Capítulo 5 - Livros
Livros, são objetos que te levam onde o autor quer. As vezes nem forçando muito você consegue chegar lá. Quem nunca odiou ler um livro só para realizar uma prova que atire a primeira pedra.
Ela chegou da escola bem irritada, pois não entendia o motivo de uma prova sobre um livro. Para piorar o nome do livro era "Pai, me compra um amigo?" de um tal Pedro Bloch. Na opinião dela este autor só serviria para bloquear uma boa nota em português. Era chamada de Nerd que odiava ler, pois apesar de não gostar de livros só tirava 10. Sempre foi estudiosa, se dedicava aos estudos, seu amor sempre foi ciências, mas ao chegar no sexto ano, descobriu que biologia era a matéria mais importante da sua vida.
Sua mãe percebeu sua irritação e seguiu-a até o seu quarto. Encontrou ela sentada na cama olhando para o livro. Perguntou o motivo de estar assim. Respondeu dizendo que odiava ler livros e ainda mais obrigada, pois precisaria ler o livro para fazer sua próxima prova. A mãe senta-se na cama e observa que o livro só tem noventa páginas e desafiou a filha. Se lesse em dez dias o livro, ganharia o celular antes do seu aniversário. Acreditem se quiser, nem isso a animou a ler o livro, mas prometeu tentar. Em uma última tentativa, sua mãe lembrou. Se não era capaz de enfrentar um objeto simples, jamais seria capaz de conquistar seu maior desejo, pois ele dependia da leitura de muitos livros. Talvez se surgir oportunidade alguém conte o maior desejo dela.
Decidiu que um livro não impediria o seu desejo. Começou a ler o livro e percebeu que a história contada era muito boa. Preocupada com a filha, voltou ao quarto, porém a mesma estava concentrada na leitura. Sorriu, percebendo que seu plano foi um sucesso. Fechou a porta com cuidado, não gostaria de atrapalhar aquela leitura.
Pela manhã, cambaleando de sono na mesa encontrou um livro com nome interessante "A marca de uma lágrima" de Pedro Bandeira. Olho e pensou sobre a vontade de ler o livro, entretanto sua irmã retirou das suas mãos com uma rapidez invejável. A irmã falou da necessidade de entregar na biblioteca no outro dia. Retrucou dizendo que entregaria sem falta, mas antes leria o livro. Sua irmã olhou espantada, não acreditou em uma palavra e começou a rir. Deu de ombros e pegou o livro de volta. Nem sua mãe e irmã entenderam nada, com olhares se comunicaram e deixaram para ver o que aconteceria.
No dia seguinte, quase dormindo acordada entregou o livro na mão na irmã e falou que só não gostou da Isabel ter demorado tanto a enxergar a verdade. A irmã questionou se leu as cento e vinte seis páginas em um dia. Da forma mais simples afirmou que sim. Ainda duvidando da caçula falou sobre ela só ter lido o início e o final. Disse que leu tudo e não precisava provar nada. A discussão estava armada. A mãe precisou intervir e ouviu o lado de cada uma, como sempre fazia, não soube como lidar entre a felicidade da sua mais nova ter despertado o interesse pela leitura ou a raiva por estarem brigando novamente.
Avisou a ambas que conversaria com cada uma em particular para decidir o castigo por estarem brigando, quando chegassem da escola. As duas tentaram falar algo, mas não tinham como resolver. A mãe suspirou, pois não sabia como agir naquele momento com elas. Quando voltaram conversou com sua primogênita e seguiu para o quarto da caçula.
Ficou assustada, pois a filha estava lendo outro livro "A droga da obediência" de Pedro Bandeira também. Entrou e perguntou como ela leu tão rápido os livros. Respondeu que só dormiu quando acabou a leitura. Pensou em brigar com ela, porém sabia, esta não seria a melhor forma de fazê-la entender a importância do sono. Explicou que os livros não iriam fugir se ela descansasse um pouco. Com os olhos do gato de botas disse sobre não conseguir deixar de saber como vai terminar a história. Isso a deixava muito nervosa e ansiosa, precisava saber de tudo logo, não poderia deixar para outro dia.
Antes de sair do quarto lembrou e perguntou se só leu os livros para ganhar o celular prometido. Ela parou a leitura e respondeu que não, pois no lugar dele preferiria novos livros, pois descobriu-se apaixonada por eles de uma forma inexplicável. Assim a sua paixão pelos livros surgiu e ganhou o celular e muitos livros.
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