraria tão facilmente assim por alguém.

Logo, eu decido da uma corridinha no calçadão do Rio de Janeiro e extravasar. Boto o meu tênis de corrida e uma bermuda folgada. Pego os meus fones de ouvido e saio do hotel. O sol escaldante do dia, logo cai sobre os meus ombro e começo a suar. Havia me esquecido do quão quente aqui poderia ser, mas aquilo era tudo o que eu queria. Sentia falta desse calor humano e da minha terra. As arvores, as bicicletas, as pessoas de patins, a barraquinhas de água de coco, bom demais. Após 5 km de corrida, eu já conseguia sentir o meu corpo quente e ofegante demais, para fazer uma pausinha na sombra do quiosque.

Era difícil achar alguma pessoa conhecida por aqui, depois de tanto tempo sem ter voltado para o meu país, era normal, eu me sentir um estrangeiro na minha própria cidade. Como as pessoas estariam? eu não sei. Desde que fui embora, eu havia decido me afastar de tudo e de todos; eu não queria me lembrar de nada e agora, que eu estava de volta, tudo me parecia diferente. Algumas pessoas paravam e me olhavam, mas eu não sabia quem elas eram. Estranho, mas eu também não me importava.

Assim, eu pedir uma água de coco e me sentei em um dos banquinhos do calçadão. O dia estava lindo e havia servido para eu esvaziar a minha cabeça. Contudo, a senhora Kitkat, a minha mãe, com certeza ficaria furiosa, ao saber que eu havia vindo mais cedo e não lhe contado sobre a minha chegada. Compreensível, mas eu precisava desse tempo.

Uma galera estava jogando futevôlei na praia e rapidamente, eu reconheci alguns dos meus antigos amigos da escola por ali; ou, por aqueles que eu pudesse dizer que não me decepcionaram na época. Tinha o Cristiano, que fazia parte dos riquinhos mesquinhos, mas ele, ao menos não havia me fodido tanto na época como os outros.

Pensei em ir até lá, falar com eles, mas depois mudei logo de ideia, ao ver a peçonhenta se aproximar dos mesmo. Ela estava saindo do mar e espremendo um pouco da água do seu cabelo loiro. Pensei que ela pudesse ficar mais feia, mas a cobra, ainda conseguia ficar ainda mais bonita. Os seus seios fartos, quase saltavam do biquini preto.

Droga!

Desvio os meus olhos e fungo o nariz, tentando sair o mais rápido dali. Eu sabia que seria uma merda voltar para esse país. Tudo estava a mesma coisa. Quando me levanto para jogar o coco na lixeira, eu olho novamente para onde a maldita Sheila estava e a vejo, só que agora no braço dos Cristiano. Nossa, que ótimo! Mas um para eu escrever na lista dos filhos da puta que me foderam. Vão tudo para merda!

Me exalto e jogo com força o coco na lixeira, algumas pessoas ao redor me olham estranho e eu as ignoro. E agora, voltando a passos largos para a pista, tento ao máximo me afastar dali. Porém, por puro azar, eu acabo me esbarrando em alguém conhecido.

— David? Ai meu Deus!!! É você? — A garota a minha frente se afasta um pouco, para me analisar mais minuciosamente e me reconhece. — É você sim! Caramba, como você está mudado. Digo, pra melhor... Nossa! A Sheila vai ficar louca, quando souber que você voltou. — Ela diz toda entusiasmada e eu fecho a cara para ela.

A Rafaela, era umas das melhores amiga da tida cuja.

— A Sheila está morta para mim, Rafaela. Para o seu bem, espero que você nem mencione mais o nome dela na minha frente. E se me der licença, eu já estou indo. — Me afasto para o lado dela e sigo o meu caminho.

Ótimo, agora todos já vão saber que estou de volta.

Assim, eu precisaria ir logo atrás da minha família, para poder lhes contar que já cheguei. Talvez a minha ideia tenha sido muito absurda, em querer antecipar a minha viagem, na intenção de me readaptar sozinho no Brasil. No primeiro momento em que eu coloco os pés para fora do hotel, eu já me deparei com quase a turma toda de antigamente do colégio. Parabéns, David! Você fez acontecer o inimaginável.

