🔹Capítulo 1🔹
David Collins
🔹🔹🔹🔹
— Tá bem, senhora KitKat... estarei aí sim, no Natal! — Brinco com a minha mãe, quando ela praticamente faz todo o drama, dizendo que já fazem quase uma década que não me ver e que não volto para o Brasil; meu verdadeiro país, onde nasci e a minha família morava.
Eu era formado em Engenharia Naval e agora estava me graduando em Economia, nos EUA. Pretendia trabalhar na empresa de barco, juntamente com o meu pai, Dylan Collins, e futuramente, assumir a nossa empresa NETUNO, o rei dos mares e de todo comércio náutico do mundo. O meu pai era excelente no que fazia e eu queria ser do mesmo jeito, ou, até melhor; se é que era possível.
Antigamente eu queria seguir a área da minha mãe, arquitetura, voltado para os imóveis, construções e estruturas; fazendo assim, Engenharia Civil; mas a droga da adolescência e o fascínio pelas as garotas, destruiu essa minha pequena paixão de criança. Não me arrependo da área que estou seguindo, aprendi a me apaixonar pelas embarcações e o mundo dos negócios. Talvez o meu interesse de antes, era mais voltando pela a proximidade que eu tinha com a minha mãe e pela garota que me apaixonei na adolescência, a "Sheila".
O que só me lembrar do nome dela, me faz sentir raiva por quem eu fui naquela época. Argh!!!! Reviro os olhos e tento me esquecer daquela praga que me apareceu. Agora eu era um novo homem, nada de apegos emocionais e "mi mi mis" com mulheres. Eu era forte, másculo e dono meu próprio prazer. Me saciava sempre que eu quisesse. Mulheres não me faltavam; principalmente quando se tinha uma universidade inteira para poder caçar. E ser o nadador representante da universidade, me tornava ainda almejado. O meu porte físico sempre atraia as meninas. Então, sim, não me faltava mulheres, quando eu queria me liberar. Porém, eu nunca revelava as minhas caças; eu era daqueles que comia quieto e ninguém precisava saber qual havia sido o meu prato da vez. Era bom assim, sempre deixava claro para as meninas e elas aceitavam, acreditando que assim poderiam ser comidas, gostosamente, mais uma vez.
E assim, eu levava. Não iria cair na conversa de uma mulherzinha apaixonada novamente. A Sheila, foi o meu copo de água fria; pior, um balde inteiro com gelos. Logo, podem criticar o que quiserem, pelo menos eu não comia as casadas ou as com compromissos sérios. Eu não era um filho da puta traíra.
Logo, termino de falar com a minha mãe e lhe prometo ir no mês vem, para casa. Ela se conforma e para de me xingar, fazendo todo aquele drama de mãe abandonada; e não seria ela, se não fizesse isso. Assim, encerramos a nossa vídeo chamada e lhe mandei uma fotinha em casa, tomando uma dose da cachaça caseira que o Fabrício havia me mandado da sua última viagem ao nordeste. Ele era o marido da minha irmã mais velha, a Stella. Pois é, eu era o mais novo dos 3 filhos da rainha KitKat. Na ordem decrescente, era a Stella primeiro, Melyssa e eu por último. Está aí o motivo para tanto paparicado da minha mãe comigo. Eu era o único solteiro e fora de casa por muito tempo; além, de ser o mais novo das suas crias. Era um carinho especial e que eu amava. As mulheres da minha família eram perfeitas e únicas, acho que eram as únicas que se salvaram.
Enfim, finalmente eu havia tirado o dia para descansar. Tudo estava muito corrido, nesse final de ano. Eu gerenciava os gastos e investimentos da empresa do meu pai de longe, assim, como ainda estudar e prestava as provas finais, para as férias de verão. Estava na hora de relaxar um pouco.
O Antônio e o Benício ficaram loucos pela cachaça do Brasil. Um dia fizemos uma farra no apartamento do Antônio e levei uma das garrafas para eles experimentarem. Por não terem o costume de bebê-las pura, ficaram embriagados na 4º dose, eu acho. E eu, devagarinho fui tomando. Tomei quase toda a garrafa sozinho. A madrugada redeu e fomos parar em uma festa da prima do Antônio. Ela estava casando, eu acho também. Não me julguem, eu bebi pra caramba nesse dia. Porém, no momento, só estou degustando-a e provocando a minha mãe, que sempre dizia que eu ainda era muito novo para ficar provando essas bebidas fortes. Acho que nunca crescemos para as nossas mães; eu já iria fazer trinta anos e ela ainda insistia nisso.
