1. Um passo para o fim
As dividas chegaram ao limite. Nossa situação estava tão ruim que minha irmã Ella foi quem pagou a conta de energia para que não cortassem porém o gás já era. Foi cortado.
Também estamos sem o que comer direito... Já tem duas noites que deixo de comer para que eles possam comer.
Erick tem financiado a comida toda noite com suas entregas de jornal.
Como se não bastasse ainda me ligaram do banco dizendo que se atrasar mais um mês a hipoteca eu perderia a casa.
Sentada na minha mesa eu só consegui chorar.
Quando estaria livre de tudo isso!?
Não existe limite para o sofrimento?
Choro até que os soluços sacudam meu corpo.
Algum tempo depois de chorar e chorar me sentia um pouco mais calma. Isso até meu chefe entrar pela porta. O diretor Mac Ran, David Mac Ran.
_Quais são minhas reuniões de hoje? - Ele diz sério enquanto passa por mim apressado.
Pego minha agenda e corro até ele.
_O senhor tem reunião com o banco as três, as cinco a construtora Dellar estará aqui para aprovação da planta do prédio novo da administração. As oito o senhor tem um jantar com o senhor Del'Fiori e amanhã o senhor tem uma viagem para olhar o terreno onde estão as plantações de uva que deseja comprar. - Olho para ele ao terminar de falar. David estava encostado na mesa me olhando sério.
Sem dizer nada ele se aproxima e toca meu rosto. Ele acaricia minha bochecha com o polegar num carinho gostoso. Tenho vontade de chorar novamente.
_Porque estava chorando? - Ele pergunta parecendo preocupado.
_Nada senhor. - Olho para o chão.
_Ninguém chora por nada Elisa. O que aconteceu? - Ele tem estado tão diferente, quase consigo acreditar que realmente está preocupado comigo.
_Problemas... - dou de ombros.
_Posso te ajudar se quiser. - Ele me dá um sorriso galanteador. Eu sei que ajuda ele está falando e é nessas horas que eu sei que não se preocupa comigo de verdade. Ele quer dormir comigo de qualquer forma, a qualquer preço. - É só pedir e será seu.
Com um sorriso deboche dou passo para trás e me afasto antes que ele decida me beijar como das outras vezes.
_Me diga o que precisa. Eu te dou. - é o que ele diz e chego a achar engraçado, preciso de tanto dinheiro que nem ele seria capaz de me dar. Principalmente em troca de uma noite de sexo.
_Preciso de 380 mil. Acho que...
_Você acha de mais, vou transferir para sua conta se é isso que você precisa.
_Tudo isso para dormir comigo!? - Ele me olha e pensa um pouco.
_Se esse for o seu preço. Sim. - estou assustada com isso e com medo.
_Porque está fazendo isso? Você pode ter qualquer mulher que queira. Por que eu!? - pergunto um tanto quanto eufórica.
_Eu quero você Elisa e só você. - Ele passa o polegar sobre a pele do meu rosto e depois refaz o caminho na bochecha num carinho gostoso.
_Não sei se posso fazer isso... - Olho para o nó em sua gravata.
_Eu posso te dar meio milhão se topar passar a noite comigo. Só uma noite e nada mais. - meio milhão! Isso é muito dinheiro resolveria meus problemas com folga e eu ainda teria mais para mater meus irmãos.
_Você está falando sério!? - ele deveria estar brincando, claro que ele estava brincando.
_Nunca falei tão sério em toda a minha vida. Temos um acordo? - seus olhos presos aos meus penetram minha pele me fazendo formigar.
_Temos. - Respondo com meu coração batendo na garganta e um frio na barriga. Medo.
_Carlos trará um contrato para que assine. - é só o que ele diz antes de se virar e sair.
A primeira coisa que faço é ligar para meus irmãos. Sei que Erick nunca irá aceitar, mas temos que reconhecer, essa é a minha melhor chance de resolver as coisas.
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Boa noite. Republicando. . .
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