Logo, eu apresso os meus passos e vou direto para o hotel, para poder dá um mergulho naquela piscina imensa. Eu precisava nada um pouco. Será que algum momento da minha vida, eu iria voltar a ter paz?

Nado um pouco e depois decido dá por encerrada a minha estadia no hotel. O que eu planejava, já havia saído do esperado, assim, não tinha o porquê eu ficar ali. Assim, guardei as minhas coisas e chamei o Toddy. É claro que ele veio comigo. Jamais o deixaria para trás.

— Vamos amigão! Vamos conhecer a sua avó. — Estalos os dedos, o chamando, e o mesmo, já estava perto de mim. Pego as chaves do meu carro alugado e dirijo, em direção a empresa do meu pai, a NETUNO.

°°°
(Imaginem uma KitKat mais velha, não sei como modificar essa foto kk.. enfim, quis enaltecer e lembra a beleza dessa mulher, para quem já leu os dois primeiros livros da série). 😚

(E mais uma , só que do Dylan Collins, o alfa! Hahaha )😆

(Continuando o capítulo...)

— DAVID COLLINS!!!! COMO OUSA TER VINDO ANTES E NÃO TER COMUNICADO A SUA MÃE? — Ela esbraveja, com as mãos na cintura e com as sobrancelhas enrugada, típico de cena da minha mãe. Ela havia acabado de me abraçar chorando e agora, estava brava, reclamando.

— Ei, cadê aquele amor todo que você estava sentindo agora pouco, quando me viu? — Questiono, fazendo carinha triste e um draminha para ela. — Você preferia que eu viesse mais tarde e adiasse a minha viagem? — Pergunto, sem conseguir conter um sorriso, quando ela faz uma cara de alarmada.

— É claro que não! Você nem ousasse em fazer isso comigo, David Collins! Se não eu mesma, iria lá atrás de você, lhe puxar pela orelha. — Ela esbraveja novamente e se aproxima de mim, com os seus argumentos. — Olhe, a sua vó Kátia estava quase para ter ataque cardíaco, porque ela disse que já não o via a quase um século. Ela estava dizendo para todo mundo, que você já havia esquecido da família. Como você quer que eu lhe defenda David? — Ela questiona e eu não resisto, em lhe puxar para um abraço.

— Ôh, mãe, pare com isso! Você sabe que eu jamais as abandonaria... vocês são a minha vida. — Eu a enrosco nos meus braços e beijo a ponta da sua cabeça. Porém, é nesse momento, que a minha irmã mais velha, a Stella, aparece na sala.

— Pentelho!!!!! Você cresceu!!! Por Deus, por onde foi que você se meteu, hein?? — Os seus cabelos claros estavam soltose e com um ar super vibrante no rosto. — Cadê toda aquela comida que você comia antes? — Dois pré-adolescentes vem atrás dela e eu fico pasmo, como aurora e o Fabio, os seus dois filhos estavam grandes.

A minha irmã também entra no abraço e ficamos ali, relembrando os velhos tempos e matando a saudade. Ela me reapresenta os seus filhos e eles, parecem não lembrar muito de mim. Justificável. Logo, eu percebo o quanto eu havia perdido de momentos importantes da minha família, ao ter escolhido ficar tanto tempo longe deles. Uma merda, eu ter feito isso. Contudo, havia sido preciso, até a poucas horas atrás, eu ainda não me sentia preparado para ter voltado. Mas sei que era preciso. Eu precisava enfrentar esse lado do meu passado. Muitas coisas haviam mudado.

Assim, combinando com eles sobre fazermos um jantar em família, para rever a Melyssa, a minha irmã do meio e todos os outros parentes mais próximos, descobrir, que no nosso meio, havia mais um casamento à vista. O Erick, amigo fiel do meu pai e da nossa família, iria se casar com a Cris, filha da amiga da minha mãe, que era quase uma irmã para todos nós. Ela havia crescido com a gente, assim como a sua irmã, Elisa, que é DJ e que logo, está de namoro com o Plínio, um dos treinadores daqui do NETUNO.