Logo, descido manda a mesma foto para o os meninos e perguntar qual seria a boa de hoje. O nome do nosso grupo era "Tubas", com um emoticon do tubarão ao lado, referente ao nosso grupo de nadadores e de caçadores das mulheradas. Tudo haver, não acham? Enfim, éramos donzelos e não estávamos nem aí. Eu os havia conhecido na equipe de natação. O Antônio fazia Direito e o Benício publicidade. Bem variado, mas nós nos entendíamos.
Eles mandaram áudios, dizendo que tínhamos que sair hoje e não hesitei; não iria negar mais uma vez, por causa dos estudos. Era final de semana e eu também os estava estigando.
(aúdio do Benício)
- Bora galera! A Olívia vai estar lá. Comemos umas pizzas com cervejas e fazemos uns strikes, para zoarmos com aqueles caras bolas roxas, do time de beisebol. Depois podemos ir para algum outro lugar.
O Benício era louco por essa menina da liga de torcida. Ele não só arrastava uma asinha por ela, mas o corpo todo. Dizia que ele ainda iria pegá-la e mostrar como se deve tratar uma rainha. Ele não tinha um sobrenome conhecido como o meu, mas era sempre o melhor no que fazia. Não era à toa, que já estava estagiando em um dos maiores jornais de Nova York.
Embora eu deteste mulheres interesseiras, eu não iria desestimular o meu amigo, se era ela quem ele queria, eu e o Antônio o ajudaríamos. Seja com grana, prestigio e até insinuações, para ela se tocar; mas nada vinha funcionando ultimamente. Contudo, ainda iriamos continuar.
Assim, eu concordei. Levantei a minha bunda do sofá e fui trocar de roupa. Eu já havia tomado banho e cortado o cabelo na esquina ao lado da galeria. Botei uma blusa básica branca, com uma jaqueta marrom e uma calça preta, completando o meu look casual, com o meu relógio da Bvlgari e o meus óculos de sol Salvatori; embora já esteja anoitecendo, eu não iria deixar a minha elegância de lado. Um cara de negócios, sempre está pronto para tudo; até para fazer uns Strikes e escolher alguma garota para eu ser o seu prêmio da noite.
Logo, pego a chave do carro e a minha carteira, saindo de casa e a afundando a cabeça do Toddy, o meu fiel amigo de 4 patas; era eu e ele sempre. Já fazíamos 7 anos juntos. Me mudei para EUA e assim que arrumei um apartamento, eu o adotei. Me sentia muito sozinho e ele era a única coisa que eu podia confiar no momento. Não o trocaria por ninguém. É claro que eu havia criado uma parceria com o Benício e o Antônio, mas cada um tinha a sua vida e seguiríamos caminhos diferentes. Mantínhamos a amizade enquanto estudávamos juntos, mas o que aconteceria depois disso, não sabíamos. Então levávamos do jeito que dava.
Entro no meu carro e dou partida, afastando-me da minha humilde residência, na qual eu havia comprado há pouco mais de 2 anos, depois que sair do apartamento que era do amigo do meu pai. Não é um casarão, mas é minha. Dá pra mim e o Toddy morar.
Os meninos me mandam a localização e parto em direção a esse boliche. Não sei que merda estaria fazendo ali, em pleno sábado, mas vou; o Benício precisava de mim e os Tubas se ajudavam. Depois partiríamos para alguma casa noturna e eu pegaria o meu prêmio, uma noite de prazer com uma bela gostosa do rabão; fazer o quê, os meus gostos ainda eram brasileiros. Logo, aumento o meu som e coloco Nivarna – Come As You Are. O meu Cadillac ct4 preto acelera e começo a cantar. Nirvana distraia a minha mente e me fazia esquecer um pouco da minha cidade natal.
Sinônimo, Sheila.
Cabelos loiros, olhos azuis e uma boca de uma diaba.
🔹🔹🔹🔹
Olá, meu povo! Estou aqui de novo.
😍😁✨👐🏼 Estavam com saudades?haha
E então, oq acharam do primeiro capítulo? 🤭👀 O Davi nem tá se achando, né? Mas até entendo o lado dele.. a Sheila deve ter ferrado com a cabeça dele. 🥲
O que será que vem por aí? 😏🔥
Essa equipe "tuba" tá demais, viu? Kkk... 😆😆🦈🦈🦈
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