— Uau! É muito informação, para uma hora só. — Aperto o ombro do Erick e o parabenizo. — É isso aí, cara! Vocês sempre tiveram tudo a ver. A Cris é uma pessoa muito boa. Sei que vocês vão ser felizes. — Ele me retribui com um sorriso todo besta e continua.

— Será daqui a duas semanas, um pouco antes do Natal. — Ele parece nervoso. — Eu falei com o seu pai e ele sugeriu, que nos casássemos lá da ilha. Ele disse que seria um presente para mim e a Cris. Tem algum problema para você? — Ele sorri perguntando, eu e nego com a cabeça, antes dele continuar.

— A minha família vai vir daqui a 2 dias. Sei que o seu bangalô é o único dormitório que tem livre por lá, como não sabíamos que você iria vir antes, combinamos deles ficarem lá. Mas se ficar ruim para você, eu posso ficar com os meus pais e a minha irmã por aqui mesmo e só irmos no dia do casamento. — Ele parece se sentir mal com isso. — Eu sinto muito cara, eu não sabia que iria dar esse rolo todo. — E vendo ele cabisbaixo, eu logo tento desfazer.

— Quê isso, cara! Não tem problema. Eu não vou ficar com um bangalô sozinho, vocês dormem lá, que eu fico na sala, da casa da árvore da Stella. Lá deve ter algum espaço. — O tranquilizo e continuo. — E foi eu mesmo, que vim sem comunicar. — Sorrio. — Você merece uma festa incrível. — Dou uma tapinha nas costas dele e o parabenizo mais uma vez.

Será ótimo ficar um pouco distante da cidade e me refugiar na ilha. Nem queria. Sorrio com aquela ideia e todos nós, partimos para a casa da minha vó, para lhe rever e festejar. Chamo o Toddy mais uma vez e o mesmo, se diverte com os filhos da minha irmã. "- Cadê a Mel? - Penso comigo mesmo." Soube que ela teve um filho com o meu primo Luke. Quem diria, que finalmente aqueles dois iriam se acertar. Ela era uma das pessoas mais maravilhosas do mundo e merecia ser feliz.

Na verdade, todos da minha família, pareciam ter encontrado o seu lugar, menos eu. De alguma forma, eu me sentia perdido no meio de todos eles. Todos pareciam ter o destino de encontrar a felicidade. Acho que aquele amor todo, que a minha família exalava, não havia sido feito para mim. Acho que eu havia chegado um pouco tarde demais na família, para ter direito a um. Eu estava destinado a encontrar mulheres interesseiras e que sempre iriam querer me usar, para depois me trair e me ridicularizar para todo mundo.

Contudo eu não era mais trouxa, havia conseguido me armar de todas as formas possíveis. O me detector de piranhas, era alto demais. Nenhuma delas, iriam mais se envolver comigo e me fazer passar pelo o que eu passei. Assim, eu estava destinado a ser o tiozão da família, que sempre estaria sobrando no encontro de casais; a não ser, que "ficantes" pudessem participar. A Amanda vem na minha cabeça, mas eu logo tento afastá-la da minha mente, aqui não era hora e nem lugar, para eu ficar me martirizando por ela. E inclusive, ela deveria estar a quilômetros de distância daqui.

Assim, eu me concentro no agora e, em matar um pouco a saudade da minha família, vendo como todos eles estavam, depois de todos esses anos fora. Muitas coisas haviam acontecido e eu precisava me atualizar.

🔹🔹🔹🔹

Eita que esse capítulo foi babado, hein? Hahaha esperavam por isso...💣
O David encontrando a Sheila? 😑 👀 Que ranço dessa mulher... Mas não vou mentir, que ela é linda. 😟🤐

E o casamento do Erick? Kkk eita que vai dar o que falar. 😂Pelo visto esses dois vão se encontrar lá na ilha 🏝️😜 uiii! Promete, hein? Hihi

Quem mais ficou com os últimos pensamentos do David agr no final.. onde não tinha espaço para ele no amor? 🫠🥺 Tadinho. Vem cuidar dele, Amandinha hihi 👀👅🫣

Partiu, próximo capítulo? Tô quase terminando... 😘✨🫀 Quem estava com saudades dessa família? 😁

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